Quando te conheci

5 Capítulo 4 - Seus lábios...


TRÊS MESES DEPOIS

Dionísio e Refúgio estavam muito próximos, ela tinha ido morar em uma casa perto de seu trabalho, ele tinha tentado convencê-la a trocar de trabalho mas ela não quis, ele estava sempre por perto a ajudando e cuidando dela e do filho. Fazia de tudo para cuidar dos dois, ela nunca mais tinha visto Guilherme, ele estava longe dela desde que Dionísio tinha ajudado a ela, tinha assinado o divórcio e estavam finalmente separados, o filho estava bem melhor, amava Dio e sempre o queria por perto.

Faziam programas juntos, os três, iam ao shopping, ao parque, a todos os lugares que eles queriam. Dionísio sempre fazia as vontades de Patrício.Naquela tarde ele ia buscar Refúgio para irem juntos buscar Patrício na escola.

Quando ele se aproximou viu ela na rua conversando com um homem, nunca o tinha visto mas ela ria para ele e tocava em seu braço, o peito se encheu de ciúmes e ele foi até lá fechando o sorriso que trazia no rosto...

DIONÍSIO ‒ Boa tarde... ‒ Ele falou calmo. ‒ Atrapalho?

Refúgio estava sorrindo e quando viu Dionísio o sorriso ficou maior e mais lindo. Era o melhor amigo o seu anjo e sempre estava ali para ela. O viu chegar e esperou que ele falasse.

REFÚGIO ‒ Oi Dionísio... boa tarde. O Cristiano já estava de saída!

DIONÍSIO ‒ Não vai me apresentar seu amigo?‒ Ele a olhou, estava cheio de ciúmes.

REFÚGIO ‒ Esse é o Cris... começou a trabalhar comigo. Cris esse é o meu amigo, Dionísio.‒ Ela falou natural e chamá-lo amigo foi um tiro.

Dionísio a olhou e depois o homem.

DIONÍSIO ‒ Muito prazer... Dionísio Ferrer...

CRIS ‒ Tudo bem, Senhor...Muito prazer...‒ Sorriu para ele e esperou que falasse algo.

DIONÍSIO ‒ Está na nossa hora, Refúgio...‒ Ele a olhou. ‒ Vamos nos atrasar!

REFÚGIO ‒ Sim...‒ Ela se abraçou com Cristiano e ele a beijou no rosto, despediram-se.

Dionísio o viu sair e bufou em descontentamento. Ela o olhou e ele estendeu a mão segurando.

DIONÍSIO ‒ Quem é esse homem? Eu não gostei dele e menos ainda de você com ele!

Ela sentiu a mão dele apertando a dela e puxando para o carro.

REFÚGIO ‒ Ele trabalha comigo, começou na semana passada.‒ Ela o olhou caminhando com ele.

DIONÍSIO ‒ E já está assim, cheia de sorrisos com ele?

REFÚGIO ‒ Ele é um ótima pessoa, Dionísio!

Ele bufou.

DIONÍSIO ‒ Sim! Seu amigo!

REFÚGIO ‒ O que você tem? ‒ Ela parou diante do carro dele.‒ Aconteceu alguma coisa? ‒ Estava preocupada com ele. Queria ele bem. Ele bufou.

DIONÍSIO ‒ O que tanto tem assunto com ele? Acabou de conhecer ele... Porque estava tão amiga dele?

REFÚGIO ‒ Porque ele estava com dúvida e eu ensinei a ele como fazer o serviço e como eu trabalho com ele durante a tarde, ele me pediu ajuda, eu só não tomei um café com ele porque tenho que buscar meu filho.

DIONÍSIO ‒ Tomar café com ele? Já estão assim?

REFÚGIO ‒ Dionísio...O que tem demais? ‒ Refúgio ficou sem entender porque aquela situação te incomodado tanto Dionísio. ‒ Aproximou-se dele e ficou olhando em seus olhos para que ele tivesse a chance de dizer o que estava acontecendo.

Ela pegou a mão dele e segurou com carinho esperando que ele falasse o que estava sentindo de verdade.

DIONÍSIO ‒ Tem que eu não gostei dele perto de você! Não gostei de ver ele perto de você! ‒ Ele bufou.

REFÚGIO ‒ E por que? Fale a verdade! Eu estou bem, ele não vai me fazer mal.

DIONÍSIO ‒ Porque eu te amo, Refúgio, eu te amo...

Ela sentiu o coração pulsar e o beijou.Um beijo doce calmo que ela sentiu que bagunçou com ele. Ele correspondeu ao beijo com paixão, passou as mãos nas costas dela a apertando contra seu corpo... Ela se entregou a ele beijando mais. Sentiu um calor e envergonhada se afastou.

Colocou a mão nos lábios em desespero e simplesmente e suspirou se afastando dele nervosa.

REFÚGIO ‒ Me desculpa, eu não queria que acontecesse isso!

Ele tocou os braços dela.

DIONÍSIO ‒ Eu queria! Eu te amo Refúgio, como nunca amei ninguém, quero te fazer feliz, quero que seja minha mulher.

Ela sentiu o coração na boca e o olhou nos olhos estava nervosa ele não podia gostar dela, era uma mulher comum, simples, sem atrativo.

REFÚGIO ‒ Eu não sou mulher para você, Dionísio, eu...

DIONÍSIO ‒ Você é a mulher que eu quero, quero você pra mim, você comigo.

Ela sentiu as mãos dele.

REFÚGIO ‒ Eu não sei o que dizer! ‒ Ela sentiu o corpo todo em desespero. Ele a puxou para perto.

DIONÍSIO ‒ Diga que quer ficar comigo também... Que sente algo! ‒ Ele a olhou.

REFÚGIO ‒ Eu sinto, eu me sinto bem com você, me sinto protegida, cuidada e .... Eu tenho muito carinho por você...‒ ela o sentia tenso, desejo dela, os corpo se colaram e ela sentiu a ereção dele.

DIONÍSIO ‒ Eu te amo Refúgio, quero te fazer feliz, muito feliz... Quero que se sinta amada como nunca foi. Quero cuidar de você e de Patrício.Eu o amo como se fosse meu filho, sei que ele também.

REFÚGIO ‒ Ele te adora, ele quer que você esteja conosco, você faz o melhor por ele, meu filho nunca foi tão cuidado! ‒ ela sentia ele e sentiu o ar faltar o homem era enorme, estava ali diante dela com aquele amor todo e aquela desejosa ereção apontando para ela.

DIONÍSIO ‒ Eu amo seu filho e amo você também!‒ Ele passou a mão no rosto dela com carinho e a beijou novamente, passando a mão na cintura dela.

Se separou e a olhou.

DIONÍSIO ‒ Vamos? Antes que Patrício ache que esquecemos ele.

Ela estava meio sem saber o que fazer meio atordoada deu a mão aí ele entrou no carro. Ele entrou e colocou o cinto dando partida no carro. Olhava o trânsito e percebeu ela calada...

DIONÍSIO ‒ Está tudo bem?

REFÚGIO ‒ Hurum...

Como ela ia dizer que não estava tudo bem? Estava em choque não sabia como reagir a ter sido beijada por aquele homem que cuidava dela durante meses mas que ela não estava pensando nele como alguém com quem dividir a vida.Cuidava dela fazer o que era certo sem saber exatamente o porquê daquelas coisas mas ao mesmo tempo não pensava nele como um homem.

Tinha sofrido tanto tinha passado tantas coisas tristes com aquele marido terrível que Guilherme tinha sido para ela que não estava passando pela cabeça nada além de cuidar de seu filho e seguir em frente.

Mas antes de ser apenas mãe e ela também era mulher e depois de meses ela podia se dar ao direito de pensar que em algum momento da vida poderia encontrar alguém. Ele passou as mãos na perna dela com carinho.

DIONÍSIO ‒ Eu sei que deve estar confusa!Não quero e não vou forçar você a nada. Se não quiser ficar comigo, se não quiser estar comigo eu entendo!‒ Ele parou no farol e a olhou.‒ Eu sei tudo o que você sofreu, eu te amo e quero cuidar de você, quero que saiba o que é o amor de verdade, mas se não quiser não te obrigarei!

REFÚGIO ‒ Dionísio! ‒ Ela suspirou ao desligar aquelas coisas para ele.‒ Eu não disse que não quero eu apenas não sou muito boa com reagir a essas coisas de... ‒ Ela não sabia como dizer a ele que ser tratada bem ser cuidado era algo que ela não tinha vivido em momento algum da sua vida.

Desde muito nova tinha cuidado dos pais até que eles morressem.Depois adolescente ficou sozinha e se casou com Guilherme e ele só fazia maltratá-la.

DIONÍSIO ‒ Eu vou te proteger te dar todo amor do mundo! ‒ Ele sorriu e deu um selinho nela voltando a dirigir.

Ela segurou as mãos uma na outra nervosamente e sentiu o coração saltar de alegria com aquela sensação de nervosismo.Quando chegaram o filho veio correndo para o colo de Dionísio e saltou para ele o pegasse.

PATRÍCIO ‒ Diosão, você veio com mamãe...

DIONÍSIO ‒ Sim, eu vim! Vamos comer um sorvete na praça juntos depois vamos jantar!‒ Ele sorriu para o menino e o beijou.

PATRÍCIO ‒ Ebaaaaaaa! Eu queria muito isso! ‒ Beijou Dionísio.‒ Você pode ir dormir lá em casa, por favor?

Depois de dizer isso ele estendeu os braços para mãe de um abraço forte nela beijando muito, mas sem sair do colo de Dionísio.

DIONÍSIO ‒ Se sua mãe deixar, eu durmo sim!‒ Ele olhou Refúgio e sorriu, era tão linda, tão jovem, de uma beleza sem igual.Ela corou.

REFÚGIO ‒ Vamos comer a pipoca! ‒ Desvio do assunto porque aquele era realmente complicado.

Ele gargalhou e fez patrício pular em seu colo.

DIONÍSIO ‒ Vamos lá!

Eles foram até a praça e ele comprou pipoca e sorvete, Patrício pegou o sorvete preferido enquanto Refúgio quis pipoca doce e ele comia a tradicional.

REFÚGIO ‒ Filho, como foram as coisas na escola hoje? Sua professora falou que você está indo muito bem até as notas estão maravilhosas e eu vou poder ver na semana que vem. Estou tão feliz, meu filho que você esteja dedicado aos estudos!

PATRÍCIO ‒ Foi bem legal, mamãe, eu adoro a escola. Quando eu crescer vou ser um Polícia igual Diozão e ele disse que pra mim que tenho que estudar muito pra isso!

Ela olhou o filho nos olhos...Desde que Dionísio tinha entrado na vida deles não havia nada que Patrício planejasse que juízo não fizesse parte. Depois não olhou para ele e sorriu largamente.

REFÚGIO ‒ Meu filho que você ia achar se a mamãe fosse a namorada do Dionísio? ‒ Ela falou sabendo que ia causar em Dionísio um estranhamento porque com certeza não esperava dela contar ao filho daquele momento.

PATRÍCIO ‒ Você é namorada dele? ‒ Ele riu. ‒ Até que enfim, mamãe!

O menino pulou no colo de Dionísio o abraçando e apertando ele que olhava para ela sem acreditar.

PATRÍCIO ‒ Agora, Diozão vai ser meu novo pai, um pai muito bom que eu amo!

Dionísio o apertou emocionado e beijou sua cabeça.Refúgio começou a chorar porque não tinha nada que ela pudesse dizer naquele momento, apenas se aproximou abraçando os dois bem forte sentindo o braço de Dionísio envolver o corpo dela e trazer para ele.

Então, pequeno beijo foi trocado e ela olhou a felicidade do filho que era o que mais importava na vida dela. Não sabia se daria certo ou não, mas sabia que queria tentar! Patrício riu e abraçou os dois.

PATRÍCIO ‒ Agora, eu tenho uma mamãe e um papai, isso é muito legal! ‒ Ele olhou Dionísio. ‒ Eu posso te chamar assim agora? De papai?

Dionísio emocionado beijou a cabeça dele e o apertou em seus braços o amava como se ele fosse mesmo filho dele.

DIONÍSIO ‒ É claro que pode!

Ela falou toda cheia de amor pelo filho...

REFÚGIO ‒ Meu filho, você sabe que a mamãe nunca vai esconder de você quem é o seu pai, mas ele não serve para ficar perto de nós porque ele nos faz mal a mim e a você! E mamãe quer que você seja muito feliz que você seja um menino mais feliz do planeta. E para isso não vamos mais poder encontrar o seu pai mas quando você crescer se você quiser ver eu vou permitir! Agora nesse momento mamãe quer que você fique longe dele e nós vamos seguir a nossa vida eu não sei se vou me casar com dinheiro mas nós vamos tentar ser uma família para você.

Patrício olhou a mãe.

PATRÍCIO ‒ Eu só quero, Diozão como meu pai, só ele mamãe, eu sou feliz assim. ‒ Ele olhou a mãe e se abraçaram novamente.

Ficaram ali mais um tempo e depois jantarem um restaurante. Assim que chegaram deram banho e o colocaram para dormir. Depois foram para a sala e começaram a assistir um filme, ele dormiria na sala.

REFÚGIO ‒ Ele está tão bem é tão feliz que a única coisa que importa para mim!‒ Ela falou sentando ao lado dele sem que se tocassem.

DIONÍSIO ‒ Sim, ele está muito bem, ficou tão feliz com a notícia de que somos namorados. ‒ Dionísio tocou o rosto dela com carinho.‒ Você é tão doce, Refúgio, tão linda... ‒ Ele falava calmo e apaixonado por ela.

Ela começou a sentir o rosto vermelho sem saber como reagir aos comentários dele. Era tão louco imaginar que ele estava assim tão perto dela, então disponível para ela, sentiu o estômago doer esperou que ele falasse mais alguma coisa e tirar se eles dois daquele silêncio.

DIONÍSIO ‒ Eu quero ser muito feliz com você e te fazer muito feliz!‒ Ele sorriu e a beijou levemente.

Ela correspondeu o beijo e se deixou levar por ele, era tão bom o gosto dos lábios dele, era realmente um homem maravilhoso perfumado!Ele apertou a cintura dela e a beijou mais, sorvendo dos lábios dela a beijou com paixão, ela sentiu o corpo pegar fogo, ele a deixava com as pernas bambas e ela se entregou a ele.

Ele se deitou sobre ela a beijando mais... mordia os lábios dela e acariciava o corpo dela com desejo.Ela permitiu, se deixou levar, sentia o corpo colado ao dela, sentia ele reagir, sentia os beijos quentes e intensos que ele lhe dava. Ele estava cheio de desejo e tesão, sentiu a ereção pulsar por ela e respirou forte voltando a beija-lá dessa vez mais forte...

Estava entre as pernas dela, passou as mãos por baixo da blusa dela e apertou um dos seios dela sobre o sutiã. Refúgio gemeu sentindo tesão por ser tomada daquele modo, seu corpo no corpo dele, seu gosto com o gosto dos lábios dele, fechou os olhos e suspirou e gemeu baixo de novo, estava irracional.

Sentiu a ereção dele pressionar contra o centro de seu prazer e seu corpo reagiu numa explosão de desejo porque nunca tinha sentido aquilo, nunca tinha sido tocada daquele modo, as pernas se abriram para que ele pressionasse mais a ereção contra ela e ela gemeu de novo com todo aquele volume...

Ele beijou o pescoço dela com dedicação, se esfregou contra o corpo dela escutando ela gemer em resposta, abriu a blusa dela levemente e beijou o colo dela e os seios dela.Estava cheio de desejo e de amor por ela, um tesão louco que não o deixava pensar. Ela o enlouquecia...

REFÚGIO ‒ Não, Dionísio. ‒ ela suspirou se recobrando se sua condição, estava sentindo os movimentos do quadril dele roçando a ereção nela, no local certo de seu botão de prazer.

Ele a olhou embriagado de prazer e falou em sussurro...

DIONÍSIO ‒ Não quer?

REFÚGIO ‒ Não é certo...eu...‒ ela gemeu e sentindo ele se mover provocando, queria ele mais que tudo. ‒ Eu quero, mas ainda é cedo... ‒ ela respirava com dificuldade e sentiu-se molhar mais por ele.

Ele parou de se mover e a olhou.

DIONÍSIO ‒ Não farei nada que não quiser... ‒ A voz era calma e espaçada sentia todo o corpo responder a ela e a ereção doer de excitação.

REFÚGIO ‒ Por favor... ‒ ela se encolheu e sentiu o coração acelerado...‒ Eu acho melhor ir dormir, Dionísio, boa noite!‒ ela se levantou assustada e fechando a blusa, tinha permitido que ele a tocasse, saiu apressada depois de fechar a blusa e entrou em seu quarto correndo e trancou a porta.

Ele suspirou olhando a porta do quarto, tinha a assustado e não queria isso! Tocou a ereção que doía tanto e gemeu frustrado, a amava e respeitaria ela e o tempo dela, mas sabia o quanto seria difícil. Ela sentiu o corpo todo responder aquele desejo louco que sentia por aquele homem sem saber...

Sentiu os beijos de língua no seu corpo e por isso tocou os locais onde ele tinha beijado e sem controle correu ao banheiro tirando sua roupa e tomando um banho gelado para aplacar o desejo que tinha sentido por aquele homem que estava conquistando seu coração. Não ia dormir com ele naquele momento para que ele não achasse que ela era uma mulher qualquer e que se dava assim sem nem ao menos conhecer alguém...

Achava ele um homem tão maravilhoso que não podia simplesmente se entregar como se fosse uma qualquer. Tomou seu banho certa de que tinha tomado a decisão correta e não estar com ele naquele momento...A noite passou

....

AMANHECEU

Dionísio quase não dormiu preocupado com o que ela tinha pensado.Ela acordou sorrindo e sentindo cada beijo dele que tinha sido dado na noite anterior E como queria ser amada. Era incrível o modo como ela tinha certeza que ele amava e agora estava comprovado até por seu corpo.

Nada que ele dissesse ia contra aquilo que ela tinha sentido na noite anterior nos braços dele quando pela primeira vez sentiu que ia explodir.

Dionísio estava terminando de colocar a mesa, já tinha preparado o café, comprado pães e bolos, tinha feito os ovos que patrício gostava e as panquecas de Refúgio, sempre que dormia lá procurava agradar os dois, quando terminou olhou o sofá e se lembrou da noite passada, como queria ter entrado no quarto dela e ter feito amor com ela, mas não o tinha feito porque a respeitava e respeitaria o tempo dela.

Refúgio tomou um banho e sentia que seu corpo pegava fogo, que seu corpo se enchia que calor e que ela queria mais que tudo estar com ele. Sorria enquanto olhava seu corpo no box. Tinha medo que ele não gostasse dela, que achasse seu corpo magro demais, tinha medo que no fosse o suficiente para ele. Suspirou se lembrando como ele era atraente e como era grande e sensual e intenso...

Será que se interessaria por ela, tão simples, tão comum, tão parecida a todas as mulheres.Ela estava sonhando, ele tinha dito aquilo porque tinha se enciumado com seu amigo, mas quando se desse conta do que acontecia, de como ela era corrente e comum, ele desistiria dela.

Suspirou frustrada e terminou o banho descendo arrumada com um vestido simples de sábado e chinelos. Na boca um batom simples e suave...Foi até ele que estava na cozinha e falava impaciente ao celular com alguém, quando se aproximou, era voz de mulher. Suspirou frustrada de novo. E o olhou atenciosa assim que ele se virou para ela...

REFÚGIO ‒ Bom dia, Dionísio, Patrício não veio para o café? ‒ ficou parada esperando para ver qual seria a reação dele, será que a beijaria?

DIONÍSIO ‒ Bom dia Refúgio, ele foi ao banheiro! ‒ Ele desligou o telefone e a olhou. ‒ Temos que conversar sobre ontem! ‒ Tocou a mão dela e suspirou.

Ela tremeu e permaneceu esperando o beijo.

DIONÍSIO ‒ Eu não quero te obrigar a nada e não vou fazer isso. ‒ Ele tocou o rosto dela. ‒ Você me enlouquece, me deixa fora de mim, Refúgio, eu quero que seja minha, mas se não quiser eu te respeitarei!

REFÚGIO ‒ Me beija! ‒ Pediu tímida desejando ele como nunca. ‒ Me beija como me beijou ontem! ‒ Ela tremeu de esperança que aquele amor desse certo.

Ele sorriu e a beijou. Passando as mãos nos cabelos dela a puxando, colocando a outra na cintura dela colando os corpos.Refúgio intensificou o beijo e o apertou contra ela. Estava tão necessitada que nem se lembrava como tinha sido o ultimo beijo de amor até aquela noite anterior. Ele a encostou na geladeira se pressionando contra ela, pressionou-se contra ela e a beijou mais.

Refúgio sentiu o coração acelerado, ele passou a mão em uma perna dela subindo por dentro do vestido ficando desejoso dela. Ela gemeu sentindo o corpo pegar fogo, queria aquele contato, mas tinha vergonha. Ele beijou o pescoço dela puxando mais o corpo dela mostrando a ereção evidente. Sentiu o corpo se agitar e suspirou...

REFÚGIO ‒ Dionísio...‒ Arfou.

DIONÍSIO ‒ Sim...‒ Ele sussurrou...

REFÚGIO ‒ Eu...

Patrício apareceu na porta e sorriu olhando os dois.

PATRÍCIO ‒ Vai ser meu papai mesmo, né?

Ela se afastou ajeitando a roupa. Olhou o filho e sorriu com aquela expressão de mãe zelosa.

PATRÍCIO ‒ O que estavam fazendo? Eu vou ter um irmão? ‒ Ele sorriu e foi até a mãe. ‒ Eu quero muito um irmão!

Refúgio o abraçou com amor e o ergueu no colo.

REFÚGIO ‒ Meu amor, bom dia, meu cheirosinho! ‒ apertou e cheirou mais ele estava sempre cheiroso. ‒ Eu quero um beijo bem gostoso...

Ele beijou a mãe e riu.

PATRÍCIO ‒ Vão me dar um irmão, mamãe?

Ele sorriu e passou as mãos nos pescoços dela.Ela ficou vermelha e sorriu para o filho.

REFÚGIO ‒ Meu amor, só um beijo que mamãe deu no Diozão!‒ ela riu para o modo como ele chamava o padrasto.‒ Só isso tá...

PATRÍCIO ‒ Mamãe, ele tava com a mão na sua perna! ‒ Ele olhou para Dionísio e riu. ‒ Eu quero um irmão bem bonito, tá!

Dionísio gargalhou e foi até eles. Beijou a cabeça dele e deu um selinho nela.

DIONÍSIO ‒ Ele será muito lindo, Patrício!

Refúgio amava ver o filho sorrindo como estava naquele momento e sabia que e sempre era assim com eles dois. Ela tinha visto que Dionísio fazia bem a eles todos os dias. Ela soltou Patrício que correu para Dionísio!

REFÚGIO ‒ Vamos tomar nosso café, vamos!

Ele dois estavam sorrindo porque eram amigos inseparáveis. Dionísio o pegou sorrindo e sentou com ele em seu colo.

REFÚGIO ‒ Filho, você hoje quer ir na casa do Lucas? Ou vai sair comigo no parque?‒ Ela olhou Dionísio, sabia que ele só pensava em fazer amor com ela, em invadir seu corpo...

Patrício comeu uma torada e olhou a mãe.

PATRÍCIO ‒ Eu quero ir na casa do meu amigo. Posso? Gosto muito de ir lá!

REFÚGIO ‒ Pode, a mãe dele me perguntou ontem se você podia ir, eu disse que sim, só não vai dormir, tá Patrício? Mamãe, vai te buscar tarde, mas vai te buscar!‒ Ela o olhou e colocou suco para ele.

PATRÍCIO ‒ Ahh, mamãe!

REFÚGIO ‒ Bebe o suquinho que você tá bebendo pouca água...

PATRÍCIO ‒ Mas eu queria dormir lá. Por que não posso? Só hoje!‒ Ele fez cara de pidão

REFÚGIO ‒ Meu filho é casa dos outros, sabe que mamãe não gosta!

PATRÍCIO ‒ Mamãe! ‒ Ele olhou Dionísio. ‒ Pede pra ela deixar...

Dionísio sorriu e olhou para ela.

DIONÍSIO ‒ Deixe ele ir meu amor, só está noite...

REFÚGIO ‒ Dionísio, você também? ‒ Ela o olhou e sorriu vendo que era unidos.

Patrício bebeu o suco e sorriu.

DIONÍSIO ‒ Faça a vontade dele dessa vez! Se ele não se comportar não vai mais. ‒ Sorriu e tocou a mão dela com carinho.

Refúgio sabia que o filho era maravilhoso e sempre podia confiar nele. Era só momento com um amigo e não ia acontecer nada sempre estava sobressaltado achando que a qualquer momento Guilherme poderia aparecer e tirar o filho dela.

REFÚGIO ‒ Você tem certeza que é seguro, Dionísio?

DIONÍSIO ‒ Tenho, não se preocupe eu tenho! ‒ Ele falou firme a olhando.

Ela não sabia que Guilherme estava preso e não sabia o que o tinha feito passar por fazer mal a ela. Tinha assinado ao divórcio e somente isso, não sabia nada mais sobre ele.

REFÚGIO ‒ Tá bom filho vou deixar você dormir lá, mas não quero você fazendo nada errado e amanhã bem cedo vou te buscar. Vai deixar a mamãe dormir sozinha! ‒ Fez cara de sofrida olhando o filho já crescido.

Patrício riu.

PATRÍCIO ‒ Não vai dormir sozinha, mamãe, Diozão dorme aqui e cuida de você, não é?‒ Ele olhou Dionísio que acenou a cabeça pra ele.

DIONÍSIO ‒ Claro que cuido, eu sempre cuido!

REFÚGIO ‒ Vocês dois ficam só de armação!

Os dois gargalharam.

PATRÍCIO ‒ Eu não to não, mamãe, não mesmo! ‒ Ele comeu. ‒ Só que Diozão vai me ajudar a cuidar de você!Isso é muito bom!

Ela ficou tão feliz dizendo que o filho estava com aquele sorriso tão lindo.Não tinha problema não ela podia conviver com qualquer coisa menos com a infelicidade do filho... Quando o Patrício estava feliz tudo na vida dela estava bem...

REFÚGIO ‒ Eu acho muito lindo vocês dois juntos, meu filho e sei que vocês são amigos eu não estou chateada com isso, não é?

PATRÍCIO ‒ Eu amo Diozão mamãe, ele é meu amigo e nosso Salvador

REFÚGIO ‒ Ele é sim, meu amor, ele é tudo isso e muito mais!

Ele sorriu e segurou a mão dela e voltaram a comer...Refúgio sorriu e como sempre terminaram o café sorrindo. Ela deu banho no filho que estava eufórico, vestiu arrumou e foi com ele e Dionísio levar até a casa de Lucas...