Quarentena
1 Prólogo
Notas iniciais
–Nenhum lugar na terra é seguro.
Caminhar pelos estilhaços de vidro, sentir o cheiro da morte, matar aqueles que já foram mortos, procurar mantimentos e sobreviver virou a rotina de muitos.
–Todos estão infectados.
Observar as ruas mortas do que um dia você já chamou de lar era algo constante. Olhar para trás e ver que todas as coisas que você já reclamou eram fúteis.
– Talvez haja a cura.
Ver as pessoas que mais amou se tornarem algo deplorável e sem consciência era algo habitual.
–Talvez haja salvação.
Mas existiam aqueles que ainda tem esperanças de um lugar melhor, onde poderiam casar, ter filhos e seguir com suas vidas.
–Estamos em guerra contra algo silencioso, contra algo inalcançável.
Mas existiam aqueles que aproveitaram para se tronarem algo pior do que já eram, pessoas frias, sem coração e que matavam apenas por puro prazer. Afinal o mundo estava fodido mesmo, por que não ferrar com tudo de uma vez?
–Perdemos amigos, família e tudo aquilo que um dia poderíamos chamar de nosso, perdemos a sanidade e lutamos uns contra os outros, matamos aqueles mais próximos, viramos os monstros que atormentavam nossos sonhos.
Mas existiam aqueles que estavam dispostos a dar suas próprias vidas e atravessar um continente para que talvez, uma luz seja acesa no fim do túnel.
–Os mortos caminham pela terra enquanto os vivos lutam para não se tornarem sem alma e perderem a própria sanidade.
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