Puro Desejo

31 2ª Temporada Capítulo 31


Notas iniciais
N/B: nos vemos lá em baixo anjos! *-*

2ª Temporada

CAPÍTULO 31

É extremamente difícil conceituar o mundo quando não sabemos definir a nós mesmos. A incógnita da vida é aumentada a cada dia em razão de sua interligação com o destino. O que será do amanhã, se não sabemos o que será do hoje?...

A vida pode ser uma roda gigante, que no seu constante girar nos faz viver sempre a mesma coisa, sempre a mesma rotina. A vida também pode ser uma montanha russa em seu melhor estilo. E, aí sim, não há como saber o que esperar dela, pois são as emoções que estão sempre no controle, tornando as curvas perigosas e nos deixando de ponta cabeça, nem sempre nos trazendo de volta da mesma forma em que entramos nela.

E, é assim que eu vejo a minha vida agora. Minha montanha russa está prestes a entrar na curva mais perigosa, e eu já não sei mais o que fazer. Dizer que estou sofrendo seria paliativo, já que eu simplesmente morri. Não há vida dentro desse coração que insiste em bater. É como se eu estivesse à espera da eutanásia. Como se eu esperasse que alguém escolhesse por mim e acabasse com meu sofrimento.

As lágrimas já quase secaram e a dor, que já foi tão intensa, hoje adormeceu. Mas, a simples menção do nome dele faz com que a ferida se abra novamente e aumente, e que algumas lágrimas ainda teimem em escorrer. E, secando essas lágrimas teimosas em frente ao espelho e olhando para a protuberância em meu corpo, eu sorrio. É como se entre tanta dor, houvesse morfina injetada em minhas veias.

FLASHBACK ON

Deitada em posição fetal eu chorava na tola tentativa de esquecer. Mas, o esquecimento nunca chegava e eu desejava com todas as minhas forças que a cama me abraçasse e dissesse que tudo aquilo não passava de um terrível pesadelo do qual eu logo acordaria, vendo-o ao meu lado e sorrindo. Ledo engano. Minha vida, que naquele momento era uma terrível enrascada, só iria piorar. A dor que rasgava meu peito fazia com que minhas entranhas tremessem de dor. Meu choro era um ciclo constante, onde hora as lágrimas vinham como uma enxurrada, hora secavam e novamente vinham com força total. Os soluços do meu pranto eram melodia para os meus ouvidos. Eu sentia e suportava toda a tristeza e dor que poderia ser infligida a uma pessoa.

Ouvi ao longe meu pai gritar por mim, mas a dor e o torpor me impediam de responder. Os gritos foram aumentando e, reunindo as forças que nem eu mesma sabia ter, levantei-me e, com as roupas amarrotadas, desci as escadas, desejando que fosse qual fosse o assunto, papai deixasse para outro dia.

Eu estava fraca e, além de chorar bastante, o nervoso pelo qual passei acabou por me deixar algumas horas ajoelhada em frente ao vaso sanitário, vomitando tudo aquilo que não comi nas últimas horas. Consequência das emoções.

Assim que comecei a descer as escadas avistei meu pai na sala, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado. Mau sinal. Quando faltavam três degraus para que eu terminasse de descer uma vertigem me atingiu, e eu sentei-me num degrau. Meu pai, assim que me viu naquele estado, despejou sobre mim as palavras mais duras que já ouvi em toda minha vida.

- Você demorou, e eu preciso lhe dizer algo. Sabe, eu trabalhei duro em minha vida para ter o patrimônio que tenho hoje. Te dei o que nunca tive. Você era o meu bibelô. Eu nem sequer fiquei frustrado ou obcecado pelo fato de não ter tido um filho homem, porque o amor que eu sentia por você me completava. Mas, de todas as besteiras que você já fez na vida, essa foi a pior. Extrapolou todas as barreiras da idiotice. Você me fez repensar muitas coisas. E, uma dessas coisas, é que foi um erro deixar você nascer...

- ARO!

Mamãe o repreendeu e eu estava estática, assimilando as palavras proferidas por meu idolatrado pai naquele momento de tensão.

- Calada Esme. Sua omissão e seu apoio nos momentos inoportunos fizeram dessa garota o lixo que ela é hoje.

Arregalei meus olhos. Meu Deus, o que mais falta me acontecer? Ou melhor, que diabos aconteceu para que papai esteja assim, descontrolado e ofendendo-me desta maneira?

- Pai, juro que não estourei o cartão de crédito. Na verdade, faz alguns dias que não o uso. E, seja qual for o problema, eu resolvo. Só me diga o que está acontecendo.

- Ah, você quer saber o que está acontecendo? Pois eu lhe digo: um erro, inestimável, felizmente reversível. Você, um erro meu e deu sua mãe, andou pelo lado errado da vida. Não criei você para vê-la se transformar no que é hoje. Olho para você e sinto repulsa, nojo, de ver como aquela criança tão amada se prestou a esse papel sórdido.

- Céus... pare de me ofender e diga o que está acontecendo com todas as letras. Eu não entendo. Me dê ao menos o direito de defesa.

- Defesa? – Ele soltou uma risada amarga. Era nítido que no fundo meu pai sofria. E eu desejava saber o motivo. – Você já está condenada, garota. Eu não consigo, não aceito que a minha menina tenha se transformado numa vadia igual a muitas que vejo nas ruas. A diferença é que as outras muitas vezes agem dessa forma e fazem o que fazem para sobreviver. E você, fez por que mesmo, hein Isabella? Por falta de caráter?

- Mãe, por favor, me diga o que está acontecendo?

Mas, antes mesmo que minha mãe tivesse a chance de abrir a boca, uma folha de papel foi atirada em minha face, fazendo com que o papel cortasse meu rosto. Assustada com a atitude do meu pai, abri o papel e quase caí dura no chão. Lá estava o motivo de tudo, do choro constante, dos enjoos, das vertigens e, principalmente, da fúria do meu pai. Respirei fundo, busquei força em meio a minha fraqueza e ergui meus olhos, tentando a todo custo ter coragem de enfrentá-lo.

- Juro que eu não sabia. Mas o fato de eu estar grávida, mesmo eu sendo muito nova, não é motivo para ser chamada de vagabunda.

Antes mesmo que eu argumentasse em minha defesa, recebi uma bofetada no rosto. Por reflexo, levei minhas mãos ao meu ventre e encarei, perplexa e magoada, o homem que para mim sempre foi meu ídolo.

- Não venha com cinismo para cima de mim, garota. Eu sei que o pai dessa criança é o Edward. – Congelei. Como assim, ele sabia? – Também sei das barbaridades a que você se prestava com ele. Você percebe a que nível você chegou, Isabella? Dormindo com um homem casado, se aventurando na beira de um vulcão prestes a explodir com um Zé Ninguém que não tem futuro e nem amor por você. Você tem noção de como fiquei quando Benta me disse que a viu de joelhos diante dele, chupando-o, dentro da casa dele e com a mulher dele lá? Diga-me que espécie de vadia você é e me responda o porque de ter aceitado esse papel tão desprezível.

Minha garganta estava seca. Meu Deus, como assim? Todos já sabiam? Eu, tola, pensei que sairia dessa história imune e agora carrego uma parte dele dentro de mim. E meu pai, sem sombra de dúvidas, deseja me matar.

- Pai, eu juro que não foi de caso pensado. Aconteceu, mas não vai mais se repetir. Eu juro, nunca mais vou vê-lo. Posso ir embora para a Itália e ter o bebê lá. Ninguém vai saber. Eu só te peço um tempo e tudo vai se resolver.

- Seu tempo acabou, Isabella. E meu amor de pai também, você não percebeu? Eu jamais aceitarei isso que você carrega dentro de você. E muito menos irei alimentar e vestir o fruto de um erro, de um equívoco. De agora em diante você aprenderá a andar com suas próprias pernas e sem nenhuma ajuda minha.

As lágrimas banharam meu rosto. As palavras nunca foram tão duras e destrutivas. Meu pai estava me massacrando no momento em que o que eu mais desejava era ser consolada.

- Pai, nós não temos mais nada. Não suporto imaginar um dia voltar a vê-lo. Sei que errei, mas... – engoli o choro, solucei algumas vezes, respirei fundo e voltei a encarar meu pai – mas eu só tenho vocês. Eu não posso cuidar de uma criança sozinha. Eu preciso da ajuda de vocês. Então, por favor, me ajudem...

- Você poderá ver alguma misericórdia de minha parte se abortar essa criatura indesejável. Você mesma ressaltou que é jovem. E eu não suportarei vê-la grávida dele.

Arregalei os olhos num misto de medo e dor. Era isso mesmo? Abortar meu bebê só porque as pessoas comentariam a respeito? Antes mesmo que eu respondesse vi que Alice descia as escadas chocada. E, assim que chegou até nós, começou um bate boca que rapidamente se transformou numa briga séria.

- Tio! Quero acreditar que o que acabei de ouvir o senhor dizer é um terrível pesadelo. O senhor está pedindo para a Bella fazer um aborto, é isso mesmo?

- Alice, faça-me um favor e não se meta. Esse assunto é doloroso demais.

- Eu sei, mas é uma vida...

- Indesejada. Eu não tolero ou aceito esse ser. Ele tem que morrer.

Foi a deixa que meu coração precisava...

- Nunca! Eu não posso, pai. Prefiro morrer a me livrar do meu bebê. Eu te entendo, sei que está sofrendo pela decepção que lhe fiz sofrer, mas o bebê não tem culpa das minhas burradas.

- Então essa é a sua decisão? Pois bem. SAIA da minha casa e não olhe para trás. Mas, saia sem nada, sem amparo algum e do jeito que está, com a roupa do corpo. E, por favor, tire o Cullen do nome. É vergonha demais para a minha família. Não nos procure. Não quero ver essa coisa. Suma das nossas vidas. Você tem dez minutos para desaparecer, Isabella.

Imediatamente as lágrimas cessaram e o medo me assolou. Mas meu orgulho falou mais alto. Engoli a vontade de xingá-lo e ergui a cabeça, encarando a todos na sala, mamãe, Alice, Benta – a traidora, e ele. De roupas amarrotadas, sem agasalho e descalça eu saí da casa dos meus pais magoada, destroçada, sem coração e pedindo a Deus misericórdia e uma segunda chance...

O fato de eu estar descalça fazia com que o chão molhado machucasse um pouco meus pés. Andei sem rumo, algumas horas pensando que não conseguiria sustentar meu corpo sobre as pernas. Na verdade, eu ansiava por um milagre. Andei sem destino até que a fome me atingiu. Mas eu não tinha nenhum tostão, já que nem bolsa eu havia trazido. E meu orgulho impedia-me de pedir. Os pingos de chuva aumentaram e a força deles machucava minha pele sensível. Preocupei-me com o bebê, pois ficar horas sem comer não me faria bem. Foi quando um carro estacionou próximo a mim e meu anjo particular apareceu.

- Ei, Bella! O que houve, querida? Por que está assim, toda maltrapilha?

- Tio Charlie... – desabei em lágrimas e fui acolhida por braços quentes em meio à tormenta. – Papai me colocou para fora de casa com a roupa do corpo.

- Céus! O que você fez, querida, para que Aro tenha se descontrolado dessa maneira?

- Estou grávida, tio. Sei que foi precoce, mas aconteceu e papai não aceitou.

- Venha, vou levá-la para minha casa até a poeira baixar, querida. Deve ter sido um baque para seu pai, mas vai passar, tenha fé!

A casa do meu tio não era nenhuma mansão como a dos meus pais, mas naquele momento, e para mim, era um palácio. Ele me levou ao velho quarto que pertenceu a minha mãe, onde haviam algumas roupas antigas que, felizmente, me serviram. Tomei um banho quente e quando saí do quarto, já vestida, quase me ajoelhei aos pés do meu tio. A mesa estava posta com sanduíches, chá e pão de queijo. Sentei-me à mesa e comecei a devorar tudo como uma pessoa mal-educada. Titio aconselhou-me a tomar o chá já que o tempo estava bastante frio e a chuva que tomei poderia ter baixado as defesas do meu organismo.

PV Alice.

Cada um entende e trata da sua própria dor. Mas, torturar aquele que lhe causa a dor nem sempre faz com que ela cesse. Meu olhar, antes cheio de raiva, agora era de pena para o meu velho tio. Um homem forte, que trabalhou a vida inteira para ter o patrimônio que tem, que me acolheu como uma filha de verdade, estava destroçado. Seu semblante era o de um homem torturado, esperando a visita da morte com sua foice afiada. A cena, realmente, era de dar pena.

Todos os meus pensamentos estavam voltados para a figura frágil que foi expulsa de casa precocemente e com uma criança no ventre. O que será da minha prima agora, quando a única pessoa que eu pensei que lhe ajudaria agora na verdade é um traíra? Embora Jasper tentasse tirar de mim a mágoa que sinto dele, não havia mais jeito. Eu não suportava mais ouvir o nome Masen. Porque ele, de todas as besteiras que já fez, se superou brincando com os sentimentos de Bella. Essa foi a pior besteira que aquele cafajeste já fez.

E agora ela estava com toda aquela carga emocional e sem ninguém por perto. No momento eu ainda não poderia ajudá-la. Embora tivesse algumas economias eu era sustentada pelo meu tio. Mas isso não era tudo que importava agora. Eu precisava saber onde ela estava. Eu tinha que achá-la, levar-lhe algumas roupas e ampará-la.

No fundo, tudo isso era culpa minha. Se eu não tivesse apoiado esse relacionamento tosco Bella não estaria passando por nada disso. E, como um clarão, me veio à mente a imagem do anjo que não pensaria e muito menos questionaria em salvá-la. Corri para o quarto dela procurando seu celular e o encontrei jogado em cima da escrivaninha. Procurei por ele em sua lista de contatos e em menos de dois toques ele atendeu.

- Fala logo o que você quer, sua sem coração.

- Damon, sou eu, Alice.

Ouvi um suspiro do outro lado da linha.

- O que houve? Cadê a Bella?

- Você precisa ajudá-la.

- Ah é? Ela se meteu em alguma enrascada e agora lembra que eu existo? Ah, quer saber? Manda ela ir se da...

Mas, antes mesmo que ele terminasse, despejei de uma vez só.

- Damon, ela está grávida!

- Como?

- Isso mesmo que você ouviu. Bella está grávida. Meu tio descobriu e a colocou para fora de casa com a roupa do corpo e descalça nessa chuva.

- FDP! Como ele pode ter feito isso com ela? Ele é pai ou o que? Céus, onde ela está Alice? Me diz, pelo amor de Deus.

- Não sei Damon. Por isso estou ligando para você. Encontre-a, por favor. E passe aqui em casa, vou te entregar algumas mudas de roupa. Por Deus, eu sei que tivemos nossas desavenças, mas você é o único que pode socorrê-la. A língua desse povo vai destroçá-la. Ajude-a, por favor. Temo por ela e pelo bebê. Ela saiu daqui pálida demais.

- Vou encontrá-la, Alice, não se preocupe. Vou cuidar dela e jamais deixá-la. Vou assumir o meu filho e quero ver se alguém vai ter coragem de falar alguma coisa.

- Como assim?

- Isso mesmo que você ouviu Alice. O filho que a Bella espera é meu a partir de agora.

Notas finais
N/A:
o.O
E aew meu povo, até que eu nem demorei né?? Rsrsrs
Meuuuuu deus que capitulo foi esse?????
Aro revoltadoo, Bella humilhada, Esme omissa
Benta FDP e Alcie se sentindo culpada...
Mas quem fechou com chave de ouro foi o Damon né?
Alguém aiii adivinha o que vai acontecer, o que será deles e dessa criança??
E o Ed cadê?? São tantas perguntas né?? #autoramá
Entãoo comentemmmmmm e recomendem...
To de férias, talvez ou cap saia em 15 dias ou não
Quero que vcs deem uma passada na minha mais nova fic, meu novo xodó que tenho o prazer de escrever com a Maah.
Gentem minhas fics são postadas no nyah, algumas no Orkut e outra no fanfiction
É escrita por mim, quando não estou em parceria , revisada pelo Hugo e postada pela super Mandy aquii.
Beijosssss e quero comentss