Quando tudo mudou
10 Capítulo 10
R: — E pelo jeito, você esqueceu isso no caminho. — A entrega o anel e sai. Katy entra.
K: — Você está bem?
M: — Melhor agora. Apenas cansada.
K: — Não se preocupe, algumas coisas são feitas para a gente aprender com elas, e normalmente vão nos machucar.
M: — O que a gente faz quando machucar?
K: — Você aguenta firme, mostre que você é guerreira e não vai desistir tão fácil.
M: — Obrigada, mãe. Eu posso falar isso pouco, mas eu te amo.
K: — Eu também, Mayabuskha. — Ela dá uma risadinha. — Agora, vá dormir, foi um dia longo.
No outro dia
(Na escola)
L: — Hey, você e a Maya ainda estão brigadas?
R: — Não.
F: — Então por que ela não veio com você?
R: — Nós ainda estamos resolvendo algumas coisas, estamos bem.
L: — O que aconteceu?
R: — Nada.
F: — Riley, nós te conhecemos. O que foi?
R: — É um assunto muito pessoal e prefiro não comentar.
L: — Por que não? Nós somos seus amigos, lembra? Amigos se falam, mas amigos verdadeiros escutam.
R: — É muita coisa, eu ainda não consigo processar direito.
F: — Ah, fala, Riley, não é como se a Maya tivesse te beijado. — Maya chega e escuta, então Riley vai para o banheiro chorando.
L: — Uau! — Diz em choque. O sinal bate e apenas os garotos vão para a sala.
(Na sala)
C: — Onde estão as meninas?
F: — Resolvendo assuntos pessoais.
C: — Deveria me preocupar?
F: — Não, elas conseguem.
L: — Tem certeza, Farkle? Porque o que eu entendi não é tão simples assim.
F: — Talvez não na sua visão, mas é sim.
(No banheiro)
M: — Riley, por que você está chorando?
R: — Porque eu não sei mais de nada.
M: — O que você quer dizer com isso?
R: — Minha vida não faz sentido.
M: — Você acha que a minha faz?
R: — Não, mas eu estou confusa. Não era para ser melhores amigas para sempre? Então por que eu sinto um clima estranho toda vez que estamos juntas agora?
M: — É normal, desculpa, foi tudo minha culpa, se eu não tivesse te beijado, nada disso teria acontecido. — Elas escutam um barulho.
R: — Calma, acho que tem mais alguém aqui.
Ms: — Obrigada pela nova manchete do jornal da escola.
R: — Missy, o que você está fazendo aqui?
Ms: — Só visitando minha amiga um pouco.
M: — Tá, agora fala de verdade o que você está fazendo aqui.
Ms: — Estou em busca de fofocas para meu blog, as pessoas lá da Flórida te adoram e querem saber tudo sobre você, Riley.
R: — Missy, você não vai postar isso. Isso é um assunto pessoal.
Ms: — Ops, não mais. — Envia o vídeo para seu blog.
R: — Eu pensei que você fosse minha amiga.
Ms: — Outra coisa que você estava errada, mas como fofoqueira profissional, eu vou te dar uma informação: o Lucas parecia estar bem feliz comigo no cinema.
R: — Apenas suma daqui. — Ela vai.
M: — Que droga. Eu sempre sou problema.
R: — Posso ser sua solução? — Ela repara que Maya tem o anel de volta ao seu dedo. — Esses sentimentos que você pode estar sentindo agora podem ser confusos, mas com o tempo você descobrirá os seus verdadeiros sentimentos, e quem sabe eu também?
M: — Obrigada, o que você acha da gente ver um filme amanhã?
R: — Eu adoraria.
M: — Acho melhor voltarmos para a aula.
R: — Não antes disso.
M: — O que você vai fazer.
R: — Vá para a aula, tenho algumas coisas para resolver.
M: — Tem certeza?
R: — Você vai gostar disso.
(Na sala)
C: — Maya, cadê a Riley? Por favor, me diz que você não a matou.
M: — Não.
C: — Riley, é você?
M: — Eu só voltei porque ela pediu. — A TV liga derrepente.
TV On
R: — Oi, sou eu, Riley Matthews. Hoje vamos falar sobre algo muito importante: sexualidade. Algumas pessoas aqui e fora da escola fazem comentários maldosos sobre isso, o que não está certo e deveriam ter vergonha disso, uma pessoa deve ter direito de amar, independente de ser homem ou mulher, pois afinal, amor é amor, independentemente de sexo, raça, cor, religião... Nós estamos nos Estados Unidos, um país que era para a gente ter liberdade de escolha, mas muitas pessoas não veem isso. O que eu quero com isso? Eu quero todos olhem dentro de suas almas e vejam que somos todos iguais, seres humanos, com sentimentos. E que com isso aprendam que julgar os outros, nada mais é do que se reduzir. Obrigada, eu sou Riley Matthews.
TV Off
Riley entra na sala e todos começam a aplaudir.
C: — Obrigado, Riley.
F: — Eu sabia que vocês conseguiriam.
M: — Nós sempre conseguiremos, enquanto tivermos uma a outra.
R: — Poder do anel.
M: — Trovão.
R: — Relâmpago.
M: — Eu te amo.
R: — Eu também te amo.
L: — O que são vocês agora?
R: — Melhores amigas, como sempre.
L: — E nós Riley?
R: — Acho que vamos ter que ver com o tempo.
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