Notas iniciais
Oii pessoal, eu já havia postado alguns capítulos dessa história algum tempo atrás, mas por motivos pessoais não consegui termina-la, enfim agora estou voltando para continuar então espero que gostem.

Talvez aos olhos de alguns eu seja rotulada como patricinha por vir de uma família de um médico e advogada de nomes renomados e uma reputação de não me misturar com qualquer um, mas eu não faço isso por causa de dinheiro, na verdade eu nem me importo se alguém tem mais ou mesmo dinheiro que eu, a questão e que eu não tenho culpa se as pessoas com maior poder aquisitivo são as que atendem as minhas necessidades sociais, e é claro não ficam falando apenas de coisas triviais, já que sou uma pessoa extremamente objetiva esse tipo de pessoas me da nos nervos.

Meu nome é Erica eu tenho 17 anos, 1,60 de altura corpo com curvas nada exageradas, mas de darem inveja em qualquer uma, tenho olhos castanhos claro de uma cor quase mel e cabelos lisos da mesma cor só que em um tom mais escuro na altura da cintura, um rosto digno de uma modelo famosa, um currículo escolar impecável e mais algumas outras coisa que não vem ao caso agora.

Meus pais se divorciaram há dois anos por questões de incompatibilidade entre eles, ao menos foi essa a explicação que eles deram para mim e pro Eduardo meu irmão mais novo que tem 12 anos. Eu e o Edu ficamos com nossa mãe e meu pai teve que se mudar não só de cidade, mas de país por causa do trabalho, parece que a família era a única coisa que o prendia nessa cidade. Ele foi para uma especialização médica no exterior então só podemos ver ele através da internet, mas ele promete compensar esse tempo perdido quando voltar. E minha mãe, Elisa, bom minha mãe pareceu levar tudo numa boa até mesmo mais do que eu e o Edu, agia como se nada tivesse mudado, o que não era de todo algo ruim afinal era melhor do que vê-la chorando pelos cantos da casa, mas pensei que ela fosse sentir falta do meu pai já que fora ele quem pediu o divórcio. E como se não bastasse essa atitude um pouco estranha que me fez pensar que as coisas deviam estar muito feias entre meus pais e que não percebi nada, ela conheceu um homem um ano depois da separação, um colega de trabalho. Não sei se sou apenas eu que penso assim, mas quando juntei as peças na minha cabeça a única coisa que eu consegui pensar foi que tinha coisa muito estranha nessa história, um divórcio repentino e pouco tempo depois minha mãe aparece com um namorado que é colega de trabalho dela há anos? De qualquer forma mesmo que eu descobrisse algo não iria mais adiantar de nada, pois eles resolveram se casar. O casamento foi semana passada e ele fez questão de dar uma festa daquelas para agradar minha mãe, e tenho que confessar ele sabe como fazer uma festa ser inesquecível.

David, meu novo padrasto, pode não parecer, mas ele é um cara legal sempre trata todo mundo bem e eu nunca o vi com uma expressão que não aparentasse felicidade, muito educado e claro muito bonito também, estilo galã de novela, mas todas essas qualidades e nenhum defeito aparente me deixa com certa desconfiança, um homem assim é bom de mais pra ser verdade.

Logo após o casamente David se mudou para nossa casa, pois minha mãe preferia assim já que ele havia gastado muito com a festa e não queria que ele se importasse com uma casa nova por enquanto já que a nossa era o suficiente. Com ele veio o filho mais novo, Daniel que tem a mesma idade de Edu, uma vez que a mãe dele havia morrido em um acidente de carro há 3 anos.

Nos jantares e almoços que David nos levou ele já havia falado de uma filha que ele tinha, Micaela, que é um ano mais velha que eu e estava na Europa em um intercâmbio, nunca prestei muita atenção nisso como sempre faço com as coisas que acho que não são relevantes para min, mas deveria, tendo em vista que por causa dessa minha distração acabei não percebendo um pequeno e crucial detalhe. Essa garota teria que voltar desse intercâmbio mais cedo ou mais tarde e quando ela voltasse viria morar com a gente, a princípio não pareceu algo ruim, mas isso apenas até eu perceber que na nossa casa existem apenas três quartos, um para minha mãe e o David, outro para o Edu e o Daniel e um para mim, o que significa que quando ela voltar vou ter que dividir meu quarto o que em todas as hipóteses a ideia de ter que partilhar minha privacidade com outra garota é inaceitável, pode parecer besteira da minha parte, mas meu quarto é meu santuário é o único lugar onde ninguém me incomoda e onde eu posso fazer o que quiser e de repente ter que abrir mão disso vai ser o fim da minha paz, por tanto espero que essa garota não volte nunca.

Era isso o que eu pensava até semana passada quando minha mãe veio me contar que a tal filha do David ia voltar em oito dias. E esse foi o fim da minha vida perfeita e da minha paz, pois o que eu não imaginava era que essa garota não ia apenas tomar metade do meu quarto e provavelmente metade das minhas coisas, mas sim iria deixar minha vida de ponta-cabeça e me fazer perceber que tudo que eu pensava saber sobre mim ou sobre o mundo estavam completamente erradas.