Puncture

11 I wanna control it all now


Notas iniciais
oh, o drama fdklnkl continuem nao me matando obg

Dormi todo o voo, todas aquelas 5 horas. Detalhe: nunca tinha conseguido dormir num avião antes. E teria dormindo mais se uma aeromoça não tivesse me acordado quando estávamos aterrissando.

Fiz todas aquelas porcarias de chegada de viagem ainda meio sonolenta. Depois de esperar uma eternidade pela minha mala, fui procurar a pessoa do NY Post que disseram que estaria me esperando.

Por fim, localizei um cara com uma plaquinha onde estava escrito “Elizabeth Nancy”. Sei que existem outras por aí, mas tinha que ser eu, não é? Eu estava cansadíssima e queria logo chegar nesse maldito lugar onde agora ia morar (foi o que disseram; que logo que chegasse esse cara me levaria para a minha “nova casa” e tal) e descansar tudo que não tinha descansado nessas últimas 48 horas.

Caminhei até esse cara, que provavelmente já me conhecia por fotos – ele pareceu me reconhecer e sorriu.

“Elizabeth! Como foi a viagem? Sou Chris Harrison, eles devem ter falado de mim”, disse. Tinha uma voz calma e foi bem simpático. Considerando meu humor, se ele continuasse assim ia ser fácil ser legal com ele.

“Prazer em conhecê-lo, Chris. Não posso te dizer muito sobre a viagem, dormi o caminho todo”, ri sem muita vontade, “Então, vamos?”, ele acenou a cabeça e me guiou até o carro.

Agora que ele caminhava à minha frente, prestei mais atenção nele. Estava de jeans e casaco de terno. Tinha o cabelo – longo e loiro escuro – preso, mas alguns fios se soltaram e emolduravam seu rosto, como tinha visto antes. Também tinha olhos castanhos, quase verdes. Ele era, de fato, bonito. Ri.

Depois de uma caminhada, chegamos onde o carro dele estava estacionado. Abriu a porta para mim e me sentei ao lado do banco do motorista. Logo, ele ocuparia aquele lugar.

“Então... O que você é no NY Post?”, eventualmente perguntei.

“Coeditor...”

“Quê?”, ri boquiaberta, “Ora, mas você não teria coisas mais importantes pra fazer do que ser guia da novata?”

“Na verdade, tenho sim”, riu também, “Mas, sabe, fui eu quem indicou você pra eles e queria fazer isso pessoalmente. Mas se você tiver algo contra, é só dizer que arranjo alguém.”

“Não, não, tudo bem, só fiquei surpresa por alguém de cargo tão alto fazer... isso. Você sabe”, rimos juntos.

Pelo resto da “viagem” fomos conversando sobre qualquer coisa, mas sobretudo sobre como seria meu trabalho.

Revelou-me que teria um colega de quarto, só que fez o maior mistério sobre o mais importante – quem seria esse colega. Disse que “eu veria”. Quando finalmente chegamos, eu estava tão ansiosa que mal conseguia parar em pé.

Subimos até o quarto andar, onde era o apartamento. Chris bateu na porta, mas já foi abrindo sem nem esperar resposta. Anunciou que tínhamos chegado. Respirei fundo.

Aí eu ouvi uma voz familiar.

Opa...

“ELIZABEEEEEETH!!”, gritou.

Louise.

“MEU JESUS, VOCÊ NÃO SABE O QUANTO EU SENTI SUA FALTA!”, continuou e foi além disso, mas não consegui ouvir porque estava animada demais e ainda nem tinha entendido o que acontecera.

Quando acalmamos os nervos e paramos com o flashback de quando tínhamos 12 anos, percebi que Chris estava sentado e ria com a situação. Eu e Lou nos entreolhamos e rimos mais uma vez.

Não muito depois, Chris foi embora. Deram folga para Lou pra que ela pudesse “me ajustar” nas coisas. Na verdade o que ficamos fazendo o dia inteiro foi colocar o assunto em dia (e considerando o que tinha acontecido quase 48 horas antes, já tinha bastante assunto pra colocar em dia).

Louise me ouviu atentamente e chegou à conclusão de que agora era “cidade nova, vida nova” (palavras da própria). Quis me arrastar pra um bar ou alguma festa pra ver se eu “espairecia um pouco”, mas eu, que tinha dormido 5 horas nos últimos 2 dias, não deixei. Convenci-a a deixar essa ideia pro dia seguinte.

Dormiria no quarto dela aquela noite. A princípio ia dormir no chão e ela em sua cama, mas, alegando que a saudade era “grande demais”, ela conseguiu com que eu dormisse na cama junto com ela (apesar de eu saber que ela queria mesmo me apertar e cuidar de mim, porque viu que não estava nos meus melhores dias por causa de Josh). Pelo visto, o flashback de quando tínhamos 12 anos e dormíamos juntas quando uma ou outra tinha pesadelos quando fazíamos “festinhas do pijama” tinha continuidade. Mas o pesadelo era diferente dessa vez. E real.

Notas finais
não xinguem o chris pfvr ele é uma mistura da maioria dos meus outros maridos e namorados kfgmsdlkmpo não sei explicar o titulo entao ok vou continuar aqui nas colinas onde suas pedras nao me atingem bjsmil -n