Pânico na saga
1 Prólogo
Notas iniciais
Casa da Gall — 11h:45
-Vamos Lidy! Já está na hora! — gritou Gal, enquanto jogava as malas na picape da caminhonete.
-Vai com calma “aí” amor. Tenho que devolver este carro inteiro mês que vem — Sthelio com seu sotaque Italiano, com a cabeça para fora da janela, advertiu sua namorada.
No quarto, sentada na cama e olhando fixamente uma foto que segurava em suas mãos, estava Lidy. Até que alguém bateu na porta.
-Vamos Lidy! Estão te esperando — Larissa esperava agoniada do lado de fora do quarto.
-Já estou indo- Lidy passou as mãos nos olhos retirando as lágrimas que se formavam, guardou a foto em sua bolsa de mão, puxou a mala embaixo da cama e saiu correndo pela porta.
Lá fora o sol de 12:00 já se mostrava quando Sthelio ligou o carro. Lidy escalou a parte traseira montando na picape junto com a Larissa, esta usava um chapéu de praia grande tampando quase que por inteiro seu rosto, um short e uma blusa de praia pronta para o sol quente. José correu e pulou sobre a porta se juntando as duas, com seu boné verde musgo e sua blusa laranja do Cap Half Blood, o nariz branco de protetor solar fez Lari rir histericamente.
-Pode ir! — gritou ele, batendo na lateral do carro, e por instantâneo o motorista pôs sua cabeça para fora do carro de novo.
-Cuidado com a pintura, José – disse o motorista.
-Quem já está lá, Josephi?- perguntou Lari de uma maneira manhosa.
-Pilar, Edgar, Bryan e a Jéssica — respondeu em sincronia com o ronco do motor e assim partiram.
Casa da Thayza — 11h:30
-Sai. Sai Tom, sai — Aleff passou correndo enquanto brincava com o cachorro, quase derrubando Bernardo que carregava 5 malas de mão.
-Ei Thayza. Bem que você poderia me ajudar né? — disse Bernardo.
-Seja inteligente meu querido — disse Thayza, enquanto ajudava Bernardo a colocar as malas no chão — Leve duas de cada vez — então pegou duas malas e dirigiu-se para o carro.
-Era isso que eu pretendia fazer... – o garoto pegou as outras três malas e prosseguiu, sentindo-se constrangido.
Já na estrada, dento do carro, Thayza estava mudando a estação de rádio. Bernardo conversava com Catarina no banco de trás e, Marcia dirigia enquanto passava as instruções para os três adolescentes.
-Tia, por que a senhora não vai com a gente mesmo “ein”?
-Porque vou estar de plantão Thayza. Então dona Catarina,preste atenção porque a Thayza vai ser responsável por você — disse apara o banco de trás.
-O quê? — exclamou Catarina pulando no banco — Olha, me deixa com comida e uma arma que eu vou estar mais segura!
-Olha aqui garota — disse Thayza contorcendo-se no banco do carona — Se eu cuido dos meus cachorros, eu consigo cuidar de ti!
-Alguém já está lá?- perguntou Bernardo cortando o assunto.
-Ah... Tem só uns três ou quatro pessoas na casa e a Gall disse que eles já saíram de casa. O resto já estão todos à caminho, menos a Elizandra que ainda tá se arrumando.
-Ela vai com quem?
-Com...- antes que respondesse, um carro atravessou o sinal vermelho em alta velocidade. Marcia freou a tempo de não bater, a freada bruta impulsionou todos para frente. Houve silêncio no carro, todos entreolharam-se, mais para ver se alguém tinha algo para falar do que para verificar se estavam bem.
-Que cara louco! — disse Thayza com a mão sobre o peito esquerdo. Marcia retirou seu terço do porta-luvas, o passou sbre a cabeça e o beijou.
-Calma, estamos todos bem! Rezem uma ave Maria agradecendo e mais cinco para que não aconteça de novo — Disse colocando o carro em movimento de novo.
Cabana do lago do avô do Bryan — 12h:30
Ao abrir a tampa da panela, a fumaça presa ali dentro pulou para fora. Jéssica levou para dentro a colher de pau e passou a mexer o arroz recém feito.
-Ficou bom?-perguntou Pilar.
-Guria, aqui é arroz de qualidade. Não tem como ficar ruim — disse Jéssica.
-Ah tá — Pilar pôs os óculos sobre o balcão e se aproximou da panela.
-Eu comprei comida congelada, não confio na Jéssica — Bryan entrou na cozinha com as mãos no bolso e sua mochila nas costas.
-Vish, minha comida é uma das melhores! E porque tu não vai guardar esta bolsa? – disse Jéssica curiosa.
-Eu já tô indo — e saiu tão rápido quanto chegou.
-CHEGARAM!- Gritou Edgar. Pilar e Jéssica correram para a varanda principal, ansiosas para recepcionar a parte do grupo que acabara de chegar.
Matheus desceu do carro com sua câmera pendurada no pescoço, abriu a porta do Pálio para Elizandra e Nívea descerem. Celo girou a chave o desligando, desceu, e correu para varanda para abraçar Ed e as meninas que vieram os recepcionar. Jeff recolhia as malas que trouxeram. Caminharam pela grama, até chegar à varanda, subiram a escada de madeira que rangia aos seus pés. Na varanda, pássaros empalhados e jarros se espalhavam como enfeites, esta era rodeada com cerca de madeira e um piso de tabuas improvisadas. Após os cumprimentos e abraços, Jéssica chegou próxima as gêmeas Nívea e Elizandra e cochichou.
-Quem é esse guri que chegou com vocês? — perguntou ela curiosa.
-O Jeff? — Perguntou Nívea.
-É! – respondeu ela.
-É o gato da Eli! — Disse Nívea abafando um riso, deixando Elizandra vermelha de vergonha.
-Não. Não. Ele é só um amigo nosso! Para com isso Nívea! Quem já está aí? — Disse Eli tentando se esquivar do assunto.
-O Bryan. E a Thayza tá chegando. Venham conhecer a casa — Jessica empurrou todos para dentro pela porta. A varanda dava acesso para a sala de estar, um amplo espaço com um sofá de 3 metros estendido em cima de um tapete no centro, uma escada em aspiral dava acesso ao andar de cima, além do sofá, havia uma mesa de canto e alguns moveis espalhados pela sala. A próxima parada foram os quartos, ao todo contavam vinte, contendo uma cama de casal e um guarda roupa cada. Todos os objetos de madeira. Conheceram os banheiros, dois ao total, que teriam que dividir durante a estadia de um mês. Conheceram a área de serviço, os quartos e a varanda do andar de cima. O único lugar que Bryan os proibiu de entrar foi em um escritório que possuía três fechaduras no andar de cima, sem questionamento apenas afirmaram que entenderam que o local é proibido.
A alguns metros da casa havia uma escada de 30 degraus que levava a um lago, a mais alguns metros mantia-se um seleiro, quase tão grande quanto a casa. Cada um escolheu um quarto, como eram poucos aqueles que estavam dentro do programa, cada um poderia ter direito a um quarto só para si. Celo, Jéssica e Edgar preferiram quartos no andar de baixo, os demais optaram pelo de cima. Após cerca de vinte minutos, Gall e sua turma estacionaram na frente da casa, a corrida para recepção foi a mesma. Distribuído abraços e beijos para todos, menos por Lidy, que de cabeça baixa passou por todos e se isolou em um quarto no andar de baixo. Edgar se aproximou de Gall enquanto prendia seus cabelos.
-E aí? Como ela estar? — perguntou, preocupando-se em ter certeza que ninguém escutava a conversa.
-É.... está mais ou menos. Espero que este acampamento de um mês venha ajudá-la a relaxar e, quem sabe se distrair- Gall observou o caminho que Lidy havia percorrido enquanto falava.
-É né... Mas, ainda está tudo muito recente... – disse Ed baixinho.
-Sim... todos estamos sentindo falta! Mas, Lidy é a que mas sente. A morte de Lorrany a abalou demais.. —
Notas finais
se poderem comentar, criticar, fico muito agradecido.
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