Puzzled Mind - Um Conflito Comigo mesmo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Naquele pequeno quarto semi-iluminado pela fraca luz da lua, deitado naquela cama macia, bem em encontro das paredes antes brancas, eu estava completamente imobilizado. Aquele mesmo perfume de antes, o mesmo olhar seco, os mesmos cabelos negros e lisos que encostavam em meu rosto e aqueles mesmos lábios que mais uma vez se encontravam aos meus. Aquela mesma mão que descia de vagar da minha garganta até a cintura onde, agora, por de baixo da blusa se encontrava à minha barriga. Eu não queria isso, ou pelo menos pensava não querer, mas de qualquer jeito eu não me movia, ele era mais forte que eu. Eu simplesmente estava nas mão de um idiota pervertido que fazia meu coração bater mais rápido, que de repente jogava minha masculinidade contra a parede e no mesmo instante a matava sem nem mesmo se importar com meus sentimentos, estava eu perdido?
Até tres meses atrás estava eu muito feliz namorando a garota simplesmente mais linda da cidade, a dona dos cabelos dourados perfeitamente cacheados, dos olhos esverdeados mais lindos, fora o corpo de modelo que deixava qualquer um de meus colegas morrendo de inveja. Sim Julianne era perfeita, não só na aparencia mas também na personalidade. Doce, extrovertida, engraçada... Só não imagino o que ela tenha visto em alguém como eu, estatura média, alias ela era até mais alta que eu, nem um pouco engraçado, meio idiota, talvez tenha sido o meu peculiar cabelo naturalmente prateado, mas quem sabe...
Nunca pensei que o final das férias me aguardaria uma surpresa tão grande, como se nem se importassem comigo meus pais queriam me chutar para um internato do outro lado do país. O pretexto? Que eu deveria procurar expandir meus conhecimentos, que estudar nesse famoso internato, que no momento eu nem prestara atenção no nome, seria muito melhor que continuar nessa cidade pequena. Mas minha amada estava aqui, como eu poderia simplesmente deixá-la? Mas claro, a opinião de um mero adolescente de desesseis anos não era válida contra a dos pais.
Tudo o que eu pude fazer foi aceitar a condição, e o mais dificil era como explicar a situação à Julianne, que naquele dia extremamente ensolarado me levara ao parque central. Um lugar que mais parecida um gigante campo gramado, cheio de árvores que eram capazes de formar sombras perfeitas para um piquenique romântico. Estávamos bem de baixo de uma dessas árvores, me jogando contra o tronco bem atras de mim e chegando bem perto de meus ouvidos ela sussura:
-- E ai Jun, o que você quer me contar? — com um sorriso, Julianne lentamente chega perto de meus lábios secos, e me beija
Logo lágrimas começam a escorrer por meu rosto. E depois de muita hesitação eu tomara coragem de contar o que estava acontecendo. Ela pareceu aceitar bem a notícia, melhor que eu pelo menos. Por mais que eu não acreditasse muito nisso, decidimos que iriamos manter um relacionamento a distância.
Na próxima semana já começariam as aulas, e passamos o tempo todo juntos. O embarque era no sábado, duas horas de carro até o aeroporto mais cinco horas no avião, e mais quatro horas de ônibus do aoeroporto até o internato, esse era o planejamento. Na manhã de sábado eu já estava com meu tédio ao máximo, fora o sono, que óbivo além de ter de acordar extremamente cedo, fiquei até tarde enrolando pra fazer as malas. Me despedi de Julianne com um beijo extremamente longo, até meus pais se assustaram, e fui interrompido por um berro do meu pai:
-- Jun, você vai perder o vôo, anda moleque!
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