Quando o coração fala e o olhar denuncia
1 Ironicamente vivo
Notas iniciais
e não sei dizer que esse cap vai estar grande, pois estou fazendo agora de cabeça.
Beijos.
Ass: La Volpe.
Um corte na garganta.: A lembrança do pai.
Sentir o ar lhe faltando: Lembrança da mãe.
Uma katana atravessando o corpo: Lembrança da irmã.
A morte chegando: Lembranda-se, então, da última e única mulher da sua vida.
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Jurar que morreu e de repente se sentir tão vivo ao abrir os olhos. Olhar ao redor e ver tudo tão palpável, vivo, solidamente verdadeiro.
Mas... o que? — Pensava Oliver. — Eu virei uma alma penada? Mas como ? — ele travava uma batalha mental consigo mesmo, tentando ter uma resposta mais óbvia e coerente para a atual situação.
Ao tentar salvar sua irmã que havia matado Sara Lance há pouco tempo, ele foi se atrever — com admirável coragem devo deixar registrado- a enfrentar Ra's Al Ghul: a cabeça do demônio e morreu no processo. Ele tinha certeza disso.
Ra's é um dos homens mais perigosos do mundo e pai de Nyssa Al Ghul, herdeira do mesmo.
Já Nyssa, era... Digamos, o amor de Sara.
Mas eu senti a katana. Eu morri. Eu sei. Mas, como ... ? — as palavras se embolavam em sua mente, tentando se unir para formar uma frase correta, com explicação lógica. Nada. Nenhuma coerência para o que estava acontecendo.
Oliver acordou, notando que seu corpo estava suado. Acordou do que diria sem pestanejar, ser o sono mais longo da sua vida. Levou a mão ao peito e notou que respirava normalmente. Suavemente.
Não é suor. É água. — ele se deu conta de que não estava suado, e sim com o corpo molhado.
Lentamente levantou, ficando sentado na cama na qual se encontrava. Olhou ao redor ainda tentando entender o que realmente acontecera, onde estava, como foi parar ali e o motivo de não ter morrido. Seus devaneios foram interrompidos quando escutou passos se aproximando atrás de si. Engoliu em seco e por instinto olhou pra trás.
- Maseo? — perguntou Oliver, com o rosto coberto de perguntas.
- Sim, Oliver. Você não morreu. Provavelmente já se perguntou onde está e o motivo de estar vivo se horas atrás jurava estar morto. — Ele não deu tempo de que o Queen a sua frente fizesse qualquer pergunta e prosseguiu a história, já esclarecendo tudo o que ocorrera. — Você caiu feio. Ra's ainda acha que você está vivo e nem preciso dizer que se ele souber que eu o salvei, ele me matará. O fato é que fiz isso porque de certo modo, eu sei que sua história não termina assim. — ele parou, suspirou e prosseguiu. — Você é um herói. Se tornou diferente daquele menino que entrou no Gambit antes de morrer para a sociedade e que tinha uma vida fácil. Aquele menino não é mais você. Foi sua primeira fase, mas agora você passou pelo processo da ilha infernal e se tornou esse homem. Um Robin Hood moderno eu diria. Capturou vilões, fez grandes e bons amigos, salvou vidas e luta com toda a essência do heroísmo para salvar sua irmã, que foi deformada por Malcom.
- Mas, porque fez isso? E como eu retornei a vida? Pois, eu sei sim que eu estava morto, tenho certeza.
- Já disse. Salvei você porque não interessa o que houve no passado de sua vida, porque você já foi meu amigo, e já me ajudou, e sei que hoje a morte de minha família não foi culpa sua. Você estava em processo de transição. Você ainda tem vidas a salvar e pessoas ruim para prender. — Maseo reparou na expressão interrogativa de Oliver, e continuou dando dois passos a frente entrando mais no campo de visão de Oliver que nem ao menos se levantou, parecendo estar internamente em choque, sem se mover, apenas fazendo perguntas. — E o motivo pelo qual você está vivo não é apenas minha boa ação. Mas também porque eu lhe joguei em um poço.
Mas antes que Maseo pudesse continuar, Oliver o interrompeu abruptamente.
Poço? — Oliver pareceu sair de sua paralisia corporal e andou em direção a Maseo, ficando a mais ou menos um metro de distância. — Me explique. Como assim você me jogou em um... poço?
Maseo deu um sorriso leve, porém, sem humor, acompanhado de um suspiro cansado.
- Poço sim, Oliver. O Poço de Lázaro. Nele há toxinas que para um homem machucado, e diria até morto se prestar atenção na sua situação, tem poderes curativos. Ou trazendo de volta a vida, ou curando ferimentos. Mas se um homem saudável ali entrar, poderá ter consequências sérias. O efeito nesse caso é inverso. Pode ter sérios ferimentos e até morrer.
Oliver parecia processar tudo aquilo.
Mas qual a origem desse poço? Como Ra's conseguiu isso? — perguntou.
- Não sei. Há coisas que são um mistério nessa vida. Ra's por exemplo é um mistério. Ele já usou esse poço, e sabe-se lá quantos anos esse homem vem a ter.- cortando de vez o assunto Maseo disparou a dar as últimas informações. — Mas sem mais conversas, vá para casa. Você está em minha casa, e já providenciei algumas mudas de roupa que estão logo naquele mala — disse ele apontando para a mesma. — e também algum dinheiro. Vá para Starling City. Não tenho muito tempo, e você já me ocupou muito.
Por reflexo Oliver pegou a mala e estendeu a mão para Maseo para que pudesse de alguma maneira cumprimentá-lo e agradece-lo.
Obrigado. Eu realmente não sei se ainda entendo tudo isso, mas tudo o que sei é que quero ir pra casa. E agradeço por me salvar. Mas... e a dívida? E a cidade? Thea, John, Roy ... — Oliver parou e a imagem da moça veio a sua mente.- e a Felicity? Tem visto ou sabe notícias deles?
Maseo sorriu. — Estão bem, levando a vida como podem. Porque Malcom fez questão de dar a notícia da sua morte. Estão fazendo de tudo para proteger a cidade. E a dívida está paga. Mas de modo algum deixo o demônio saber que ainda está vivo.
Oliver assentiu, respirou fundo, o agradeceu novamente, suspirou e seguiu rumo a porta. Ao colocar os pés para fora do que lhe parecia ser uma cabana, ele respirou fundo, exageradamente, conseguindo sentir os pulmões se encherem, e sentindo uma sensação confusa e de alívio, por estar vivo. Olhou para trás e acenou para Maseo, falou de maneira quase inaudível — Obrigado. — E continuou seu caminho de volta para casa. Mas quando pensou em casa, tudo o que lhe veio a mente foi ela. Felicity, sua Felicity. Enquanto caminhava pela rua deserta, tudo o que estava desejando era estar com ela. Rever seus amigos e Thea é claro, mas desejou abraçar ela, tê-la para si e não desistir mais dela. Decidiu não a afastar mais.
Com esse pensamento e o coração cheio novamente ele rumou até Starling City.
Notas finais
boa noiteee!
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