Quando tudo mudou
16 Capítulo 16
No outro dia
(Janela)
R: — Não é maravilhoso como tudo está indo bem? Ahh... desculpa. Eu só estou tão feliz com o Lucas. Mas vamos falar de você, seu pai...
M: — Pare.
R: — Algum dia você vai ter que enfrentá-lo.
M: — Não preciso.
R: — Você vai ficar aí parada, como se tudo estivesse bem?
M: — Não é como se fosse a primeira vez que fizesse isso.
R: — Maya, você precisa lutar para conseguir o que quer.
M: — Eu já tentei algumas vezes, e apenas me arrependi.
R: — O que você sentiu quando você lutou pelo Josh?
M: — Eu não sei.
R: — Você me disse que o amava.
M: — Mas eu o amo, só não sei como.
R: — O que você quer dizer.
M: — Sentimentos, alguns mudam, outros ficam.
R: — Você não gosta mais dele?
M: — É claro que eu gosto dele, mas nós nunca iremos funcionar.
R: — Essa é outra coisa que eu não vou deixar você desistir.
M: — Riles... Ok
R: — Eu vou falar com seu pai.
M: — Não, você não vai. Riley, nem eu sei aonde ele está, como você poderia saber?
R: — Mãe! — Ela vai até o quarto.
T: — Sim.
R: — Maya precisa encontrar o pai dela.
T: — Por que?
R: — Você não acha que ela deveria saber o porquê ele fez isso com ela?
T: — Às vezes é melhor se fingir de boba do que saber a verdade. Você está esperando que a verdade seja melhor, que ele seja um homem decente, mas nem tudo na vida é perfeito, filha.
R: — Eu só quero o melhor para ela.
T: — Você acha que isso é o melhor para você, Maya?
M: — Hum... Eu não sei o que é melhor para mim, ninguém nunca me ensinou sobre isso.
R: — E sua mãe?
M: — Ela quase nunca está, e quando está, não temos muitas conversas.
T: — Ok, então pelo que eu vejo aqui, você precisa acertar as coisas com quem ficou, sua mãe. Você sabe os motivos por que ela está ausente, normalmente?
M: — Eu acho que ela não me ama.
T: — Não diga isso, eu não a conheço o suficiente, mas pelo que eu pude ver, ela faz tudo para você.
M: — Se ela realmente fizesse tudo para mim, ela teria tempo para mim.
T: — Quer saber? Vamos na minha lanchonete. Vocês duas vão conversar.
M: — Acho melhor deixar as coisas do jeito que estão.
R: — Você sabe que eu vou te arrastar até lá e ainda trazer seu pai.
M: — Eu sei, obrigada pela ajuda, as duas.
(Topanga's)
T: — Katy, você e a Maya precisam conversar.
K: — Ok, o que é tão urgente assim para ter que sair do trabalho.
T: — Sua filha.
M: — Oi. Se lembra de mim?
K: — Como eu poderia te esquecer, você é minha filha, eu te amo.
M: — De verdade? Porque você nunca arrumou tempo para mim.
K: — É só que eu vejo você e os Matthews, e eu sei o quanto eles te amam e você os ama, é um amor tão grande, que eu fico assustada de não ser o suficiente para você e te deixo com pessoas que eu sei que te tratam como se fosse da família, pois eu não pude te dar uma. Desculpa.
M: — Você não tem nada a se desculpar. Não é sua culpa, eu nunca te procurei por conselhos, sempre passei mais tempo com outras pessoas do que você. Acho que sou eu que tenho que me desculpar. — Elas se abraçam.
R: — O que acontece agora?
M: — Riley, você estava certa, eu tenho que lutar. Mãe, Topanga, Riley, eu gostaria que vocês soubessem que eu vou procurar meu pai e quero a ajuda de vocês.
T: — Estamos aqui para o que precisar.
K: — Eu posso não ser Cory ou Topanga, mas pode contar comigo.
M: — Riley?
R: — Sempre, em que precisar.
M: — Bom. Eu sugiro começar agora.
R: — Tem certeza?
M: — Alguém me disse que tenho que encarar os meus medos ou eles vão me devorar mais na frente.
K: — Obrigada por ser uma boa amiga para Maya.
R: — É fácil, ele é maravilhosa.
M: — Ok, primeiro o que precisamos saber é nome e idade, mãe?
K: — O nome dele é Justin Denin Klain, agora ele teria por volta de 34 anos.
T: — Ok, você tem alguma foto dele?
K: — Tenho. — A entrega uma foto que estava no bolso da camisa dela.
M: — Por que estava com isso?
K: — Estava pensando em como seria bom ter alguém para me ajudar.
M: — Não se preocupe, está fazendo um excelente trabalho.
T: — Achei! — Mostra o celular para as outras. — Aparentemente, ele está morando na Flórida, hum...
R: — O que foi, mãe?
T: — Nada. Katy, você sabe se ele teve caso com alguma outra mulher, enquanto vocês estavam juntos?
K: — Não sei, mas é provável, ele sempre chegava tarde em casa com cheiro de perfume de mulher.
R: — O que você sabe?
T: — Não é importante.
R: — Se você diz.
(Janela)
R: — Agora que já temos o contato dele, é só você escrever.
M: — Não sei se estou pronta. O que eu devo dizer? Ei, se lembra da garota que você estuprou? Sou eu, quer me encontrar?
R: — Ele é seu pai, ele vai entender, apenas seja casual.
M: — Não vou fazer, me custou muito perdoar minha mãe. Pode não ter parecido, mas foi difícil.
R: — Eu sei que foi, porém agora você tem menos um problema e está mais preparada para o que vier.
M: — Não estou pronta.
R: — Maya, a vida só fica mais difícil, ela não quer saber se você está pronta ou não.
M: — Você tem razão, talvez eu não devesse viver então.
Fale com o autor