Notas iniciais
Aproveitem a vida enquanto ela dura

(Casa da Maya)

K: — Você não tinha nenhum direito de fazer isso comigo!

M: — Me desculpa, eu precisei fazer isso, sabia que você não entenderia!

K: — Quer ir morar com seu pai, então?

M: — Ele mudou! Não totalmente, mas ele é humano e comete erros.

K: — A Riley está te dando muito confiança nas pessoas, talvez vocês devessem se afastar.

M: — Por que? Ela só está sendo ela, não é confiança, é esperança!

K: — Eu só não quero que você se machuque.

M: — Você já está me machucando agora! — A campainha toca.

K: — Vou trabalhar, tchau. — Ela sai e encontra Riley no corredor, Maya abre a porta.

R: — Está tudo bem?

M: — O que você ouviu?

R: — Não sei, me diga você.

M: — Tá melhor do que o esperado, ela ainda não botou todas as minha coisas na rua.

R: — Sua mãe acha que eu sou uma má influência para você?

M: — Aparentemente sua personalidade boazinha faz com que tenha seu coração quebrado.

R: — Você acredita nisso?

M: — É um pouco verdade, mas isso não significa que é completamente ruim, Riles, você é cheia de qualidades. Se eu fui influenciada por você, foi apenas de um modo bom.

R: — Obrigada, pêssego. Eu sempre acreditei em você, e quer saber? Eu estava certa... Calma, meus pais sabem que você está viva?

M: — Não, deixa ele descobrir na aula.

R: — Maya, o que você está escondendo?

M: — É só que não é algo fácil de contar.

R: — Como você contou para sua mãe, então?

M: — Assim, eu apertei a campainha e fiz cara de cachorro.

R: — Não pode fazer o mesmo com o meu pai ou minha mãe, eles sempre estiveram lá por você, sempre te trataram como um filha de verdade.

M: — Não! Você não viu como isso terminou com a minha mãe?

R: — Meus pais não são sua mãe.

M: — A gente tem mesmo?

R: — Essa é minha garota! Vamos.

(Casa da Riley)

T: — Oi filha, oi Maya... Que? Corey, sou só eu ou tem um fantasma da Maya junto com a Riley?

C: — Humm... estou vendo também. Nunca duvidei da nossa loucura.

M: — Gente, não é um fantasma, sou eu, Maya.

C: — Prove. — Dá um peteleco nele. — É ela.

T: — O que aconteceu, amor?

M: — Me perdi no meio do caminho, mas estou de volta. Será que dá para vocês me abrigarem? Seria quase a mesma coisa, porém com festas do pijama toda noite.

C: — O que aconteceu?

M: — Estou me sentido meio deslocada.

T: — Sua mãe está ok com isso?

M: — Ela é um dos motivos por qual estou querendo me mudar.

T: — Você precisa resolver isso, não pode ficar apenas acumulando as coisas. Quer ter uma bola de neve grande? — Balança a cabeça negativamente. — Então resolva seus assuntos pendentes.

C: — O que ela fez exatamente.

M: — É o que eu fiz, ter fugido e não contado para ela, ter ido visitar meu pai sem antes ao menos contar que estava viva.

T: — Não continue cometendo os mesmos erros, se ela já estava brava por você ter fugido sem avisar na 1ª vez, é claro que na 2ª ela também vai ficar.

R: — O que você precisar, estamos aqui. Pais e filhos discutem o tempo todo, vai passar.

M: — Eu espero.

C: — Vai voltar para a escola?

M: — Sim, senhor!

T: — Ótimo, não deixe que nada entre no seu caminho, eu sei que você consegue, sua guerreira amazônica.

Notas finais
Vocês preferem capítulos pequenos ou grandes?