Quando tudo mudou
15 Capítulo 15
No outro dia.
L: — Seu pai ainda não voltou?
R: — Não, amor.
F: — Amor?
M: — O que está acontecendo?
R: — Lucas e eu estamos namorando, agora.
M: — Por que você não me falou antes? Ahh, já sei. — Diz maliciosa.
R: — Não.
F: — Desde quando vocês estão juntos oficialmente? — Diz aparentando estar com um pouco de ciúmes.
L: — Desde de ontem, mas por mim, nós sempre estivemos juntos.
M: — Não vai ficar nessa melação toda vez que vocês estiverem juntos?
L: — Lide com isso. Farkle, você está bem?
F: — Estou.
L: — Obrigada por sempre dar apoio para gente, nunca estive tão feliz. — O sinal toca e eles vão para a sala.
(Na sala)
Ml: — Bom dia, alunos. Eu sou a professora Marly. Hoje não vamos ter matéria. — Os alunos comemoram. — Mas, não vou deixar a aula ser livre, vocês vão escrever algo que vocês tenham medo em um pedaço de papel e depois o entregarão para um de seus colegas.
F: — Você sabe se o senhor Matthews está bem?
Ml: — Não tenho muitas notícias sobre ele, mas pelo que me passaram, ele está melhorando bem rápido. — Todos acabam de escrever. Maya pega de Riley, e vice versa, Farkle pega de Lucas, vice versa.
F: — Interessante, não achei que tivesse medo de alguma coisa.
L: — Eu tenho, não sou perfeito.
F: — Não se preocupe, não vou deixar que isso aconteça.
M: — O que diz o papel dele?
F: — Posso dizer?
L: — Claro.
F: — Diz aqui que ele tem medo de fazer alguma coisa errada e seus pais o abandonarem.
R: — Isso nunca acontecerá.
L: — Eu sei, mas a vida parece tão complicada, acho que algumas coisas são simples.
R: — Elas são.
L: — O que você escreveu?
M: — Ele disse que tem medo de perder o pai.
F: — Ele é um guerreiro, Riley. Não se preocupe.
R: — Obrigada.
F: — O que a Maya escreveu?
R: — Ela disse... não é muito importante.
M: — Tudo bem, acho que uma hora ou outra, eles saberiam.
R: — Ela tem medo de ser estrupada de novo.
L: — O que? — Diz preocupado.
M: — Quando eu era menor... — Lágrimas caem sobre o rosto dela. — Meu pai...
Ml: — Obrigada por se abrir, isso importante. Pessoas, hoje em dia, não estão mais mostrando seus verdadeiros sentimentos, e isso está gerando o caos.
R: — Queria ter sabido disso mais cedo.
M: — Bem, todos nós já falamos os nossos sentimentos, exceto o Farkle.
L: — O dele diz... — Farkle olha para ele negando com a cabeça. — É algo pessoal. Mas, eu acho que vocês deveriam saber, ele tem medo que os pais dele se separem.
Ml: — Interessante, será por que normalmente uma das coisas que mais tememos tem haver com nossos pais? Alguém sabe?
R: — Eles são as pessoas que cuidaram de nós, estiveram lá.
Ml: — Os pais são os primeiros contatos com o amor que nós temos, e nunca acharemos nenhum outro igual, por isso somos tão apegados à ele.
M: — E se um deles nunca te amou?
Ml: — Algumas vezes, pessoas boas fazem coisas erradas.
M: — Não acho que ele seja uma boa pessoa.
Ml: — Talvez ele tenha tido um motivo para fazer o que fez.
M: — Que motivo alguém tem para abusar sexualmente de alguém? E ainda por cima, menor de idade.
Ml: — Talvez ele não saiba do que fez, poderia estar bêbado, por ter brigado com alguém e descontou essa raiva em outra pessoa.
M: — Isso não justifica.
Ml: — Você está certa. Porém, dê uma chance antes de decidir de se livrar completamente daquela pessoa. Quem sabe ela mudou?
M: — Ok, eu vou tentar, obrigada.
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