Quarteto Fantastico
12 Dylan
Notas iniciais
Dylan estava acostumado com tudo aquilo, a riqueza dos pais de Edward era algo que todo mundo na cidade conhecia. Mesmo que a Sra. Akemi Shimizu seja reconhecida por sua personalidade reservada, volta e meia ela dava festas ao público e todos se esbanjavam na beleza e riqueza tanto da dona quanto da casa. E quanto ao Sr. Matt Shimizu? Só se via nos primeiros 30 minutos de festa, cumprimentando a todos, mas depois desaparecia sem deixar resquícios, e tudo que a Sra. Shimizu podia fazer era inventar desculpas, cobrindo a timidez e introversão de seu marido.
— Olá Dylan, Edward está no quarto neste exato momento, ele pegou um resfriado por causa do sereno de ontem. – Naomi os atende na sala, “Dylan simplesmente não conhece a frase “cara de pau” na minha casa e simplesmente vai entrando como se estivesse na casa da mãe Joana!” Essa foi a confirmação de Edward alguns anos atrás, mas depois simplesmente ligou o foda-se e pediu aos atendentes que o deixassem entrar quando chegasse, e isso contou uma vez no meio da noite.
— Olá senhora Naomi, muito obrigado. – Dylan falou educadamente, mas os estalos de seus dedos e pescoço foram ecoados por toda a sala.
— Olá Jason. –Naomi cumprimenta os outros convidados, Jason responde com um leve baixar de cabeça, como se a cumprimentasse no modo japonês, e isso fez Naomi sorrir ainda mais, até que ela parou seus olhos em Thomas.
Olhos claros, pele bronzeada, quase morena, alto, cabelo preto que aparentava muita maciez, ele fazia o tipo de muita gente, até mesmo da Sra. Naomi, ah, se eu fosse jovem... Naomi tirou esse pensamento da cabeça e percebeu que não só o Thomas era bonito, Edward sempre falava que “Dylan é uma metralhadora de flechas do cupido, várias garotas gostavam dele, e se o Jason tivesse um temperamento melhor, ele seria um anjo, só deixar o cabelo crescer e pronto.” Ah meu querido Edward, o senhor realmente tem bom gosto para amigos.
— Eu me chamo Thomas Lewandowski, prazer em conhecê-la. – Thomas estende a mão para Naomi, que agora demonstrava clara surpresa.
— Cara, você é russo?! – Jason se exalta também surpreso.
— Vou explicar melhor quando encontrarmos o Edward, dai explico tudo de uma vez. – Thomas pega a mão de Naomi, que até agora não havia retornado o cumprimento.
Chegando ao quarto, Dylan começou a demonstrar toda a raiva que havia segurado, descontando tudo nos travesseiros com personagens estampados de Edward, chutando-os.
— Bom dia flor do dia! – Jason fala enquanto abria a janela com um sorriso cínico, numa coisa ele e Dylan concordavam: Era prazeroso irritar Edward, ele nunca se irritava a ponto de tomar medidas extremas, resumidamente ele era de boa com as brincadeiras de Jason e Dylan, se irritava, mas não ao ponto de chatear eles, esse era um dos motivos para Dylan gostar de Edward.
— Que horas são? – Edward olha para o relógio encima da escrivaria. – Porra, vocês mataram aula só para me matar também?! – Edward pula da cama, só agora percebendo a presença de Thomas. – O que ele está fazendo aqui?
— Eles me puxaram junto. – Thomas fala olhando pela janela, se sentindo cortado, alfinetado e esfaqueado pelo olhar de Edward.
— Alias, Thomas, você realmente é russo? Sem querer ser preconceituoso nem nada, mas sua pele é morena, não? — Dylan fala detrás de Edward, ele estava preste a pular nele com tudo.
— Eu sai de casa no começo das férias, por isso resolvi passar uns dias no Havaí. Na verdade eu nasci na Inglaterra, mas minha mãe é russa, dai deu nisso. – Thomas dá de ombros.
— Você foi expulso de casa? – Edward pergunta direto e no ponto.
— Não foi bem assim, isso é meio que... Um teste de independência. – Thomas fala balançando a cabeça, se auto confirmando.
— Então o que você está fazendo aqui? Vá logo cantar o hino nacional, não pera, cantar o hino que demonstra a independência deste pais do seu de nascimento.... – Jason começou a falar meio que fazendo uma piada, mas foi terminando em seus pensamentos a lógica.
— Então quando terminar esse “teste de independência” vai simplesmente ir embora sem dizer nada, como se tudo isso fosse apenas “algo que eu devo aprender”? Hunf, não nos trate como sua experiência. – Edward começou a ficar irritado, Dylan percebeu isso, desde o começo por algum motivo Edward não confiava em Thomas.
— Edward, chega. – Dylan fala, calmo e fraco, mas com um tom levemente irritado. – Vocês dois, venham cá. – Dylan pega o braço de Edward e o de Thomas, os arrastando pela casa, e o Jason só seguindo ele com um sorriso, que logo se desmanchou.
— Waa! – Esse foi o dueto de grito de Thomas e Edward.
— Sério Dylan? – Jason pergunta, com cara de poker, ele estava esperando uma cena de filme, facas na cozinha, uma sala secreta cheia de armas, esperava duas pessoas dependuradas de algum lugar alto, mas isso...! Edward e Thomas estavam ensopados pela agua da piscina, sendo facilmente jogáveis pelo ar pelo alto e atlético Dylan.
— Enquanto vocês não fizerem as pazes, não deixarei vocês saírem da piscina. – Dylan cruza os braços como uma criança.
— Morra! – Jason chutou as costas de Dylan, o empurrando na piscina, eles tinham sorte que era verão e o tempo estava agradável.
— Jason, todo mundo já pulou, venha venha. – Thomas fala divertido. Dylan percebeu que ele não estava se importando muito com a falta de confiança de Edward, fazendo Dylan se sentir um pouco mais alegre.
—... Aff. – Jason começa a tirar a roupa.
— Fiu fiu, que pernas hein? – Dylan fala brincando, mais tarde ele quase foi afogado pelo Jason.
Eles passaram praticamente o dia inteiro na casa de Edward se divertindo e irritando uns aos outros(usando as roupas de Edward até a secadora secar suas próprias). Thomas foi bem recebido pelo pai de Edward, mas a mãe dele ficou um pouco hesitante em apertar sua mão, Dylan se perguntou se esse negócio de desconfiança era genético.
— Bem, melhor eu ir para casa. – Jason fala por volta das 17:00.
— Ah? Só mais uma rodada, por favor... – Dylan fala choramingando. Eles estavam jogando baralho.
— Não é minha culpa que você é horrível nisso, se ferre sozinho. Até amanha. – Jason diz antes de sair do quarto.
— Bem, melhor eu ir também... – Dylan fala com um tom de tristeza.
— Vá com Deus e não volte mais. – Edward diz ignorando completamente o olhar triste de Dylan.
— Até mais. – Thomas estava simplesmente alheio ao seu redor, mais se importando com a conversa que terá depois de Dylan ir embora.
— Até mais. – Dylan bate de leve no ombro de Thomas. -Também te amo, me liga. – Dylan fala e sai do quarto, deixando dois leões machos sozinhos e preste a se atacar.
Tomara que não se matem... Dylan pensou antes de sair pelo portão e encontrar Jason.
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