Quando te conheci
4 Capitulo 3 - " Diozão"
Quando entraram ela não quis soltar o filho, ficou com ele no banco da frente agarrado a ela e depois de alguns segundos o menino olhou para Dionísio e perguntou.
PATRÍCIO ‒ Por favor, diz pra minha mãe que você é uma boa pessoa!
DIONÍSIO ‒ Sim, eu sou! ‒ Ele sorriu.‒ Vou ajudar você e sua mãe! Serão muito felizes!
PATRÍCIO ‒ Viu, mãe!
Ela só chorava e nem sabia o que dizer.
REFÚGIO ‒ Por favor, me leve para uma pousada ou algum lugar onde eu possa acalmar o meu filho.
Ele a olhou de lado.
DIONÍSIO ‒ Quer ir pra minha casa?
REFÚGIO ‒ Não sei quem você é!Não vou com meu filho para sua casa!‒ Ela o olhou.‒ Eu agradeço que nos ajude.Eu quero ficar com meu filhinho já onde ele possa ser feliz.
DIONÍSIO ‒ Está bem... Você tem parentes?
REFÚGIO ‒ Eu não tenho ninguém! Não tem ninguém com quem eu posso ficar.
DIONÍSIO ‒ Como quiser! ‒ Ele dirigiu até um hotel perto da casa dele.
Ela esperou que ele a levar até uma pequena Pousada onde ficava os quartos, mas ele não fez isso ele levou para um hotel que ela não conhecia.Quando o carro parou em frente ao local ela foi logo dizendo.
REFÚGIO ‒ Não posso pagar para ficar nesse lugar!
DIONÍSIO ‒ Não se preocupe com isso!
REFÚGIO ‒ Eu não posso aceitar nada de você eu não sou nada sua entenda não posso aceitar.
Ele sorriu e deu a volta pegando Patrício que estava adormecido. Ele fez o check-in E foi com ela até o quarto onde colocou o Patrício deitado na cama e ajudou as malas a serem colocadas no quarto dela. Quando terminou de fazer tudo ela olhou e disse:
REFÚGIO ‒ Muito obrigado, você não precisava ter feito isso! ‒ Olhou para o filho deitado na cama.‒ Meu filho gosta de você de um jeito estranho como ele nunca gostou de ninguém que não fosse um conhecido nosso.
DIONÍSIO ‒ Ele sabe que sou bom!
Ela riu.
DIONÍSIO ‒ Que só quero o bem pra vocês!
REFÚGIO ‒ Vamos tomar alguma coisa? Ele é só uma criança!
DIONÍSIO ‒ Sim, vamos!
REFÚGIO ‒ Um café eu posso pagar. ‒ Ela riu. ‒ Só vamos se me deixar pagar! ‒ Ela sorriu e era tão bom sorrir para ele enquanto olhava.
DIONÍSIO ‒ Sim, eu deixo você pagar! ‒ Ele riu.
Os dois desceram e foram até a cafeteria do hotel e se sentaram pedindo dois cafés e dois pedaços de bolo ela quis Além disso um coração. Ele a olhou e sorriu.
DIONÍSIO ‒ Quer me contar agora?
REFÚGIO ‒ Ainda não posso contar e nem me sinto à vontade para falar disso com você Espero que entenda, aquele homem é meu marido pai do meu filho! Mas ele acha que Patrício não é filho dele. ‒ Ela abaixou a cabeça como se aquilo fosse a pior sentença que ela pudesse receber ser tratada como traidora como uma mulher infiel.
Ele tocou a mão dela com carinho.
DIONÍSIO ‒ Vai ficar tudo bem!
REFÚGIO ‒ Eu desejo que fique quero que meu filho seja feliz eu não quero mais chorando.
Dionísio e Refugio estavam frente a frente, era o momento o primeiro deles e no rosto dela a preocupação.
REFÚGIO ‒ Obrigada por me ajudar...
DIONÍSIO ‒ Não se preocupe com isso...‒ Ele a olhou.‒ Você quer ir ao médico?
REFÚGIO ‒ Não, eu estou bem, quero apenas que meu filho fique bem...‒ ela soltou um suspiro e olhou para ele.‒ Você tem que ir embora, sua esposa já deve estar a sua espera. ‒ disse com calma.
DIONÍSIO ‒ Eu não sou casado... ‒ Ele proferiu calmo.‒ Não se preocupe com isso.
Ela o analisou...
REFÚGIO ‒ Pensei que fosse... ‒ O café chegou e os pedidos também...‒ Não é certo aceitar as coisas que está me oferecendo, eu nem conheço o senhor. ‒ ela tomou o café e analisou só naquele momento o quanto ele era bonito.
DIONÍSIO ‒ Talvez seja o destino.. Talvez ele tenha nos unido.‒ Ele sorriu e bebeu o café.
REFÚGIO ‒ Eu não acredito em destino. ‒ ela riu comendo. ‒ Eu não sou cuidada por nenhum destino, sempre me cuidei sozinha.
DIONÍSIO ‒ Talvez você não tenha encontrado o destino certo até agora. ‒ Ele sorriu.
Ela sorriu também porque sabia que ele era um homem sempre bem-humorado.Tinha olhado para ele algumas vezes na padaria mas não prestava muita atenção em ninguém.
REFÚGIO ‒ Talvez você esteja certo!
DIONÍSIO ‒ Você é uma mulher maravilhosa!
Ela abaixou a cabeça.
REFÚGIO ‒ Talvez eu devesse subir...
DIONÍSIO ‒ Refúgio... ‒ Ele tocou a mão dela. ‒ Me deixe te ajudar!
Falou um pouco nervosa com ele.
REFÚGIO ‒ Eu não posso aceitar, sou casada!‒ Ela retirou a mão.‒ Certamente você quer algo em troca!
DIONÍSIO ‒ Eu não quero nada em troca e pelo que eu entendi não é mais casada!
Ela suspirou.
REFÚGIO ‒ Não sou...‒ Ela não queria pensar naquilo porque apesar de Guilherme ser um animal não queria ser uma mulher divorciada não tinha planejado isso para a vida dela.
DIONÍSIO ‒ Eu vou te ajudar a se recuperar, mas não quero nada em troca!
REFÚGIO ‒ Você me desculpe, eu não estou tentando ser grosseira é que ninguém nunca me ajudou! Não é fácil confiar nas pessoas quando você nunca teve ajuda. ‒ Ela tomou o resto do seu café e ficou olhando para ele.
DIONÍSIO ‒ Eu sei que não, sou policial, Refúgio, sou empresário também.
REFÚGIO ‒ Você é policial? ‒ Ela ficou assustada com aquela possibilidade de estar ao lado de alguém que ela nem conhecia.
DIONÍSIO ‒ Sim, eu sou...Já vi muitas mulheres como você.. Que passam pelo que passou! Eu quero te ajudar!
Ela suspirou.
REFÚGIO ‒ Tudo bem, você pode me ajudar, mas quando eu disser que não quero mais a sua ajuda você vai me respeitar e vai se afastar se eu pedir isso. Meu filho precisa de um tempo para entender que a nossa vida mudou e que as coisas serão diferentes. ‒ Na verdade quem estava com medo era ela porque Patrício já tinha aceitado a amizade de Dionísio a muito tempo era ele que tinha conseguido fazer com que as coisas chegassem até aquele momento.
DIONÍSIO ‒ Está bem!Fazemos como quiser.‒ Ele riu.
Os dois comeram e ainda conversaram por mais minutos e depois ele foi até o quarto dela para levá-la.
DIONÍSIO ‒ Tenha uma boa noite...‒ Ele sorriu e beijou a mão dela.
REFÚGIO ‒ Obrigada! Muito obrigada por tudo!
DIONÍSIO ‒ Por nada! Vou te dar meu número... Quer que eu venha te buscar amanhã? É longe do seu trabalho...
REFÚGIO ‒ Não não precisa, eu vou aprender o caminho eu preciso seguir com calma com meu filho mas eu agradeço! ‒ Ela não queria que ele ficasse fazendo as coisas para ela tinha que tomar as rédeas de sua vida.
DIONÍSIO ‒ Está bem! ‒ Ele pegou um cartão e entregou para ele.‒ Qualquer coisa me ligue!
REFÚGIO ‒ Obrigada. ‒ ela deslizou a mão na mão dele, era aquele momento, o momento de ser amiga depois de tudo que ele tinha feito.
Ele sorriu.
DIONÍSIO ‒ Posso ver Patrício antes de ir?
REFÚGIO ‒ Pode sim, ele está ali!‒ ela o indicou o local e saiu da frente da porta.
Ele caminhou até lá e sorriu o vendo dormir, beijou o menino. Dormindo Patrício o agarrou e abriu os olhos.
PATRÍCIO ‒ Fica aqui amigo de mamãe, protege a gente!
DIONÍSIO ‒ Eu vou proteger, pra sempre...
PATRÍCIO ‒ Então, dorme aqui por favor, ele vai vir bater na gente.
Dionísio beijou os cabelos dele.
DIONÍSIO ‒ Eu vou falar com sua mãe, mas creio que ela quer ficar sozinha.
PATRÍCIO ‒ Não, eu não quero, por favor, fica aqui... Eu tenho medo dele, meu pai vai vir, ele vai vir. ‒ ele chorou nervoso agarrado a ele .
REFÚGIO ‒ Filho, o senhor tem que ir.
Dionísio a olhou e olhou o menino.
DIONÍSIO ‒ Eu já vou embora, Refúgio, não queria despertá-lo.
PATRÍCIO ‒ Não, ele não vai embora, mamãe ele tem que ficar.
REFÚGIO ‒ Meu filho, ele precisa ir embora ele não pode ficar aqui ele tem que ir para casa dele. Por favor, mamãe deixa ele ficar aqui se meu pai voltar de bater na gente eu não quero ficar aqui sozinho com você. ‒ Refúgio não sabia como reagir aquela desgraçada tudo em mim como fazer o filho ficar calmo Patrício começou a chorar desesperado.
Dionísio abraçou o menino.
DIONÍSIO ‒ Eu durmo no chão, Refúgio ou na sala não quero incomodar.
REFÚGIO ‒ Tudo bem...‒ Ela falou pegando o filho no colo. ‒ Calma, amor! Vamos dormir de novo. Tudo bem meu filho deixa ele dormir aqui se você se sente mais seguro.
PATRÍCIO ‒ Obrigado, mamãe!‒ Ele abraçou a mãe. ‒ Eu to com tanto medo dele, tanto medo, se ele vier aqui e bater na gente, igual da última vez? Ele vai te matar mamãe! ‒ Ele apertou a mãe e soluçou.
Dionísio os olhou sem dizer nada.
REFÚGIO ‒ Não vai, amor...
PATRÍCIO ‒ Eu não quero que ele venha, não quero, mamãe! Temos que ir pra bem longe daqui, bem longe!
Ela abraçou o filho bem forte tentou fazer com que ele entendesse que naquele momento não tinha para onde ir tinha que ficar por aí.
REFÚGIO ‒ Meu filho, não temos para onde ir agora temos que ficar aqui até resolvermos isso temos que ficar aqui. ‒ Abraçou bastante ele e o deitou de novo na cama para que ele relaxar. ‒ Você precisa dormir meu amor está muito tarde você tem que dormir.
PATRÍCIO ‒ Eu estou com medo de dormir e ele vir aqui.‒ Ele olhou Dionísio. ‒ Vai ficar aqui até eu acordar, né? Me protegendo e protegendo minha mamãe?
DIONÍSIO ‒ Sim, eu vou, não se preocupe pode dormir...
Patrício sorriu e pegou a mão dele.Ela ficou ao lado do filho enquanto ele também ficava ali naquela posição tão confortável para ele de segurar a mãozinha do menino e ter o afeto de um filho que ele nunca teve.Refúgios esperou o filho dormir se cobriu vestiu nele um pequeno pijama e cobriu.
REFÚGIO ‒ Você não tem filhos?
DIONÍSIO ‒ Não, não tenho... Nunca me casei, nem tive filhos...
REFÚGIO ‒ Então, devia porque meu filho está apaixonado por você e ele não é assim!
DIONÍSIO ‒ Devia me casar? ‒ Ele a olhou e sorriu.
REFÚGIO ‒ Não me desculpa, não é isso!‒ Ela ficou vermelha.‒ É que deve ter filhos!
DIONÍSIO ‒ Se você quiser podemos ter! ‒ Ele falou e gargalhou olhando ela vermelha.
REFÚGIO ‒ Por Deus, não diz isso, senhor... ‒ Esperou que ele dissesse o nome.
DIONÍSIO ‒ Dionísio... ‒ Ele sorriu. ‒ Estou brincando com você!
REFÚGIO ‒ Dionísio, eu sou uma mulher discreta e muito tranquila.
DIONÍSIO ‒ Eu percebi... Totalmente encantadora!
Ela sorriu.
REFÚGIO ‒ Você gosta de fazer piadas!‒ Ela sorriu e foi ao frigobar da pequena cozinha, tinha cerveja lá. ‒ Você quer beber ou comer alguma coisa?
DIONÍSIO ‒ Quero sim! ‒ Ele foi até lá e pegou uma cerveja a olhando.‒ Eu gosto de piadas sim. ‒ Ele a olhou
DIONÍSIO ‒ Você não gosta?
REFÚGIO ‒ Gosto do meu filho... ‒ Ela riu servindo a cerveja a ele.
DIONÍSIO ‒ Eu também, ele é maravilhoso, uma criança como nunca tinha visto.
REFÚGIO ‒ Ele gostou de você, me desculpe, te colocou no meio de nossa vida.‒ Ela sabia que de manhã teria que conversar com filho para que ele entendesse que Dionísio não fazia parte da vida deles. Que não podia ficar colocando ele em todas as situações que acontecessem por que seria problema.
DIONÍSIO ‒ Eu não quero ser um intruso, mas gostei muito mesmo de Patrício ele é uma criança maravilhosa.‒ Ele sorriu e bebeu depois a olhou.‒ Assim como você também é.Por isso quero ajudar vocês!
REFÚGIO ‒ Obrigada. Eu agradeço de coração por que você não precisava nos ajudar nem nos conhece.‒ Ela bebeu sua cerveja e olhou dentro dos olhos dele sabendo que aquela mirada mudaria toda sua vida.‒ Meu filho acabou e exigindo que você fosse o anjo da guarda dele! ‒ Ela riu pensando no filho.
DIONÍSIO ‒ E eu adorei ser, quero ser para sempre se possível! ‒ Ele a olhou com olhos acalorados.
REFÚGIO ‒ Ele vai querer! ‒ Ela sorriu e colocou mais bebida para ele.‒ Você não tem ideia de quanto tempo eu não fico assim sorrindo com alguém. ‒ O rosto dela ficou tão triste que nem soube o que dizer.
Ele tocou a mão dela.
DIONÍSIO ‒ Vai sorrir para sempre agora, não tem mais porque ficar triste. Vai ser muito feliz agora!
Ela retirou a mão, ele a olhou.
DIONÍSIO ‒ Eu não vou fazer mal a você nem a seu filho.Sei que não me conhece, que não confia, mas não farei.
REFÚGIO ‒ O homem que dizia que me amava todos os dias foi capaz de coisas terríveis senhor Dionísio, então não me peça para confiar novamente. ‒ Ela olhou com toda sinceridade respondeu aquilo que sente no seu coração era verdade o que estava dizendo ela não podia confiar em ninguém.‒ Ele disse que me amava que cuida de mim e que seria para sempre o homem que eu sempre amei Mas em vez disso ele não só me maltratou ou maltratou meu filho.Então, fica um pouco complicado para mim acreditar que alguém vai me ajudar.
DIONÍSIO ‒ Eu vou te ajudar, vou te ajudar e vou te provar que pode confiar em mim! Que eu não sou como ele e nem como nenhum outro!
REFÚGIO ‒ Obrigada, eu vou gostar de ter um bom amigo...
Ele sorriu para ela, sentia por ela mais que amor, desde que a tinha visto, desde que a tinha conhecido, sabia que algo em sua vida tinha mudado.
REFÚGIO ‒ Eu vou arrumar o seu espaço para você dormir aqui como meu filho pediu, mas tentar alguma coisa, eu grito!‒ falou sério com ele.
DIONÍSIO ‒ Eu não vou tentar nada!Não vou chegar perto de você! Não sou esse tipo de homem nem de pessoa, se fosse te machucar, não acha que já teria feito?
REFÚGIO ‒ Sim, mas de qualquer modo eu quero que você saiba.‒ Ela se levantou e foi arrumar as coisas colocou uma coberta para ele nos pequeno sofá e ajeitou tudo.
O telefone dele tocou e ele saiu para a varanda atendendo ele.
DIONÍSIO ‒ Oi, Vargas, escute eu tenho um serviço para você, um homem quero na cadeia, hoje mesmo, amanhã eu vou ai conversar com ele
V ‒ Sim, como quiser senhor!Mande as informações!
DIONÍSIO ‒ Sim, mandarei, coloca ele em uma cela junto com os outros, ele é do tipo que merece virar mocinha ai dentro.
V ‒ Sem problemas chefe, só mandar. ‒ Ele sorriu.
DIONÍSIO ‒ Até amanhã! ‒ Desligou e mandou as informações por mensagens.Ele voltou para a sala olhando Refúgio.‒ Está tudo bem?
REFÚGIO ‒ Sim, a sua cama está arrumada aqui você pode ir dormir se quiser!
Ele assentiu.
DIONÍSIO ‒ Quer que eu te acorde de manhã?‒ Ele a olhou.
REFÚGIO ‒ Não, não precisa, eu costumo acordar sozinha, não precisa se preocupar, eu vou tomar um banho e depois vou dormir fica à vontade.
DIONÍSIO ‒ Sim!‒ Ele sorriu e sentou no sofá.
Ela tomou seu banho e depois voltou vestido com uma das roupas que tinha achado nas coisas dela e se deitou olhando o homem que estava no sofá também já com os olhos fechados embora parecesse não estar adormecido.E foi assim que amanhã chegou e Patrício acordou e foi até o sofá onde Dionísio estava e se sentou e ficou olhando para ele...
Os olhos do menino pareciam cheios de agradecimento era como se ele estivesse ali só para dizer obrigado. Dionísio acordou o vendo, sorriu e o puxou para deitar junto a ele. Patrício o abraçou e ficou colado nele. Depois de alguns minutos deitado agarrado nele o menino apenas disse uma seguinte frase:
PATRÍCIO ‒ Você não quer ser meu paizinho? Eu sempre quis ter um paizinho que ficasse assim abraçado comigo.
Dionísio chorou pela primeira vez desde que tinha conhecido os dois, beijou a cabeça dele.
DIONÍSIO ‒ Sim, eu aceito ser, serei o melhor que puder...
Ele apertou ainda mais ele.
PATRÍCIO ‒ Você é muito fofinho amigo de mamãe!
Riu segurando o menino.
DIONÍSIO ‒ Obrigado, sua mãe não acordou?
PATRÍCIO ‒ A minha mãe gosta de dormir, ela sempre gostou
PATRÍCIO ‒ Mas acho que ela estava muito cansada e por isso olha lá para ela olha minha mãe é bonita né! ‒ Ele ficou agarrado aí ele e rindo.
Dionísio olhou e sorriu.
DIONÍSIO ‒ É sim, sua mãe é muito linda! ‒ Ele acariciou os cabelos de Patrício.
PATRÍCIO ‒ Você sabe que ela não tá querendo ser sua amiga, mas ela precisa, qual o seu nome amigo de mamãe?
DIONÍSIO ‒ Sim eu sei, sua mãe está magoada, mas vai passar! Me chamo Dionísio.
PATRÍCIO ‒ Como eu vou te chamar?
DIONÍSIO ‒ Como você quiser pequeno...
PATRÍCIO ‒ Pode ser Diosão?
DIONÍSIO ‒ Pode sim!‒ Ele gargalhou.‒ Se quer me chamar assim...
PATRÍCIO ‒ Eu queria que ficasse aqui, Diosão! Assim ela nunca mais apanha.‒ Ele suspirou.
Dionísio suspirou e apertou ele em seus braços.
DIONÍSIO ‒ Eu queria poder ficar, mas não posso, sua mãe não vai mais apanhar, nunca mais!
REFÚGIO ‒ Promete?
DIONÍSIO ‒ Sim, eu prometo! ‒ Ele falou calma
O menino ficou em silencio e se deitou sobre ele acarinhando e ele sentiu pela primeira vez o que era ser acarinhado por alguém que o queria que o amava.
DIONÍSIO ‒ Você está com fome? ‒ Ele sorriu vendo que o menino quase dormia em seus braços.
PATRÍCIO ‒ Estou morrendo de fome de ovinho com café!
Dionísio sorriu.
DIONÍSIO ‒ Vamos comer, então! Eu vou telefonar e pedir o café.
PATRÍCIO ‒ Pode pedir no telefone? E quem vai pagar? No trabalho da mãe quando eu como lá tem que tirar do salário dela.
Dionísio sentiu o peito apertar.
DIONÍSIO ‒ Você pode pedir o que quiser pelo telefone, está tudo pago! Está bem?
PATRÍCIO ‒ Mas a minha mãe não tem dinheiro, ela vai brigar! ‒ ele disse frustrado queria mesmo seu café.
DIONÍSIO ‒ É um presente! Não precisa de dinheiro!‒ Ele beijou a cabeça de Patrício.‒ Agora vamos pedir.
PATRÍCIO ‒ E se ela brigar comigo? Eu não posso aceitar coisas de estranhos!‒ ele estava sendo sincero, estava dizendo aquilo que ele pensava.
DIONÍSIO ‒ Eu não sou estranho, sou seu amigo não é? ‒ Ele olhou o menino, sabia que as coisas não eram fáceis.
PATRÍCIO ‒ Tá bom, vou aceitar, mas quero café e suco e ovinho. ‒ Ele passou a língua nos lábios. ‒ Minha mãe gosta de panqueca e de flores amarelas e de chocolates.
Ela acordou e procurou o filho na cama.
DIONÍSIO ‒ Vamos pedir tudo o que quiser... ‒ Dionísio riu e pegou o telefone ligando.
REFÚGIO ‒ Meu filho que está fazendo ai deitando em Dionísio?
PATRÍCIO ‒ Oi mamãe, bom dia! ‒ Ele sorriu e levantou indo até lá e Dionísio se afastou.
PATRÍCIO ‒ Mamãe, Diozão vai pedir nosso café!
REFÚGIO ‒ Meu filho, vem aqui!‒ ela se sentou na cama e esperou por ele. Ele sentou ao lado dela.
PATRÍCIO ‒ Fala mãe! ‒ Ele sorriu.
REFÚGIO ‒ Mamãe já disse!
PATRICIO ‒ Já disse o que mamãe?
REFÚGIO ‒ Que Dionísio tem a vida dele
PATRÍCIO ‒ Eu sei mamãe, mas ele gosta da gente e cuida da gente. ‒ Ele olhou a mãe.
REFÚGIO ‒ Eu sei meu filho mas temos que deixar que ele vá cuidar das coisas dele e sempre que ele quiser poderá vir aqui. ‒ Ela beijou ele muito.‒ Te amo... eu não vou dizer que não pode ser seu amigo. Só dá um tempo para mamãe resolver as coisas!
PATRICIO ‒ Tá bom, mamãe. ‒ Ele suspirou.‒ Mas eu não quero que ele vá embora!
Ela o abraçou e olhou Dionísio.
REFÚGIO ‒ Mas ele vai, amor e depois ele vem de novo te ver.
Patrício abraçou a mãe.
PATRÍCIO ‒ E se ele voltar quando Diozao estiver fora? Não quero que você apanhe mamãe...
Ela suspirou.
REFÚGIO ‒ Amor, mamãe não vai apanhar nunca mais!
Ele olhou.
PATRÍCIO ‒ Eu sei que não, Diozao prometeu!
Ela beijou... o filho era parte dela mas estava tao perto de Dionísio, tinha medo não conhecia aquele homem. Patrício suspirou e viu Dionísio se aproximar.
DIONÍSIO ‒ Bom dia, Refúgio...‒ Ele falou calmo. ‒ Eu já pedi o café, tenho que ir trabalhar...
REFÚGIO ‒ Tome conosco! ‒ Pediu educada.‒ Meu filho quer que você coma conosco! Você pode se não for abuso?‒ Ela sorriu lindamente para ele.
DIONÍSIO ‒ Claro que posso, não queria atrapalhar vocês, mas se quer eu fico! ‒ Ele sorriu para ela, ela sorriu de volta.
REFÚGIO ‒ Quem escolheu o café? Se tiver ovo foi você, né filho?
PATRÍCIO ‒ Foi eu sim, mamãe! Escolhi o que você gosta e o que eu gosto! ‒ Ele riu. ‒ Ovinho e panqueca e suco.‒ Ela riu.
REFÚGIO ‒ Não perguntou a Dionísio o que ele gosta?
Ele olhou a mãe.
PATRÍCIO ‒ Esqueci, mamãe, mas ele parece gostar de tudo...
REFÚGIO ‒ Tudo bem, mamãe sabe que você esqueceu! ‒ Ele olhou Dionísio.
PATRÍCIO ‒ Você gosta de tudo né?
Dionísio riu respondendo.
DIONÍSIO ‒ Sim, eu gosto de tudo ou quase tudo!
Os três foram a cozinha e o café chegou e foi num carrinho arrumado e lindo. Refúgio sorriu ao ver o filho feliz, em seu rosto tinha a marca da pancada. Dionísio falou somente para ela escutar...
DIONÍSIO ‒ Tem certeza que não querem ir ao médico?
REFÚGIO ‒ Tenho...‒ Ela suspirou...‒ Vou ficar bem e quero conversar com ele e acertar as coisas.
DIONÍSIO ‒ Ele quem? Seu ex marido?
REFÚGIO ‒ Com meu filho. Não falo com Guilherme nunca mais!
DIONÍSIO ‒ Sim, está bem... ‒ Ele a olhou.‒ Você tem algo em sua casa que queira pegar?
REFÚGIO ‒ Tudo meu está lá! Mas eu quero me mudar e começar do zero!
O filho comia com muita fome e rindo.
DIONÍSIO ‒ Se quiser pegar algo eu vou com você no fim da tarde pegar... ‒ Ele sorriu para o menino.‒ Posso te ajudar a procurar uma casa, vai mudar de cidade?
Ela suspirou.
REFÚGIO ‒ Eu não quero te incomodar!‒ Ela comeu.
DIONÍSIO ‒ Não será incomodo, eu quero te ajudar.
REFÚGIO ‒ Tudo bem...
Os três comeram e foi maravilhoso aquele café. Tudo era tão tranquilo para ela quando aquele homem aparecia... Aquele homem era seu anjo da guarda...
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