Diário de Rorschach. 26 de setembro de 1985. 10h18min. Pela primeira vez na minha vida eu me sinto em paz. Derrepente as centenas de crianças inocentes sendo espancadas desapareceram junto com os criminosos e a imundice desta cidade. Nova York. É tudo tão tranquilo e só há apenas nós.

Arrumei um emprego de costureiro em uma loja de vestidos. Surpreso pela novidade? Não ela é antiga. Nina continua trabalhando para o Veidt, mesmo o odiando, ela diz que perto dele se sente menos cega, mas isso seria simples demais e eu acho que Nina esta mentindo, mas eu não sei o porquê e isso me apavora.

22h52min. Nina esta atrasada. Muito. Estou sentado no sofá, impaciente, olhando para o relógio simples na parede que a cada minuto me dizia que algo ruim havia acontecido. E aconteceu. Ela ficou completamente louca.

23h00min. Nina finalmente chega. Ela abre e fecha a porta de entrada violentamente, anda de um lado para o outro segurando firme a bolsa ao corpo.

— O que aconteceu?

— Ele tem a data marcada.

— Quem e para que?

— Veidt...

— Não ele de novo não.

— Sí, sí! O extermínio esta com a data marcada. Se ao menos yo pudesse contata-lo.

— Quem?

— Rorschach! Yo invadi a sala de Veidt quando este foi comer e consegui provas do plano dele, deve ser o suficiente.

— Invadiu a sala do Veidt, roubou arquivos dele e pretende entrega-los ao vigilante?

— É. Preciso encontrar Rorschach.

— Você não tem lido os jornais? O Rorschach

morreu.

— No, no, ele esta vivo por ai em algum lugar lutando contra criminosos, tengo certeza de que ele ainda esta por aí. No me diga o contrário!

— E o que te faz pensar isso?

Nina parou de andar de um lado para o outro e sentou na poltrona a minha frente.

— Rorschach salvou mí vida há algum tempo, se ele no tivesse mí ajudado no estaríamos

juntos yo... Yo no teria sobrevivido para te encontrar. No consigo parar de pensar na coincidência dele estar perto quando precisei, de ter chegado a tempo ali perto de mí quando poderia estar a quilômetros... —lágrimas escorrem de seu rosto. —Podem falar o quiser do Rorschach, mas para mí ele es un vigilante e como tal esta sempre guardando a nós, es como un anjo. Voy me deitar, estoy muy cansada. Buenas noches querido, desculpe te preocupar.

Tanta fé.

Mas o Rorschach não vai voltar, não. Rorschach esta em casa agora, finalmente, e em paz.