Quando tudo mudou
27 Capítulo 27
(Camping)
L: — Riley, acorda! Vamos perder o voo.
R: — Que? — Diz preocupada.
L: — São 10 horas da manhã, o voo é as 10:30.
R: — O que você está fazendo parado? Corre! — Eles vão correndo para o hotel.
(No hotel)
F: — Aonde vocês estavam? Estão loucos?
L: — Na rua, sim, tenho que ir logo.
S: — Lucas, Riley, não se preocupem, eu já arrumei suas malas.
R: — Quem é mais bonita que você?
S: — Eu não sei. Agora vamos, e vocês vão me explicar o porquê de estarem com a roupa de ontem no carro.
R: — Sim, mamãe. — Eles chegam no aeroporto na hora.
(Aeroporto)
S/N: — Hey, que delícia, olha isso aqui, Greg.
G: — Pegava fácil.
R: — Desculpa, mas o que?
G: — Qual é o seu nome gostosura?
L: — Não, ela não vai dar o nome dela, ela não deve nada à vocês, agora se nos dão licença, temos que embarcar.
S/N: — Foi mal, cara, mas e aquela outra linda.
F: — Parem, nenhuma das duas querem vocês.
G: — Por que não deixa elas dizerem isso?
R: — Saí de perto de mim, não me encoste, não me toque. Eu não sou táxi para você ficar me chamando.
S/N: — Que tal ônibus? Assim eu posso te pegar.
S: — Que tal, vocês nos deixam em paz e vocês ficam livres.
G: — Ou o que?
S: — Eu não sei, eu poderia os denunciar por assédio, se é o único jeito para vocês aprenderem como tratar uma mulher direito. Agora, caiam fora. — Eles vão embora e a turma embarca no avião.
(Aeroporto — Nova Iorque)
C: — Não acredito, quanto tempo não vejo meu bebê? — Eles chegam.
T: — Seu bebê está à caminho. — Eles os encontram.
C: — Riley, você está linda e fedida... Lucas!
L: — Eu não fiz nada, senhor!
C: — Farkle!
F: — É verdade.
T: — Ok, vamos deixar vocês em suas devidas casas.
(Casa da Riley)
T: — Agora que seu pai está no banheiro, me conte tudo.
R: — Bom, como eu começo? A Maya está viva... Eu invadi um parque de diversão.
T: — Que? A Maya está viva? Você invadiu um parque de diversão?
R: — Eba, a Maya está viva!
T: — Mas você não.
R: — Ainda bem que eu... Esquece.
T: — Não, me fale, sua vida já está acabada mesmo.
R: — Não te contei que eu fui dormir sozinha com o Lucas.
T: — Riley Matthews! Eu pensei que você era responsável. Você não pode mais sair de casa.
R: — Isso é insano.
T: — Você tem ideia do que fez?
R: — Nada aconteceu.
T: — Não é só isso! Qual é próximo passo, começar à vender drogas?
R: — Eu nunca faria isso.
T: — Eu também pensava isso, mas aí, um dia, você resolve invadir uma propriedade privada!
R: — Desculpa por te desapontar, eu só estava fazendo o que eu achava que era certo.
T: — Desde de quando alguma dessas coisas que você fez era certo?
R: — Eu posso me desculpar por ter feito essas coisas, mas eu nunca vou estar arrependida, foram os melhores dias da minha vida, e eu estou aqui, segura.
T: — Riley, você tem alguma noção do que poderia ter acontecido?
R: — Tenho, porém não aconteceu!
T: — Poderia ter! Quer saber? Vamos mudar de assunto, deve ter alguma outra coisa boa para me falar.
R: — Bom, eu te amo, eu nunca faria nada sabendo que iria te machucar.
T: — Eu sei. Por isso te amo tanto, por favor nunca mais faça nada do tipo sem meu consentimento primeiro.
R: — Não irei. Mas eu preciso falar com você sobre outra coisa.
T: — Vá em frente.
R: — Hoje, dois caras ficaram cantando eu e a Smackle, ninguém ao redor fez nada, isso é normal?
T: — Infelizmente, na sociedade que vivemos hoje, homens são ensinados à dominarem mulheres.
R: — E isso está certo?
T: — O que você acha? O que sentiu quando fizeram isso com vocês?
R: — Acontece muito?
T: — O tempo todo.
R: — Então como eu não percebo?
T: — Porque é tão comum, todos ficaram acostumados com o errado que esqueceram o certo.
R: — O que a gente faz?
T: — Nós vivemos e esperamos pelo melhor.
R: — Precisa ter mais coisas que possamos fazer.
T: — Podemos, fazemos, mas ninguém nos escuta.
R: — Eu queria poder mudar isso.
T: — Eu sei.
R: — Talvez eu possa.
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