Notas iniciais
DG: MANO, ta saindo cap na velocidade da Luz esses dias. Não se acostumem, é só porque estamos de férias. Quem sabe semana que vem não tenha capítulo, então né? Nana: MARRY AND THE ROSES VEM AQUI! VC VAI TER QUE ME REEMBOLSAR! VC DEIXOU A DG TODA BUGADA E É CARO PRA CONCERTAR! ELA TA TODA BUGADA! (x2 pq a dg q escrever) ELA TA ERRANDO MAIS DO QUE ERRACA, ANTES ERA TROUXE COM SS, AGORA NÃO, TA COM TODOS ERRES ERROS QUE VC LEU AÍ ELA NÃO VAO MUDAR AS NOTAS PÓ PRA VC VER! Vai ter q comprar outra DG. E OLHA Q ESSA FOI IM-POR-TA-DA DA BANANOLANDIA! DG: desculpa Mary ;-; vc e o Emo Boy têm me bugado muito esses tempos ;-; Por falar nisso, era pra esse capitulo ser do aniversario também, MAS, já que eu 1-tava bugada e 2- tava muito grande, então a gente dividiu ;u; Kissus de paçoca Kissus de oandas e até la em baixo ;-; *desculpem pelos muitos erros, mas a nana n me deixou apagar ;-;* **foram erros de digitação**

Diário da Nick

Wow, faz muito tempo que não escrevo aqui, certo? Faz um mês que esqueci de escrever nessa polcaria de diário. Vou dar uma breve revisão do que aconteceu.

Provas, aulas, estudo, desenho, o que mais?

Sexo, droga, bebidas, álcool...

Que? Que foi que eu disse?

To zoando, ta? Eu não bebo. Nem fumo. SOU VIRGEM.

Mas foi isso. Não mudou quase nada. Tornei-me mais amiga do Rique (Henrique, ta?) e dos outros meninos, assim como a Nana tem andado muito com o Matheus e o João, ela até me falou que eles são shippaveis.

Que seja, acho que tenho que parar de falar com esses meninos, eles estão ficando muito atirados.

~~

O sinal pro fim da aula bateu, era sexta feira, e eu me levantei com um menino atrás de mim.

— Que foi Rique? — perguntei.

— Ah, bem, eu queria saber se... — ele foi tentando falar, e ele estava vermelho, mas fui puxada pela Gabi, e ela estava correndo até a porta, indo pro corredor.

— Vou roubar ela um pouco! É importante! — ela berrou sem me soltar. Ela correu até o pátio, onde estavam a Nana e a Lia sentadas num banco.

— O que você queria falar, Gabi? — Nana se levantou.

— Bela amiga você, já deve ter esquecido meu aniversario! — ela disse e a Nana ficou encabulada.

— Então — disse a loura—, o que você vai fazer?

— Eu queria fazer uma festa do pijama, mas minha casa é pequena e meu pai não deixa, então eu queria saber se vocês tem alguma idéia — ela respondeu.

— EU JÁ SEI! — minha irmã gritou... Já vi no que vai dar — Faz na nossa casa! Não temos adultos pra incomodar, então a gente pode de boas. Né, Nick?

— Bem, tem dois problemas, o primeiro: não quero arrumar toda a bagunça sozinha. E o segundo, não tem comida em casa! Vai todo mundo morrer! — falei exagerada.

— Faz assim então, todo mundo leva quinze reais pra comprar pizza, a Nick faz o bolo e todo mundo ajuda a arrumar a bagunça. Resolvido! — Nana disse com um tom animador.

— Se for assim, por mim tudo bem — falei dando de ombros.

— Certo então! Todo mundo amanha à tarde na casa da Nick e da Nana — Gabi falou.

— Ah, posso chamar a Isa também? — Nana perguntou com os olhos brilhando.

— Pode, ela é legal — respondeu a Gabi — sabe, no pouco que falei com ela — Nana soltou um sorriso. Nos despedimos e seguimos andando.

— Ei, vamos comprar o presente da Gabi?— eu e a Nana falamos ao mesmo tempo. — Só nas telepatia — falamos juntas de novo.

— Vocês vão no shopping? — Lucas falou brotando atrás da gente e nos fazendo pular de susto.

— Quer matar a gente? — Nana falou — Porque eu quase morri!

— Não era nossa principal intenção — Pedro falou brotando do meu lado.

— Vei, como vocês fazem isso? Tão tendo aula de aparatagem com o Leo? — falei com a mão no peito.

— É quase isso — Pedro me respondeu. — A gente vai com vocês no shopping.

— Por que vocês vão vir junto? — Nana falou com ar de “isso é desnecessário.”

— Porque da ultima vez que ficaram sozinhas no shopping a gente teve que ir salvar vocês — o Lucas respondeu.

— Quando foi isso, não me lembro não — falei com falsa duvida — Você lembra disso, Nana?

— Não, isso nunca aconteceu, o Lucas deve ter fumado cigarro de baunilha — ela respondeu.

— Vocês quase foram raptadas! — Pedro falou.

— Nem fomos! — Nana retrucou.

— De qualquer jeito, nós não vamos ficar muito tempo lá, então vocês não precisam vir — falei me sentando no ponto de ônibus e com a Nana se sentando do meu lado.

— Nick... — Nana me chamou — Você sabe andar de ônibus?

— C-claro que eu sei hehe... hehehe... — falei dando uma risada falsa. Pedro e Lucas nos olharam com uma cara de indignados.

— A gente deve ir com elas, né? — Pedro perguntou pro Lucas.

— Claro que sim! Elas não sabem nem andar de ônibus — Lucas respondeu-o.

— É, a gente não deve deixar essas damas sozinhas — o moreno respondeu e me sentou do meu lado, enquanto o Lucas se sentava do lado de Nana.

Depois de um tempo espremidas lá, o ônibus chegou. Andamos nele por uns quinze minutos. Fiquei pensando em várias coisas, tipo no que o Rique queria me falar, ou o que comprar pra Gabi e quando percebi nós estávamos na praça de alimentação do shopping.

— Ué, como a gente chegou aqui tão rápido? — falei assustada.

— Bem — disse Pedro —, a gente entrou no ônibus. Ele andou reto, depois virou e virou de novo, daí andou mais algumas quadras aí. Daí a gente desceu e andamos até aqui.

— Não foi nesse sentido! — falei irritada — Ah, to com fome!

— A gente só vai comer depois de comprar o presente da Gabi — Nana falou seria.

— Por que?! — perguntei triste.

— Porque a gente vai esquecer, sem falar que não vai sobrar dinheiro. E a gente ainda tem que comprar doces pra comer de noite — ela respondeu.

— Certo, certo! — abri o caderno e comecei a escrever nome de alguns salgadinhos e doces — Pedro, Lucas, vão lá no Wal-Mart e comprem o que ta escrito aqui. A gente vai comprar os presentes e encontramos vocês aqui. Pagamos vocês depois.

— Eh? Espera! Se a gente não for com vocês, vai estragar todo o motivo de termos vindo — Lucas falou com falsa raiva.

— Não vamos ser raptadas! — Nana falou brava.

— Mano, pode até ser sexta, mas ta de tarde! Não tem ninguém! — falei olhando em volta, e era verdade, tinham poucas mesas ocupadas.

— Isso mesmo, vão, vão logo! — Nana disse. Eles saíram, o Lucas batendo o pé e o Pedro conformado com a situação.

Fomos andando pra livraria, já que a Gabi ama ler. Nana foi na parte dos livros juvenis— Acho que vou pegar o Sangue do Olimpo... Assim eu posso ler quando ela acabar hehe — ela falou olhando as prateleiras.

— Nana, sua interesseira — falei com cara seria olhando os livros também.

— Achei! — ela disse. Olhei-a e ela estava pulando pra tentar alcançar — Porque essas prateleiras têm que ser tão altas?! Podiam ter, sei lá, um metro e meio! — Revirei os olhos, já começando a me esticar pra pegar o livro, quando vi um braço passando por cima da cabeça dela — Lucas, o que está fazendo? Já acabou de com.... — ela se virou, mas não era o Lucas, era um loiro de olhos verdes com a pele bem branca. — D-desculpe, achei que fosse outra pessoa!

— Tudo bem, é esse que você quer? — ele falou. Tinha um sutaque bem bonitinho, e não conseguia pronunciar direito. Era quase do tamanho do Lucas.

— É... sim — ela falou vermelha. Ele tirou o livro da prateleira e entregou pra ela. — O-obrigada...

You’re Welcome! — ele falou sorrindo. Nana fez uma cara de dúvida. Sabe, ela sabe falar em inglês mas, ninguém sai falando outra língua do nada. O ultimo que fez isso não se deu muito bem...

Senti um apertão na minha cintura me fazendo pular de susto e soltar um grito. Olhei para trás e tinha um Henrique rindo — Da onde você brotou? Dos confins do inferno?

— Quase isso — ele disse rindo. Minha irmã e o menino olharam pra nós. — Então o Thiago já conheceu sua irmã.

— Vocês se conhecem? — Nana perguntou com cara bugada.

— Ele é meu primo. Veio da Inglaterra e vai morar na minha casa — Rique respondeu sorrindo. — Mas e vocês, o que estão fazendo aqui?

— Ah, a Gabi vai fazer aniversario então a gente veio comprar presente — respondi — Por falar nisso, Nana, você ainda não chamou a Isa.

— Verdade! Vou ligar pra ela — ela disse e pegou o celular, indo pro canto. O loiro ficou com a gente.

— Vocês são? — o estrangeiro perguntou.

— Nicole e Nathalie, também conhecidas como Nick e Nana — falei com um sorriso e dando a mão para ele, que a apertou.

— Então você é a Nick! Henrique falou de você — ele disse sorrindo. Rique ficou meio vermelho.

— Falei nada! Para de inventar essas coisas aí — falou frustrado. Comecei a rir.— Vocês vieram sozinhas?

— Era o plano inicial, mas o Lucas e o Pedro ouviram e nos seguiram — falei voltando a olhar os livros.

— E onde eles estão? — disse o lourinho.

— Foram no Wal-Mart, tava faltando algumas coisas em casa, então aproveitamos a oportunidade e mandamos eles irem comprar — falei sorrindo — É sua primeira vez aqui? — perguntei ao estrangeiro, que fez que sim — Vai no looping mano, é muito legal.

— Já liguei! — Nana falou voltando. — Por falar em Looping, a gente bem que poderia ir lá.

— Verdade! Mas eu tenho que decidir um livro pra Gabi primeiro — falei com cara emburrada.

— Mas, não tem problema pra vocês? — e a Nana olhamos com dúvida — Vocês estão de saia — disse o louro.

— Eu sei, mas eu vim preparada! — disse Nana levantando um pouco a saia, mostrando aqueles shorts de academia.

— Eu não... — falei triste. Voltei para os livros e achei um que me chamou atenção. — Acho que vou pegar esse — o título era “Os Mentirosos” —, ouvi dizer que é muito bom.

— Bom, eu não posso ajudar muito nisso — Rique disse levantando as mãos em rendição.

— Mas eu posso— falou Thiago—, já li duas vezes e é realmente ótimo.

— Acho que vou levar esse então! — falei e fui com a Nana pagar. Depois disso nós fomos até o lado de fora e os dois estavam num banco ali. — Querem almoçar com a gente? — perguntei e a Nana mexeu a cabeça em sinal positivo.

— Vamos, ué — Rique disse dando de ombros e se levantando. Quando chegamos lá os meninos estavam em uma mesa de quatro, mas se levantaram ao ver que estávamos conversando.

— Ah, Pedro, quanto deu a conta?— falei correndo até ele

— Deu trinta e pouquinho, mas não precisa pagar o resto — ele falou me entregando a sacola com pockys e salgadinhos.

— O que eles estão fazendo aqui? — Lucas perguntou com um sorriso falso.

— Os achamos na livraria! — Nana falava animada — Thiago veio da Inglaterra! E ele fala inglês, francês e alemão fluentemente! Sem contar que ele também fala português! Ele fala alemão!! — ela dizia isso porque, na verdade, Lucas não sabia falar alemão.

— Eu também falo alemão! — Lucas disse de nariz empinado.

— Não. Não, não. — eu, Nana e Pedro falamos juntos.

— Calem-se! — falou emburrado — Vem, vamos comer — e puxou Nana em direção ao Hot’n Roll.

— O que foi isso? — o louro perguntou.

— Nem eu sei — Pedro respondeu — Ah, sim. Meu nome é Pedro e o estressadinho é o Lucas.

Nice to meet you — ele falou com um sorriso.

— Vou pegar Hot’n Roll também, é a única coisa que eu pego quando venho no shopping — falei, mudando de assunto do nada e indo pra fila. — E Pedro, se quiser comida japonesa, vem pegar aqui também porque eu não vou te dar não.

— Ta! — ele revirou os olhos e me seguiu. Rique e Thiago foram no Burguer King. Depois que pegamos a comida, fomos em uma mesa redonda, que no caso era a única que cabia seis pessoas. No meião ficaram o Lucas e o Pedro, daí a Nana do lado de Lucas, eu do lado de Pedro, depois o Thiago do lado da Nana e Rique do meu lado.

Confuso? Confuso. Mas acho que da pra entender.

— Eu nunca comi sushi na verdade — Thiago disse olhando pro prato da Nana.

— Eh? Serio? — fez uma cara de quem não acreditava — Abre a boca.

— Por que? — o louro perguntou.

— Só abre! — ela repitiu. Ele abriu a boca — Você não é alérgico, né? — perguntou tensa, ele fez que não. Ela pegou um de salmão com cream cheese, e quando foi dar pra ele...

— Ah, eu não peguei esse daí! — Lucas falou.

— O que isso tem? — ela perguntou duvidosa.

— Você tem três, eu quero um! — ele reclamou.

— Mas eu vou dar pro Thiago! — ela falou e o Lucas abocanhou o sushi dos palitinhos antes que ela se protegesse. — Ei!

— Ah, vocês são namorados? — Thiago perguntou.

— Não!/ Sim! — Nana e Lucas falaram juntos. Nana indignada e Lucas meio psicopatico, já Thiago fez uma cara de dúvida.

— Não, não, não. A gente não é! — Nana falou rapidamente.

— Cala a boca! — Lucas falou colocando um sushi na boca dela.

— Por falar nisso, Pedro esta me devendo um sushi e um gyosa! — falei olhando pra ele, e depois pro prato dele.

— Verdade! Abre a boca — ele falou pegando um.

— Mas eu... — tentei responder, mas ele colocou um sushi na minha boca— Eu ia pegar por mim mesma!— falei de boca cheia.

— Nick, pode me dar um? — Rique disse apontando pro meu lombinho empanado. Fiz que sim e peguei pra dar pra ele, mas ele mordeu direto no palito.

— Vocês tão atiçados hoje, em! — falei com a cara vermelha.

— Minhas mãos estão ocupadas com o hambúrguer! — Rique falou em sua defesa.

— Na ultima vez você me deu na boca, então achei justo — Pedro disse. — Agora tem o gyosa! — ele falou e enfiou um na minha boca.

— Ei! — falei de boca cheia.

Não ficamos por muito mais tempo, já que tínhamos que deixar as coisas arrumadas, e eu tinha que fazer o bolo.

— Já vão? — Rique perguntou.

— Já, temos assuntos pra tratar em casa — falei coçando a cabeça.

— Podemos combinar outro dia então? — ele falou meio vermelho.

— Verdade, seu primo queria ir no Looping, né? Eu chamo os outros algum dia, vai ser divertido! Tchau! — falei acenando e saindo com minha irmã, sendo seguidas por Lucas e Pedro.

Fomos ao ponto de ônibus juntos e tal, mó de boas, quando deu no que a gente tinha que sair, eles saíram juntos e já foram entrando no prédio sem mais nem menos!

— Que zoera é essa ai, mano? — Nana disse.

— Não podemos deixar duas menininhas indefesas ficarem andando sozinhas pela cidade grande tão tarde — Pedro falou.

— Mano, primeiro, a gente ta dentro do prédio. Segundo, são quatro horas. Terceiro, não use a mesma desculpa!— falei irritada enquanto contava nos dedos.

— Isso não vem ao caso — Lucas falou nos seguindo.

Subimos no terceiro andar e fomos na ultima porta do corredor. Eles entraram e se sentaram no sofá, ligando a TV e tirando o sapato.

— Acho que vocês estão muito folgados hoje — Falei, pegando os ingredientes para fazer um bolo de morango.

— Que nada, nós já somos de casa — Lucas falou colocando em uma serie qualquer.

— Quem foi que disse? — Nana perguntou.

— Decidimos isso na semana passada — disse Pedro se deitando no sofá.

— Ta, já volto — minha irmã falou entrando no quarto.

— Ah, verdade! — Lucas falou se levantando e indo no nosso quarto. — Nana, cadê minha jaque.... ta... — ele falou, e depois um sapato voou para fora do quarto, quase acertando a cara do Lucas.

— NÃO SE ENTRA SEM BATER NO QUARTO DE UMA GAROTA! — Nana gritou e bateu a porta quando Lucas já tinha saído. Ele estava com uma marca vermelha na cara, mas seguiu e se sentou na poltrona da sala.

— O que é que aconteceu? — Pedro perguntou.

— Na hora que eu cheguei ela estava só de roupa intima — Lucas considerou. — O resto você já deve saber.

— Que seja! — Pedro respondeu entediado e foi para a cozinha, sentando no banco da ilha e colocando a cara em cima dela. — O que você ta fazendo?

— Bolo — respondi batendo a mistura.

— Ahh! — os olhos dele brilharam.

— Não — respondi seca — Você não vai comer.

— Por que? — falou com tom manhoso.

— Porque é pra amanha. Além disso, você nem vai ajudar a fazer! — indaguei. Ele se levantou e entrou na cozinha.

— O que eu faço? — me perguntou. Dei um sorriso.

— Lava, seca e corta os morangos sem deixar cabinhos — respondi, entregando três bandejas de morangos, uma faca e um pote pra ele lavar.

— Nana! — ouvimos a voz do Lucas lá do quarto — Devolve minha jaqueta!

— Jaqueta? Que jaqueta? — Mano, minha irmã ainda ta com essa jaqueta?

— Você sabe que jaqueta!

— Não! Eu gosto daquela jaqueta! — ouvi barulhos de passos na cama. — Leva um blazer meu em troca!

— Ele nem caberia! Se você quer tanto a jaqueta, me de uma calcinha sua!

— NUNCA! — ela berrou.

— De qualquer jeito, eu sei onde fica a gaveta.

— NANA! OS VIZINHOS, NANA! ELES VÃO BRIGAR! — Eu gritei pra eles.

— QUE BRIGUEM! — ela gritou de volta — SÓ NÃO DEIXO ESSE PERVERTIDO LEVAR MINHA CALCINHA!

— Acho melhor só ignorarmos, Nick — Pedro me falou.

— Ta — falei suspirando. Coloquei o papel manteiga nas formas, e o forno pra esquentar. Adicionei fermento na mistura e depois coloquei a massa nas formas e elas no forno.

— Acabei aqui! — Pedro falou.

— Nick!! — Nana me chamou.

— Que foi? — gritei de volta.

— Não consigo pegar minha calcinha de volta do Lucas!

— Aff! Espera aí!— falei, me virando pro Pedro — Sabe fazer glacê? — perguntei, e ele fez que sim.

— Minha tia tem uma Patisserie e eu ia bastante lá quando era menor.

— Ótimo — falei tirando o avental — Vai fazendo glacê de baunilha enquanto eu pego a calcinha e troco de roupa.

— Olha com quem eu estou andando mano... — ele falou e eu saí da cozinha. Fui para o quarto e aqueles macacos estavam se perseguindo.

— Lucas, devolve — mandei com um olhar serio.

— Mas... Minha jaqueta — ele falou tristonho. Quando ele não estava prestando atenção, Nana pegou a calcinha da mão dele e a tacou dentro do armário. — Ei!

— Vai, saiam logo do quarto que eu quero me trocar! — falei despejando-os. Não aguento mais ficar de uniforme! Troquei pra uma camiseta branca grande e um shorts jeans largo, sem meias nem sapatos.

— Ei! O que você ta usando? — Lucas falou quando eu saí do quarto, mas ele se referia à Nana que estava... com a jaqueta dele.

— M-minha jaqueta, ué! — ela respondeu.

— Essa jaqueta não é sua, é minha! — ele gritou. Ouvimos o interfone tocar e eu bufei alto, indo lá na cozinha atender. Lucas e Nana ainda estavam discutindo.

— CALEM A BOCA! — gritei com uma aura negra, fazendo eles ficarem quietos. — Alo?

— Nick, pede pra sua irmã controlar o namorado dela. Tem uma cambada ligando aqui pra reclamar. Se alguém mais ligar eu vou ter que multar vocês — o porteiro disse. Ele não estava com raiva, mas também não estava lá muito feliz.

— Claro, desculpe Alfeu — respondi, desligando. — Nana, o Alfeu mandou você controlar o seu namorado.

— Namorado? Não tem ninguém namorando aqui! — ela respondeu.

— Tem sim! — Lucas falou — Você e a minha blusa!

— Calem a boca! — gritei — Se vocês me fizerem levar uma multa, o Lucas vai pagar e a Nana vai dormir na rua!

— Ta... — eles falaram chorando.

— Nick, terminei! — Pedro falou me chamando.

— Okay, deixa eu ver... — falei indo pra cozinha, lavando as mãos e depois passando o dedo no glacê. — Ficou muito gostoso!

— Posso ganhar um pedaço do bolo? — ele perguntou sorrindo.

— Guardo o que sobrar pra você — ele sorriu. Olhei pra sala e Nana e Lucas já estavam juntos deitados no sofá assistindo algum filme que tava passando na TV. — Vou fazer a geleia de morango, mas eu tenho que ir no mercado. Pode ficar aqui se quiser.

— E ficar de vela? Nem — ele falou e foi me seguindo pra fora da casa.

— Já voltamos, não mexam em nada! — falei saindo— Lembrem que a massa do bolo fica pronta em uma hora se a gente não voltar é...

— É porque você e o Pedro vão estar se pegando, né? — Lucas me cortou.

— Não! É pra tirar o bolo do fogo! — falei e bati a porta de casa. Suspirei ao sair de lá, e olhei para Pedro que estava meio corado. Revirei os olhos — Essa sua pele branca não te favorece — falei andando até o elevador.

— Que? O que quis dizer com isso? — ele corre atrás de mim. O elevador abriu.

— Só se olha no espelho — falei. Ele foi se olhar e ficou mais vermelho — É, eu disse — entrei no elevador e apertei o zero. — Você cora muito fácil. Se algum dia ficar com febre nem vai dar pra distinguir.

— Eu não coro fácil! — ele disse saindo do elevador e andando na minha frente. Segurei no pulso dele, virando-o, e segurando a outra mão no rosto dele. Fui me aproximando bem devagar e ele foi ficando muito vermelho. Comecei a rir muito.

— Viu? Você cora muito fácil! Chega a ser fofo — falei o soltando e andando na frente.

— Você quer acabar com toda a minha masculinidade! — ele falou me alcançando. — Fofo pra um garoto é pior que um xingamento.

— O que eu posso fazer se é a verdade — falei dando de ombros. — Você não é másculo, é fofo.

— E-eu não sou fofo! Sou muito másculo! — ele retrucou vermelho.

— É uma gracinha — falei olhando pra ele.

— Da um tempo! — ele falou bravo.

— Ta, ta, vamos logo, se demorarmos mais de uma hora é possível que a casa pegue fogo — falei seguindo em frente.

Chegamos no mercado que fica a umas quatro quadras de casa. Comprei mais morangos, chocolate, chips e coisas assim. Também peguei mais ovo, já que temos a possibilidade da casa pegar fogo.

— Eu preciso de leite condensado... — falei na prateleira, vendo qual rendia mais. Senti braços na minha cintura, me apertando. — O-o que? P-Pedro o que v-você? — falei corando e olhando para trás. Pedro estava me abraçando forte e não estava vermelho. Voltei a olhar pra frente e ele cheirou meu pescoço. Arrepiei.

— Eu não te disse... — falou sussurrando — eu não fico corado facilmente — ele me soltou e me deu um peteleco.

— Ai! — falei emburrada e virei rápido, mas ele ainda estava bem perto de mim. Ele começou a se aproximar devagar e a me abraçar de novo.

— Vocês vão se beijar? — uma garotinha de mais ou menos cinco anos nos perguntou. Ela estava com um daqueles pirulitos coloridos, com um vestido azul com florzinhas e um lacinho rosa no cabelo, de Maria-Chiquinha e cabelos castanhos escuros.

— É, a gente ia — Pedro disse olhando pra criança, sem me soltar.

— Cala a boca! —respondi corada— Não íamos não! Sai espírito do Lucas, desse corpo que não te pertence! — me soltei dos braços dele e peguei o leite condensado e coloquei na sextinha. Virei-me para a menina — Está perdida?

— Bem, sim... — ela falou encabulada.

— Quer ajuda? — Pedro perguntou se abaixando. A menina fez que sim — Certo, vamos lá com a moça — ele pegou na mão dela e fomos andando até aquela moça que faz anuncio no som do mercado. — Qual o nome da sua mãe? — ele perguntou.

— Diana — ela falou olhando pra baixo.

— E o seu nome? — perguntei.

—Julia.

— Pode chamar a Diana e falar que a filha dela está aqui? Ela se perdeu entre os corredores — Pedi para a moça. Ela falou no alto falante e uma mulher com pele morena e cabelo castanho cacheado apareceu logo depois. Ela abraçou a menininha.

— Já mandei você ficar perto quando formos no mercado... Quem são esses? — a morena falou.

— Eles me ajudaram — Julia falou. A mulher agradeceu a nós dois e pediu desculpa pelo que tinha acontecido, e depois saiu com a menininha.

— Não sabia que levava jeito com crianças — falei olhando para o Pedro.

— É claro que levo jeito com crianças! Elas me adoram — ele falou de nariz empinado, se achando.

— Já pode ser pai, então? — falei brincando.

— Não só posso como já sou. Lucas já não lhe apresentou os nossos filhos? — ele falou brincando enquanto me seguia até o caixa.

— Claro, o Math e a So, não é? — eu ri enquanto a caixa passava o que eu ia comprar. — Ah... deu mais do que eu esperava — murmurei.

— Certo, eu pago o resto! — Pedro falou pegando a carteira no bolso da calça. Paguei o que eu tinha e ele me ajudou, depois voltamos para casa, cada um com duas sacolas de compras.

— Acho que não demoramos tanto, né? — perguntei olhando pro relógio do celular.

— Demorou menos de uma hora — ele disse olhando também, — Pelo menos sabemos que o bolo está bem. — eu ri. Pelo menos alguma coisa boa.

— Cheguei! — Falei entrando junto com Pedro. — Por que vocês estão equilibrando uma batata com as testas?

— Eh... — eles falaram juntos. Nana estava na ponta dos pés e Lucas o mais agachado possível, e estavam meio que se segurando um no outro — Teste de sincronia...

— Vou fingir que entendi tudo — falei entrando na cozinha e colocando o que tinha comprado em cima da bancada, tirando o bolo do forno em seguida. Coloquei-o na geladeira.

—Vocês parecem duas crianças! — Pedro falou entrando na cozinha comigo e colocando as outras duas sacolas na bancada.

— Ei, eu sou mais velho do que você! — Lucas falou se levantando. Nana tentou segui-lo mas... ela é muito baixinha. A batata caiu no chão e os dois tropeçaram caindo no sofá.

— Lucaaas! A batataaa — ela falou batendo no peitoral dele e choramingando — Você deixou ela cair! Idiota, por que fez isso?! Minha batataaaaa...

— Mano, o que tinha de mais nessa batata? — perguntei pegando as coisas pra fazer a geleia.

— Eu tinha apostado que a gente ficaria mais de quinze minutos equilibrando essa batata, e o Lucas disse que seriam mais de dez e menos de quinze!

— E quantos foram? — perguntei.

— Só treze! Eu perdi! — ela choramingou.

— Qual era a aposta? — Pedro perguntou.

— Nem eu sei! A gente ia decidir agora! — ela falou saindo de cima do Lucas e sentando no chão.

— Se for assim, eu quero minha jaqueta — Lucas falou se sentando no sofá.

— Não!— Nana indagou. — Me recuso!

— Nana! Essa jaqueta é minha! Você teria que me devolver de qualquer jeito!

— A partir do dia que você a deixou comigo, ela passou a ser minha — minha irmã disse se abraçando na jaqueta.

— Se for assim, deixa uma calcinha comigo! Aí ela vira minha! — Lucas declarou com os braços cruzados.

— Nana! — eu chamei e ela olhou pra mim — Faz aquilo que eu te falei na livraria. — ela pensou um pouco e deu um sorrisinho maquiavélico.

— Claro Lulu — Nana falou com uma voz esganiçada. Lucas a olhou como quem não acreditava. Ela subiu em cima dele de novo — Você pode pegar a que eu estou usando agora... Se conseguir, hihi! — ele ficou mortalmente corado, como se pudesse sair fumacinha da cabeça dele. A Nana começou a rir muito louca e psicopaticamente, caindo de cima do Lucas e parando no chão, mas sem parar de rir. Comecei a rir também. — Eu não acredito que funcionou!!

— O que ta acontecendo aqui? — Pedro perguntou olhando em volta. Lucas estava com as mãos tampando a cara.

— Eu disse! Eu disse! — falei rindo com a mão na barriga caindo sentada e batendo os pés no chão.

— Ui Lulu, colocar a mão no rosto não vai fazer você ficar menos vermelho — Nana falou rindo. Lucas desviou a cara.

— CALA A BOCA!

— Parece que a Nana ganhou mais um dia com a jaqueta! — minha irmã falou rindo ainda no chão.

— Ganhou nada, devolve minha jaqueta! — ele falou pulando em cima dela no chão tentando tirar a jaqueta. Eles começaram a se estapear e se xingar até eu colocar ordem de novo.

~~

No fim do dia, Pedro me ajudou a terminar a geleia e os ingredientes, pra eu montar o bolo amanha de manha. Nos despedimos deles, que seguiram pra casa quando já estava anoitecendo. A Nana ficou com a jaqueta do Lucas porque ele esqueceu de levar na saída.

Foi um dia muito legal, mas duas duvidas permanecem na minha cabeça. O que Rique queria falar e o que aconteceria se eu tivesse beijado o Pedro.

Notas finais
DG: Desculpem a sacanagem pessoal~~ NANA: MARY, NÃO ESQUECE MEU DINHEIRO! DG: pra vc que faz igual eu e pula as notas iniciais, talvez semana que vem não saia cap pq eu vou estar ocupada com um projeto de animação, e já que é ferias, estamos postando o maximo possível (tem mais um essa semana ainda). Espero que tenham gostado~~ Nana: só consigo pensar em uma coisa nesse momento... "show me the booty, give me the booty, I want the booty~" Kissus de paçoca, Kissus de Pandas e até o proximo