Quando o passado não te deixa viver

33 A verdade, nada mais do que a verdade


Edward

-Irmão...

Fechei mais os olhos. Eu não queria ouvir. Só precisava do silêncio, do carinho e das mãos de Alice em meu cabelo. Consolando-me e confortando. Eu só queria... Compreensão.

— Filho, ficar assim não vai adiantar. Você precisa ser racional.

É claro que estar na casa de Esme, deitado em seu sofá, com a cabeça no colo de sua caçula e com a aparência de quem “apanhou” não era o bastante para que elas ficassem quietas e só me dessem o que eu precisava: apoio.

— Não quero ser racional, mãe. Não hoje. Quero me afundar na autopiedade.

Não, minha crise não era justificável, eu sabia. Porém, meu íntimo não queria nem saber. Só o pensamento de que ela fora de outro, que se entregara de corpo e alma... Por Deus!

A vontade de sair gritando era quase insuportável. Por isso, me afastei. Corri mesmo, eu assumo! E agora estava aqui na sala de meus pais, esperando que me entendessem depois de contá-las tudo que se passara agora a pouco.

— Sabe que está sendo injusto, não é?

— Mãe!

— O quê, Alice? A verdade dói? Pare de mimá-lo!

É, pois é, o problema de meu ato é que Esme não se compadeceu. Bateu o pezinho insistente e apontou o dedo acusador em minha direção. Ela queria que eu “voltasse com o rabinho entre as pernas” e me desculpasse com Bella pela impulsividade desenfreada e a maldita boca grande.

— Ela teve outro, mãe. Apesar de entender não posso evitar um pensamento ruim e arrebatador que me domina. Bella teve outro enquanto eu esperava por ela.

— Eu também teria.

— Mãe! A senhora está sendo cruel e isso não ajuda.

— Ah tá, Alice! “Bajule” bastante seu irmão. Faça isso, fique contra sua cunhada e ex-amiga. Escolha-o de novo quando está errado. Sabemos onde isso termina. Swan’s escolhem Swan’s. Cometa o mesmo erro outra vez. Só não diga que não avisei depois. Acho que precisa começar a pensar mais em você, ainda mais agora.

Aponto para a barriga, nada evidente, de minha irmã.

Esme não pouparia nenhum de nós. Aquelas palavras estavam engasgadas há muito tempo com ela. Só não as disse na época, porque os filhos estavam quebrados demais para aguentá-las. Mas agora, quando o que mais se temia no mundo era uma nova fuga do irmão com a família, ela não seria complacente.

— Bella, é maravilhosa, e só teve um desastroso relacionamento. Ela merecia sentir-se desejada, amada, cortejada. E você não foi capaz disso. Agora fica aí, se fazendo de vítima. Ah, poupe-me!

Espanou com a mão, como se minha dor não fosse nada.

— A senhora não entende. Ela teve outro e eu esperei.

— Jasper também teve.

Alice murmurou antes que mamãe expressasse mais sua indignação em minha direção.

— Como? Você... Não me disse nada. Quando ele te contou? Como se sente a respeito?

Inundei-a de perguntas, já me sentindo um pouco mal por não ter prestado muita atenção nela ultimamente.

A palavra “egoísta” nunca pareceu tão apropriada para descrever a mim naquele momento. Eu andava mesmo pensando só em mim.

— Ele não me disse.

—Quê?

— Jasper não me contou nada sobre seu envolvimento com uma tal de Maria.

— Então...

Deixei a pergunta no ar, quando até Esme perdeu qualquer argumento, enquanto o olhar de minha irmã vagava em busca de uma lembrança que, eu apostaria, não era nada, nada agradável.

— Jasper se perde em pensamentos, quando acha que estou dormindo e em alguns momentos murmura esse nome com frustração. Além disso, ela o liga todos os dias. Sei porque já vi a tela piscando com esse nome. Ele sempre ignora as ligações, o que não a impede de continuar insistindo.

Ficamos naquele minuto constrangedor de silêncio, minha mãe e eu olhando-a esperando que desse prosseguimento a história. O que não aconteceu.

— E você não perguntou quem é essa mulher e o que ela quer?

Esme nos salvou. Porém, Alice deu de ombros e sacudiu a cabeça, em negativa, como se aquela informação não fosse nada.

— Alice!

Foi minha vez de parecer exasperado. Contudo, ela não se abateu. Só tirou as mãos de meu cabelo e levou para o ventre apaixonadamente.

— Não tenho o direito de questioná-lo, Edward. Como mamãe acabou de nos lembrar, não coloquei nosso relacionamento como prioridade no passado. Eu sabia como eles protegiam a irmã. Eu mesma não cuidei dela como devia, mesmo considerando-a minha melhor amiga. Jasper estava ferido. É evidente que “tocaria” a vida, eu tinha isso em mente, mesmo que não perdesse a fé de que um dia voltariam. E eis que fui ouvida...

A serenidade dela ao confessar aquilo foi o que bastou para que eu me levantasse de seu colo e a olhasse com mais atenção.

— E ele agora está aqui, nos casaremos e seremos pais. Conheço meu Swan, irmão. Se essa mulher tivesse significado “algo a mais” não estaríamos juntos agora. Jasper é muito íntegro para fazer algo assim. E acho que você também conhece a sua... Se algum dia ele achar que deve explicar, serei “toda ouvidos”. Mas, se depender de eu trazer o assunto a tona... Hum! Nunca saberemos mais.

— Essa é filha que criei! Aprenda!

Esme bateu palmas entusiasmadamente e eu me senti um tanto incomodado pela minha reação quanto a revelação de Bella.

— Tio Charlie e tia Renée criaram bem os filhos. Eles não mentem e não traem, Edward. Se Bella te perdoou pelo que fez, acha mesmo que merece sua ignorância por ter tentado ser feliz.

Neguei, mas...

— Só que, pensar assim não apaga o ciúme. Como lida com isso?

— Lido pensando que essa mulher foi insignificante. Uma que serviu para mostrar-lhe que amor de sua vida sou eu. Essa filosofia serve para você também.

— Fácil falar quando a mulher em questão está a Kms de distância. Agora fala isso pra quem acabou de saber que um admirador, metido a ex, simpático e, ainda por cima, veterinário como ela, atravessou as Américas em busca do que é meu.

— E você vai acabar entregando-a sem lutar e numa bandeja de prata. Porque com essas atitudes é meio caminho andado para o brasileiro. Se eu fosse Bella, nem pensaria duas vezes.

Eu não havia pensado por esse lado. Mas Esme sempre via além. Coisas de mãe.

— Não estou entregando ninguém, mamãe. Fiquei chateado e resolvi me afastar para não feri-la com minha impulsividade. Ela teve outro e ainda por cima deixa Antony chamar Emmett de pai. A senhora acha isso justo? O que queria que eu fizesse?

— Se levar em consideração de que foi Emmett quem esteve com ele todo esse tempo, parece razoável.

Quando a voz de alguém que não participava, ativamente, da conversa se fez presente, foi que me dei conta de Rose, no alto da escada nos encarando com atenção.

Ela ouvira tudo.

E pelo susto que levou no momento que voltei meus olhos para cima, foi que se deu conta de que havia dito seus pensamentos em voz alta.

— Desculpem-me. Eu não queria... Eu só ouvi e...

Eu já estava pronto para rebater sua resposta e dizer de quem era a culpa desse papel de Emmett na vida do meu filho, quando Carlisle entrou correndo na sala, com o chapéu na mão e os olhos de águia em busca de algo.

Algo que ele encontrou assim que observou com mais atenção a mim e a Alice.

— Quero saber qual dos dois fez a burrada dessa vez?

— Burrada?

— Do que está falando Carl? Respire, homem! As crianças estão aqui. Ninguém fez nada.

Esme foi até ele e o segurou pela camisa tentando acalmá-lo. E, só para constar, falhava. Pois, Carlisle dava lufadas altas em busca de oxigênio. A raiva a ponto de dominá-lo totalmente.

— Estou dizendo que um Swan passou a toda velocidade rumo a casa “desse daí”. Obviamente não encontrando o que procurava lá, vem voltando para a Paraíso. Então, exijo saber “antes de matar o idiota”: quem foi o estúpido da vez e que idiotice fez? E, espero que não seja você de novo. Porque se for não respondo por mim.

A ameaça era séria e só pude lamentar por pensar que o decepcionaria outra vez, logo quando nossa relação dava os primeiros sinais de recuperação.

Será que era Jasper, Emmett ou tio Charlie?

Tia Renée? Será? Estremeci só de pensar. É da personalidade dela atuar em casos raros, mas quando atua... Ai, ai, ai.

— Hum, não são os meninos. É a Bella. A camionete vermelha é dela. E, se preparem, porque já está chegando aqui.

Rósalie, ainda no patamar de cima, se dirigiu as janelas altas da varanda e revelou o condutor.

Meu sangue gelou. A raiva dela era tanta que precisou vir atrás de mim? Era agora que me deixava de vez?

— Bella? Então foi mesmo você? De novo? Não cansa de magoar essa menina, não? Agora Charlie some com ela e nosso neto de vez.

— Carlisle, se acalme. Vamos ver o que a garota quer? Não faça julgamentos.

Era Bella e, por Deus! Em alta velocidade.

O que foi que eu fiz?

Num impulso, coloquei-me de pé, afoito para ir a seu encontro.

— Parados aí!

Alice repetiu meus atos, contudo Carlisle nos refreou.

Lá fora, o carro fora desligado e duas portas abertas e fechadas.

E nem foi preciso que meu pai me barrasse, eu paralisei.

O pavor ameaçou vir. Milhões de situações ruins vindo forte em minha mente. E em todas elas eu terminava sozinho, sofrendo a perda das duas pessoas que mais amava na vida.

— Tio, bom dia. Desculpe incomodar, mas Edward está aqui? Vi o carro dele ali fora e pensei que...

Carlisle atravessou a sala e abriu a porta na segunda batida. Era evidente que não confiaria em nós nem para aquilo.

— Ei, se acalme, querida. Ele está aqui. Entre! Vou mandar trazerem uma água para você. Está tremendo. E quanto a você, rapazinho? Acho que tem bolo de chocolate. Topa um pedaço com o vovô enquanto os adultos têm conversas chatas?

Eles entraram, mas permaneceram perto da porta. Pareciam assustados demais. E ela trouxera Antony. Isso não aliviava em nada meu medo de que não sairíamos salvos daquela conversa.

— “Obligado”, vovô! Mas, Tony não quer. “Plecisa” ficar junto com a mamãezinha dele. Ela tá “tliste”.

Por Deus!

Bella me olhou e então voltou sua atenção para nosso pequeno.

— Bella, desculpe-me eu não tive a intenção de te magoar. Só precisei me afastar. Vamos conversar a sós. Tony pode ficar com mamãe ou Alice e...

— Não! Shiii! É minha vez de falar. Vamos acabar com isso de uma vez por todas.

Estendeu o dedo em sinal de alerta. Calando-me e exigindo que eu ficasse no meu lugar. Depois, ajoelhou-se e segurou nosso filho pelos ombros.

— Amor, não se preocupe. A mamãe não está triste.

— Não está?

Ela fez que não balançando a cabeça da esquerda para a direita. Deixando assim Antony muito mais confuso e assustado.

— Mas “cholou”. Tony não gosta nada, nada disso.

— Perdão, Filhote. Mamãe passou por emoções hoje e não soube se controlar e é bem provável que não se controle agora. Mas é por uma boa causa. Lágrimas podem ser de alegria, sabia?... Querido, lembra há muito tempo quando perguntou do seu papai e eu disse que ele morava longe, mas que te amava e que um dia se encontrariam?

— Bella...

O que ela estava fazendo? Não!

— Por favor...

Tentei impedi-la. Não era aquilo que eu queria, aliás, era. Claro que era! Ser reconhecido como pai de Antony era minha meta atual. Porém não foi assim que sonhei que contaríamos a verdade. Não depois de uma discussão, não quando o ciúme me fez fugir. Não sob pressão, no calor do momento... Eles não mereciam aquilo.

Todavia, Bella estava decidida e não se deixou intimidar por minha repreenda velada.

— Lembra, filho?

Tony, timidamente, acenou, com a cabeça, afirmativamente.

— Então, Amor, hoje é dia de conhecer o papai. De dizer para ele o quanto você desejou esse momento e tudo que planejou para fazerem juntos.

Bella

Meu coração estava acelerado e uma emoção grandiosa, a ponto de nublarem minha visão com lágrimas prontas para cair. Eu diria a verdade. Acabaria com o sufoco de pai e filho. E dormiria de consciência tranquila. Já passara da hora de fazer isso.

Mas Emmett dera um “empurrãozinho” hoje.

— Bella...

Voltei a barrar Edward de dizer qualquer coisa. Era agora! Ele merecia aquilo e eu o daria.

— Seu papai é gentil e amoroso, filho. Ele sempre te amou e também quer te conhecer, ele...

As lágrimas agora desciam livremente e não eram só as minhas. Antony deixava as dele cair em silêncio e ao fundo vários suspiros eram ouvidos. A família de Edward estava na nossa sintonia. Mesmo que parecessem confusos com meu rompante.

— Amor, o papai do Tony é...

— Não, mamãe!

Surpreendendo-me, ele se soltou de minhas mãos e me abraçou com força. Soluçando alto.

Eu não estava entendendo. Será que ele não queria mesmo conhecer o pai?

— Não “plecisa” ficar “tliste por lisso”, mamãe. Não “plecisa cholar”. O Tony entende, sabe “espelar”. “Continualá” amando o papai dele até que mamãezinha estela “plonta” e feliz. Não “plecisa” contar agora.

— Oh Deus!

Esme clamou espantada.

E eu só pude abraçar mais apertado, meu Pequeno sapeca. Tamanho orgulho que sentia de seu altruísmo. Mesmo sabendo, pela forma como trocava as letras, o quanto a situação o afetava.

— Não, Filhote. Não estou triste, pelo contrário... Venho me preparando para este momento há muito tempo.

Lembranças fortes do dia que contaria a Edward sobre a gravidez ameaçaram me dominar quase a ponto de me fazer desistir da verdade. Porém, as suprimi, não era um bom momento para aquilo.

— Mamãe gosta muito do seu papai e quer que você também goste, Amor.

— Tony já ama o papai dele, mamãe.

Não conseguindo esperar mais, abri meu coração e entreguei-lhe meu maior segredo.

— Então vá até ele, Filhote. Edward é o papai. Deixe que ele saiba o tamanho do seu sentimento.

Vi o exato momento em que a emoção o tomou por completo e foi tanta, mas tanta que o fez sair correndo, como um foguetinho, e se jogar nos braços do pai.

Edward

— Papai...

O mundo parou naquele momento, nada mais importava ou fazia sentindo, somente a doçura daquela voz sibilando aquela palavra direcionada a mim, só a mim... Não ouve perguntas, nem angústia, dúvidas ou dor. Ele se entregara totalmente a resposta da mãe e me aceitara de bom grada.

Ah, Deus, como eu tinha para agradecer. Marcus ficaria orgulhoso.

Eu era um pai!

— Filho...

Murmurei de volta com o mesmo poder, enquanto me abaixava para recebê-lo em meus braços.

— Meu filho...

— Meu papai...

Testei de novo a nova palavra e o apertei mais, era mágico.

Não que não fizesse muito isso nos últimos dias, só que agora era... Diferente. Ele sabia.

— Eu te amo tanto, tanto.

— Tony sabe. “Semple” soube que o titio era o papai dele. Tinha que ficar caladinho, mas, que sabia, sabia.

— Como?

Afastei-o momentaneamente, contudo não fui capaz de parar de acariciar seus cabelos. Minhas mãos precisavam tocá-lo.

— O que disse?

Ninguém ousava nem respirar, naquela sala, há não ser ele, claro! Que por puro deleite e esperteza, deu uma risadinha alta e piscou, matreiro, para a mãe antes voltar a falar.

— Tony sabia, “olas”!

Deu de ombros perante nosso assombro. Simples assim.

— Mamãe Bella não “dolme” bem e quando “dolme” ficava “lepetindo”, ainda fica, seu nome um tantão assim à noite.

Esticou os bracinhos, o máximo que pode, indicando uma grande quantidade.

Tive a graça de contemplar a mãe dele ruborizando antes de voltar a falar.

Hum, então ela sonhava comigo? Bom saber! Preciso ouvi-la nas futuras noites que passaremos juntos.

— Mas, filho?

Bella, ainda embasbacada, diga-se de passagem, veio para perto de nós e também se abaixou, ficando assim da nossa altura.

— Ah mamãe, Tony não é bobo. E ainda tem uma foto dele na sua “calteila” que eu via toda vez que a gente “complava” alguma coisa, “Clalo” que ele “ela impoltante”. Então, quando chegamos em “Folks” e Tony viu o titio... Sabia. “Ela” o papai. Olha só o nosso cabelo!

Deus! Quantos anos ele tem? 18?

— Mas, você não disse nada, Amor? Nunca perguntou. Por quê?

Todos estavam confusos, porém Bella ganharia aquele campeonato de assombro.

— Você não tava “plonta”.

Voltou a dar de ombros arrancando suspiros de Esme, Alice e... Rósalie? Que permanecia no mesmo lugar de antes.

— Mas, “agola” você tá “plonta”, não tá, mamãe? Tony já pode ter um papai de “veldade”? Uma família? Uma família só dele?

Bella não foi capaz de responder aquelas perguntas. Não conseguiu. Estava ocupada demais juntando-nos em seus braços e chorando. Chorando como eu nunca havia visto.

Era redenção!

Era Libertação!

Era o nosso recomeço!

E sim, ele teria uma família. Porque se eu tinha alguma dúvida de que lutaria por eles com minha vida, elas simplesmente desapareceram quando fui promovido a Pai.

Tânia

— Pai! Pai!

Gritei antes mesmo da “empregada imprestável” terminar de abrir a porta. Eu estava fumegando de raiva.

— Paaaiii!

Atravessei o corredor para encontrá-lo jogado em sua cadeira, no escritório, com um enorme copo de uísque a sua frente. O que não era uma surpresa, Aro adora aquilo.

— Pare de gritar, Tânia!

Tentou me repreender, mas, nem lhe dei chance. Quem ele achava que era para falar comigo daquele jeito?

— Não paro! Vou gritar muito porque passei a maior vergonha no shopping por sua culpa.

Ele não mudou de posição, nem pareceu surpreso com minha revelação. A bebida pareceu muito mais interessante.

— Meu cartão deu recusado. RE CU SA DO!

Gritei mais alto ainda soletrando cada sílaba para que entendesse.

— O que deu em você para não pagar a fatura? Agh mas nunca que vou te perdoar pela vergonha que passei. Terá que me recompensar e recompensar muito. Vou querer um carro novo, porque o modelo do meu tá defasado e você me envergonhou.

— Rá!

Para minha surpresa ele começou a gargalhar e gargalhar alto como um louco.

— Carro? Carro? Se eu fosse você esconderia esse seu defasado mesmo, porque é só contar os dias para que a financeira venha buscar.

— O quê? Você não ousaria.

— Estamos falidos, Tânia! Falidos.

Atirou o como, por violência no espelho da parede a sua frente. A aparência mudando completamente para uma raiva assasina;

— Não temos um dólar mais. É tudo, tudo do banco. Perdemos o hospital e é questão de dias até a casa, os carros, as jóias irem a leilão. Aqueles malditos nos roubaram tudo. Acabou vida boa.... Acabou tudo.

Sem mais levantou-se, pegou a garrafa, que estava pela metade, e se dirigiu a porta.

— Devia ter sido mais competente em seu trabalho de casar com o Cullen. Mas nem para isso prestou... E agora é tudo deles. Azar o nosso, não é?

— Maldito! Maldito!

Gritei jogando a bolsa e puxando os cabelos.

— Maldita Isabella! Você voltou e acabou com tudo. Mas deixa! Eu pego você e pego onde sei que vai doer... Ah mas eu terei minha vida de volta. Ou na me chamo Tânia!

Notas finais
Oláaaaa! Feliz 2021, Meninas. E com vacina, se Deus quiser! Passando rapidinho porque já é quase uma da manhã. Capítulo postado e, avisando que começo a colocar os comentários em dia amanhã. Beijinhos.