Puro Desejo
32 Segunda Temporada Capítulo 32
Notas iniciais
tá um frio do caramba aqui! D:
meus dedos estão congelando!!
hahahahaha
nos vemos lá em baixo nesse cap. perfeito! *-*
CAPÍTULO 32
PV Damon
Eu sempre soube que essa loucura acabaria em merda. Mas, nunca imaginei que Bella pudesse ser tão ingênua. Notei logo de início as trocas de olhares entre eles e sempre soube que ele não teria chance. Mas, com o tempo os olhos dela transbordavam de paixão e perdiam o foco quando o viam. Mau sinal. Eu a estava perdendo.
Nossa primeira briga foi uma catástrofe. E eu, embora tivesse a arma exata para derrubá-la, nunca o fiz. Eu a amava, sempre amei a menina que me arrancava suspiros toda vez que nos encontrávamos no parquinho. Um dos dias mais felizes da minha vida foi quando ela aceitou namorar comigo. Em seguida, tivemos nossa primeira vez. Sempre fui um cara diferente quando estava com ela. Sempre no controle, ela fazia comigo o que bem entendia.
Mas, a amargura me dominou quando vi que a tinha perdido para ele. Mesmo ela me dando esperanças, sempre soube que nada seria como antes. Eu sabia, tinha certeza. Nossas brigas desgastaram nosso relacionamento, mas meu amor por ela permanecia intacto. E, em nome desse sentimento bom que sinto por ela, serei capaz do ato mais altruísta de toda minha vida. Não posso deixá-la, principalmente quando todos lhe viraram as costas. Ela é parte de mim, como sempre foi, e chego a me assustar com a intensidade dos meus sentimentos por ela. E, principalmente, me assusto com a intensidade dos sentimento bom que sinto por essa criança. Agora, meu filho.
Dirigi feito louco pelas ruas de Forks. Eu preciso encontrá-la. Se algo de ruim acontecer a ela eu jamais perdoarei Aro por isso. Insana... foi a atitude dele. Ele foi fraco, não precisaria ter feito isso. Bella é sua única filha. E desampará-la nunca foi a melhor tática.
Olhei pelo retrovisor e vi que o carro de polícia me seguia. Droga. A última coisa da qual eu preciso agora é de confusão com o chefe de polícia. Estacionei o carro e esperei o sermão que viria.
- Desça do carro, garoto.
- Bom dia chef...
Mas, antes mesmo que eu terminasse de descer e cumprimentá-lo, recebi um soco daqueles no rosto. Cambaleei e, sem conseguir me firmar, pois não esperava por isso, acabei caindo no chão. Vi de relance que ele me atacaria novamente e levantei as mãos, em sinal de rendição.
- Ei, Charlie, ficou maluco? Ou quer me matar?
- Calado. Isso é por você ter engravidado a minha sobrinha.
- Você viu a Bella? Sabe onde ela está? Estou feito louco atrás dela.
- Você vai assumir o bebê?
- É claro que vou, chefe. Na verdade, eu não sabia. Foi Alice quem me contou que eu vou ser pai – respondi, fingindo estar magoado.
- Céus... essas crianças de hoje em dia. Duas crianças que geraram outra criança. Levante-se, rapaz. Bella está em minha casa. E muito debilitada, devo acrescentar.
- Eu preciso falar com ela. A sós, chefe. O senhor se importa?
- Não. Mas, não a faça chorar e não a iluda. Senão, eu lhe castro.
Engoli em seco.
- Sem problemas, chefe. Eu só quero conversar para resolvermos nossa vida.
Entrei no carro, ainda meio zonzo. O chefe tem uma direita inesquecível. Dirigi devagar e estacionei em frente à pequena casa branca. Respirei fundo... era loucura a minha decisão, mas, para mim era o certo. Eu amava demais aquela garota.
Toquei a campainha com o coração na mão. E se ela me rejeitasse novamente? Ela sempre foi tão orgulhosa...
- O que você está fazendo aqui? Veio rir da minha desgraça?
Foi exatamente com essas duras palavras que fui recebido.
- Pois então me diga, Bella. Qual a sua desgraça?
- Aos olhos do meu pai a maior desgraça é estar grávida.
- Nunca mais diga que nosso filho é uma desgraça...
- Nosso o que?
- Nosso filho, Bells. Estou muito decepcionado com você. Como você descobre que está grávida e não me comunica?
Vi claramente ela puxando o ar com força e me alarmei. Será que ela passaria mal?
- Entre, Damon. Precisamos conversar.
Entrei meio cabisbaixo e com medo da rejeição. Mas, guiado por meus sentimentos, resolvi despejar de uma vez.
- Não! Você não tem opção, Bella. Fiquei em choque quando Alice me ligou. Sempre soube que isso terminaria mais cedo ou mais tarde. Mas, nunca imaginei que seria assim. Passou... e eu nunca irei abandoná-la. Eu te amo desde criança. E será assim para sempre. Não vou virar as costas para você. Principalmente agora. Estou aqui para te estender a mão.
Surpreendendo-me, ela se atirou em meus braços. Tão frágil... mesmo se fazendo de durona, ainda era a menina magricela por quem me apaixonei. E, por ela eu faria qualquer coisa.
PV Bella
Dizem que quando a vida lhe fecha uma porta, Deus vem e abre uma janela. Talvez essa janela seja a minha chance de redenção. Dizer que estou surpresa é pouco ante o turbilhão de sentimentos misturados às minhas lágrimas. Posso dizer que meu príncipe em seu cavalo branco surgiu para me salvar de mim mesma.
- Não sei o que lhe dizer, Damon. Estamos falando de um bebê. Seus pais vão te matar, não aceitarão. E, ainda tem essa cidade. Todos apontarão o dedo para mim e não sei se posso suportar tudo isso.
- Fique tranquila, eu pensei em tudo. Antes de sair eu disse a minha mãe que tinha te engravidado. Ei... acalme-se. Temos tempo. Aos olhos de todos somos namorados e esse bebê é nosso. O depois a gente deixa para depois. Vamos para outro país. Você vai estudar e eu te ajudo com a Lô. A gente se ajeita e...
- Calma, Damon. Respire. Quem é Lô?
- Ah... – ele ruborizou e eu sorri. Poucas vezes na vida o vi tão tímido. – Lô é o apelido da nossa filha. Porque é menina, eu tenho certeza. E Lô era o apelido da minha avó. Você se lembra da vovó Lô?
- Como poderia me esquecer? Sua avó sempre deixava a gente fazer todas as travessuras. E sempre nos protegia depois. A dona Lô era uma figura... como era mesmo o nome dela?
- Louise Salvatore.
- Lindo nome. Prometo que se for menina será Louise. Em homenagem a sua avó.
- Obrigado Bells. Fico honrado com isso. Então, onde estão suas coisas? Você vai lá para casa comigo.
- Calma Damon. As coisas não são assim. Antes de tomar qualquer atitude, eu preciso te dar a chance de se livrar dessa loucura toda em que minha vida se transformou. O bebê não é seu, Damon. Nós não namoramos mais. Eu sei que o momento é delicado, mas eu não preciso da pena de ninguém e sim de apoio.
- Eu te darei tudo, Bells. Meu apoio, minha força, meu amor e principalmente minha amizade. Eu sei que o bebê não é meu, e eu faço qualquer coisa por você, porque sei que a recíproca é verdadeira. Nos conhecemos desde sempre e você é um pedaço de mim. E isso não vai mudar, durará a vida inteira.
- Eu não posso amá-lo como homem, Damon. Meu coração já foi sacrificado demais. Amarei somente esse bebê e pronto. Quero que você entenda...
- Bella, entenda você. Eu não quero amor. Quero companheirismo, aconchego, e minha melhor amiga. Mesmo que eu a ame demais, mais que tudo, preciso ao menos tê-la por perto. Serei compreensivo, eu prometo. E o melhor pai que sua filha poderá ter...
- Você é minha luz no fim do túnel, sabia? – Declarei sorrindo e o abracei fraternalmente. Ele sempre será essa pessoa com um coração enorme.
PV Renne
Escorada nas paredes engorduradas do refeitório do colégio a mulher, de aparência suspeita, tentava a todo custo se equilibrar em seus novos saltos. Os sintomas eram fortes. Por pouco a vertigem não a levou direto ao chão. Sentando-se na cadeira, pediu uma soda gelada para conter a ânsia de vômito. Já estava assim há uma semana e sabia que aqueles sintomas não enganavam ninguém. Como contar a seu marido? Logo agora que sua vida estava sendo empurrada para a borda de um precipício e tudo estava de pernas para o ar? O marido estava vegetando, os filhos continuavam demoníacos, e ainda tinha “ele”.
Ela precisava ligar, perguntar como ele estava. Desde o último encontro ela ansiava em contar-lhe a novidade. Queria saber também as atitudes que ele tinha tomado. A outra não poderia sair impune de tudo. Se ela não existisse, tudo seria mais fácil. Maldita Isabella. E pensar em Bella fez com que a ânsia voltasse com força.
Tomou o resto da soda e tentou ligar para “ele”. Mas, caiu na caixa postal. Impossibilitada de dar a última aula, dispensou os alunos e foi direto para casa. Durante o trajeto, um filme passou em sua mente.
Seu casamento. Sua paixão avassaladora por um companheiro mais novo. Suas armações para engravidar e prendê-lo a si. Como espantou as amantes que ele arrumou e como ficou embasbacada quando descobriu que a menina Cullen era uma vadia de marca maior.
Chegou ao degrau de entrada de sua casa e respirou fundo. O clima era pesado. O marido não se esforçava para viver, não reagia. Simplesmente bebia e ficava calado num canto, taciturno. Assustada e com medo que ele surtasse, sempre evitava grandes conflitos. Mas, hoje era dia de conflito, de briga, e seria das grandes. Quando ele descobrisse a verdade tudo desmoronaria. Mas, ela tinha a ajuda “dele”. Em pouco tempo Forks nunca mais saberia do paradeiro de Isabella Cullen...
- Edward! Tem mosca no seu prato. Eu não acredito que você não almoçou.
- Não tenho fome.
- Você não come há três dias! Quer adoecer de vez? Se você não quer comer por si próprio, ao menos o faça pelos nossos filhos.
- Renne, me deixe em paz. É só o que te peço.
- Trouxe algo para você. Foi “ele” quem mandou.
- Seja o que for, jogue fora. Não quero nada, já disse.
- Você não quer mas você precisa. E, quer saber? Tenho uma surpresa.
- Pois então diga logo e suma. Até sua voz me desanima.
Olhando para aquele que um dia foi um lindo homem e hoje não era nada mais que um homem atormentado por sua própria dor, ela despejou:
- Quando você esteve doente, com aquela gripe forte, você se lembra? Você teve muita febre e eu estava ao seu lado, sempre cuidando de você? Pois bem, numa noite, durante a madrugada, você me atacou, me beijou com loucura, me chamou por... Bella. Foi ali que suspeitei de tudo. Mas, delirando de febre e sobre o efeito dos remédios, acabamos transando. E, hoje eu descobri que estou grávida de novo, Edward. Embora você tenha dito com todas as letras que vai me deixar e que não suporta mais nosso casamento, tenha em mente que você não pode me abandonar com uma responsabilidade desse tamanho.
Edward a encarou em choque. Seus olhos nublados estavam sem foco, como se ele estivesse momentaneamente cego. Cego talvez de raiva...
- Sabe, Renne, minha vida acabou no dia em que me apaixonei por Isabella. Porque eu sabia que no fundo nunca me livraria de você e que perdê-la seria como perder metade de mim. O que me consola nessa armação toda é ter meus filhos. Não precisa ficar constrangida, “querida”, eu ainda serei um bom pai. Mesmo odiando a mãe dessa criança com todas as minhas forças.
- Eu sinto pena de você. Amou tanto e desistiu na primeira prova de fogo? Pois saiba que ela não o quer. Você não serve para ela. Ela é mimada e você sempre será inferior a ela. Se enxergue. O pai dela não te aceitou. Você é um Zé Ninguém. Reclama de mim mas eu te amo como você é. Não te cobro nada. Acorde para a realidade. Se ela o amasse tanto não estaria viajando hoje, em lua de mel, com o herdeiro dos Salvatore.
- Ela... eles se casaram?
- É claro que sim. O que você queria, hã? Depois de tudo isso, ela nunca mais olhará na sua cara. Entenda que vocês são como óleo e água. Não se misturam. Aceite a realidade e talvez você seja mais feliz, querido.
- Minha realidade são meus filhos. E, foi pelo amor que sinto por eles, e por mais ninguém, que cedi à porcaria da chantagem. Mas, um dia você e Aro pagarão caro por tudo que fizeram. Pelo egoísmo de vocês. Vou sair. Olhar para sua cara faz com que seus sintomas passem para mim e eu enjoe. Eu não suporto mais você, Renne. E, um dia, me libertarei...
E, saindo enraivecido, Renne viu o homem transtornado e doente de amor correr pelas ruas de Forks, na intenção de que a chuva e o vento levassem embora um pouco do amor que sente por Bella...
Notas finais
Oii girls quantas revelações hein?? E essa gravidez do nada? A coisa vai pegar fogo
Espero que gostem e comentem bastante e quem sabe eu n mereça umas recomendações???
Gente passem no meu perfil e leiam minha fics, Pecado Original e A arte do sexo esperam por vc
Apreciem com moderação =D
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