No outro dia.

(Na escola)

L: — Oi.

R: — Oi. — Diz de maneira estranha.

F: — Vocês viram o que um site de fofoca falou?

M: — Droga.

F: — Você já sabia?

R: — É claro que ela já sabia, não é Maya que está no site junto com um vídeo de mim e ela?

F: — Não, esse é sobre o Lucas.

L: — O que?

F: — Aqui diz que você estuprou uma menina no Texas, mas eu sei que você nunca varia alguma coisa dessas. — Lucas vai embora chorando e Riley o segue.

(R e L)

R: — Lucas, está tudo bem? Que pergunta idiota, claro que não está.

L: — Como você pode?

R: — O que você está me acusando.

L: — Você foi a única pessoa para quem eu contei isso, eu confiei em você!

R: — Mas eu não contei para ninguém.

L: — É, então como isso foi parar aí?

R: — Me desculpa, mas eu não fiz nada. Não confia em mim?

L: — Não mais. — Ele tenta ir embora, porém Riley o chama. — O que foi?

R: — Por favor, não desista de mim.

L: — Não irei. Você está certa, eu deveria ter mais confiança em você, afinal, estávamos conversando em um lugar público, alguém mais pode ter ouvido.

R: — Como está se sentindo?

L: — Horrível, e o pior de tudo é que eu nem sei se é verdade ou não.

R: — Vai ficar tudo bem.

L: — Mas como você está se sentindo?

R: — O que você quer dizer?

L: — Nada, eu só gosto muito de você.

R: — Eu também gosto muito de você. — Eles se abraçam. — Agora, acho que está na hora de voltarmos, e não importa o que eles digam sobre você, nós sabemos o que é verdade.

L: — O que é verdade?

R: — Você mudou, não importa o que você fez, mas o que você está fazendo agora.

L: — Obrigado, Riley, eu sou muito sortudo de ter você como amiga.

R: — Eu vou sempre estar aqui à qualquer hora que precisar. — Eles voltam para a escola.

(Na sala)

F: — Lucas! Você está vivo!

M: — Diga para eles que isso não é verdade, e tudo estará resolvido.

L: — Não posso. — Todos ficam em choque menos a Riley.

C: — Pessoal, se acalmem. Vamos lembrar que sempre tem mais de um lado na história. Senhor Friar, gostaria de se explicar?

L: — Não preciso, essas pessoas sabem quem eu sou, acho que isso é suficiente.

M: — Por que você fez isso?

L: — Pessoas mudam pessoas, segredo da vida.

F: — Como você teve coragem de fazer isso?

L: — Achei que vocês fossem meus amigos.

R: — Por que vocês estão reagindo assim? Não é como se nunca tivéssemos errado. Lucas é nosso amigo e deveríamos dar suporte à ele, não importando o quão grave é a situação.

F: — Desculpa, Riley você está certa, não é legal virarmos as costas pro Lucas por causa de um erro bobo que ele cometeu.

R: — Maya?

M: — Eu não consigo falar agora, me sinto violentada.