Notas iniciais
Bom noite. Gente, perdão pelos três dias de atraso. Uma Dengue pegou essa autora aqui. Então, prometo que essa semana respondo as mensagens e os comentários atrasados, tá? Beijinhos e até breve.

Bella

Eu sentia meu coração na boca. Tinha certeza de que batia tão forte e tão alto que todos ao redor, se concentrassem bem, o ouviriam.

Deus! Era ele ali... Sabia que um eventual encontro seria inevitável, afinal Forks era do tamanho de um ovo, também porque compartilhávamos a mesma família e lógico porque seríamos vizinhos de trabalho.

Mas, custava esperar só mais um pouquinho?

Edward nunca foi de gostar das festas da igreja, nunca as frequentava, dizia que era coisa de cidade pequena. Então, o que “raios” fazia ali?

Deus estava me testando. Só podia... Eu poderia até disfarçar, porém não me sentia pronta para esse encontro.

— Ei, mamãe. Tem um pula-pula “glandão”. Posso dar uma puladinha? Só um “polquinho”, mamãe?

Saí dos braços de Charlie, que me segurava com posse, como se eu fosse quebrar na menor brisa que soprasse, e encarei meu pequeno que se retorcia nos braços de meu irmão.

— Ah não, filhote. Tem pula-pula na fazenda. Vai ficar sujo e suado.

Resmunguei o encarando séria. Sabia que me renderia quando ele abrisse a boca novamente, porém não custava dar uma de mãe mandona, pelo menos na frente de um dos melhores amigos de Edward.

— Tomo banho quando chegar em casa, mamãezinha. Tomo sozinho. Deixa, “pô favo”?

Estendeu os braços pedindo colo, o que foi prontamente atendido por mim.

Ignorei padre Marcus por mais um tempinho.

Os olhares de minha família estavam todos em mim, atentos a cada movimento meu.

Será que achavam que eu reagiria como quando visse, Edward?

— Filhote, nós só passamos aqui um pouquinho. Vamos comer um pastel, uma batata frita, se você quiser, e depois vamos para a fazenda descansar. Porque a bis-vovó nos espera para almoçar amanhã. Você pode pular bastante depois, lá em casa.

Tentei mais uma vez convencê-lo.

Eu sentia minhas costas queimando. Sabia que os Cullen’s nos encaravam e tinha certeza, pelos olhares deles, quando Tony e eu chegamos, que sabiam quem era Antony e o que ele representava.

— O daqui é “glandão”, mamãe. Não é igual o meu.

Cruzou os bracinhos em sinal de puro desagrado. Os olhos imensamente verdes reluzindo ao máximo hoje, não me deixando esquecer que logo, logo teria um embate grandioso pela frente.

— Ei, pequeno, por que não deixamos a mamãe respirar primeiro. Ela acabou de chegar e você também, nem cumprimentaram o padre. Venha aqui.

Charlie o pegou de mim e o virou nos braços para mostrá-lo de frente para um curioso padre Marcus.

— Seja educado só um pouquinho.

Enquanto a atenção se voltava para meu envergonhado filho, olhei de soslaio para o outro lado.

Fechei a expressão e ajeitei a postura. Edward e sua família continuavam no mesmo lugar nos olhando estupefatos.

Conti o mau gênio. A vontade de sair dali era quase que insuportável. A maldita Rósalie e seu irmão não escondiam a surpresa e a curiosidade.

— Sua benção, “padle”. Eu sou o Antony da mamãe.

— Deus te abençoe, rapazinho. Você é muito bonito.

— Sou mesmo! “Paleço” o “tio Memmett” e a mamãe mais Bella.

Emmett gargalhou alto e eu senti as bochechas esquentarem. Meu filho repetia o que Emmett sempre lhe dizia para justificar sua beleza.

— Parece mesmo. A cara da sua mãe e do seu tio.

Marcus acariciou os cabelinhos loiros dele e me encarou com tudo que tinha. Era óbvio que me mostrava que sabia com quem ele se parecia.

Ahhh padre, por esse caminho não.

— Padre, a sua benção.

Estendi a mão para ele, que nos conhecia muito bem.

— Deus te abençoe, Bella. Quanto tempo, hein? Alguns anos eu diria.

— O “padle” conhece a mamãe já, titio. “Agola” já posso ir pular.

— Não, seu pequeno barulhento, você não pode ir pular. Nós vamos é para casa mesmo.

Fiz alusão de pegar Antony de novo. Queria sair dali. Fugir de Marcus e dos olhares indagadores dos Cullen’s.

Eu só pensava que a qualquer momento eles sairiam da inércia e viriam até nós, até Antony.

O povo todo da festa já nos olhava, eu não queria passar pelo que quer que fosse na frente deles. Antony não merecia aquilo.

— Nada disso!

Marcus segurou meu braço.

— Acha que sairá daqui sem dançar comigo. Ainda sonho com a melhor dançarina de Forks. Venha, vamos abrir a pista de dança e dar motivos para as carolas, da minha paróquia, enviarem correspondência ao bispo amanhã.

Segurou, delicadamente, meu braço. Não me dando chance de recusa.

— Ei, sua mãe vai dançar. Diga alguma coisa. Você é o homem da casa.

Jasper sorriu para Antony que só colocou o dedinho da bochecha e fez expressão de concentração.

— Ah, tio Jas. O “padle” pode. Titio Memmett diz que eles não “dão no colo e”...

— Deus! Emmett!

— Ora, Emmett!

— Misericórdia! Onde estou me metendo?

Mamãe tampou a boca de Antony, enquanto Charlie fazia cara feia e Leah lamentava.

— Antony, peça desculpas. Isso não é bonito de se falar. E é falta de respeito com o padre.

Fechei a expressão. E o instrui.

Emmett me pagaria quando estivéssemos em casa. Não era essa a educação que eu queria que as pessoas pensassem que eu dava a meu filho.

— Desculpa, “padle Malcus”. Antony não vai mais falar coisa feia. Ele “plomete”.

Fez dois xis por cima da boca como sinal de promessa.

Marcus sorriu e acariciou seu rosto.

Emmett só dava de ombros e continuava escondendo uma risada.

— Tudo bem, Tony. Seu tio Emmett, quando passar no meu escritório amanhã para se confessar, esclarecerá direitinho o que anda falando. Pode ficar tranquilo. Agora deixe-me ir dançar com sua mamãe que é minha amiga de muito tempo atrás.

Antony assentiu e Marcus me puxou pela mão para o centro do salão.

Os olhos de Edward nos acompanharam.

— Muito esperto seu filho, Bella.

Coloquei uma mão em seu ombro, a outra segurei a dele. A música era uma baladinha bem country, animada. Passos curtos de dois em dois, acompanhavam bem o ritmo.

— Esperto até demais, padre. Ele...

— Marcus, Bella. Me chame de Marcus. Nos conhecemos há muito tempo. Sou o mesmo de sempre.

Assenti.

— Ele é, Marcus. O garotinho mais lindo e inteligente que eu já vi. Ele é dono de mim. Vivo porque o tenho.

Suspirei alto.

— O motivo de dormirem e não acordarem em Forks há alguns anos?

Tirei os olhos de Antony e voltei minha atenção para Marcus.

— Um dos motivos. Não me cobre, Marcus. Você não pode. Sabe de tudo. Era testemunha ocular.

— Não é uma cobrança. Só acho que fugir não foi a melhor solução.

Acariciou meu cabelo e sorriu largamente para alguém atrás de mim.

— Só curiosidade. Gostaria de saber mais.

— Hunf! Talvez eu te conte algum dia, em confissão.

Fiz cara de desentendida.

— Vou aguarda ansioso. Então, essa volta é passageira? Ou posso contar com o patrocínio da Sonho Azul nas minhas próximas festas?

— Da Sonho Azul e da “Sweet Pet e AgroSw”.

— A loja agro-veterinária?

— Sim.

Sorri largamente já imaginando o que falaria.

— Ah, Isabella! Já imagino o quanto minhas orelhas doerão de tanto ouvir com essa volta. Por isso queria conversar com melhor com você.

— Estamos conversando, Marcus.

Fiz de desentendida. Se ele esperava um Isabella chorando em seu ombro estava muito enganado.

— Quero falar com você na igreja, a sós. Quero que coloque tudo sobre a mesa, às claras.

— Como eu disse, talvez um dia, amigo. No momento, pretendo deixar o passado no passado.

— Já pensou em como vai dizer isso a eles? Acredito que queiram algumas respostas.

Apontou, com o queixo, para Edward que agora nos encarava de braços cruzados e sobrancelhas arqueadas.

— O tempo da conversa já passou, padre. Só estou aqui pela vovó. Não devo satisfação a ninguém, a não ser meus pais e irmãos.

— Mas, e Antony?

Voltou a olhar meu pequenino de aparência emburrada e irritada.

Ele ainda queria pular.

— Antony tem tudo e um pouco mais, padre. Porém, e antes que o senhor argumente...

Continuei a falar quando ameaçou me interromper.

— No momento certo e depois que eu me inteirar de como andam as coisas por aqui, se ficar convencida de que é bom para o meu filho...

Frisei bem o “meu filho”.

— Então talvez possamos trabalhar lentamente, se Antony assim quiser, uma pequena aproximação.

Marcus ficou em silêncio me obrigando a levantar os olhos para os dele.

— O que foi?

A música parou nos obrigando a ficarmos parados no meio do salão.

— Estou tentando te encontrar em meio a essa postura, Bella. Te vejo, te sinto e não te alcanço. O que aconteceu com você?

Respirei fundo, me soltei dele e antes de voltar para junto dos meus respondi.

— Eu cresci e aprendi, padre.

A passos lentos, caminhei de volta, não olhei para os lados, não sorri para ninguém. Sabia que era um alvo ali, tinha noção que todos nos observavam, contudo não o fiz de volta. Não podia, não era dona de minhas emoções.

Anos me preparando para isso, mas a realidade era totalmente diferente dos ensaios...

Edward estava ali, a metros de mim. O mesmo... Talvez um pouco mais velho, mais cansado?

O mesmo... Com os lindos olhos verdes me varrendo de cima abaixo, o mesmo poder de me fazer resfolegar. O mesmo capaz de me destruir quantas vezes eu permitir.

A diferença é que a Bella aqui não era a mesma. Sabia o que sentia, não sou hipócrita a ponto de mentir e blasfemar inverdades a respeito de meus sentimentos. Só que minha razão domina meu coração desde que acordei naquele hospital, depois de três dias inconsciente.

Já quis desistir, já quis morrer, já quis perdoar quem nem me pediu perdão, mas aí...

— Mamãezinha linda só do Tony, eu ainda “quelo” pular.

Lembro-me do motivo belo que me faz abrir os olhos. Lembro tudo que passei para trazê-lo, sozinha, ao mundo. Lembro que todo ódio me fez o que sou hoje: inteiramente e exclusivamente, mãe.

— Então vamos lá, amor. Coloque-o no chão, titio Emmett.

Antony se sacudiu até que meu irmão o desceu de seu colo.

— Espere a mamãe, filhote. Antony!

Era tarde demais. Antony saiu correndo indo direto em direção a embasbacados Cullen’s.

— Merda!

Minha família esbravejou e sem pensar corri atrás dele. Não era assim que havia planejado um primeiro encontro.

Edward

Matar alguém era pecado e errado, eu sabia. Quantas vezes pior seria matar um padre?

Marcus literalmente estava me testando. Ele é a principal testemunha de meu sofrimento. Era com ele que eu desabafava, em confissão e em conversa mesmo. Então para que me torturar?

Ele a levou para dançar!

Bella e eu nunca dançamos. Porque aqueles passinhos da festa de quinze anos dela não contavam. Ela sempre foi a melhor dançando. Todos cobiçavam e usufruíam desse dom, quando eu era babaca demais e aceitava que outros a tocassem.

Marcus era um desses que a exibia num salão. Nunca que ia deixar essa oportunidade passar.

Deus! Ele acariciou o cabelo dela. E tudo me encarando e sorrindo.

Ele era padre, tinha que se dar ao respeito. Não tinha?

A estava tocando quando era eu que devia estar a seus pés implorando perdão e uma chance.

Eu não iria suportar muito.

— Não! Pare aí! Onde está com a cabeça, filho? Ele é padre e seu amigo. Amigo dela. Não está vendo que está te provocando enquanto conversa? Ele pode estar a aconselhando ou descobrindo mais. Se acalme. Respire. Não faça nada sem medir os passos, Edward. Por favor? Eu preciso da minha família de volta.

Olhei Esme e depois para Alice e Carlisle, todos pareciam tão ansiosos quanto eu. Esperando, cedendo... E eu a ponto de expor, mais uma vez, Bella e sua família.

Deus!

Eu precisava parar e respirar. Mas... O medo era tanto. E se eles fizessem como da última vez? E se eu piscasse para respirar fundo e acordasse do sonho? Ou então se lhes desse tempo e descobrisse logo em seguida que desapareceram outra vez?

Não! Eu não perderia a oportunidade. Eu imploraria ali mesmo. De frente para todas aquelas pessoas. Provaria que estava mesmo maluco, maluco de amor pela mulher da minha vida que me dera um filho.

— Olhe, Edward! Ela o deixou na pista.

Desprendi-me do olhar de minha mãe e voltei a encarar Bella. Esme fez o mesmo.

Concentrei-me, contei até 10. A visão deles me embebia. Era como ter o alimento certo fortalecendo um corpo que há muito não se nutria. E eu queria mais. Estava sedento... Imploraria... E depois a amaria tanto, tanto... Que seria sufocante. Eu seria o homem mais dedicado que já existiu. Provaria que era outro. A certificaria que era a minha garota e que seria recompensada todos os segundos pela segunda chance.

— Ele está vindo para cá?

Rosálie se colocou de pé, e antes que tomasse consciência de meus atos, dei alguns passos a frente e me coloquei entre ela e um pequeno garotinho que corria, disparado, em nossa direção.

Rósalie foi crucial para a destruição de meu namoro, nunca que chegaria perto de nosso filho. Eu a mataria primeito.

— Antony!

Bella gritou! E meu ser mais uma vez foi tomado de tanto amor que ameaçou me despedaçar ao chão.

Meu mais novo ídolo tinha um nome: Antony. E vinha como uma bala correndo em minha direção, com uma mãezinha disparada e desesperada atrás dele.

Foi instintivo. Puro instinto!

Abaixei-me e o peguei quando ia se jogar ou passar por mim.

O mundo parou! Eu tinha consciência de Esme e Alice respirando alto atrás de mim.

Também sabia que os Swan’s me olhavam embasbacados e que seria questão de segundos até que estivessem todos aqui para me matar. Porém... Eu não me arrependia.

A criaturinha era leve, como uma pluma e me olhava com espanto e muita curiosidade. Era palpável a sensação das engrenagens girando lentamente, se ajustando a meu mundo, me fazendo voltar a viver. Era como se ali sempre houvesse sido seu lugar. Ele encaixava perfeitamente.

— Oi... Eu sou o Antony e vou pular no pula-pula “gandão”. A minha mamãe mais bela, deixou e...

Eu o olhava com admiração e absorvia cada pequeno detalhe que podia. De longe ele era lindo, de perto... Deus! Era perfeito!

Se parecia muito comigo, é verdade: os cabelos, os olhos, a cor... Mas, o formato do rosto, a curiosidade plena, a educação, o carisma, a facilidade de puxar conversa... Era todo Bella.

— E...

De repente sua mãozinha foi para a boca, como se tivesse acabado de lembrar-se de algo que o impedia de continuar a falar.

Quis puxá-la dali. Eu queria mais. Queria ouvir tudo o que quisesse me contar. Passaria dias só ouvindo-o e ouvindo-o...

— O que foi?

Perguntei baixo.

Pela visão periferia, percebi que Bella parou e ficou nos observando. Sem reação, sem saber o que fazer.

— Não posso falar com “estlanhos”. E você é bem “estlanho”. Fica aí olhando “pá mim” com essa boca “abelta”. Mamãe diz que “encalar” é feio e... Ops!

Lembrou-se que estava falando comigo e voltou a colocar a mão na boca.

Apertei-o mais junto ao peito e respirei profundamente, inundando-me com seu delicioso cheiro de bebê. Apesar de... Quê? Quatro anos?

— Perdão por ficar te encarando, mas você é muito bonito.

Ele sorriu meio de lado. Esme resfolegou atrás de mim. Ela conhecia aquele jeitinho de sorrir e aquelas covinhas.

— Eu sou bonitão mesmo. Igual a mamãe e o tio Memmett. Titio Jas é só inte... inte... Como é mesmo a “palavla”?

Coçou a cabecinha num gesto puramente Emmett de ser.

Sorri mais.

— Inteligente?

— Isso, seu “estlanho”! Titio Jas é só “intenigente”. Nada de bonitão.

Alice soluçou emocionada e eu quase poderia fazer o mesmo se não estivesse tão encantado. E observando Emmett se soltar de Leah, furiosamente, se preparando para vir até nós.

Jasper tentou em vão segurá-lo. Bella continuava congelado no lugar. Charlie e Renée só nos olhavam com expressões de desgosto.

Eu si tinha mais segundos com ele nos braços.

— Seu tio Jasper é mesmo muito inteligente. Mas, também o acho bem bonito.

Ele voltou a colocar a mãozinha sobre a boca, agora escondendo uma risadinha.

— Não pode achar homem bonito, seu “estlanho”. Isso é coisa de... De... Ixxi! Não posso falar. Mamãe “ploibiu”. Disse que não é bonito “rotular” as pessoas e seus gostos.

— Sua mãe está certa.

— Ela “semple” está, senhor “estlanho”.

“Ela sempre está certa”.

Deus! Um garotinho de quatro anos acaba de esfregar em minha cara, algo que demorei quase a vida toda para descobrir.

— Se eu me apresentar não posso ser mais estranho, não é?

— É sim. Eu acho...

Era a minha deixa.

Puxei uma das mãos que o segurava, tomando todo cuidado para não derrubá-lo no processo, e a estendi para ele.

— Muito prazer, Antony. Eu sou o...

— Edward! Ele é o Edward, filho.

Aquele ato fez Bella sair da inércia e se juntar a nós. Eu podia ler pavor e receio em seu olhar. Mas, não medo! Sua postura altiva, sua expressão fechada, me desafiava a contradizê-la.

Quase dei dos passos para trás impedindo-a de tirá-lo imediatamente de mim.

Contudo era a minha vez de me sentir preso ao chão.

Ela estava ali, bem a minha frente. Ao alcance das mãos... Mais uma vez inalei forte e senti o passado preenchendo meu presente: o cheiro era o mesmo. A fragrância deliciosa que me fazia sonhar todas as noites, que eu dormia, o que era raro.

— “Edwald” continua sendo “estlanho”, mamãe. Olha o “cabeio” dele? E ele fica olhando “pá gente” com essa “cala” assim ó...

Carlisle riu, Esme riu. Até Bella disfarçou mal uma risada, quando o pequeno puxou uma mecha de meu cabelo. E depois colocou as duas mãos sobre as bochechas e abriu bem a boca, imitando a minha expressão de embasbacado.

— Filho, não pode falar assim das pessoas. Mamãe já te explicou isso. Não é educado. E...

— Ei garotão, vamos pular? Titia Leah me deixou subir naquele pula- pula com você. Vamos ver quem pula mais “altão”? Sua mãe vai tirar altas fotos nossas. Venha aqui.

— Eba! Titio Memmett vai pular comigo. Vamos mamãe, vamos! Tchau, seu “estlanho”.

Antes que ela concluísse seu raciocínio um Emmett cheio de si, chegou e arrancou Antony de mim, entregou o celular a Bella e travou o outro braço na cintura dela a puxando para longe.

O alívio dela foi imediato. Mas, o mais interessante é que em momento algum, seus olhos e sua atenção se voltaram para mim. Ela era toda e só Antony.

Eu não sabia o que pensar.

— Bella!

Virei-me para eles pronto para reivindicar a minha chance de conversar.

Contudo, o mundo estava contra mim. Padre Marcus se colocou a minha frente impedindo que eu seguisse atrás deles e comprasse uma briga com Emmett.

— Agora não! Aqui não, Edward! Vá para casa. Eles vieram para ficar. Deixe que respirem, que mostrem ao povo que voltaram. Amanhã é um novo dia, meu amigo. E, se não me engano, é dia de almoçar com sua avó.

Gargalhadas ao longe me fizeram tirar a atenção de Marcus: Emmett e Antony pulavam. Não se sabia quem se divertia mais.

— Amanhã, amigo. Amanhã...

Assenti, mas não desviei o olhar. Não queria perder nada. Não sairia dali até que os visse indo em direção a Sonho Azul. Pegaria um carona com papai, passaria no loft e pegaria meu carro. Dormiria em casa hoje. Ou melhor, passaria a noite. A sacada tinha um vista sensacional da estrada. Eu não os perderia de vista, nunca mais!

Nunca mais!

Notas finais
Todo mundo morto de fofura depois desse? A titia aqui tá completamente apaixonada.