Quase Normais

13 Foca... não, não essa foca!


Notas iniciais
DG: Q TITULO BOXXT NANA: só to com sono aqui.... DG: desculpem não termos postado ontem, é que nossas aulas voltaram, antes de ontem e alguém aqui não tinha dormido a noite inteira! E com isso quero dizer, nem uma hora de sono! NANA: Eee Dg DG: Mas foi vc ;--; q dejavu Kissus de paçoca Kissus de pandas E leiam as notas finais, em!

Diário da Nath

Nunca deixe quatro garotos dentro da sua casa, ouviu?

Nunca.

~~

Comemos o bolo lá, e decidimos nos juntar no quarto — O que foi aquele barulhão lá na sala? — Lia perguntou. Ela já estava de calça jeans e um moletom de gatinho.

— Nada de mais — respondi abrindo o armário e pegando um shorts branco e uma regata.

— Como assim nada de mais? — Lucas repetiu.

— Mas não foi mesmo! Foi uma das primeiras coisas que eu aprendi na escolinha de karate — conclui, saindo do quarto e indo pro banheiro, sendo seguida da minha irmã. — Por que você ta me seguindo?

— Mano, a gente ta pelada juntas desde o útero da nossa mãe e você vem reclamar disso agora? — ela me falou com cara de poker face. Dei de ombros, não posso dizer que é mentira.

— Ta, ta! — respondi revirando os olhos e entrando no banheiro. Ela entrou junto e trancou a porta. — O que foi aquela ceninha com o Pedro de manha? — falei meio maliciosa.

— Mano, nem eu sei — ela me respondeu dando de ombros e colocando o shorts. — E a sua cena com o Lucas?

— Que cena que nem eu sei?! — perguntei franzindo o cenho.

— Bem, você beijou o Lucas na sobrancelha, ficou cheirando o cabelo dele, abraçou ele o que fez com que seus peitos ficassem meio a mostra e disse que beijaria ele — ela me falou com um sorrisinho.

— Quando foi isso? — acho que minha irmã bebeu uns troço loco aí, que ta meio estranha essa história.

— Hoje de manha — ela falou mostrando a língua. — Se duvida tanto, pergunta pro Lucas e pro Pedro, eles também estavam lá.

— Ta, ta, ta — falei colocando a roupa. — Vamos chamar o Matheus e o João quando as meninas forem embora? Eles são mó legais.

— Matheus... João... — ela falou olhando para cima, tentando se lembrar.

— Aqueles shippaveis — completei.

— Ah! — ela falou abrindo um sorriso — Lembrei! Pode ser. A Gabi vai embora as 17, já que tem um compromisso com o pai, a Isa vai em uma caravana com a mãe daqui a pouco e a Lia vai em um jantar com os pais hoje, então vai ter que sair daqui a pouco.

— E os dois coisinhos? — perguntei pra ela enquanto escovava o cabelo.

— Você acha que eles vão sair? Se for por eles, vão começar a morar aqui — ela falou começando a escovar os dentes. Fiz o mesmo.

— Acho que eles não ligam — falei dando de ombros. Saímos do banheiro e vi o Lucas com o meu celular.

— Hum? Sim, é o celular da Nana — ele falou. — É o Lucas, é que eu dormi com ela essa noite, agora ela está se trocando.

— Não faça as pessoas entenderem coisas errado tão abertamente — falei pegando o celular da mão dele. — Oi, é a Nana, quem fala?

Ah, Nana, é o Thiago — o menino falou do outro lado da linha. — Desculpe interromper você e o Lucas...

— Não, você não interrompeu nada — respondi.

— Como assim não interrompeu? — Lucas falou do meu lado. Dei um tapa na cabeça dele — Ai!

— De qualquer jeito, o que foi? —falei me sentando na cama.

Ah, eu ia chamar você e a Nick para irem amanha no shopping comigo e com o Rique, mas acho que seu namorado não vai gostar — disse um pouco tímido.

— Ah, Lucas não é meu namorado, não foi nesse sentido de dormir, foi no sentido dormir mesmo. Sabe, sonhar — falei — e amanha a Nick não tem que trabalhar, então acho que tudo bem.

— Ei, você pode não ter dormido comigo nesse sentido, mas tem que admitir que foi maravilhoso — ele falou se sentando do meu lado, o mais alto possível pro Thiago ouvir.

— Você não sabe o que é ser esmagada — respondi. — Mas voltando pra conversa, acho que podemos sim, mas tem gente aqui em casa agora, então vejo com ela depois. Tchau!

Good Bye! — ele disse desligando.

— Tira esse sorriso bobo da cara — Lucas falou apertando minhas bochechas.

— E-eu não estou com um sorriso bobo! — falei vermelha tirando as mãos dele do meu rosto. — Eu só sorri porque ele falou good bye e eu achei fofo!

— Por que quando eu falei alemão você não achou fofo? — Lucas falou indignado.

— Nem precisa responder, né? — falei com cara poker face, colocando o celular em cima da cômoda. Ouvi a campainha de casa e a Nick foi lá atender.

— Nana, é o Iago! — ela me chamou. Fui saindo do quarto mas Lucas segurou a minha mão e começou a me puxar.

— O que foi? — o titã colossal falou com pose de sério, conversando com Iago.

— É que eu tenho visitas hoje, e eu queria pedir as minhas xícaras — Iago disse. Por falar nisso, ele tem a pele um pouco morena, mas nem tanto, cabelos e olhos castanhos e usa óculos.

— Hum, visitas? — perguntei maliciosa.

— Cala a boca que você não tem idade pra ficar pensando nisso — o mais velho falou cruzando os braços. — Agora vai pegar minhas xícaras!

— Vou precisar de ajuda, é muita xícara — falei de sobrancelhas arqueadas.


— Pede pro seu namorado — ele falou apontando para nossas mãos entrelaçadas.

— Eu falei pra você soltar! — falei com raiva.

— Falo não — Lucas disse, soltando-a. Andei até a cozinha e fui pegando as xícaras.

— Porque a Nick guardou lá em cima?! — perguntei pra mim mesma enquanto subia na bancada pra alcançar as xícaras.

— Fica longe da Nana porque é pedofilia — ouvi Lucas falando.

— Calma menino, a Nana é só minha vizinha — Iago disse. — Além disso, ela é muito baixa. Prefiro meninas com mais de 1,60. Mas e você?

— Sei lá, eu gosto de baixinhas — ele falou com um sorriso. Acabei de pegar as xícaras e desci do balcão, indo para a porta.

— Quem é que vocês estão chamando de baixinha? — perguntei brava.

— O Iago falou primeiro — Lucas disse enquanto eu entregava as xícaras.

— Ele é mais velho, não posso bater nele — dei de ombros.

— É, vou deixar os namorados se resolverem — o universitário falou indo para o apartamento do lado. Bufei alto, por que pra todo mundo nós somos namorados?

Fechei a porta e entramos em casa. Lucas estranhou — Ué, não vai fazer nada quanto a isso?

— Nem ligo mais, faz quase dois meses que estou sendo chamada de namorada do Lucas, já estou acostumada — respondi revirando os olhos.

— Quer tornar isso uma realidade então? — Lucas murmurou.

— Que? — perguntei meio poker face.

— N-nada não, deixa pra lá — Lucas falou colocando a mão na nuca e corando um pouco. Eu entendi o que ele quis dizer, mas acho que não estou pronta pra mais uma desilusão amorosa, além disso, não sei se vou conseguir corresponder aos sentimentos dele.

Não poderia brincar com ele do mesmo modo que Daniel fez comigo...

Conforme eu pensava, meu sorriso se desfazia. Comecei a pensar que poderia ser diferente com o Lucas, mas também pensei que não estaria pronta para amar de novo. — Sei lá — Lucas falou pensando alto— Às vezes parece que você gosta de mim, e as vezes que você só quer distância.

Entramos no quarto e as meninas já estavam arrumando as bolsas pra irem embora — Já vão? — perguntei.

— Sim, minha mãe acabou de ligar falando que vai passar aqui, vamos ficar uma semana fora — Isa disse com a mochila nas costas.

— Tenho que ir no salão e comprar um vestido pra festa de hoje, então tenho que ir agora — Lia disse.

— Já meu pai adiantou o compromisso porque ele tem mais coisas pra fazer depois — Gabi completou por último, e quando eu percebi as três estavam para fora de casa dando tchau.

— Nana, liga lá pros coisos — Nick disse.

— Okay — respondi. Liguei pro Matheus e pro João e eles disseram que já estavam vindo. Eles nunca vieram aqui, mas não é tão difícil de achar. — Lucas, Pedro, vão se trocar! — falei pra eles.

— Eh? Por que? É bem mais confortável assim — o mais alto disse se deitando no sofá. Nick começou a esvaziar o colchão de ar.

— Por que logo o Matheus e o João vão chegar, então vão deixar a casa arrumada! — ela falou. Pedro pegou sua mochila e foi andando para o nosso quarto — Ou, ou, ou. No nosso quarto não — ela levantou correndo e puxando-o pelo ombro.

— Vocês viram minha camisa? — Lucas perguntou olhando para os lados.

— Como assim? — Perguntei. Como alguém perde a própria camiseta?

— Sei lá, eu tirei ela de noite e não achei mais — ele disse dando de ombros.

— Então trate de procurar! — Nick falou dando um tapa na cabeça dele.

— Ai! Vocês não vão me ajudar — Lucas falou com cara de manha.

Olhei para a Nick, ela me olhou.

Olhamos pro Lucas.

Voltamos o olhar para nós.

— Ta — bufamos juntas.

— Mas levanta essa bunda daí e vem ajudar! — Nick falou e voltou a ajeitar as coisas — Se eu achar, eu te dou.

Lucas levantou com preguiça e começou a arrumar as cobertas. Fui arrumar a cozinha.

Sabe aquele trato que fizemos?

Então, as meninas se mandaram antes de ajudarem a arrumar.

Sacanagem isso.

Fui lavando a louça que a Nick trazia. Odeio lavar louça, parece que enquanto mais eu lavo mais louça tem!

Olhei para o lado e vi um tecido azul escuro todo embolado. Fui chegando perto e o desvirei do avesso. Era gigante, e sem dúvidas a blusa do Lucas.

Tinha cheiro de baunilha...

Por que tudo que é dele tem cheiro de baunilha?! Está tentando me atrair com doces?! Antes que percebesse, metade do meu rosto estava soterrado pela camiseta.

—O que está fazendo, pervertida? — Lucas falou entrando na cozinha. — Ei! Minha blusa! Já me tirou minha jaqueta favorita, levara a blusa já é demais!

— Eu estava indo devolver pra você! — falei brava entregando a roupa. — Por falar nisso, como ela veio parar na cozinha?!

— Eu vou lá saber? — o gigante completou — Ela faz o que bem entende, nunca fui alguém que prende os outros!

— Mas é uma camisa... — murmurei.

— Nick! — ouvi Pedro gritar.

— O que foi?! — ela falou de volta.

— E-empresta uma toalha? — ele falou meio envergonhado. Só pode estar de brincadeira. Nick murmurou alguma coisa e foi até o armário de toalha, pegando uma que a gente nunca usa.

— Toma — ela disse entregando a toalha sem olhar para a porta, que se fechou rapidamente. — Aproveita e deixa ela na lavanderia depois.

— Por falar em lavanderia, por que você estava com minha camisa no seu rosto? — Lucas falou desviando o olhar de lá pra cá.

— Não tem nada a ver! — falei voltando a arrumar a cozinha.

— Não muda de assunto — ele falou chegando perto e colocando a cara na frente da minha.

— Não é minha culpa se tudo em você tem cheiro de baunilha! — falei brava enquanto batia na cara dele com um pano de lavar louça.

— Eu não tenho cheiro de baunilha! — tentou se defender. Só tentou, porque a maior fragrância que esse menino tem é de baunilha! O interfone tocou e a Nick foi atender.

—O povo chegou — ela falou catando a bagunça do chão.

— Povo? Que povo? — Pedro falou, saindo do banheiro com a toalha na cabeça, a bermuda que ele estava usando e algumas gotas de água pelo corpo. Ele ta tentando seduzir minha irmã mano? Porque é o que parece.

— João e Matheus — Lucas falou se espreguiçando.

— A dupla sertaneja? — perguntou Pedro.

— Esses mesmos — Lucas continuou.

Minha irmã revirou os olhos e olhou para Pedro. Ficou olhando ele de cima a baixo enquanto ficava vermelho — Vai colocar uma blusa! — disse por fim, retirando o olhar dele.

— Por quê?! — perguntou triste — Lucas também está sem!

— Mas vai ficar me distraindo... — ela murmurou olhando pra baixo.

— Verdade, nem reparei — falei olhando o gigante de cima a baixo, enquanto o mesmo colocava a camisa e soltava uma risada de deboche.

— Pronto, coloca logo uma camisa! — Nick falou.

— Mas o Lucas só colocou a camisa porque ele seria assediado pela Nana! — a campainha tocou.

— Você sabe que elas irão abusar de você também — Lucas falou com cara safada.

Nick foi atender a porta, trazendo o louro e o moreno para dentro de casa. Nos sentamos no kotatsu e começamos a conversar enquanto Nick pegava os doces que tinham sobrado.

— Ah, ta muito calor! — João reclamou. Pedro ainda estava sem camisa, e sentado do lado da Nick.

To de olho nessa zoeira Pedro.

— Ta mesmo! — Nick reclamou ameaçando pegar um pocky, mas pegando outro doce em seguida. Acho que traumatizamos a criança.

— Mas ta tipo, muito calor mesmo! — ele repetiu se deitando no chão — JÁ CHEGA! — e só vi sua camiseta verde voando para o outro lado da sala.

— Ei! Trate de por essa camisa aí! — Nick implicou — Nessa casa é proibido ficar sem camisa!

— Mas e o Pedro?! — o louro repetiu.

— Você não tinha percebido? — Pedro perguntou com um sorriso encabulado. Nick o olhou, olhou pro João...

— Ele nem tem tanquinho! — ela falou.

— AI! — Pedro falou com a mão no coração — Isso dói, sabia? Aqui dentro!

— Nana só observa — Matheus disse. Mano, deixa eu me concentrar aqui na comida.

— Vei, eu to comendo —falei.

— Viu? Ela quer ver a gente sem camisa! — o louro falou para o Matheus.

— Quem disse isso? — perguntei.

— Seus olhos Nathalie, seus olhos — repetiu.

— Eu nem to ligando véi! Só me deixa comer! — falei triste.

— Vai, vocês dois, vão colocar a camiseta de vocês agora! — Nick falou, fazendo gesto de xô com as mãos.

— Ah Nick, nos de um desconto só dessa fez —quem disse foi o Matheus, tirando a blusa e colocando do lado dele. — Ta muito calor!

Pedro olhou para os lados — Tantos garotos têm tanquinho... O que será de mim? — ele se perguntou com voz tristonha.

Olhei para Lucas — Pelo menos você está certo dessa vez — e voltei meu olhar pra comida. Percebi que ele deu um sorrisinho.

— Certo no que? — arqueou as sobrancelhas.

— Em não tirar a cami... — na hora que percebi, ele também já estava sem camiseta — Não faça isso! — gritei tapando os olhos.

— Por quê? — ele falou rindo e tentando destapar meus olhos.

— Pare! Vai me desconcentrar! — falei ainda firme e senti-o fazendo cócegas em mim — DE NOVO NÃO! — comecei a bater os pés no chão e a me escandalar.

Essa palavra existe? Ah, nem ligo, agora existe.

Olhei para o lado e vi Nick na mesma situação, mas com o Pedro em cima dela. João começou a se aproximar do Matheus — Nem inventa — o moreno revidou com um olhar matador...

Mano... olhar matador...

Eu sou a única que entende isso com um olhar que atira faquinhas? Tipo, imagina que louco! Você fala alguma bobagem e começa a sair, sei lá, faquinhas ou raios do olhar da pessoa... Bem loco.

Foca Nana, Foca! N-não... Não a foca animal mas... VOCÊ JÁ ENTENDEU!

Não tenho tempo pra pensar nisso...

— JÁ CHEGA! — gritei, colocando meu pé no peitoral do Lucas e fiz o mesmo de mais cedo, passei ele por cima da minha cabeça, caindo de costas no chão.

— Ai... Pra que agredir? — ele falou se sentando com a mão na cabeça. Pedro estava com os olhos esbugalhados olhando pra mim.

— Guarda baixa! — a Nick gritou, passando por cima de Pedro e segurando-o pelos pulsos, depois suspirando alto — Finalmente, achei que fosse morrer! — ela olhou pra mim e para Lucas com uma cara de quando é que isso aconteceu? Ah, que seja! — Nunca brinquem de fazer cócegas na Nana, ela age mortalmente sem nem perceber. Lucas tem sorte dela só tê-lo empurrado pra trás, uma vez fui fazer isso nela e ela me deu um chute no nariz...

— Nota mental — Matheus falou — Nunca fazer cócegas na Nana...

— Por que vocês gostam tanto de fazer cócegas na gente? — Nick perguntou soltando Pedro e se sentando normalmente.

— Sei lá — ele se levantou —, a reação de vocês é engraçada!

— Não sei o Pedro, mas o meu é outro — Lucas falou sentando com pernas de índio.

— Bem, qual seria esse motivo? — perguntei.

— Não vou falar! — ele virou a cara.

— É um motivo pervertido? — Matheus perguntou com um olhar malicioso.

— Vocês não podem se considerar homens se não pensarem nisso... — ele falou com um sorrisinho.

— EI! Garotos normais não ficam pensando esse tipo de coisa das garotas! — falei com raiva.

— Mano, até o Pedro pensa, só não demonstra — Lucas observou.

— Ei, não me mete nessa não! — o moreno falou.

— Nem quero saber, seria coisa de mais pra pensar, insuportável — falei me referindo a Lucas.

— Eh? Sou insuportável por quê? — ele falou com voz de culpa, mas com um sorriso.

— Você só pensa em coisas pervertidas! — falei brava.

— Eu não penso em coisas pervertidas! — ele se defendeu, ou tentou.

— Ah não, magina! Adoro quando garotas correm, vejo os peitos delas balançando — comecei, imitando a voz dele — Amo quando garotas me abraçam, da pra sentir os seios delas.

— Ei! Eu nunca disse isso!

— Mas pensou — retruquei enquanto ele ficava um pouco vermelho — Viu?! Vocês garotos só pensam nesse tipo de coisa.

— Ei! Não penso coisas pervertidas das garotas! — o loiro falou. Olhei para ele com uma cara maliciosa, pra garotas né? E do Matheus? Huuuummm — A não ser que a garota foi minha.

— Às vezes não da pra evitar — Matheus deu de ombros. — Às vezes a menina pede pra que pensem coisas pervertidas dela. Agora, desculpe Lucas, mas se você consegue maliciar uma garota que usa burca nós estamos perdidos.

— Ainda não cheguei nesse ponto — ele falou balançando a mão de um lado pro outro.

— Amém, né? — gritei jogando as mãos pro alto.

— Hum, ta com ciúmes? — Lucas me perguntou — De tipo, eu ficar pensando safadezas das outras garotas?

— Vai no sonho, quem sabe ele te leve para algum lugar — falei revirando os olhos e me levantando.

— Onde vai? — Nick me perguntou.

— Vou pro quarto! Não quero ficar com essa gentalha, mais conhecido como Lucas — falei entrando no quarto e me deitando na cama. — Que bom que a Nick arrumou — murmurei.

Acabei dormindo e acordei com um Lucas na minha frente, com a mão no meu rosto.

O pior é que isso nem foi o mais estranho, é que minha mão estava sobre a mão dele e ele estava dormindo com um sorrisinho. Fiquei extremamente corada quando percebi o quão perto ele estava!

Tirei minha mão de cima da dele bem rápido e me sentei na cama — L-ucas?! O que você esta fazendo aqui?!

— Hum? — ele murmurou — Você fala muito. Acabou de acordar e já está gritando, tenho dó da Nick...

— Por que você apareceu aqui do nada?! — perguntei com raiva enquanto ele me puxava e abraçava na cama.

— Estou aqui há praticamente uma hora. Nick desceu com Pedro pra levar o Matheus e o João lá em baixo.

— Certo, entendi, mas você ainda não me falou porque está aqui! — falei tentando sair dos braços dele.

— Eu entrei no quarto pra pedir desculpa mas... Bem... você tava dormindo e... — ele falou com sono.

— Certo! Só me solta e vai logo pra casa! — Lucas fez uma cara tipo de cachorro abandonado. — Ehh? Tão fofinho... Não resisto!

— Cafuné... — ele falou com aquela cara.

MAS QUE FOFINHO!

Comecei a fazer cafuné nele sem nem perceber, e ele só faltava abanar o rabinho...

FOCA NANA! FOCA DE FOCO!

Não aqueles bichos fofinhos chamados de foca mas...

JÁ ENTENDEMOS!

— É serio Lucas, vai pra casa, tem aula amanha — inventei uma desculpa.

— Mas o Pedro já foi embora!

— Então você não pode voltar sozinho tão tarde da noite! — falei olhando para a janela e estava escuro.

— Ah, que pena, acho que vou ter que dormir aqui com o seu cafuné...

— O NICK! ONDE TA MINHA MOCHILA?! — o Pedro gritou. Olhei para Lucas.

— Achei que ele tinha ido — ele deu de ombros.

~~

Bem, no fim, os dois foram pra casa e o Lucas esqueceu a blusa dele de novo aqui. Mesmo que já tenha saído o cheiro de baunilha, MAIS UM DIA COM A BLUSA DO LUCAS!

TUTUTUTUTUUU

Ah, algum dia eu esfrego a blusa nele pra ganhar cheiro de novo.

(N/A: Sei que é chato, mas leiam as notas finais porque a gente tem uma pergunta importante~~)

Notas finais
Nana: Ai... Tive tantas ideias! Eu sou uma maquina de ideias e a Dg é uma de escrever! DG: Vamos logo pro que interessa sua baranga! NANA: ;U; DG: Sabem que as gêmeas vão sair com o Rique e o Thiago no próximo capítulo, né? Então, tivemos algumas ideias e para isso nós precisaríamos dos "diários" do Lucas e do Pedro, achamos que seria interessante mostrar mais uma visão ^^ NANA: Verdade, seria tipo, mto top, até pq já temos ideias e tals, e vai ficar lecaul *u* Pensem nisso ~~ Kissus de paçocas Kissus de pandas Vlw pelo feedback que vcs têm dado E até o proximo :3