Notas iniciais
Eu demorei um tempinho, mas ok, boa leitura

Edward

Estou preocupado com Dylan... Estava estranho hoje, ele seria o primeiro a pular de alegria pelo fato de ir visitar a casa do Jason... O pai dele provavelmente volta hoje, será que vai ficar bem? Por outro lado... Estou preocupado com o Thomas também...

Jason havia criado tão afinidade com Thomas que parecia um cachorrinho com seu dono, sorrindo para ele como se tivessem se conhecido a anos, perguntando sobre seus jogos e coisas do tipo, e Thomas só respondia calmamente e sorridente, provavelmente nunca havia encontrado alguém que amasse jogos tanto quanto ele.

— Eu te entendo. – Edward acabou falando sua opinião final sem querer.

— Huh? – Jason e Thomas que estavam a alguns passos em frente a Edward o olharam.

— Entende...? – Thomas estava confuso, não mais do que Jason.

— Esqueça, já estamos chegando, vamos logo. – Edward começou a andar rápido e tomou a frente do grupo, não sem antes ouvir um “assustador” de Jason.

Quando chegaram, depois de alguns minutos de caminhada e converseira, Edward reparou, como sempre faz quando chega lá, na bela casa de Jason, que não era bem dele.

Essas belas rosas brancas no jardim da frente, um pequeno riacho natural, oh, esses beija-flores que trazem á primavera sua mais bela face, ah, essa é uma verdadeira casa fen-shui...

— Edward, pare de viajar. Vamos, tire o sapato. – Jason tira o tênis em pé. – Se prepare.

Eles estão mal-humorados hoje também?

— Não atrapalhe meus pensamentos. – Edward se aproxima da porta e se abaixa para tirar seus sapatos. – Estou preparado.

— Bom, ok. – Jason fala, depois de um suspiro.

— Espera, preparado? – Thomas olha para Edward confuso, e Edward vira o rosto para o outro lado, segurando uma risada.

— Saia dessa casa! – Quando Edward ouviu aquilo, rapidamente olhou para Thomas, que havia caído de tanto susto do que o tinha atingido.

— Waa, mas o que foi isso? – Thomas, ainda assustado, olha para frente para saber o que aconteceu, até que descobriu o que o tinha atingindo. – Um novelo de linha amarelo...?

Jason havia se abaixado depois de abrir a porta, uma simples pegadinha com o amigo.

— Hahahahaha. – Até Edward achou aquilo engraçado, pelo fato daquilo já ter acontecido com ele, ele perdoou silenciosamente Jason por ter feito aquilo com ele, e aos seus avos também.

— Cheguei. – Jason diz, tentando se acalmar.

— Jason, tire esse velho daqui. – Sua vó havia jogado vários novelos pela casa, de varias cores, tentando acertar o avo de Jason.

— Fui eu que construí essa casa, daqui eu não saio, fale isso para ela, meu neto. – Seu Finny aparece na porta do corredor, e corre com sua bengala quando percebe que Dona Aurora havia pego mais um novelo na varanda e começou a correr em sua direção, um pouco rápido demais para alguém de sua idade.

— Mesmo sendo velhinhos, eles tem tanta energia. – Edward percebe Jason sorrindo, e logo depois entra.

— Oh, voce mora com seus avos? – Thomas pergunta, entrando com o novelo de linha assassino em suas mãos. – Pelo visto aqui é bastante divertido. – Ele olha ao seu redor.

— E meu jogo é ainda mais, venha! – Quando Jason começou a puxar Thomas para o corredor, indo em direção ao seu quarto, Edward para na entrada do corredor, bloqueando a porta. – O que foi agora? Não me diga que quer limpa a sala?!

— Nada de jogo até essa sala estiver completamente limpa. – Uma expressão sombria apareceu em seu rosto.

— Ok. – Thomas concordou facilmente, ao contrario de Jason que ficou resmungando. Eles colocaram as bolsas em um canto da sala e começaram a catar e enrolar todos os novelos que havia naquela sala e os colocando na grande cesta que havia na varanda.

Mais ou menos 10 minutos depois, eles terminaram seu serviço, e Jason olha carrancudo para Edward.

— Ok, podem ir. – Edward suspira e olha pela varanda as varias plantas e flores que havia no quintal, havia algumas borboletas e pássaros, tudo simplesmente lindo para a visão humana, sua meditação em pé foi atrapalhada por uma risada, ele olha em direção ao corredor, e ver de relance duas figuras abaixadas, rindo, que logo se esconderam. – Entendo.

Edward corre em direção ao corredor, e percebe que Thomas e Jason não estavam mais ali. Ele vê pelo canto dos olhos Dona Aurora cozinhando, alegre, e corre até o quarto do Jason, podia se ouvir altas risadas vindas de dentro daquele quarto trancado no momento.

— Se voce não abrir essa porta ate eu chegar no 3, eu a arrombo. – Ele fala com uma voz séria. – 1. – Ele fala ainda serio, mas calmo. Ele não queria esperar ate o 3, pegou uma presilha de sua mãe que sempre carregava consigo e começou a mexer no tranco da porta, rapidamente ela se abriu, só que não havia ninguém lá, só um quarto de vários tons de azul vazio e...uma janela aberta... Antes que pudesse raciocinar, Edward foi empurrado com tudo, sorte que havia caído encima de um tapete.

— Esqueceu o 2, Edward. – Jason fala sorridente, enquanto segura o braço esquerdo de Edward.

— Me desculpa... – Thomas fala de uma maneira chorosa, segurando o braço direito de Edward.

Jason e Thomas se levantam, com expressões completamente opostas.

— Me ajudem a levantar. – Edward se vira e levanta ambos os braços em frentes aos dois rapazes.

Inocentemente, cada um pega uma mão de Edward, e aproveitando o breve impulso, Edward os puxa e se levanta, dando um pulo e um giro logo em seguida, pisoteando as costas de Thomas e Jason.

— E aqui esta o preço por acharem que podem me enganar. Edward cruza os braços.

— Eu realmente sinto muito. – Thomas estava choramingando, mesmo sendo o segundo mais alto dali! Só perdia apenas para o próprio Edward, por apenas um centímetro.

— Ok, entendemos, agora sai de cima. – Jason começou a bater suas mãos no chão, e logo Edward sai de cima deles.

— Eu vou conectar o computador no jogo. – Edward vai até a televisão para conectar os cabos da televisão ate o computador, para que pudessem jogar numa tela maior.

Enquanto isso, Jason se levantou, resmungando, enquanto Thomas continuou deitado, apenas se virou para ficar de barriga para cima.

— Que jogo vamos jogar? – Thomas pergunta preguiçoso.

— Qualquer um que voce quiser. – Jason lança um brilhante sorriso para Thomas, que após olhar por alguns segundos aquele sorriso, desviou o olhar. Edward observava tudo pelo canto do olho.

Lhe desejo boa sorte...Thomas...

— Ai! – Thomas se contorceu por um segundo, mas logo depois percebe o que o havia acertado.

Jason caiu com tudo encima dele, o abraçando, o quão recebeu de volta um grito esganiçado do maior.

— O que houve Jason? – Thomas perguntou, colocando a mão na costa de Jason.

— Voce é tão fofo, quero te colocar num pote. – Jason olha para cima, e seus olhos estavam brilhando.

— Que? Pote? Fofo? Que? Socorro! – Thomas começa a se afastar, tentando pedir ajuda a Edward, o quão já havia terminado de conectar tudo, só faltava ligar a TV.

— Fique longe, vai sobrar para mim. – Quando Thomas estava preste a agarrar a perna de Edward, ele dá um passo para o lado. – Acostume-se, aconteceu o mesmo com o Dylan.

— Ele vai me largar depois? -_-

— Provavelmente. – Edward coloca a mão no queixo, se lembrando do quanto que o Dylan ficou triste quando ele o abandonou, depois de tantas promessas...

— Rapazes, o almoço esta pronto. – Dona Aurora anuncia, aparecendo no quarto.

Notas finais
Ate o proximo