Quando o coração fala e o olhar denuncia
2 Olho no Olho
Notas iniciais
Quando Oliver estava quase partindo, voltou, se virou para Maseo, e perguntou a ele o quanto havia ficado "morto". Maseo respondeu que ele havia ficado duas semanas em coma porque os ferimentos ainda precisavam ser fechados, e as toxinas ainda estavam agindo, pois os ferimentos foram extremos. Oliver arregalou os olhos e após dar um sorriso ao Sarab, como agora era conhecido Maseo por Ra's, Oliver seguiu caminho. Rumo à Starling City.
E Oliver não pensou que chegar até Starling City haveria um caminho árduo. Notou isso assim que saiu da casa de Maseo. Deparou-se com uma estrada longa, com uma mata baixa ao redor, um terro longo de ambos os lados da estrada, nessa imensidão. E então ele andou. Andou, andou e continuou andando. Havia andado por uns 40 minutos, até que:
–Glória Deus! Alguma vida que não seja esses matos ao meu redor- pensou alto o suficiente para tal pensamento ser solto por sua boca.
Ele havia avistado um posto, de gasolina. Um pouco caído é verdade, mas ele podia ver alguém sentando em uma cadeira perto dos tanques de gasolina. Apressou-se e chegou lá mais rápido do que imaginara.
No posto havia uma loja de suvenir, e aproveitou para comprar um sanduíche e um suco de morango. Por Deus, ele estava faminto!
– Oh, Jesus! A morte da fome.-pensou
Ao sair da loja, foi até o frentista e chamou o homem que estava sentado. Não obteve resposta. Então chamou mais uma vez. Nada. Ele chacoalhou o homem que ali estava e o mesmo se sobressaltou, olhando perdido ao seu redor até se dar conta de que era apenas Oliver o chamando.
– Boa tarde, o senhor poderia me informar se daqui à alguma maneira de chegar em Starling City? Um ponto de ônibus talvez ... — perguntou o Queen com seu sanduíche já pela metade e com o suco quase no fim, cada um em uma mão. O frentista sonolento lhe respondeu com certa irritação, Oliver pôde notar isso.
– Sim, mas vai ter que esperar. Logo aqui ao lado ... — apontou o homem e Oliver acompanhou o movimento com os olhos avistando um banco longo com uma cobertura logo acima. — tem um ponto de ônibus. Você não vai achar um ônibus direto para Starling City aqui, mas passa um para a cidade mais próxima e lá, que é Gotham. Só que ... bom ... — continuou o homem ajeitando o boné — esse ônibus demora um pouco a passar, na verdade saiu um daqui à uma hora atrás. Daqui a 40 minutos ou uma hora, talvez, você tendo sorte ele passa novamente. Pelo que sempre vejo ele pode demorar até duas horas.
– Duas horas? Oh! — pensou Oliver, exclamando em seu pensamento. Duas horas era um bom tempo a se esperar. Muito tempo na verdade.
– Bom, se é o que tem, que assim seja. Contando que ele venha, já está ótimo para mim. — disse Oliver interrompendo seu próprio pensamento e respondendo ao frentista. Logo em seguida o homem acenou para ele com a cabeça, sonolento e ainda um pouco irritado por ter sido acordado, e Queen mais velho acenou de volta em um sorriso amigável, como se estivesse se desculpando por tê-lo acordado. Oliver caminhou até o ponto de ônibus que se localizava logo ao lado do posto de gasolina e sentou-se no banco, sentindo-se grato por poder relaxar as pernas e então se deu conta de que provavelmente ficaria sentado ali por um bom tempo. Com seu sanduíche e seu suco já no fim, se perdeu em pensamentos. Em lembranças. Seu amigos, Thea, a cidade, a QC, e ... Ela.
Ah... Ela. Felicity. Deus, como ele sentia seu corpo queimar só de imaginar tendo-a nos braços. Ele não queria, de modo algum, que a última memória da mulher que ele com toda a certeza amava, fosse com olhos carregados de tristeza e preocupação. Mas ao menos, antes de sua morte ele pôde expressar, sem medo, que a amava. Ela não retribuiu, é verdade, porém ele podia ver em seus olhos. Seus belos olhos azuis, que ela também o amava. Ou pelo menos fora isso que ele deduzira. Porque de algum modo ele olhou dentro dos olhos e conseguiu ver amor. Ambos estavam ali, como se fossem dois amantes silenciosos se despedindo. Ele viu naqueles olhos, amor. Seu coração falava com o dela, e os olhos dela a denunciaram. Ele tinha quase certeza disso, mas talvez tivesse mais certeza se ela própria dissesse. Mas não mais importava, pois ele estava ali, vivo, e pronto para ela. Não iria afastá-la, ele decidiu. Só iria tentar reconquistá-la. Ele estaria de volta, por todos, e por ela.
– Ironicamente a morte me acordou para a vida.- pensou ele com um sorriso no canto dos lábios.
Ela já correria perigo com ele, mas se não estivesse com ele, quem poderia a proteger? Então, tudo o que sentia era saudades, e continuar com aquele lema de que eles não podiam ficar junto, não ajudaria em nada a matar sua saudade. E ele sabia muito bem como queria matar sua saudade.
Então, ele pegou-se imaginando na boca rosada dela, nos olhos flamejantes de desejo o encarando, as curvas do seu corpo e os cabelos espalhados pelo travesseiro. Minha Nossa Senhora! Só de pensar em estar com ela, tendo-a para si, ele ficara excitado, e um fio de desejo percorreu sua espinha ao pensar em fazer amor com ela. Fazer um bom sexo. Acordar ao lado dela, e vê-la de manhã completamente natural. Muito sexo.
Um barulho de motor alto o tirou de seus devaneios. Olhos na direção do barulho e notou que o ônibus estava próximo. Nem ele percebeu que havia pensado nela durante todo esse tempo. Como ela conseguira roubar todos os seus pensamentos assim?
Acenou para o ônibus para que o mesmo parasse e quando a porta se abriu ele entrou e confirmou com o motorista para onde o ônibus iria:
– Esse ônibus vai para Gotham, certo? -perguntou.
– Sim meu caro. A viajem levará umas três horas ou quatro.
– Bastante tempo. Mas o senhor poderia me informar que horas são? -perguntou Oliver.
– São cinco e quarenta da tarde.
–Ok, obrigado. — Oliver acenou pro homem sorrindo e o motorista lhe devolveu o sorriso. Pagou a passagem e adentrou no ônibus. Enquanto esperava o ônibus não havia reparado que passara uma hora inteira pensando em Felicity.
– É... ela ocupa mesmo meus pensamentos. — pensou Oliver consigo mesmo, sorridente e sentando-se em um banco qualquer.
(Quatro horas depois)
Oliver havia cochilado algumas vezes durante a viajem, o que era irônico, dado o quanto tempo ele ficou em coma e levando em conta que até chegou a morrer no processo de salvar Thea. Não era para estar cochilando, dormira demais. Mas nem se importou. Teve sonhos rápidos com sua chegada em Starling City. Ao sentir que o ônibus parou ele acordou, e viu que o ônibus havia enchido um pouco mais, mas mesmo assim haviam muitos lugares vagos. Perguntou para uma senhora ao lado onde eles estavam.
– Chegamos em Gotham meu jovem. Ponto final. — disse a senhora simpática, de cabelos grisalhos e ar acolhedor.
– Nossa! Muito rápido! — disse Oliver sorrindo de volta.
– Oh, não não. Passaram-se quatro horas de viajem. Foi bem longa. — retrucou a senhora de imediato com uma simpatia contagiante. Oliver sorriu novamente e então perguntou que horas eram.
– Nove e quarenta e cinco da noite, exatamente. — respondeu a mulher olhando para o relógio em seu punho.
– Uau, exatamente quatro horas depois de eu ter embarcado.
–Foi o que eu disse. — respondeu a mulher amigavelmente se levantando para sair do veículo. Oliver devolveu o sorriso e desceu logo em seguida para dar de cara com uma Gotham movimentada.
A cidade era bacana, bonita, e as pessoas lhe pareciam tranquilas e inofensivas. Famílias felizes passavam pelas ruas, pessoas comendo em lanchonetes, alguns casais abraçados e outros andando de mãos dadas, outras pessoas andavam apressadas para algo, e Oliver pôde deduzir que muitas delas deveriam estar atrasadas para o trabalho, pois estavam carregando pastas, papéis e envelopes nas mãos e olhando para o relógio em seus punhos ou em relógios digitais espalhados pela cidade, ao mesmo tempo que falavam com alguém ao celular. Porém no geral as pessoas daquela cidade lhe pareciam viver em um comercial de margarina.
Então começou a perguntar para cada pessoa como ele fazia para chegar à sua cidade natal e conforme as pessoas iam guiando-o, ele chegou à uma rodoviária e não soube ao certo dizer por quanto tempo perambulou até encontrar a rodoviária, que era bonita e parecia suportar toda a população de Gotham ali dentro. O lugar era movimentado e haviam muitas pessoas subindo e descendo de seus respectivos ônibus andando de um lado para o outro. Porém não demorou muito até que Oliver achasse um ônibus direto para Starling. Avistou o ônibus ao longe e correu para que ainda o pegasse antes que ele partisse. Porém não foi o suficiente e o transporte havia saído. Ele se perdeu olhando seu ônibus ir embora e se perguntou se ainda ficaria esperando tanto tempo pelo outro assim como fizera com ônibus que o levou até Gotham.
– O próximo sai que horas? — perguntou Oliver ao despachante torcendo internamente que não demorasse muito. E suas preces foram atendidas.
– Relaxe xará. — disse o homem percebendo o quão tenso o Queen parecia estar por ter perdido o ônibus segundos atrás. — O ônibus para Starling City está quase chegando. Mas preciso que o senhor entre na fila e não a fure como iria fazer na tentativa de pegar o outro que acabou de sair.
Oliver então se deu conta de que havia uma fila para a embarcação, e então espremeu os lábios agradeceu ao despachante. Se dirigiu até a fila não tão grande assim, e esperou. Ao olhar ao redor reparou que em uma pilastra havia uma TV transmitindo notícias do dia. Algo sobre um "Homem Morcego".
POV Oliver
Eu não sabia que uma cidade como Gotham, que parecia um cidade de boneca de tão tranquila aparentemente, tivesse um vigilante. Realmente eu preciso voltar a Gotham outro dia. Outro dia sim. Porque hoje, tudo o que eu quero é voltar para casa.
Enquanto esperava o ônibus foquei minha atenção no noticiário na TV e parece que esse Batman, como a repórter o chamava, era bom e combatia o crime com excelência, mas ninguém sabia quem ele era. Apenas que usava uma roupa que lembrava a um morcego. Engraçado. Muito engraçado. Sorri ao imaginar um homem vestido de morcego, e então na TV, no mesmo noticiário passou um vídeo do tal homem filmado por uma câmera de segurança da rua. E ele lutava contra um trombadinha de rua e sim, ele usava uma roupa de morcego. Logo em seguida a repórter informou que ele havia evitado um assalto ao Banco de Gotham e em outras vezes havia ajudado a polícia a prender criminosos, mas fugia do local logo que a polícia chegava. Nesse lado da história ele parecia comigo. Interessante.
Meus pensamentos foram interrompidos quando percebi que o ônibus para Starling City chegava logo ao meu lado. Senti uma ansiedade percorrer o meu corpo, e fiquei um tanto alegre ao perceber que estaria de volta e rever Thea, Roy, Dig, Laurel, Capitão Lance, e minha Felicity.
Mais uma vez me peguei perdido enquanto dava passos curtos seguindo a fila que caminhava para dentro do ônibus. Perdido pensando em tudo o que eu diria para ela, e como a abordaria meu time de companheiros no combate ao crime. Loucura, tudo sendo irônico. Quando dei por mim, já estava de frente para o motorista, pagando minha passagem e em um surto passivo de ansiedade eu perguntei ao motorista se ia demorar muito para ir para Starling. Ele disse que talvez demorasse entre duas ou três horas. Acenei agradecendo, e fui com um sorriso bobo sentar-me em um banco logo a frente. A felicidade tomava conta de mim, e finalmente eu poderia ver Thea, e saber se ela estava bem e se ela sabia da minha morte. Reveria meus amigos e tentaria retomar a QC de volta para mim. Tracei metas e anotei-as mentalmente tudo o que eu faria para que Oliver Queen continuasse vivo, para que ele pudesse também manter o Arqueiro vivo. Finalmente entendi que eu poderia ter essas duas vidas. Seria mais restrito, mas eu poderia. E vou. Sem Arqueiro não há cidade protegido e nem justiça. E sem Oliver Queen não há Arqueiro.
Primeiro passo, seria Felicity, pois de algum como ela é umas das coisas mais importantes que me mantém vivo.
Céus! Eu preciso daquela mulher. Preciso a ter em meus braços, estar contido, sair para as missões e escutar sua voz pelo comunicador e ao chegar em casa, nos sentarmos e jantarmos como um casal, dormir juntos, acordar juntos. Tomar banho juntos.
–Pare Oliver! Pensamentos impróprios dentro de um ônibus não é muito legal. — me interrompi em uma dura batalha para acalmar meus nervos.
Mas eu estava ali, indo para casa. Voltando, e bem, para mim era tudo o que importava.
(Duas horas depois — 00:30)
Finalmente cheguei em Starling, e não preciso pedir informações as pessoas, pois aqui eu sabia muito bem para onde ia. Eu voltei. Estava em casa, suspirei fundo tomando para meus pulmões toda o ar dessa cidade, sentindo-me realmente vivo, em meu terreno e com um sorriso largo em meu rosto segui caminho. Minha intenção era passar na caverna primeiro, mas não sabia ao certo se meus amigos estariam lá. Eu estava ansioso mas precisava os abordar sem matá-los com um infarto fulminante. Imagine como seria poder ver alguém vindo dos mortos? Assustador certo? Certo!
Mas minha ansiedade estava à mil e quando me dei conta eu estava de frente para a entrada da Verdant que hoje não abrira. Suspirei fundo, percebi que suava e uma emoção tomou conta de mim. Uma loucura! Sem saber ao certo se eles estariam na caverna e sem como me aproximar, senti que minhas pernas se movimentaram em direção a caverna, e eu simplesmente fui.
POV Felicity
Deus, como minhas costas doíam. Sentada aqui sozinha depois da ronda de Dig e Roy dessa noite eu estou tentando ter um minuto de paz mental antes de me levantar e ir para casa, e me jogar no travesseiro, não sem antes tomar um banho.
Tem sido difícil aqui. Oliver morreu e carregou tudo com ele. A cidade estava calma, e Roy e Dig apenas auxiliavam a polícia. Não haviam muitos crimes. Bem poucos na verdade. Eu trabalhava na PT e Ray notara meu ar de desânimo embora eu tentasse forçar um sorriso e uma imagem de que tudo estava bem. Ele dizia que meus olhos diziam outra coisa. Diziam que eu estava triste por algo. E ele tentava me agradar mesmo não sabendo o que se passava comigo. Roy e Dig faziam o mesmo, mas a verdade é que não estava sendo fácil.
Me remexo na cadeira afim de encontrar uma posição que me faria ter as costas menos doídas. Ao fazer o movimento senti novamente uma fisgada em minha coluna. Oh!
Quando Oliver foi lutar contra o demônio eu estava certa de que ele voltaria. Segui normalmente minha vida, trabalha com ânimo, ia ara a caverna ajudar os meninos a fazerem a ronda, comia melhor ... Mas quando Malcom fez o favor de nos contar que Oliver havia morrido, eu venho estado de modo automático ativado. Acordar, banho, trabalhar, caverna, casa, banho e talvez comer para depois dormir. Eu só tinha meu travesseiro como consolo, e minha cama. Dois das duas coisas que eu lutava para me afastar para trabalhar logo pela manhã. O clima era tenso mas Dig tinha a sua família, Laurel tinha ao seu pai e Roy tinha Thea, embora eles não houvessem voltado a namorar, eles passavam mais tempo juntos agora e era constante vê-los conversando. Fora o fato de que ele prometeu proteger a cidade e ela. Thea não sabia que o irmão havia morrido e invetamos a história que ele tinha ido viajar para tentar arrumar uma maneira de resgatar a QC. Por hora isso bastava, pois ninguém tinha cabeça de elaborar um jeito de dizer que ele havia morrido. Depois, quando estivéssemos melhor, faríamos isso.
Movo-me vovamente e deixo minha cabeça pender para trás em minha cadeira, e sinto uma leve dor em minha nuca e minha coluna. Essas dores ... Deus! A quem estou tentando enganar? Essas dores começaram depois que fiquei mais desgostosa com a vida. Depois que soube da morte de Oliver.
Por que? Por que eu não havia dito que o amava também? Porque travei? Burra! Idiota! Estúpida!
E então ouço uma voz na minha cabeça dizendo que eu tinha tanta certeza de que ele voltaria que eu guardei esse "eu te amo" para lhe dizer quando voltasse, e tentar conversar, para nos dar uma chance.
Ouço barulhos e percebo que alguém desce pelas escadas. Imaginei que fosse Roy já que ele havia esquecido o celular em cima da minha mesa. Viro-me para encará-lo e não... não é Roy.
É ele!
–Oliver! — murmuro nervosa com a minha voz falha. Ele parece ter ouvido pois o sorriso que no seu rosto já estava se alarga, e percebo que ele parecia vestido com roupas que não pareciam ser dele, pois não eram de marca, e pareciam um pouco apertadas e gastas, sem contar sua bolsa nas costas e o boné na cabeça que lhe davam o ar de um adolescente voltando da escola.
–Feli... Felicity! — Diz ele, com a voz trêmula por uma alegria visível.
Eu não sabia se aquilo era real. Era muita loucura. Deus! Sou atingida por uma onda de emoções intensas e sinto minhas pernas fraquejarem. Percebo que ele vem em minha direção lentamente como quem se delicia com esse reencontro. Meu coração dispara e sem pensar vou até ele devagar, tentando sentir a realidade.
– Oli...ver? Você está aqui? Vivo? — digo estendo lentamente meus braços para que minha mão direita alcance seu rosto, e quando minha mão o toca... Ah! Era sólido, palpável! Real! Ele estava ali! Sinto meus olhos marejarem e um nó se forma em minha garganta. Ele leva sua mão até a minha e a acaricia devagar.
– Sim, sim Felicity, sou eu e estou aqui. Vivo, e de volta. Aqui Felicity! — de repente seu olhar explode de saudade e ele me olha de forma intensa enquanto eu ainda permaneço estática com a mão em seu rosto. Ele envolve minha cintura com um dos seus braços e a outra mão segura meu rosto com delicadeza. Solto a respiração que não havia percebido que prendi. — Mas antes de te explicar tudo, eu preciso fazer isso.- Diz ele já assaltando minha boca com seus lábios e me dando um beijo casto, cheio de saudade, felicidade, desejo. O beijo é lento, memorável, doce, e nossas línguas dançam de forma divina com sintonia. Sua mão escorrega de minha nuca para minha cintura me apertando ainda mais para si e minhas mão se entranham em seu cabelo ascendendo uma chama em meu corpo. Foi um longo beijo e quando o ar se fez necessário, nos separamos ofegantes e eu sorrio, notando então que tudo era real.
– Oliver, você está aqui. Vivo e aqui comigo! Mas ... Como? Como pode isso? Você morreu! Eu ... Céus... Eu não entendo. — eu disse por fim. Ofegante.
– Estou aqui sim, e vou explicar tudo. — disse ele e nossos corpos ainda continuavam unidos e minhas mãos ainda permaneciam em sua nuca e as dele em minha cintura. Nossas testas estavam coladas e nós sorrisos um sorriso suave e cúmplice e ele se afastou lentamente e pegou pela minha mão, indo em direção a minha cadeira e me levando com ele, fazendo com que eu me sentasse em seu colo.
Sentei-me em seu colo e ele suspirou com um sorriso e eu devolvi o sorriso de alegria. Então ele começou a me explicar com, com seus olhos fixos nos meus. Olho no Olho.
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