Quando te conheci
12 Capítulo 11 - "Nossos amigos!"
AMANHECEU:
Dionísio despertou antes dela e ficou a olhando, era tão linda, tão doce, tão mulher, ele tinha muita sorte de ter ela ao seu lado, ele a faria feliz, com ela tinha o que nunca tinha tido antes, uma família e um amor de verdade. Ela acordou sorrindo e olhou para ele. Estava tudo tão perfeito que parecia que era um sonho...
REFÚGIO ‒ Vamos ligar para o nosso filho!‒ Ela falou abraçando e beijando ele,
DIONÍSIO ‒ Sim, meu amor, vamos!‒ Ele sorriu.
Ela pegou o celular e ligou para o filho.
REFÚGIO ‒ Bom dia, meu filho! Como você está?
PATRÍCIO ‒ Bom dia, mamãe! Eu tô bem! ‒ Ele sorriu tinha acabado de sair da piscina. ‒ Mamãe, aqui na cada da tia Inês tem cavalo sabia? E tem piscina também...
REFÚGIO ‒ Tem, meu filho? ‒ Ela sorriu.
PATRÍCIO ‒ Tem, mamãe! Eu estava na piscina, é muito legal.
REFÚGIO ‒ Toma cuidado, meu filho, não vai fazer nada e nem se machucar.
PATRÍCIO ‒ Não vou, mamãe!
REFÚGIO ‒ Não ande de cavalo sozinho e por favor, tome cuidado com tudo viu, meu filho. ‒ Ela estava tão feliz de ouvir a voz do filho assim contente. ‒ Você já tomou café, meu amor?
PATRÍCIO ‒ Eu já, mamãe e comi tudinho. Tia Inês falou que sou muito esperto e eu sou mesmo! Papai está ai?
REFÚGIO ‒ Tá sim, meu filho pode falar com seu pai!‒ Ela passou o telefone para Dionísio.
DIONÍSIO ‒ Oi, meu filho, como você está?
PATRÍCIO ‒ Eu tô bem, Papai, eu estou muito feliz! E você tá bem, tá feliz? Tá fazendo meu irmão? Eu quero menino, em pai!‒ E começou a rir.
Dionísio riu.
DIONÍSIO ‒ Estou bem, sim, meu filho! Não se preocupe, estou fazendo seu irmão.‒ Ele passou a mão na perna dela.
PATRÍCIO ‒ Pai, você podia comprar uma fazenda para nós né? Aqui é tão bonito!Vamos comprar uma, pai!
DIONÍSIO ‒ Sim, meu filho, se você quer! Eu faço tudo que quiser!‒ Ele olhou para ela sorrindo.
PATRÍCIO ‒ É sério, papai?‒ Ele disse todo empolgado com os olhos bem abertos.A mãe tinha dito que ele não podia pedir qualquer coisa.
DIONÍSIO ‒ Sim, meu filho, é serio! ‒ Ele gargalhou.
PATRÍCIO ‒ A minha mãe vai brigar comigo porque eu te pedi?
DIONÍSIO ‒ Não, não vai!
PATRÍCIO ‒ Conta pra ela, então, pai! Conta que vamos ser fazendeiros!
DIONÍSIO ‒ Eu vou contar, meu filho, ela vai gostar!
PATRÍCIO ‒ Agora eu vou brincar, tá papai, dá um beijo na minha mãe!No rosto em!
Ele começou a rir e desligou o celular. Dionísio riu e guardou o celular.
DIONÍSIO ‒ Nosso filho mandou um beijo!
REFÚGIO ‒ Não foi só isso, não é. ‒ Ela começou a rir ele ficou olhando para ele esperando que ele falasse o que o filho tinha perdido porque pela cara dele já sabia que tinha pedido alguma coisa. ‒ Pode me falando logo que foi que eu te pediu?
Ela se agarrou a ele com todo carinho alisando o peito do marido...
DIONÍSIO ‒ Uma fazenda....‒ Ele sorriu apertando ela em seus braços.‒ Nosso filho quer uma fazenda!
REFÚGIO ‒ Que isso, Dionísio, você disse que vai dar?‒ Ela ficou apavorada e se sentou na cama sem nem perceber que estava nua.‒ Pode dizer agora que não vai fazer isso é um absurdo, por que meu filho pediu isso? Não pode dizer sim essas coisas ele é um menino ainda!
DIONÍSIO ‒ Sim, eu vou dar! Vou comprar, quando quisermos sair da cidade vamos pra lá.‒ Ele balançou a cabeça. ‒ Vai ser muito bom, meu amor!
REFÚGIO ‒ Dionísio não posso permitir que você dê isso a Patrício!Ele está completamente... ‒ Ela nem sabia que palavra dizer apenas fico ali olhando para ele sem entender o que falar. ‒ Eu amo cavalos, eu adoro ambiente de fazenda eu tenho certeza que vai te fazer bem para o nosso filho mas é um presente muito caro! Eu não devia ter te pedido isso eu vou brigar com ele.‒ Ela se deitou de novo cobrindo o corpo.
Ele acariciou as costas dela.
DIONÍSIO ‒ Não vai brigar com nosso filho por isso! Será meu presente de casamento.
REFÚGIO ‒ Meu amor, eu estou falando sério!Ele não podia ter feito isso e não pode ficar pedindo presente caro!Ele tem que saber que tem limite!
DIONÍSIO ‒ Meu amor, ele sabe que tem limites, mas ele é só uma criança. Crianças pedem coisas e esse eu quero dar e eu posso dar.‒ Ele suspirou.
REFÚGIO ‒ Você já decidiu, não vai adiantar falar nada. Tudo bem,meu amor, você quer me dar isso de presente que presentear o nosso filho. ‒ Ela o abraçou.‒ Tá tudo bem!
Dionísio a abraçou forte, depois beijou o pescoço dela.
DIONÍSIO ‒ Eu te amo, Refúgio! Te amo muito, quero que seja feliz!
REFÚGIO ‒ Eu sou feliz, meu amor, também quero você sorrindo e feliz.
DIONÍSIO ‒ Eu sou muito feliz, mais que feliz. Amo você, amo nosso filho!‒ Ele tocou o rosto dela com carinho e segurou a beijando.
REFÚGIO ‒ Amor...Você não cansa? ‒ Foi tudo que ela disse sorrindo antes dela a sufocar com beijos e carícias..
Dionísio se deitou sobre ela, o corpo nu, o cheiro de mulher, ela o enlouquecia...
DIONÍSIO ‒ Não, nunca me canso, de você, de te amar...
REFÚGIO ‒ Vai ser assim para sempre?‒ Ela começou a rir e ficou olhando para ele para o jeito dele.
Quando estavam juntos, ela sempre tinha certeza de que aquele amor nunca ia acabar.
REFÚGIO ‒ Eu sou sua mulher pode fazer o que quiser.
DIONÍSIO ‒ Sim, meu amor, vai ser sempre assim. Sempre! Eu e você, nos amando como loucos. Loucos e apaixonados!‒ Ele riu e beijou o colo dela com carinho.
Refúgio o enlaçou pela cintura com as pernas.
REFÚGIO ‒ Um mulher pode ser feliz assim!
Ele riu e a investiu Forte e apaixonado.Ela sorriu e gemeu forte.
REFÚGIO ‒ Você me tem para você...Você me tem para toda vida!
DIONÍSIO ‒ Você também, Refúgio, eu não quero mais ninguém, só você, só você, meu amor!
REFÚGIO ‒ Me ama meu marido!‒ Ela riu alto.‒ Marido! Marido!
Dava vários beijos nele enquanto falava a palavra marido que para ela tinha se tornado afrodisíaco. Ele se moveu com calma e amor, a amava e agora ela era dele, era sua esposa, sua mulher, seu amor...
DIONÍSIO ‒ Eu te amo, minha esposa!
REFÚGIO ‒ Eu te amo, meu marido...
Os dias de lua de mel se passaram de modo tão rápido que os dois só sabiam sorrir e se amar e só pensava no futuro que queriam ter com Patrício e com os próximos filhos que queriam.Dionísio era o homem mais educado mais inteligente e mais elegante com ela.Comprava presente comprava flores fazer todas as vontades dela foi a lugares lindos jantaram em locais especiais e fizeram amor em todos os locais por onde passaram.
Ela só sabia sorrir e pensar que não merecia toda aquela felicidade que estava vivendo. Era maravilhoso ter um marido que cuidava dela o que pensava nela alguém que ela poderia cuidar também. Nunca tinha se sentido daquele modo. Os dois tinham comprado vários presentes para o filho e tinha feito planos de uma viagem os três juntos logo em seguida.
Era maravilhoso está em assim naquela lua de mel e com um destino maravilhoso pela frente. Refúgio tinha finalmente aceitado voltar estudar e não trabalhar naquele momento para cuidar do marido mas quando estivesse formada ela voltaria. Iria fazer faculdade de administração e quando voltaram da viagem isso tudo já estava decidido. Dionísio entrava em casa com o filho no colo e Refúgio vinha atrás...
DIONÍSIO ‒ E aí, meu filho, como foi o passeio?
PATRÍCIO ‒ Foi maravilhoso, papai tenho tanta coisa para contar! Mas, eu tenho um segredo.‒ ele foi no ouvido do pai e sussurrou. ‒ Eu senti muita saudades, pai... Isso é coisa de menina?‒ ele olhou o pai preocupado. ‒ Coisa de criancinha?
Dionísio apertou o filho.
DIONÍSIO ‒ É claro que não, meu filho! Eu também senti muita saudade.‒ Ele beijou a testa do filho. ‒ Senti muita saudade mesmo!
REFÚGIO ‒ E eu não ganho um beijo, um abraço direito? Só tem chamego com seu pai! ‒ Ela agarrou de novo filho apertando ele em seu colo e ele prendeu a mãe com as pernas e com os braços apertando muito.
PATRÍCIO ‒ Ai, que saudade de você, mamãezinha muitas saudades! ‒ Ele falou todo meloso com a mãe. ‒ Mamãe, ah mamãe, temos que ir em algum lugar passear todos juntos porque eu estava muito feliz mas eu estava com muita saudade.
REFÚGIO ‒ Eu também, meu filho, senti muita saudade de você só faltou você na viagem. ‒ Beijou o filho com todo amor do mundo. ‒ Nós vamos fazer uma viagem juntos eu, você e seu pai.Eu prometo, tá bom?
PATRÍCIO ‒ Tá bom, mamãe, agora eu queria pedir uma coisa hoje. E eu queria pedir ao papai... ‒ Ele estava no colo da mãe, mas já era um rapaz estava grande as pernas compridas quase não cabe no colo da mãe.
DIONÍSIO ‒ Diga, meu filho, o que você quer pedir? ‒ Dionísio riu olhando para ele.
REFÚGIO ‒ Quero ver filminho com pipoca! Aquela pipoquinha doce que você faz papai que só você sabe fazer melhor que a mamãe!
Dionísio riu olhando a mulher...
DIONÍSIO ‒ Sim, filho, eu faço...
REFÚGIO ‒ É melhor que a minha, né safado?
PATRÍCIO ‒ É sim, mamãe, desculpa, mas é! Meu pai coloca aquela açuquinha por cima.Hunmmmm!
Dionísio gargalhou e pegou o filho.
DIONÍSIO ‒ É uma delícia, né, meu amor?
PATRÍCIO ‒ É papai, é muito bom! Muuuuuuuuuuuiiiiiitoooooo boaaaaaa! ‒ E começou a rir e fez o braço estendido. ‒ Não precisa ficar com ciúme da mãe porque a gelatina sua é melhor que a dele e a balinha de coco que você faz e um monte de outras coisas. Meu pai só presta mesmo para pipoca!‒ Ele falou de implicância com o pai que cozinhava super bem.
Dionísio olhou a mulher e a puxou para perto.
DIONÍSIO ‒ É meu filho, pra você só a pipoca! ‒ Refúgio começou a rir do filho com aquela falação.
PATRÍCIO ‒ Papai, você sabia que têm cavalo manga-larga marchador lá na fazenda do tio Vitoriano!Os cavalos papai tem pelo cortado quando eles tem seis meses de idade.Sabia que o casco deles é bem duro? Cada cavalo pesa uma coisa bem grande lá que meu tio falou! ‒ ele sempre queria dar informações precisas das coisas.
Refúgio começou a rir chamou Patrício para se sentar para pegar os presentes. Ele ficou sentado no colo do pai enquanto a mãe pegou uma caixa grandona e deu para ele.
REFÚGIO ‒ Esse aí foi seu pai que escolheu para você, meu filho!
PATRÍCIO ‒ Nossa, é muito grande! ‒ Ele riu e começou a abrir. ‒ Muito grande! ‒ Ele olhou era um boneco, ela sorriu. ‒ Nossa que legal, um boneco do homem de ferro!
REFÚGIO ‒ Gostou, meu filho? Seu pai achou que você ia gostar ele disse que vocês brincam juntos e que ele é o Homem de Ferro! ‒ Ela começou a rir do marido.
PATRÍCIO ‒ Sim.. Sim mamãe! ‒ Ele sorriu.
Ela ficou rindo e pegou a outra caixa.
REFÚGIO ‒ Esse aqui também é seu!
Ele pegou sorrindo, abriu e sorriu mais.
PATRÍCIO ‒ É um caminhão! Que lindo, mamãe!
REFÚGIO ‒ É sim, meu filho, eu achei que você ia querer porque tem tanto tempo que você não pede um caminhão! E esse aqui é outro brinquedo!‒ Ela entregou uma caixa um pouco menor era um game boy.Um brinquedo eletrônico de corrida de luta que parecia um tablet. ‒ Esse daí, meu filho é porque você é um excelente aluno na escola! E por isso você merece presentes!
Entregou e sabia que ele ia fazer um escândalo por causa daquele brinquedo. Ainda tinham um par de raquete com bola duas bolas de super-heróis um par de tênis algumas roupas e jogos de montar. Eles tinham vários presentes por dia para o filho.
REFÚGIO ‒ Gostou, meu filho?
PATRÍCIO ‒ Ai, mamãe, eu queria muito esse jogo!! Muito mesmo!‒ Ele riu e pulou na mãe. ‒ Muito legal, muito!
REFÚGIO ‒ Você merece, amor, tudo que está aqui! ‒ Ela pegou o saco enorme de presente que tinha todas as outras coisas entregou para o filho...‒ Senta e olha se você gosta das coisas que compramos para você, tá bom, meu filho!
Era um saco enorme contendo todas aquelas coisas que criança adora. Ele pegou e foi sentar.Ria olhando tudo e começou a brincar se divertindo, estava muito feliz com tudo que tinha ganhado.
REFÚGIO ‒ Você já tem que ir trabalhar, meu amor? ‒ Ela perguntou se aproximando dele.
DIONÍSIO ‒ Eu vou mais tarde!‒ Ele sorriu e segurou na cintura dela com amor.
REFÚGIO ‒ Está tão feliz, meu amor! Ele está feliz e você sabe que se ele fica feliz, eu também fico! Precisamos agradecer Inês e Victoriano por tudo que eles fizeram por nós. Quando você quiser podemos fazer um jantar!
PATRÍCIO ‒ Ihhhh mamãe, tio Vitinho tava bravo. Disse que tia Inês estava muito ciumenta.‒ Ele falou e voltou a brincar com os brinquedos e ela sinal de que ele estava prestando atenção na conversa dos Pais. Dionísio riu.
DIONÍSIO ‒ Foi, meu filho? E porque isso?
PATRÍCIO ‒ Porque ela não estava vendo o sr tocudo! ‒ Ele falou de moda inocente Por que não fazia ideia do que aquilo queria dizer. ‒ Tio Vitinho falou que ela não tinha visto o senhor tocudo. O pai dela, papai?
Dionísio gargalhou.
DIONÍSIO ‒ Não meu filho, não é!
PATRÍCIO ‒ E quem? Porque tia Inês esta assim zangada de não ver ele?
REFÚGIO‒Eles devem estar brigando com certeza, Dionísio, talvez fosse melhor a gente convidar para um jantar...Os dois foram maravilhosos com nosso filho. Alguma coisa deve estar acontecendo para brigarem assim na frente dele
DIONÍSIO ‒ Sim, meu amor, eu vou ligar pra meu amigo! Filho, depois eu te conto quem é...
PATRÍCIO ‒ Ta bom, pai.
LONGE DALI...
Vitoriano estava sentado na sala aborrecido com Inês gritando quando o telefone tocou...
VICTORIANO ‒ Alô, Dionísio?
DIONÍSIO ‒ Oi, Victoriano! Como está meu amigo?
VICTORIANO ‒ Tudo caminhando como tem que ser!‒ Falou sorrindo.
DIONÍSIO ‒ To ligando pra te convidar pra um jantar aqui em casa!
VICTORIANO ‒ Eu adoraria ir, mas preciso perguntar a essa fera.Tem uma fera aqui na minha frente gritando eu preciso perguntar se ela quer ir...‒ Ele colocou a mão no celular e olhou para Inês que andava pela sala.‒ Inês, Dionísio e Refúgio querem nos convidar para jantar. Você quer ir?
Inês o olhou com raiva...
INÊS ‒ Sim, diga a ele que vamos!
VICTORIANO ‒ A Fera falou que vai. Então, à noite estaremos aí amigo!
Os dois se despediram e desligaram os telefones.
REFÚGIO ‒ Está tudo bem, Dionísio?
Ele riu olhando Refúgio.
DIONÍSIO ‒ Pelo jeito estão brigando!
REFÚGIO ‒ Mas estava tudo bem gente por que estão brigando agora? Será que é por causa da menina? Com quantos anos a filha deles está, Dionísio?
DIONÍSIO ‒ Luíza tem a mesma idade de Patrício! ‒ Ele suspirou. ‒ Não acho que seja por ela.Inês é muito rígida, tenho dó de Victoriano!
REFÚGIO ‒ Então, o que está acontecendo com os seus amigos?
DIONÍSIO ‒ Ele não tem paz!
REFÚGIO ‒ Não tem paz como, meu amor?‒ Ela estava curiosa queria saber.
DIONÍSIO ‒ Ela é uma ciumenta incontrolável! Ele não pode olhar para o lado, qualquer mulher bonita que estiver perto dele é motivo para brigarem.
REFÚGIO ‒ Ai, amor, não gosto de pessoas assim não!Coitado do seu amigo! Eu sei que você olha outras mulheres por aí! Mas eu sei que você não vai fazer nada...
Dionísio riu.
DIONÍSIO ‒ Eu não olho ninguém, Refúgio!
REFÚGIO ‒ Amor, eu sei que você olha não precisa pregar mentira!
PATRÍCIO‒ O papai olha a minha professora!
REFÚGIO ‒ Patrício, você não estava brincando?
PATRÍCIO ‒ Oi, mãe, mas eu tenho ouvido!
Dionísio gargalhou.
DIONÍSIO ‒ Sua professora é uma velha, filho!
PATRÍCIO ‒ Mas você ficou olhando!‒ Ele fez cara feia.
DIONÍSIO ‒ Eu olho as pessoas, meu filho! Tem muita gente no mundo!Mas isso não a faz bonita.
PATRÍCIO ‒ Eu contei para minha mãe que você olhou ela! Você só pode olhar minha mãe!
Refúgio começou a rir.
REFÚGIO ‒ Parece que aqui em casa tem Inês também!
DIONÍSIO ‒ Sim, to vendo!
REFÚGIO ‒ Eu vou arrumar as nossas malas e colocar as coisas no lugar meu amor você pode ficar brincando com nosso filho eu ver alguma coisa enquanto não trabalha.
DIONÍSIO ‒ Sim, meu amor! Vá lá, eu brinco com o esqueirinho!
REFÚGIO ‒ Esqueirinho, amor? ‒ Ela logo perguntou porque sabia que o filho ia ficar todo acelerado com aquele apelido.
PATRÍCIO ‒ Por que tá me chamando assim, papai?
DIONÍSIO ‒ Porque você gosta de por fogo nas coisas!Um esqueirinho!
PATRÍCIO ‒ Eu não gosto nada! Eu não estou fazendo nada só estou brincando aqui!‒ Ele abriu um sorriso para o pai.
Dionísio olhou o filho.
DIONÍSIO ‒ Tá bom, meu filho!Você só está brincando!
PATRÍCIO ‒ Eu tava só brincando mesmo, pai, vem aqui jogar comigo meu joguinho novo que eu ganhei. Tem que fazer uma trilha, olha, tem que fazer uma trilha desse lado jogar o dado, mas só dá para brincar com outra pessoa.‒ Ficou olhando para o pai esperando a resposta.
Dionísio riu e foi até ele sentando ao seu lado...
DIONÍSIO ‒ Vamos jogar, filho!
Dionísio e Patrício jogavam e riram se divertindo, a vida em família era o presente deles...
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