Puro Desejo
14 Capítulo 14
Notas iniciais
CAPÍTULO 14
Edward POV
Voltando da praia precisei me concentrar bastante na estrada, pois a chuva estava forte. O mau tempo nos fez voltar antes do previsto e qualquer deslize meu poderia acarretar um grave acidente. Apesar de minha atenção estar totalmente focada na estrada, vez ou outra eu olhava para Bella, pois não tinha como controlar meus pensamentos que recaíam nela e nos últimos acontecimentos, fazendo-me pensar no momento que estávamos vivendo.
Isabella fez com que meu coração se abrisse novamente para o amor. Eu deveria ter desconfiado desde o começo, mas minha mente não queria aceitar que eu era capaz de sentir tal sentimento outra vez. Desde a primeira vez em que a vi senti uma força estranha, como se um imã me atraísse para ela. Um aperto no peito como se somente ao lado dela eu pudesse ser realmente feliz. Como se estar ao lado de Bella fosse a coisa certa a ser feita. E eu, tolo, acreditando que toda aquela confusão de sentimentos era apenas tesão, sexo casual, que ela seria mais uma e nada mais. Que ela era como todas as outras. Grande engano...
E, agora estou aqui, com o peito vazio sem meu coração. Porque o deixei com ela, em suas mãos, pois é a ela que ele pertence. É ao lado dela e por ela que ele bate.
Deixei cada garota em sua respectiva casa e segui rumo à minha, pois meu expediente já havia terminado. Apesar de termos voltado antes do dia previsto e dos pais de Bella estarem viajando, o que deixava somente ela e Alice em casa, percebi que ela estava cansada pela viagem. Mesmo que a vontade de ficar ao lado dela fosse imensa, ela precisava descansar e eu precisava voltar para casa. Precisava ver como meus filhos estavam.
Ao chegar, não encontrei ninguém e deduzi que provavelmente Renne deixou as crianças na casa de minha mãe antes de ir para o trabalho. Mesmo ainda sendo fim de semana, e este em especial prolongado em virtude do feriado, Renne sempre trabalhava, pois dava aulas particulares.
Gemi em desgosto ao constatar que teria que ir à casa de minha mãe, pois não gostava muito de ir lá. Ela, sem sombra de dúvidas, além de ser uma pessoa difícil de lidar, era ranzinza e mal humorada. Daquele tipo de pessoa que está no fundo do poço e tem prazer em levar todos a sua volta junto com ela, como se tivessem obrigação moral de sentir o que ela sentia. Mas eu a entendia, afinal nunca se recuperou da separação. Meu pai deixou-a quando eu tinha 15 anos. Saiu de casa alegando não suportar a amargura de minha mãe.
Chegando ao meu destino, as lembranças invadiram minha mente, e eu parei na entrada da casa.
Flashback on
Estudava no melhor colégio da cidade, que possuía condução exclusivamente para transporte dos alunos. Daquelas que não sai antes de todos estarem presentes. E era amigo do motorista, que sempre me esperava quando atrasava. Adorava a vida que tinha, cheia de mordomias, amor e carinho. E, para ajudar, ainda estava namorando a garota dos meus sonhos. Aquela por quem era apaixonado há tempos, e que descobri amar recentemente.
Eu era perdidamente apaixonado por ela. Havia me declarado há alguns meses atrás, no baile do colégio. Ela estava linda. Era loira, tinha um corpo escultural e estava sempre sorridente. Perfeita. E eu, era um bobo apaixonado. Quando nos beijamos pela primeira vez pensei que morreria. Meu coração bateu tão rápido que pensei que enfartaria. Afinal, ela era minha paixão, meu amor adolescente. Sempre procurei agradá-la de todas as formas... com bombons, flores e cartões. Afinal, eu a amava.
Eu e o motorista fizemos um cumprimento típico de homens, com direito a socos e tudo, quando ele estacionou em frente de casa. Despedi-me dele rindo e desci, pois meu estômago já resmungava de fome e eu estava atrasado para o almoço. Pensei que provavelmente mamãe iria me matar pelo atraso, mas eu não resistia quando Irina e eu namorávamos atrás do colégio. E esse foi o motivo do meu atraso.
Assim que entrei em casa escutei a gritaria. Minha mãe estava histérica e meu pai, que sempre foi o mais centrado, dizia que não dava mais. Congelei na hora. O que aquilo tudo significava?
- Não suporto mais essa situação, Elisabeth. Você não muda! – Dizia meu pai.
- Anthony, eu estou grávida, você não pode simplesmente abandonar a mim e a Edward. Ainda mais nessas circunstâncias! – Minha mãe berrava para quem quisesse ouvir.
- Estou deixando você, Elisabeth, e não meus filhos. Só quero viver, e com você eu não vivo. Vegeto. A convivência é forçada, você é cruel, sem coração, mesquinha e egoísta. Eu sempre lhe dei tudo e em troca só recebi críticas. Nunca um incentivo. Você nunca fez questão de alimentar o nosso amor, o nosso relacionamento. Sempre pensou somente em você, nunca em nós, na nossa família. Sempre fez questão de manter as aparências de boa mãe e esposa exemplar. Nada, além disso. Não dá mais, preciso ser feliz e isso é simplesmente impossível ao seu lado. Compreenda...
Atrás da cortina, onde me escondi assim que ouvi a discussão, eu estava horrorizado. Meus pais, que sempre achei que viviam bem, estavam se separando. Então, como meu pai disse, era tudo encenação, jogo de aparências? E agora? Como minha mãe reagiria a essa nova fase?
- Então é assim? Está abandonando a mim e a seus filhos? Pois bem, sairei da sua casa e da sua vida. E não me procure nunca mais. Deixe meus filhos em paz e também não os procure. Você trará ruína para nossa família e nem sequer se importa. Como acha que vão tratar Edward de agora em diante? E eu? Serei uma divorciada! E nossos amigos? O que será do nosso filho, que ainda nem nasceu e já não terá pai?
- Elisa, pare de se importar com o que os outros pensam ou vão pensar. Foi esse seu comportamento que nos separou. Estou indo e mais tarde mando alguém vir buscar o restante de minhas coisas. Logo mais ligo para o Edward. Assim, eu lhe explicarei tudo e assegurarei que independente de qualquer coisa eu sempre serei seu pai, o pai que sempre o amou e vai amar por toda a vida. Explicarei a ele que estou me separando de você, e não dele, dos meus filhos. O nosso relacionamento desgastou, e não meu amor por ele.
Vi meu pai sair de casa com o semblante triste. E, ao olhar para minha mãe, percebi que as coisas nunca mais seriam como antes. Minha mãe era linda, ao menos para mim, mas naquele momento seu rosto era a máscara da frieza. Era como se realmente ela não amasse meu pai. Era como se o que lhe importava fosse somente seu status de boa mãe e esposa exemplar, como meu pai havia dito.
Resolvi aproximar-me dela e tentar consolá-la, embora eu estivesse morrendo de medo de sua reação. Mamãe sempre teve um gênio muito forte. Mas, antes que eu desse o primeiro passo ouvi sua voz.
- Saia detrás dessa cortina, Edward. Escutando às escondidas? Não foi essa a educação que lhe dei.
- Mãe... desculpe-me.
- Poupe-me de seus arrependimentos, filho. É até bom que você tenha ouvido, assim, tem consciência de nossa atual realidade.
- Mas, mãe, por que o papai se foi assim, do nada?
- Ora filho, não seja ingênuo. Seu pai tem outra mulher. Esse é o motivo para ele ter saído de casa, para ter nos abandonado.
Arregalei os olhos, surpreso pelas palavras de minha mãe.
- Mas, nós somos uma família mãe. Ele não pode simplesmente ir embora...
- Mas ele foi filho. E conforme-se. Quero que arrume suas coisas o quanto antes.
- Para onde vamos?
- Para a casa dos meus pais. Não quero viver em nada que seja do seu pai, e o mesmo vale para você.
- Mas, mãe... a casa da vovó é pequena. Eu não terei meu quarto. Por que não ficamos aqui? O papai não disse que temos que sair, disse que vai mandar buscar as coisas dele. Então, podemos ficar. Essa casa também é nossa...
- Eu não quero NADA do seu pai! Ele fez a escolha dele e nos abandonou. Pois que fique onde bem entender. Eu não fico mais aqui. A casa dos seus avós é pequena? Imagine um beco ou um banco de praça e se dê por satisfeito por termos para onde ir. Porque eu não ficaria aqui mesmo não tendo para onde ir.
Lentamente, digeri as palavras de minha mãe e procurei me conformar. Mas jamais iria deixar de ver meu pai, como minha mãe sugeriu a ele quando disse que se afastasse de nós.
Naquele mesmo dia nos mudamos para a casa de meus avós. Lá era tudo muito simples. Acabei dormindo no sofá, pois cedi minha cama para minha mãe. Não me faltava nada, apesar da simplicidade. Mas eu não estava acostumado a ir a pé para o colégio. Sentia falta do meu quarto, meu espaço, minhas coisas. Decidi procurar meu pai, sem que minha mãe soubesse, e pedir a ele uma mesada. Acredito que ele não se negaria, afinal, como ele mesmo disse, ele separou-se de minha mãe, e não de mim, seu filho. E ele me amava, acima de tudo. Tinha deixado isso bem claro para minha mãe. E eu acreditava nele.
Resolvi matar aula e ir até a empresa ver meu pai. No caminho, tentei ligar para Irina e ouvir sua linda voz. Apesar da situação em que minha vida estava pela separação de meus pais e pela brusca mudança em nosso padrão de vida, saber que a tinha ao meu lado me dava forças, me animava e não me deixava entristecer. Mas, seu telefone só dava caixa postal.
Ao chegar à empresa comecei a bater um papo com Carlisle. Ele era segurança particular de meu pai e informou-me que o mesmo estava em reunião. Ficamos jogando conversa fora, falando sobre futebol, até que Carlisle foi buscar uns sócios da empresa que haviam chegado. Subi para a sala da presidência, que era ocupada por meu pai, mas o andar estava vazio e nem a secretária se encontrava. Sentei-me no sofá para aguardar a tal reunião terminar.
Os minutos foram se estendendo e ouvi sussurros, ou melhor, gemidos. Achando aquilo muito estranho, levantei-me e me aproximei da porta, onde se podia ouvir os sussurros e gemidos mais altos. Tomado pela curiosidade, aproximei minha mão do trinco da porta e, percebendo que a mesma estava destrancada, empurrei-a. Se arrependimento matasse... eu teria morrido naquele instante. Minha amada namorada, Irina, estava de quatro no sofá, completamente nua, enquanto era empalada por meu pai. Ela gemia despudoradamente e ele estava em êxtase. Ambos tomados pela luxúria.
Do nada, um filme começou a rodar em minha mente. Então era esse o motivo de meu pai ter-nos abandonado? Era ela, Irina, a garota que eu mais amei na vida, para quem eu, como um tolo, arrumei um estágio na empresa, a outra mulher que meu pai tinha? Eu mesmo a coloquei na toca do lobo!
Tomado pela raiva escancarei a porta e bati palmas para o espetáculo que se passava a minha frente. Meu pai arregalou os olhos, surpreso por minha presença, e a vadia da minha então namorada não moveu um músculo sequer do lindo rosto.
- Filho?! Eu posso explicar...
- Não! Ela vai explicar. Vamos, Irina, o que tem a me dizer?
- Não tenho nada a dizer Edward. Você se apaixonou por mim e eu não tenho culpa disso. Nem tenho culpa se não sinto o mesmo. E outra, seu pai me cativou. E ele é tudo o que eu sempre sonhei. Não vou ficar me justificando para você.
- Então era um homem rico tudo o que você almejava? Dinheiro, nada mais?
- Também. Mas eu e você nunca daríamos certo. Você é um moleque, sem nada a me oferecer. E seu pai é um homem feito e rico. E agora você não passa de um filho renegado. Acha realmente que eu trocaria seu pai por você?
- IRINA! Edward é meu filho e eu não o reneguei. Saí de casa e separei-me de Elisabeth. O resto continua da mesma forma – disse meu pai.
Tomado pela amargura e pela crueldade das palavras da mulher que eu amava, por quem eu era capaz de tudo até aquele momento, despejei neles todo meu veneno.
- Resto? Isso, o resto, eu deixo para ela. Porque o tipo de mulher que você se transformou só viverá de resto, Irina. Ou você acha que será algo mais de alguém além de amante, se prestando a um papel desses, envolver-se com um homem casado e pai de família? E você, senhor Anthony, viverá de solidão. Porque a velhice lhe atingirá em cheio. E essa vagabunda não estará ao seu lado. Ou o senhor acha que ela não fará com você o que fez comigo? Fará sim, e o deixará sozinho quando mais precisar de alguém. Ela não estará ao seu lado, muito menos eu!
- Filho, vamos conversar...
- Não me chame de filho. Eu não tenho pai. É como mamãe sempre falou. Você não merece nenhum carinho nosso. E nunca mais me procure. Nem a mim, nem a minha mãe.
Saí do prédio feito um louco. Sem me conter mais, deixei as lágrimas escorrerem por meu rosto e a amargura me dominar. Então era assim? Eu seria um nada, e os outros teriam tudo?
Aquele dia fatídico me destruiu. Destruiu meus sonhos. Destruiu minha fé no amor. E eu que pensei que amar fosse a coisa mais bela do mundo...
O tempo foi passando e percebi que as mulheres eram meros objetos, afinal todas eram vadias feito a Irina, só serviam para serem usadas. E foi o que fiz durante muito tempo...
Naquele momento me dei conta de que aquele velho temor estava guardado em meu peito. Lá no fundo, mas estava. E tive medo, pois estava amando Bella. Era como se meu coração estivesse esperando o momento exato em que ela o rasgaria, me transformando em nada, mais uma vez me mostrando que todas as mulheres eram como Irina. Vadias e aproveitadoras.
Flashback off
Fui tirado de meus devaneios ao pular de susto com a voz de minha mãe.
- Vai ficar a manhã toda parado aí Ed?
- Desculpe-me mãe. Estava sonhando acordado. – Respondi aproximando-me dela e beijando sua face.
- Você não muda, não é? Sempre um sonhador...
Resolvi cortar logo o assunto, não dando margem para que o passado fosse trazido à tona novamente.
- E os meninos, deram muito trabalho?
- O de sempre. Mas entre, estou preparando cookies para eles.
Acompanhei minha mãe e tentei afastar os maus pensamentos que me atormentavam naquele momento. Bella não era como Irina.
Notas finais
como vc'S tao?
tendo muita pervice?
com essas autoras FODASTICAS como nao ter pervice né?
hahahahahaha
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!
só eu que ameeeeeeeeeeey o cap.?
G-Zuis! abana aqui!
hahahahahaha
booom... quero agradecer a vc'S que comentaram
e a DIVA Elly pela recomendação!
AAAAAAAAAAHH!!! Elly da autografo?? *-*
hahahahahahaha
bom Gentee!!! a Danny mando eu passar aqui o link da comu dela!
onde vai ser postado
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=116720910
aaaaaaaaaaahh!
e eu&ela queremos mais coment'S
e recomendações sim? *-*
isso é um ótemo combustivel pra ela!
amo vc'S TODAS! *-*
Beejos!^^
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