Quarteto Fantastico
11 Thomas
Notas iniciais
Quando Thomas acordou, pensou que seria uma manhã como ontem, “de boa”, “calma”, mas quando chegou à escola meio que se arrastando, percebeu que alienígenas haviam dominado a terra, ou algum plano do governo havia dado certo (ou errado, nunca se sabe).
Jason estava rindo e Dylan estava com uma cara rabugenta, definitivamente havia acontecido alguma coisa.
— O que houve com o Dylan? – Thomas pergunta um pouco baixo para Jason.
— Parece que... Sua mãe não vai vim hoje. – Jason responde com um pouco de dificuldade. Thomas não havia entendido o motivo da graça.
— Thomas! – Dylan, que até agora estava ocupado desenhando/rasgando com uma caneta uma folha de papel, grita, só agora percebendo a presença do moreno. – Eu preciso reclamar com alguém, esse cara não sabe fazer nada além de rir.
Jason começou a rir ainda mais, era a primeira vez que Thomas via esse lado do Jason, então uma reclamação simples do Dylan faz esse tipo de reação no Jason? Acho que nunca poderei fazer isso, Thomas suspira internamente, começando a prestar atenção no Dylan.
— Quando estávamos voltando para casa, o Edward ficou agindo como uma namorada preocupada, “entre, mas mesmo que você pegue um resfriado, eu vou cuidar de você amanha”, — Dylan fala imitando uma voz feminina, neste exato momento Thomas estava apertando os lábios para não rir. – Agora quem é que faltou hoje?! Hein?! Se eu chegar na casa dele e ele estiver resfriado, vou fazer questão de acorda-lo com agua fria! – Dylan se exalta, falando não mais com Thomas, mas sim com a janela. – Como ele ousa mentir para mim?!
— Sim...Eu te entendo...Dylan... – Thomas estava realmente se esforçando para não rir, um cara alto como aquele reclamando que sua mãe não estava ali para cuidar dele, e sua suposta mãe fez uma promessa tão vergonhosa como aquela, era difícil.
— Não quero que me entenda, quero que me ajude! – Dylan de repente pega as mãos de Thomas, seus olhos estavam brilhando de tanta esperança.
— Dylan, eu sei que sua mãe faltou hoje, mas não é o fim do mundo, você ainda tem que estudar. – A professora Rose fala, ela era conhecida como uma professora incrivelmente carismática.
— Ok. – Dylan fala sorrindo e solta as mãos de Thomas, voltando para o seu lugar. Thomas faz o mesmo.
**
— Vamos matar aula. – Jason fala de repente, no horário de intervalo. Thomas percebeu que nunca havia matado aula antes, simplesmente não havia lugar que ele quisesse ir, e caso ele voltasse para casa, sua pele seria estendida no varal pela sua própria mãe, mas havia um motivo mais forte...
— Muito cansativo. – Thomas fala simplesmente.
— Eu não vou aguentar o Dylan por mais tempo! – Jason fala rabugento e aponta o dedo para a cara de Dylan, que até agora estava fazendo questão de fazer barulho enquanto bebia suco em um canudo e fingir que estava chorando. – Ele está sendo muito dramático, ele merece um Oscar de ator do drama!
— Se quiserem, podem matar aula, vou ficar na escola. – Na verdade Thomas se sentia meio intimidado pelo Edward, como se soubesse que a mãe de seu amigo não gostasse de você e você não quer ir mais para casa do amiguinho por vergonha, era mais ou menos isso que Thomas sentia, poderia parecer infantil, mas ele nunca havia sido tratado de forma desconfiada, todos confiavam em sua aparência calma... Mas quem havia para confiar em mim...?
— Hehe, mas quem está no nosso grupo agora? Quem vai ser o primeiro questionado? Hein? Quem é que vai se ferrar sozinho enquanto nós estaremos lá de boa? – Jason deu um sorriso cínico, se aproximando cada vez mais de Thomas.
—... – Thomas solta um suspiro, desistindo. – Ok, eu vou, mas como vamos fazer isso?
— Não se preocupe, eu cuido do resto, vamos pegar nossas coisas. – Jason se levanta do banco, sendo seguido por um apreensivo Thomas e um saltitante Dylan.
**
Jason sabia onde ficava cada câmera, cada canto e tinha varias estratégias de como matar aula no meio do recreio (alguns até no meio da aula) com estilo desenhado no caderno. Thomas agora tinha certeza, Jason era um delinquente.
Depois de muita dificuldade Thomas conseguiu pular o muro, Jason estava acostumado e Dylan tinha mais flexibilidade e energia do que seu maior inimigo, os gatos, como ele próprio havia dito, às vezes Thomas se perguntava se Dylan não tinha Síndrome de 8* série...
— Bem, vamos lá. – Dylan começa a se alongar, fazendo vários tipos de “crack”, aquilo estava dando agonia tanto no Jason (estava se retorcendo todo), quanto no Thomas.
— Dylan, seu maldito, chega! – Jason voa pra cima de Dylan, quase os derrubando.
— Ahh, cuidado! – Dylan grita antes de cair no chão.
**
Depois de muito esforço e paciência, Thomas entendeu o porquê do Edward ser tão importante naquele grupo: Ele era simplesmente a mãe.
Dylan e Jason sempre discutiam quando estavam conversando, Jason tentava enforcar Dylan a cada oportunidade, Dylan parecia que tinha prazer em irritar Jason, e tudo que Thomas podia fazer era tentar acalma-los.
Quando finalmente chegaram à casa de Edward, Thomas só pode fazer uma cara: O.
— Mano... Essa é a casa do Edward...? – Thomas não conseguia fechar a boca, apesar de sua casa na Inglaterra ser quase do mesmo tamanho, não tinha tanto estilo assim.
— Você ainda não viu dentro, tem uma piscina enorme lá, vamos! – Dylan puxa Thomas para dentro, passando pelo portão que estava destrancado, apenas esperando seus convidados desejados.
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