Notas iniciais
Pronto! Agora temos uma fic no presente. Temos Antony. Se preparem, porque agora começa de verdade...

5 Anos depois...

Bella

— Produtos cadastrados, documentação certinha, funcionários contratados... É Bella, vocês conseguiram.

Conversei sozinha enquanto admirava a loja prontinha para abrir, na segunda feira.

As últimas notas fiscais conferidas, ainda estavam sobre o balcão de pedra, perto do caixa.

Graças a Deus, tudo dera certo. E o recomeço de uma nova vida, em Forks, me era apresentada.

Dizer que não estava apavorada era uma mentira e das grandes. Sabia que uma hora ou outra enfrentaria meu passado. Porém, não tinha certeza se já estava pronta. Só que agora não tinha mais jeito. Aqui estávamos nós, de volta, e...

— Mamãe? Cadê você? Eu já “tô plonto”.

Escondi minhas inseguranças no fundo do meu íntimo e abri meu maior e melhor sorriso para o único dono de mim.

— Aqui na frente, filhote. Na loja.

Escutei e acompanhei os passinhos acelerados descendo as escadas, do apartamento, depois cruzando o corredor dos escritórios.

— O vovô chegou e... Ah não, mamãe! Você nem se arrumou. Não posso “espelar”. Vou com o vovô. Depois você nos “encontla” lá.

Parou abruptamente e fez carinha feia ao perceber que eu ainda estava de shorts jeans.

Hoje era o primeiro dia da festa na igreja de padre Marcus e papai achara que era a oportunidade perfeita de mostrar aos moradores de Forks a nossa volta.

Eu não tinha tanta certeza disso. Contudo, a empolgação de Antony para se socializar, me convencera.

Aliás, o que eu não faria por aquele garoto?

— Opa! Auto lá, rapazinho! Discordamos em pontos aí: o primeiro é que, você vai comigo quando eu for. Sou a mamãe aqui. Esqueceu?

E segundo, que não estou vendo ninguém pronto. Nem em seus sonhos que vai a uma festa de camisa xadrez e botina. Vá se trocar. Está uma feiúra.

Não, ele não estava. O meu menino bonito estava uma gracinha. Porém, eu não queria que a primeira impressão que ele causaria fosse a de um garoto do interior. Já basta o tanto de especulações que girarão em torno dele. Eu não precisava alimentá-las.

— “Uma feiula” é impossível, mamãe. Eu sou lindão!

— E modesto!

— É, e modesto. Hummm... O que é modesto, mamãe Bella?

Fez carinha de dúvida e estendeu os braços pedindo colo.

Peguei-o sem pestanejar.

— É algo que você e seu tio Emmett não são.

Charlie respondeu por mim, ao adentrar a loja.

— Eu disse que o vovô tinha chegado.

Sem me conter, beijei a testa de meu milagrinho.

— Olha! E não é que fizeram um bom trabalho aqui. Estou admirado... Oi querida...

Pegou Antony de meus braços e só depois beijou minha testa lembrando-se que não havia me cumprimentado.

— Também gostei. Estamos prontos para segunda.

— Percebi.

Passeou em meio às prateleiras ao mesmo tempo em que afastava as mãozinhas curiosas e inquietas de meu filho.

— Gastaram bem o dinheiro de vocês.

O “de vocês” saiu com amargura e até meio rude.

Charlie não se conformava que a loja fosse só de meus irmãos e minha. Todo capital ali investido era fruto de nossos esforços, somente nossos. O que irritou papai profundamente. Ele teimava em nos ajudar. Dizia temer que estivéssemos nos sacrificando por pouca coisa, já que tudo que era dele, era nosso.

— Pai...

— O quê? Foi só um comentário, querida.

Não era só um comentário, eu o conhecia. Charlie ainda estava se acostumando com a “nova Bella” independente que lutava, trabalhava e pagava suas próprias contas. A camionete, a loja, os pequenos desejos de Tony...

— Vovô ta mentindo “né, mamãe”? Ele levantou a “sobancelha”. Tio Jas disse que mentir não é bonito.

Antony escondeu a risadinha com as duas mãozinhas.

Ele também conhecia o avô.

— E você está me saindo um tagarela, rapazinho.

Fingiu braveza. Como se Antony não o tivesse na palma da mão.

— Amorzinho, sobe e vai procurando uma roupa legal, sem bagunça, lá no guarda roupa. Vou logo em seguida te ajudar.

— Mas, mamãe, essa roupa...

— Agora, Antony Swan!

Falei séria não deixando dúvida de que a brincadeira acabara. O que foi prontamente entendido e obedecido por ele.

— Sim, “senhola”.

Remexeu-se no colo do avô, e quando Charlie o colocou no chão, ele desapareceu escada acima.

— Está tudo bem, Bella? Pode deixar a máscara cair se quiser. Não precisa ser forte todos os dias o tempo todo.

Eu não era, as noites e os pesadelos estavam aí para isso, não é?

— Não tem disfarce nenhum aqui, paizinho. Está tudo certo.

Charlie não discutiu, era raro quando fazia isso comigo. Somente me avaliou de cima abaixo.

— Não está sozinha, amor. Nós...

— Ei, sei disso. Pare de se preocupar. Está tudo bem. Agora vá para lá. Vou tomar um banho e já apareço. Vai ser apoteótico.

Segurei em sua cintura e o guiei para fora da loja, fechando e apagando tudo no trajeto.

Há muito a Bella, motivo de suas preocupações, não dava as caras. Não seria hoje.

— Ok, garota. Você sabe de si. Estamos indo. Não demore.

— Sim, senhor.

Bati continência e do corredor acenei em despedida o impedindo de subir de novo.

Deu certo, Charlie seguiu para o portão da garagem e eu para o apartamento.

Sabia que as preocupações dele, e toda nossa família, tinham fundamento. Era a primeira vez que veríamos os Cullen’s desde nossa fuga.

Sabia também do risco que estava correndo. Não tinha certeza do que aconteceria.

Porém, eu não era a mesma Bella. Tinha plena consciência do que queria e precisava para minha vida. Sentimentos bonitinhos e bobinhos não me dominavam mais.

Se eu tinha alguma necessidade, a saciava e pronto... Nenhum vínculo amoroso me pegava mais. Eu estava vacinada contra esse vírus...

Eu tinha pelo que lutar, pelo que me manter de pé...

— “Mãããee”, posso vestir uma camiseta do “Salsicha”? É verde e bem bonitona.

Sem me conter, dei uma risada. Era por aquele garotinho, aficionado com o Scooby Doo, que tudo valia à pena.

— Já vou, filho. Temos mais algumas opções aí?

— Tem a “amalela” do Pica Pau também.

Sim, tínhamos todo um arco- íris a nossa disposição. A vida de um Swan nunca mais fora cinza desde que o meu maior amor chegara e nos ganhara.

Edward

Parei de frente o consultório e olhei, com curiosidade, para as duas camionetes, de vidro escuro, que acabavam de sair do local. Por pouco, não vira o motorista de uma.

Se tivesse adiantado três segundos...

Infelizmente, quando coloquei o corpo para fora do portão, ele entrara e saíram rapidamente.

— Foi por muito pouco.

“Rá, Edward”!... Sacudi a cabeça de um lado para outro negando minha loucura.

Eu estava a ponto de ficar como Jéssica. A curiosidade e a fofoca dela contaminavam.

Eu precisava me lembrar mais disso.

— Segure-se, homem!

Ordenei a mim, assustando uma senhorinha que passava do outro lado da rua.

Mais uma para as especulações de fim de dia do povo dessa cidade pequena;

Meu currículo era enorme.

Doente, gay, enrustido e agora... Maluco. Era só o que me faltava.

Eu não me importava. Sabia que o motivo das maiores especulações era por causa da minha escolha de celibatário. Uma mulher resolveria tudo isso. Minha mãe mesmo já havia me advertido.

Porém... Eles nem se lembravam mais, mas eu sim. Eu tinha uma dona. E não estava disposto a substituí-la. Se ela não voltasse mais, passaria o resto dos meus dias sozinho. Contudo substituí-la? Não! Não era uma opção.

Havia feito besteiras demais e se ficar sozinho fosse o castigo de Deus para mim, eu o abraçaria sem pestanejar.

— Parece que está tudo pronto. Logo abrirão e esse povo terá mais assunto para suas fofocas. Talvez me esqueçam um pouco.

Atravessei a rua e fechei as mãos, em concha, tentando ver os detalhes, pelos vidros de blindex, da bonita e bem decorada loja agropecuária.

Tudo estava escuro...

Nada! Era um breu só!

A única coisa que sabíamos era que provavelmente os donos moravam em cima, já que Jéssica viu todo mobiliário sendo descido do caminhão e subido.

Ahh, e que também havia uma criança. Porque até eu ouvi os gritinhos agora a pouco.

Isso era bom! Pequenos, alegravam e me faziam sonhar mais com um futuro que desenhara em minha mente e meio que, reproduzira em casa.

— Parece que estão em casa.

Voltei a me expressar alto, quando as luzes da sacada foram acesas.

Que maravilha! Agora tenho vizinhos permanentes. Não me sentiria mais sozinho naquele bairro comercial, nas noites que passava me escondendo das lembranças, no loft.

— Vamos, Edward. Mexa-se. O que menos precisa é que os vizinhos novos te comparem com um psicopata.

É isso! Hora de colocar as máscaras...

— Já vou, mãe... Já vou...

Bati a mão no bolso da jaqueta, ao sentir meu celular vibrar. Minha família já devia estar na festa de Padre Marcus, a única que eu não me safava. Meu amigo não me perdoaria.

Deviam já estar ansiosos para minha chegada.

Por isso, respirei fundo, olhei mais uma vez para a construção bonita, lamentando que ela estivesse ali, já que a realidade poderia ser outra.

E, por fim, sai caminhando devagar as duas quadras que me separavam da principal atração anual da cidade.

A festa da padroeira.

O trajeto foi curto, por isso, o fiz a pé. Hoje dormiria em Forks. Não compensava tirar o carro da garagem para depois não achar lugar perto da igreja para estacioná-lo.

Eu preferia caminhar... Deixar o frescor da noite bater em meu rosto. Relaxar-me.

O dia fora exaustivo. Mamãe estava apavorada com o contato de tia Renée. Alice angustiada de medo de pensar que os Swan’s poderiam estar se desfazendo de tudo daqui. Vovó Marie se recusava a vir ao médico e ainda proibira nossa ida à fazenda. E se tudo não bastasse... Jenks havia sumido.

É claro que também estava atormentado, aliás, eu vivia atormentado. Só precisava de uma notícia realmente boa depois de tantos anos... Bella era a única notícia boa para mim.

— Ahhh, Esme!

Peguei o celular e ignorei mais uma chamada. Já avistava o grande galpão lotado e ouvia as primeiras melodias de músicas animadas, countrys e sertanejas. Típico desse tipo de festa.

— Doutor...

— Boa noite.

Sorri minimamente para duas adolescentes risonhas que esbarraram em mim, creio que de propósito, assim que adentrei o espaço. Sorrir não era o costume, muito menos para uma mulher. Eu nunca as encorajaria. Eu tinha dona.

Encontrar minha família foi um pouco mais complicado, tinha muito gente ali.

Porém, Padre Marcus dizia que tínhamos nossos pilares aonde íamos, ou seja, praticamente nos sentávamos quase no mesmo lugar, todos os anos. E foi certeiro... Lá estavam eles. Incluindo a “maldita Rósalie”. Ela não se tocava e forçava sua presença a mim e a minha irmã sempre que podia.

Esme e agora Alice tinha os celulares em mãos.

Aproximei-me sorrateiramente, pela lateral pronto para pegá-las no flagra.

— Rá! Podem parar com a perseguição. Já cheguei!

No instante em que se viraram para mim, percebi que alguma coisa não estava certa.

Minha família estava estática e boquiaberta olhando um ponto à frente, inclusive Rósalie, a quem não considerava mais da família. A maior ironia do destino já que ela era a única filha biológica dos Cullen’s.

— O que foi? Aconteceu alguma coisa? Foi com a vovó?

Meu pai me encarou, Esme negou com a cabeça. E foi só então que fui capaz de prestar mais atenção nos olhos molhados de Alice. Lágrimas desciam livremente dali, molhando, borrando e desfigurando o rosto bonito dela.

— Lice? O que foi? Está sentindo algo?

Instintivamente as mãos dela foram para o coração. Porém, os olhos continuavam vidrados a frente.

— O que está acontecendo? Por Deus! Estão me assustando. Está sentindo algo, Ali?

E foi então que meu mundo parou!!!

Uma risada estrondosa preencheu o ambiente. Uma risada não, uma gargalhada... Uma gargalhada que nunca me sairia da memória. E quanto mais eu virava a cabeça em busca daquele som, mais sentia as pernas fraquejarem. Mais sentia o eixo de meu mundo voltar ao seu lugar, mais sentia a vida voltar ao seu lugar de origem.

— Aquele é... É...

— São eles. São eles, Edward.

Murmurou baixinho minha irmã, se levantando e se colocando ao meu lado. Segurando-me pelo braço e eu não sabia se era para se manter sã ou me manter são.

Santa inocência! Eu não corria o risco. Meus pés estavam colados no chão enquanto meus olhos estavam presos nas pessoas que eu sonhei tanto rever.

Emmett, com Leah.

Tio Charlie e tia Renée

Jasper

— Diz pra mim que estou acordado, Lice? Diz pra mim que minha mente não está me enganando de novo?

Ela não respondeu somente, instintivamente, esticou a mão em direção a eles, como se pudesse tocar em Jasper com as pontas dos dedos.

— Como isso aconteceu? Onde está Bella? Já falaram com eles? Onde está meu... Será que ele não sobrevive...

As palavras morreram em minha boca. Onde estava Bella? Um medo maior se instalou. E se ela não tivesse resistido? E se tivesse morrid...?

Por Deus! Não é possível!

— Não sabemos. Se acalme. Não nos aproximamos. Estávamos sentados aqui e eles simplesmente, chegaram. Só padre Marcus ousou se aproximar. Eles parecem diferentes. Não cumprimentaram ninguém. Parecem... Fechados. Tio Charlie viu mamãe e papai e nem se importou.

Foi só então que prestei atenção em meu amigo padre, que tinha as mãos de Emmett por sobre seu ombro.

— Ela está grávida! Eles se casaram. Olhem aquela aliança. Reluz aqui.

A voz de Rósalie saiu estranha. Eu não sabia de era mágoa ou dor. Só sei que Emmett segurava Leah protetoramente e sua barriga de gravidez avançada era evidente.

Quase sorri para aquilo. Rósalie merecia ver o que via.

— Eu... Eu... Será que Bella também...

Deixei as palavras morrerem, com aquela nova possibilidade.

Me senti aterrorizado. Deus não faria aquilo comigo, faria?

— Filho, se acalme. Não sabemos de nada. Deus! Era por isso que mamãe estava tão estranha. Ela sabia!

— As camionetes, Alice!

Cortei Esme e me voltei para minha irmã. A compreensão a atingiu na mesma hora.

— Eles chegaram têm dias.

Dei dois passos a frente e Carlisle rapidamente respondeu a meus atos. Levantou-se e impediu que eu prosseguisse.

— Não! Parado aí! Não é assim que queremos nos aproximar. Sejamos cautelosos. Vocês querem que eles se assustem de novo?

— Pai, eu preciso saber. Não sabemos quanto tempo ficarão e Bella... ela... Ela... Pai meu...

— Eu sei, Edward. Sei do turbilhão que deve está sentindo aqui.

Colocou a mão por cima de meu coração.

— Mas, filho, vamos com calma. Olhe para sua irmã e sua mãe. Elas também precisam de respostas. Pense! Pelo amor de Deus, Edward! Não se precipite. Você deve isso a elas.

Nesse instante o olhar de Padre Marcus cruzou com o meu, e bem disfarçadamente, ele acenou com a cabeça para que eu não me aproximasse.

— Seu pai tem razão, Edward. Vamos pensar com calma. Vamos agir com mais calma ainda. Respire, filho. Só respire...

E eu o fiz uma ou duas vezes. Mas aí... Minha atenção foi chamada para vários suspiros masculinos a minha volta. E então eu paralisei...

— É a Bella!

Ah Deus!

Era ela! O espanto de Alice tinha motivo. Os suspiros masculinos também.

— Ela está... Está...

— Maravilhosa! Diferente!

Voltei a completar Lice. Ainda sem saber explicar o que sentia, o que via.

Isabella! Era ela! A mesma e tão diferente!

Não tinha nada de juvenil nem de adolescente inocente mais. Estava mulher, bem mulher.

O corpo desenvolvera muito. As curvas se acentuaram e se ajustavam perfeitamente no vestido curto... Isso mesmo! No vestido jeans justíssimo que usava.

Nos pés, sapatos altos de salto grosso, a deram, cerca de cinco centímetros a mais de altura.

E os cabelos? Por Deus! Eles estavam soltos e enormes. Caindo em ondas se aconchegando ao corpo bonito.

Conforme andava o vento batia dando a impressão de que deslizava... Não! De que desfilava pelo corredor em direção a sua família.

Várias cabeças se voltaram para observá-la, porém parecia alheia. O olhar sério, estava concentrado em um objetivo.

A postura reta e convicta dava a ela um ar de superioridade e confiança.

Isso!

Confiança era a palavra que a definia.

— Eu preciso...

Voltei a dar um passo. De novo meu pai me segurou.

— Pelo amor de Deus! Não faça uma loucura. Não faça...

Os dedos dele eram fortes em volta de mim.

Esme, percebendo que eu me perderia, se colocou a meu outro lado e também tocou meu braço.

— Por favor, filho. Por favor. Espere. Deixe a gente saber o que está acontecendo primeiro. Se acalme.

Eu não queria. Me sacudi tentando me livrar deles.

Minhas mãos suavam de vontade de tocá-la. Minhas pernas tremiam e meu corpo de contorceu de saudade ao ver Jasper abrir os braços para recebê-la.

Eu a queria.

Todo sentimento que eu segurara ao longo de anos, estava na borda pronto para transbordar e acabar comigo.

— AH MEU DEUS!

E então, eu que achava que nada mais me derrubaria, errei mais uma vez ao perceber que Jasper não abrira os braços para irmã.

Ele abrira para segurar um pequeno “furacão loirinho” que foi correndo e se jogou contra ele. Sendo recebido e erguido de imediato.

— Ah titio Jas. “Pala”! Faz cosquinha.

As risadas eram altas e deliciosas. Eu viveria para fazê-lo dá-las todos os dias. Era o som mais bonito de todo o mundo.

Sim, porque eu tinha todas as minhas respostas bem ali na minha frente. Poderia distinguir cada traço meu e da mãe.

— Ele é lindo, mãe.

Falei baixinho, emocionado. Sentindo as lágrimas molharem e nublarem minha visão.

Eu estava estático agora. E quando Charlie segurou Bella nos braços e beijou seu cabelo, o olhar dela cruzou com meu.

Uma infinidade de emoções nos inundou.

Eu era puro amor, arrependimento, felicidade e tristeza.

Ela, raiva, rancor e muito, muito ódio. Mas, por um segundo, quando seus olhos se desgrudaram dos meus e pousaram no garotinho que ria nos braços de seu irmão, a compreensão foi total...

Aquele ser bonito era a única coisa certa que tinha feito até hoje.

Meu sorriso bobo foi inevitável. Pela primeira vez, em muito tempo, eu sentia que Deus havia ouvido minhas preces.

Por isso, mesmo que de longe, mesmo que não pudesse ouvir a saldei.

— Seja bem-vinda, Vida!

Notas finais
Se arriscam a dizer o que acontece no próximo? Aguardo os comentários e as teorias.