No outro dia.

L: — Seu pai ainda não voltou?

R: — Não, amor.

F: — Amor?

M: — O que está acontecendo?

R: — Lucas e eu estamos namorando, agora.

M: — Por que você não me falou antes? Ahh, já sei. — Diz maliciosa.

R: — Não.

F: — Desde quando vocês estão juntos oficialmente? — Diz aparentando estar com um pouco de ciúmes.

L: — Desde de ontem, mas por mim, nós sempre estivemos juntos.

M: — Não vai ficar nessa melação toda vez que vocês estiverem juntos?

L: — Lide com isso. Farkle, você está bem?

F: — Estou.

L: — Obrigada por sempre dar apoio para gente, nunca estive tão feliz. — O sinal toca e eles vão para a sala.

(Na sala)

Ml: — Bom dia, alunos. Eu sou a professora Marly. Hoje não vamos ter matéria. — Os alunos comemoram. — Mas, não vou deixar a aula ser livre, vocês vão escrever algo que vocês tenham medo em um pedaço de papel e depois o entregarão para um de seus colegas.

F: — Você sabe se o senhor Matthews está bem?

Ml: — Não tenho muitas notícias sobre ele, mas pelo que me passaram, ele está melhorando bem rápido. — Todos acabam de escrever. Maya pega de Riley, e vice versa, Farkle pega de Lucas, vice versa.

F: — Interessante, não achei que tivesse medo de alguma coisa.

L: — Eu tenho, não sou perfeito.

F: — Não se preocupe, não vou deixar que isso aconteça.

M: — O que diz o papel dele?

F: — Posso dizer?

L: — Claro.

F: — Diz aqui que ele tem medo de fazer alguma coisa errada e seus pais o abandonarem.

R: — Isso nunca acontecerá.

L: — Eu sei, mas a vida parece tão complicada, acho que algumas coisas são simples.

R: — Elas são.

L: — O que você escreveu?

M: — Ele disse que tem medo de perder o pai.

F: — Ele é um guerreiro, Riley. Não se preocupe.

R: — Obrigada.

F: — O que a Maya escreveu?

R: — Ela disse... não é muito importante.

M: — Tudo bem, acho que uma hora ou outra, eles saberiam.

R: — Ela tem medo de ser estrupada de novo.

L: — O que? — Diz preocupado.

M: — Quando eu era menor... — Lágrimas caem sobre o rosto dela. — Meu pai...

Ml: — Obrigada por se abrir, isso importante. Pessoas, hoje em dia, não estão mais mostrando seus verdadeiros sentimentos, e isso está gerando o caos.

R: — Queria ter sabido disso mais cedo.

M: — Bem, todos nós já falamos os nossos sentimentos, exceto o Farkle.

L: — O dele diz... — Farkle olha para ele negando com a cabeça. — É algo pessoal. Mas, eu acho que vocês deveriam saber, ele tem medo que os pais dele se separem.

Ml: — Interessante, será por que normalmente uma das coisas que mais tememos tem haver com nossos pais? Alguém sabe?

R: — Eles são as pessoas que cuidaram de nós, estiveram lá.

Ml: — Os pais são os primeiros contatos com o amor que nós temos, e nunca acharemos nenhum outro igual, por isso somos tão apegados à ele.

M: — E se um deles nunca te amou?

Ml: — Algumas vezes, pessoas boas fazem coisas erradas.

M: — Não acho que ele seja uma boa pessoa.

Ml: — Talvez ele tenha tido um motivo para fazer o que fez.

M: — Que motivo alguém tem para abusar sexualmente de alguém? E ainda por cima, menor de idade.

Ml: — Talvez ele não saiba do que fez, poderia estar bêbado, por ter brigado com alguém e descontou essa raiva em outra pessoa.

M: — Isso não justifica.

Ml: — Você está certa. Porém, dê uma chance antes de decidir de se livrar completamente daquela pessoa. Quem sabe ela mudou?

M: — Ok, eu vou tentar, obrigada.