Quando tudo mudou
12 Capítulo 12
(No apartamento da Riley)
R: — Por que não pode perdoá-lo?
M: — Como se perdoa alguém que foi capaz de estuprar?
R: — Maya, você não sabe da história toda.
M: — Isso não muda nada, se ele já conseguiu fazer isso, nada o impede que faça de novo.
R: — Ele não vai precisar ser impedido.
M: — Ok. — Ela vai embora e Farkle entra.
R: — O que você escutou?
F: — Não muito, mas o suficiente. Eu não entendo porquê é tão difícil Maya perdoá-lo. Eu posso amá-la, mas às vezes ela é tão dramática por nada.
R: — Eu sei! Como fazemos que ela o perdoe?
F: — Eu não acho que ele precise ser perdoado.
R: — O que você quer dizer?
F: — Ela não precisa perdoá-lo, pelo menos não agora, ela está tentando se perdoar e não consegue, ela é única que precisa fazer as pazes consigo mesma.
R: — E o que fazemos enquanto isso?
F: — Nós ficamos ao lado dela. — Lucas entra.
L: — Oi.
R: — Oi.
L: — Ela ainda está brava comigo?
F: — Ela não está brava com você.
L: — Então por que ela nem consegue olhar para mim?
Maya povs
Depois que saí da casa de Riley, fui para o metrô, fiquei sentada por um tempo refletindo. Eu sabia toda a história e porquê ele tinha feito aquilo, ou até talvez não tivesse, mas ela não sabe da minha história, se ela apenas soubesse. Eu só quero o melhor para ela, não quero que ela se machuque, assim como eu. O metrô chega e vou para casa.
(Apartamento da Riley)
L: — Riley, alguém está te ligando. — Ela atende.
Conversa telefone on
M: — Me desculpa, não é culpa dele, eu só não consigo conviver com isso, quando eu era pequena, meu pai me assediou.
R: — Maya, você tem certeza?
M: — Como não poderia? Eu estava lá.
R: — Você está melhor? Seja lá porquê ele tenha feito isso, isso não pode te manter para trás, você tem que ter esperança que nem todos os homens são iguais.
M: — Não sabe pelo o que eu passei. Eu tinha 7 anos e ele me forçou a beijar de língua com ele! Depois, minha mãe descobriu e nunca mais falei com meu pai.
R: — Eu não tinha ideia. Você é uma das mulheres mais guerreiras que eu conheço, não deixe isso ficar no seu caminho.
M: — Obrigada, pode dizer pro Lucas que não precisa me contar a história toda, eu sei que ele deve ter tido seus motivos.
R: — E o seu pai?
M: — Não é tão simples.
R: — Estarei aqui do seu lado. Tchau.
Conversa telefone off.
L: — Então?
R: — Não se preocupe, não tem nada haver com você.
F: — Com quem isso tem haver?
R: — Acho melhor ela contar à vocês, não quero deixar a vida dela pior.
L: — Ok, mas me responde uma coisa?
R: — Qualquer coisa.
L: — Você sempre vai nos contar o que está acontecendo com você? Porque eu realmente me importo com você e tudo que você ama.
R: — Eu vou tentar, obrigada. Eu me importo com você também.
F: — Riley, quer contar ao Lucas alguma coisa?
R: — Não.
L: — Certeza?
R: — Sim.
L: — Tudo bem, eu confio em você.
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