Quarteto Fantastico
7 Jason
Notas iniciais
Jason
Quando Jason viu a situação a qual havia se metido, não pode evitar ficar envergonhado... Só que não, ele teve a cara de pau de ficar mais alegre.
— Vovó! Vamos comer! – Ele disse, se levantando, e indo em direção a cozinha, com as mãos para cima como se fosse a pessoa mais alegre do mundo.
Quando chegou a porta da cozinha, percebeu que só seu vô estava ali pegando comida, deu meia volta, deu um sorriso para sua vó que já estava indo á cozinha, e percebeu que Thomas e Edward estavam discutindo em frente à porta.
— Voce primeiro. – Dizia Thomas.
— Não, por favor, voce primeiro. – Dizia Edward.
— Eu insisto, voce primeiro.
Isso não é sinal de educação, eles estão disputando, quem passar primeiro pela porta, perde, Santa Chihuahua, eles são idiotas?
Jason estava voltando ao mau humor diário, passou pelos dois, os empurrando ambos pelo ombro, se virou e os empurrou para fora de seu quarto.
— Proooonto. Agora bora comer seus estrumes.
— Perdão, eu ouvi isso direito? – Thomas pergunta, assustado.
— Ele é um belo exemplo de bipolar, não? – Edward ajeita os óculos, suspirando.
— Bipolar é sua vó, vamos logo. – Jason fala, os empurrando para a cozinha.
Eles se se sentaram na mesa sozinhos, Dona Aurora e Seu Finny gostavam de comer na varanda, e o trio não quis atrapalhar o momento de paz do belo casal.
Enquanto comiam, Jason percebeu Edward mexendo em seu celular discretamente por embaixo da mesa, então Jason começou a pesar os pros e contras de jogar um jarro na cabeça de Edward.
Prós:
— Descontaria sua raiva na cabeça de Edward.
— Caso ele não desmaiasse nem morresse, sua atenção iria ser chamada.
Contras:
— Sua vó lhe mataria por quebrar seu jarro.
— Caso a benção sobrevivesse, e sua vó não o matasse, o próprio Edward lhe mataria.
— Se ele não matasse ninguém, correria o risco de ser machucado, tanto pelo Edward quanto pelos cacos.
— Um jarro pesa muito.
Depois de pensar em no ultimo contra, ele se acalmou e falou delicadamente para o Edward.
— Edward, pare de mexer no celular enquanto come ou eu te esgano. – Ele falou com certa autoridade em sua voz e postura.
— Ah? – Edward olhou carrancudo para ele, e falou de maneira arrogante. – Me obrigue.
—... – Jason continuava com certa postura, mas seu medo estava mais ou menos na altura do teto, ele nunca teve muita confiança para peitar Edward, e ele não sabia o porquê.
— Haha, por favor, vamos nos acalmar. – Thomas disse, rindo um pouco.
—... – Edward deu curto suspiro e explicou. – Estou enviando algumas mensagens para o Dylan, ah, ele acabou de responder. – Ele olha para seu celular novamente. – “O que esta acontecendo ai?”, é o que ele digitou.
— Edward, o que voce enviou para ele...? – Jason pergunta, um pouco desconfiado.
— Eu... Nada, só queria chamar a atenção dele um pouco para vim ate aqui. – Edward dá de ombros, sem se importar com o avô do Jason atrás dele.
— Hm...Ok... – Jason pega uma colherada de comida e coloca na boca, antes de dar um grito com a boca fechada, logo depois pula da cadeira, tromba com seu avô, que estava quase cuspindo a dentadura de tanto rir, Jason olha carrancudo para ele, logo depois correndo para o banheiro.
— O que aconteceu? – Thomas pergunta, assustado.
— Pimenta, eu não gostaria de ter um avô como o senhor, Seu Finny. – Edward começa a revirar sua comida, desconfiado.
— Hahaha, é assim que se transforma um rapaz em um macho, hahahaha. – Seu Finny coloca seu prato na pia e volta para a varanda, rindo.
— Ai meu Deus. – Thomas corre ate a geladeira, fala um discreto “com licença” para o ar, a abre, e pega um litro de agua gelada, logo depois correndo para o banheiro.
— Se aconteceu isso com ele, é por que ele mereceu! – Edward grita, logo depois voltando a comer normalmente.
Enquanto isso, Jason ouvia tudo no banheiro, enquanto gargarejava a agua, e quando viu Thomas trazendo um litro de agua gelada, não pensou duas vezes, bebeu meio litro em segundos.
— Cuidado, vai se engasgar! – Thomas pegou o litro de suas mãos, molhando um pouco Jason, e o fazendo tossir um pouco. – Me perdoe, acabei o molhando.
— Culpa do Edward. – Jason enxuga seu rosto com a toalha de rosto que havia no banheiro.
— Não tenho nada haver com isso! – Pôde se ouvir da cozinha.
— Troque sua blusa, vai fazer frio mais tarde. – Thomas diz, preocupado.
— Obrigado, mas... estou...Athim! – Jason espirra, sobre a toalha.
— Vamos logo, antes que pegue uma gripe. – Thomas coloca a mão no ombro de Jason.
— Hm... – Jason olha estranhamente para a mão de Thomas, logo depois ele se afasta, indo ate seu quarto e trancando a porta.
Enquanto trocava de blusa, Jason começou a desconfiar da generosidade de Thomas, era bonzinho demais, talvez apenas quisesse alguns amigos logo, talvez tivesse elaborado um plano contra alguém e precisasse de contatos ou coisa do tipo, e mais mil e uma alternativas passaram, só que por um momento se lembrou de algo mais importante.
— Seu... Velhote! Cadê voce?! – Jason sai gritando pela casa, quando chega a sala, viu Edward e Thomas na sala, provavelmente esperando o Dylan, depois vê seu avô na varanda, mais a sua vó, e vai em direção á eles. – Velhote, por que raios colocou pimenta na minha comida?!
— Olhe o tom que fala comigo. E também, fiz isso para voce largar de ser fresco e ficar comendo coisa doce, macho come pimenta ate no café. – Ele balançava calmamente em sua cadeira de balanço.
— Deixa o garoto em paz, Finny, deixe ele ser feliz. – Sua vó sai em sua “defesa”, e enquanto ela falava, pode-se ouvir risadas da sala, Jason olha de relance para Edward que estava quase caindo do sofá de tanto rir.
— Quantas vezes vou ter que dizer, eu não sou homo...- Ele falou lentamente, e começando a ficar irritado com a risada de Edward.
— Seu pai dizia a mesma coisa, olhe onde ele esta hoje! – Seu Finny começou a bater a bengala no chão, irritado.
— Não estamos falando sobre ele, não o coloque no meio da historia. – Jason falou calmo e triste, e só se pode ouvir o silencio naquela casa, ate mesmo Edward havia se aquietado.
— Humph, filhos crescem igualzinho a seus pais, só estou querendo evitar o pior para voce. – Seu Finny fala como se fosse um velho responsável.
— Edward! – Jason grita, o chamando para a conversa, sempre que não sabia o que responder, o que raramente acontecia, Edward aparecia como seu cavaleiro alado.
— Seu Finny, os filhos só começam a adquirir traços de personalidades de seus pais apenas se conviverem um tempo relativamente longo. – Edward fala da sala.
— Bla bla bla, bobeira, se veio dele, com certeza vai ser igual a ele. – Seu Finny bate a bengala fortemente no chão, como se fosse o ponto final daquela historia.
—... Só não faz isso de novo, velhote. – Jason fala calmo e vai em direção a seu quarto, não sem antes perceber a presença de Dylan chegando, mas não se importou muito.
Chegando a seu quarto, apenas encostou a porta, queria ficar sozinho, mas ao mesmo tempo não queria. Se sentou no canto da cama, e ficou olhando a TV ligada, só esperando clicar no play, e enquanto seus olhos focavam nisso, sua mente vagueava no passado.
Sempre que se lembrava de seus pais, Jason ficava um pouco triste, sabendo que seu pai era um louco por dinheiro, e que sua mãe se fora embora á anos, para aonde as pessoas falavam que era um bom lugar, cheio de ouro, purezas e coisas brancas, um lugar onde Jason tinha certeza: Não existia.
Quando viu o rosto de sua mãe, cheio de amargura, com olheiras e completamente pálido sobre a cama, ele se perguntou: Por que mamãe parece esta tão triste? Sorria, mamãe, como a senhora sempre faz, sorria. Ele tentou fazer de tudo para fazer sua mãe rir, cocegas; Mamãe esta fria, talvez eu deva esquenta-la; e colocou um cobertor sobre seu corpo, depois, começou a contar algumas piadas; Ela não riu... o que será que houve? Ah, talvez ela esteja dormindo, se eu dar um beijinho nela, ela acordara que nem uma princesa!; Depois disso lhe deu um beijo na testa, pálida e fria, ate que seu pai abriu a porta, chegando cansado do trabalho.
— Ah? O que vocês estão fazendo aqui? – é o que Jason respondeu com a cabeça meio baixa, enquanto via Dylan e Edward se aproximarem.
— Nos não somos seus amigos? Venha aqui, senta no colo de seu irmão. – Dylan disse, enquanto se sentava e batia sua mão em sua coxa.
— Saiam daqui, me deixem sozinho. – Jason se embrulhou mais ainda.
— Se realmente quisesse ficar sozinho, teria trancado a porta, e mesmo que tivesse feito isso, iriamos pular a janela. – Quando Jason estava preste a retrucar, Edward falou em seguida – E caso tivesse trancado a janela também, eu iria ligar para os arquitetos pessoais do meu pai e pediria uma bola de demolição emprestada. – Edward sorri, enquanto abraçava Jason.
—... Seu maníaco. – Jason falou, enquanto era abraçado por Dylan e Edward. – Cadê o Thomas?
— Parece que sua mãe estava preocupada, ai ele teve que voltar para casa. – Edward respondeu.
— Entendo... Nem pude me despedir... Será que dei uma boa impressão para ele?
— Com certeza não, mas isso não importa agora. – Edward afagava sua cabeça, enquanto Dylan acariciava sua costa. Eu realmente me sinto especial perto deles... Jason pensava enquanto pegava no sono lentamente.
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