Pura Provocação
1 Prólogo
Notas iniciais
Essa ideia de fic veio do nada na minha cabeça, sério! Estava fazendo um monte de nada em casa, quando de repente me lembrei de um texto que li falando sobre metamorfomagos serem mais susceptíveis a sentimentos. Comecei a escrever na hora e... estamos aqui.
Espero que gostem!
P.O.V Teddy Lupin
Não é fácil ser um metamorfomago. Digo isso por experiência própria.
Nossas emoções são exageradas e demora bastante até conseguir controlar a cor do cabelo. Sim, elas nos denunciam. Se estou com raiva, os fios tomam uma tonalidade vermelho brilhante. Se estou triste, eles ficam azuis e opacos. Mas o pior de tudo. Se estou apaixonado, eles se tornam rosa. Descobri isso de uma maneira horrível. Foi quando vi Victoire Weasley pela primeira vez.
Era natal. A família toda ia para a casa dos Weasley, inclusive eu. Meu padrinho iria me pegar na casa dos meus avós maternos, como fazia todos os anos. Estava bem arrumado, vestia calça jeans escuras e uma camisa social em um tom de verde mais claro. Minha avó havia me sentado em frente à sua penteadeira para arrumar meus cabelos e só para irritá-la, a cada vez que passava a escova, eu mudava a cor deles.
Por fim ela me olhou e pediu que eu mantivesse o verde escuro para combinar com a roupa. Coisa de mulher. Como um menino de 10 anos bem educado, decidi mantê-lo no azul que sempre usava no mundo bruxo.
Na escola trouxa em que frequentava eu tinha que me controlar ao máximo para não tingir meus cabelos. Na maioria dos dias usava touca. Mas algumas vezes ia com eles castanhos, para não levantar suspeitas. Era horrível. Já estava doido para chegar a Hogwarts e liberar meu lado metamorfo.
Meu “tio”, George, dizia que eu iria arrasar naquela escola se soubesse me divertir e usar esse dom ao meu favor. Tia Giny sempre ralhava com ele, dizendo que não podia me ensinar a usar minha magia para esse tipo de coisa. E no fim ele sempre concordava com ela, mas piscava o olho pra mim discretamente enquanto não estavam olhando. Melhor pessoa.
Não demorou muito mais, e Harry Potter bateu na porta com um sorriso de orelha a orelha. Segurou-me firme e aparatamos direto na Toca. Todos estavam especialmente felizes aquela noite, porque Gui e Fleur estariam chegando da França depois de muito tempo sem aparecer por aqui.
Todas as outras crianças ali eram bem mais novas que eu. Então minha diversão era separar as brigas do James com o Alvo e ver a Rose vermelha de vergonha quando a via roubar alguns docinhos da mesa. Ela sabia que eu sempre a encobriria. Não sei o porquê, mas sentia necessidade de protege-la desde... sempre.
A Senhora Weasley tinha exagerado naquela noite. Mesmo para seus padrões. Tinha comida em todo lugar daquela casa. Várias pessoas conversando e se divertindo.
Estava sentado no terceiro degrau da escada quando a porta da frente se abriu pela última vez antes da meia noite. Por ela passou a menina mais linda que já tinha visto. Não era nojenta igual aquelas trouxas com quem estudava. Ela era... era... Não dava para descrever o que ela era.
Loira, sorriso aberto, altura mediana e bem magra. Um projeto de Barbie que abraçava loucamente todos naquela sala. Não conseguia tirar os olhos dela. Até ela chegar até mim.
— Teddy, não é? – perguntou com o sotaque um pouco carregado de francês.
Foi a primeira vez que quis que meu dom metamorfo se estendesse para objetos inanimados também. Quem sabe se me transformasse em um vaso de planta ela desistia de falar comigo...
— Vix Vic, acho que seu lado veela está tomando conta do nosso amigo agora. – George falou alto e começou a rir.
Para a minha alegria, a sala inteira se virou para ver o que estava acontecendo e a única coisa que eu conseguia pensar era em esconder meus cabelos. Tinha perdido o controle.
Subi o resto da escada, sem dar satisfação a ninguém, e entrei em um quarto qualquer a procura de um espelho. Foi lá que vi o rosa chiclete que meu cabelo se tornara.
Espantado e com susto, não percebi quando meu padrinho entrou no quarto com uma touca pra mim. Coloquei-a no mesmo instante.
— Não se preocupe Teddy, a Ginny está lá em baixo passando sermão no seu tio por fazê-lo passar vergonha. Sinta-se vingado... Você sabe o quanto aqueles sermões são chatos... – Ele estava tentando me fazer rir. – Não se preocupe, todos sabem do lado veela da Vic, a culpa não foi sua.
Mas eu sabia que não tinha sido isso. Eu não tinha me apaixonado pela veela Victorie, eu tinha me apaixonado pela Vic... só Vic. E se tinha qualquer chance de um dia quem sabe namorar com ela, tinha estragado tudo. Absolutamente tudo.
P.O.V Victorie Weasley
Não é fácil ser uma veela. Digo isso por experiência própria.
Não posso me arrumar demais, ou desfilar nas ruas por aí, porque tem chances de eu encantar qualquer homem num raio de 50 metros. É horrível saber que as pessoas não olham pra mim por “quem eu sou” mas por causa de uma magia presente em parte do meu sangue. Eu queria ser normal como minhas primas, poder namorar sem correr o risco de sair machucada porque ele ama a parte veela de mim, e não eu mesma. A primeira vez que isso aconteceu, me quebrou. Doeu. Foi quando vi Teddy Lupin pela primeira vez.
Era natal. A família toda ia para a casa dos Weasley, inclusive eu. Durante anos, morei na França, e todos os feriados eram passados na casa da família da minha mãe. Não tinha muita gente, nem muita comemoração. Sentia falta da bagunça Weasley.
Até esse ano, quando passaríamos o natal na toca. Iria ser mágico. Já me via comendo todos aqueles doces e abrindo presentes intermináveis debaixo da árvore enfeitada na sala.
Vesti um vestido simples, branco de alcinhas e com detalhes em renda. Batia pouco acima de meus joelhos. Deixei o cabelo solto, mas minha mão fez duas pequenas trancinhas de um mesmo lado. Pra ficar fofa, segundo ela. Passei um pouco de brilho nos lábios e estava pronta.
Saímos da nossa casa de Londres e fomos de carro até a Toca. Dominique me irritava batucando no vidro e Louis ia dormindo durante a viagem. Chegamos um pouco atrasados. Todos já estavam lá. Abracei todos os meus familiares até ver um menino sentado na escada. Estava com o cabelo azul. Achei o máximo aquilo.
— Teddy, não é? – Perguntei tentando puxar assunto, mas os olhos dele estavam vidrados. Seu cabelo mudou radicalmente para um rosa chiclete, que, particularmente, eu adorei.
— Vix Vic, acho que seu lado veela está tomando conta do nosso amigo agora. – Tio George falou alto e começou a rir.
Ele disparou escada acima, vermelho de vergonha. Fiquei sem entender o que aconteceu.
— Acho que já está na hora de explicar pra nossa pequena a outra parte do sangue dela, querida – Meu pai falou tristemente para minha mãe.
Ela me puxou para o escritório do vovô enquanto eu escutava alguns gritos da tia Ginny, brava com o tio George. Fechou a porta.
— Querida, acho que já percebeu que temos sangue veela, mas acho que não sabia do que era capaz até hoje a noite não é? Essa nossa parte faz com que os homens fiquem incrivelmente apaixonados por nós. Pelo nosso charme. E temos que tomar cuidado para não misturarmos as coisas. Um dia, você vai achar alguém que goste da outra parte de você. Que goste de quem você é de verdade. Assim como eu encontrei seu pai. Não se preocupe querida. Mas tome cuidado. Aos poucos você vai aprender a lidar com isso. – Ela tentou me acalmar – Somente um oitavo do seu sangue tem esse poder, vai controla-lo.
Não respondi, fiquei pensativa e com medo de voltar para a sala e ver aquele menino de novo. Tinha gostado dele, mas aparentemente, ele só gostou do meu “charme”.
Quando resolvi sair do escritório, minha mãe já tinha ido. Assim que bati os olhos na sala o vi descendo pela escada, agora com uma touca. Coramos e desviamos o olhar juntos, como se estivesse sido combinado.
Depois disso, as coisas só pioraram.
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