Notas iniciais
Bom, aqui estamos com mais uma história. Espero que gostem e que tenham só um pouquinho de paciência porque ainda tenho alguns extras para postar de "Três príncipes, três princesas", então vou ter que dividir meu tempo em duas fics até acabar a outra.

Dias atuais

Bella

“O amor sempre vence”!

Bom, desde meus, mais ou menos, cinco anos ouço mamãe me dizer essa frase enquanto cantava e escovava meus cabelos. E foi com ela que cresci e acreditei.

“O amor que tudo supera, que tudo vence, que tudo compensa” e blá, bla, blá...

Santa ingenuidade!

Das piores maneiras, das mais cruéis para ser mais exata, descobri que o amor é um grande pesadelo. Que ele fere, machuca e destrói toda ilusão de uma vida cor de rosa de qualquer menina moça.

Se bem que... Minha vida nunca foi, muito “cor de menininha”. Eu gosto mesmo é de marrom, verde, vermelho... As cores fortes da terra, da grama, do fruto, dos animais.

Confusos?

Ok, então vamos lá...

Prazer, sou Isabella Swan. Tenho 23 anos e acabo de voltar, juntamente com minha família, para Forks nossa terra natal.

Sou filha de Charlie Swan um dos maiores agricultores e pecuaristas da região de Forks e agora do mundo, porque nossa mudança o obrigou a investir no mercado internacional.

Minha mãe é Renée Dwyer, uma excelente cardiologista que faz questão de dividir sua vida entre carreira e família.

Tenho dois irmãos. Emmett Swan, o mais velho. É agrônomo e agora responsável por toda parte agrícola das fazendas do grupo Swan.

E Jasper Swan, administrador com especialização em economia rural.

E por fim, eu, Isabella Swan, a caçula de casa. Agrônoma e veterinária graças às horas loucas de estudo para manter a cabeça sã.

Agora temos mais um membro nessa família, mas para entenderem como ele veio, preciso que entendam algumas coisas...

Há anos atrás, depois de uma série de fatídicos acontecimentos desapressemos sem deixar rastros.

Porém, nossa querida avó paterna Marie Swan está declinando em seus últimos suspiros e, segundo médicos, que é o que não falta nessa família, deseja a nossa presença aqui.

E eis que aqui estamos para enfrentar nosso passado, ou melhor, meu passado...

— Mamãe, eu vou poder andar naquele cavalinho?

Mamãe... Essa palavra ainda me assustava, mas, confesso, estaria mentindo se não dissesse que foi justamente por ela que decidi seguir em frente e enfrentar tudo que a vida me reservasse.

— Claro que vai, meu amor. Primeiramente, junto com um adulto. Pode ser o vovô, o tio Emm, o tio Jas ou a mamãe. Mas, depois que tiver se acostumado poderá andar sozinho.

— Sua mãe aprendeu a montar quando tinha sua idade Antony. Você vai se sair bem.

Emmett sorriu para nós do banco da frente da camionete. Dizer que eu estava aliviada por Leah, sua esposa, e ele estarem esperando uma menininha, era no mínimo egoísta. Porém, tinha medo de que com um filho de verdade Antony perdesse o apoio e atenção incondicional de seu “papai Memet”.

— Libere a tensão, irmã. Relaxe... Está tudo bem. Estamos aqui. Nada te atingirá. Tem minha palavra.

Estendeu a mão esquerda para trás, em busca da minha. Não hesitei, fechei meus dedos nos dele. Emmett era minha fortaleza. Meu irmão amado.

Não!... Não só Emmett. Minha família era minha fortaleza... A minha sustentação quando tudo parecia não ter mais jeito.

— Nossa, mamãe! Que casa linda. Quem mora ali?

— Que casa? Não tem casa nenhuma ali. Ninguém mora ali, filho. Ali fica a divisa da fazendo do vovô com...

Perdi as palavras... Antony estava com as mãozinhas e a cabeça encostadas no vidro, vidrado em uma linda casa a nossa direita, que não deveria estar ali.

— Ela... Ela...

— É uma construção nova. De certo de algum dos Cullen.

Comentou, ácido, Emmett. E, para se acalmar, acariciou a barriga da esposa que dormia, mesmo com todo sacolejar da estrada de chão.

Não era possível... Eu me lembrava daquele lugar... Aquela arquitetura... Eu conhecia...

Lembranças on

— Pare, Edward! Eu quero ver uma coisa.

— O que foi, Bella? Estamos no meio do nada.

— Exatamente.

Comentei sorrindo, saindo do carro e parando perto da cerca que dividia a Fazenda Paraíso, da Sonho Azul.

— Quero morar aqui quando nos casarmos.

— Casar? Por Deus, Bella. Eu tenho 16 e você 13.

— Eu sei.

Dei de ombros.

— Não vai ser hoje ou amanhã. Mas, quando chegar o dia quero que construamos aqui. Já tenho o desenho. Fica perto da casa dos seus pais e dos meus. Além disso, o riacho passa atrás e a vista é encantadora. Nossos filhos vão amar andar a cavalo por ali.

Apontei o campo verde intocado e longe o bastante da imensa área de plantio.

— Ahhh, sua louquinha... Serei um grande médico. Não poderei morar na fazenda. Depois de formar e construir minha clínica naquele terreno do centro. Vou comprar uma linda mansão nos jardins. Então pare de planejar para mim.

Lembranças off

Droga! Sacudi a cabeça e trinquei os dentes impedindo que lembranças a muito enterradas voltassem com força.

— Quem são os Cullen, mamãe? Eles têm crianças para brincar comigo?

Arrepiei-me com aquela ideia. Será que eles tinham filhos?

— Os Cullen são nossos vizinhos, baby. Eu não sei se eles têm crianças. Não nos vemos tem muito tempo.

Vizinhos... Essa era a denominação mais fajuta e falsa que eu poderia dar a meu filho. Porém, sua cabecinha de quatro anos ainda não poderia compreender tudo que girava em torno dos Cullen e dos Swan.

Mais uma vez confusos, não é?

Então vamos lá...

Carlisle Cullen é também agrônomo e pecuarista de Forks e foi o melhor amigo de papai em seus tempos de faculdade. Tanto que o apresentou a sua família e consecutivamente a sua irmã.

Sua esposa é Esme Swan, cirurgiã geral, do hospital central. É isso, você não leu errado. Esme Swan, irmã de Charlie Swan, meu pai. Que naquele tempo era melhor amiga de Renée e apresentou-a a papai.

Tio Carlisle e tia Esme têm três filhos, Rósalie, Edward e Alice nessa ordem mesmo.

E antes que comecem a surtar... Somente Rósalie é filha de verdade deles. Edward e Alice são irmãos, porém, adotados. Já que tia Esme teve problemas sérios na primeira gravidez e não pode mais ter filhos.

Mas, deixemos isso de lado. Porque teremos tempo para explicar melhor no futuro, porque voltam...

— Chegamos!...

— Ahh! Uau! Que casa grande, tio Memet. Eu vou morar aqui?

Corri os dedos pelos cabelos rebeldes e indomáveis de Antony e com saudosismo embebedei-me com a bela visão de nossa casa.

— Sim, filho. Nós vamos morar aqui.

Observei a outra camionete que trazia meu pai, minha mãe e Jasper parar bem atrás da nossa.

— Isso aí “pinguinho de gente” seja bem- vindo a fazenda Sonho Azul.

Notas finais
Bom, até chegarmos totalmente até os dias atuais com Antony com quatro anos teremos que entender como tudo se passou, então nos próximos teremos muitas lembranças para compartilhar com Edward e Bella. Se preparem para se apaixonar por Antony, morrer de ódio de Edward e Rósalie. E se encartar com o jeito "muleca de Bella".