Puncture

12 Thoughts arrive like butterflies


Notas iniciais
capitulo longo sdklngfdklmfop ok voces nao querem me matar mas querem matar a liz ne? da no mesmo na verdade jkfdnklgn dslkgmds esperem e verão muahaha n

29 de agosto de 2009

Acordei na manhã seguinte com um delicioso cheiro de bacon, e olha que eu nem gosto tanto de bacon. Devia ser Louise, porque estava sozinha. Meu estômago roncou.

Normalmente, era eu quem cozinhava quando eu e Louise morávamos juntas em Londres. Provavelmente durante esse tempo que estive em Los Angeles ela deve ter aprendido alguma coisa, já que naquele tempo ela não era a melhor das cozinheiras.

Levantei-me e fui até a cozinha. Lou me ouve chegando, me vê e sorri.

“Bom dia. Como você pode ver, agora tenho sérios dotes culinários e fiz o café da manhã”. Estranho como não percebo o quanto sinto falta das coisas até que as tenho de volta. Primeiro minha câmera e agora Louise. Não pude conter um riso.

Logo estávamos comendo e conversando sobre qualquer coisa aleatória, como foi a minha vida inteira.

“Elizabeth, hoje você não escapa. A gente vai sair, entendeu?”, chegamos a um ponto em que ela simplesmente falou isso. Suspirei.

“Certo, mas não espere muita coisa. E, ah, vou te encher tanto que uma hora depois já vamos estar saindo de lá.”

“Minha cara”, Louise começou, “aposto que lá na hora não vai ser assim” e riu.

Então, Louise passou a maior parte da tarde me fazendo de modelo e me obrigando a experimentar basicamente toda peça de roupa que existia naquele apartamento.

Às sete horas, Lou finalmente tinha arranjado algo que lhe agradasse para eu usar. Sim, que agradasse a ela, porque a minha opinião nada valia. De qualquer jeito, no final eu também gostei. Uma calça jeans skinny preta, uma das minhas blusas do Led Zeppelin, uma jaqueta de couro e uma bota de salto. Depois disso, Louise ainda demorou mais duas horas escolhendo a sua própria roupa e se arrumando. Literalmente.

Eram nove horas e alguma coisa quando o táxi chegou e fomos pra um lugar qualquer que Lou tinha escolhido. Sinceramente, eu não entendia porque ela estava dando tanta importância pra essa maldita festa, balada, bar ou o que quer que fosse. Preferia infinitas vezes ficar em casa comendo ou sei lá, dormindo. E ela sabia disso.

Mas fazer o quê? Vai que assim era melhor. Bom, não foi num bar que eu conheci Josh?

Em algum ponto perto das dez horas, chegamos ao lugar. Não me dei o trabalho de olhar o nome. O cheiro de álcool me adentrou as narinas assim que pisamos o pé lá dentro. Algo me dizia que mais tarde na noite esse cheiro seria misturado com outros de coisas bem piores. A música era eletrônica, do tipo que depois de muito tempo ouvindo eu ia definitivamente me irritar. Não conseguia distinguir muita coisa, era tudo muito escuro. Podia ver que mais à esquerda havia uma pista de dança e do outro lado ficava o bar. Distingui também algumas mesas, mas foi só isso.

Fomos até o bar pegar umas cervejas e depois procuramos uma mesa, o mais longe da pista e do bar que dava sem nos enfiar num canto que encheria de maconheiros mais tarde.

“Por favor, Elizabeth, não comece a pensar que vai ficar sentada aí a noite toda. Nós vamos dançar, está me ouvindo?”

Tomei um gole da cerveja e resmunguei alguma coisa que nem eu mesma entendi.

Manti uma conversa não muito animada com Louise pelos minutos seguintes. Na verdade, a coisa tava bem chatinha. Mas aí Lou pareceu ver alguém e sorriu, chamando o desconhecido pra se juntar a nós.

Percebi que era um cara, mas quem era só percebi quando ele estava praticamente se sentando. Era Chris.

“Desculpe a demora”, falou se acomodando numa cadeira vazia, “Ao contrário das dondocas, tinha trabalho pra fazer”, sorriu e em seguida nós rimos. “E, aliás, dona Van Harden, você recebeu folga pra ajustar sua amiga e não levá-la pra sair...”, disse num tom brincalhão.

“Mas, ora, Harrison, estou ajustando-a, de qualquer jeito! Não reclame!”, Louise riu. “E você ainda aceitou em vir, não pode falar muita coisa.”

“Espera...”, comecei. “Você não tinha me dito que ele vinha, Louise.”

“Não?!”, às vezes eu esquecia que ela tinha a memória pior que a minha, “Bom, agora você sabe.”

Suspirei e tomei um pouco da minha cerveja. Chris se levantou de novo e foi até o bar, voltando em seguida com um copo com... água?

“Sim, é água. Vou voltar dirigindo, e espero que vocês não me tentem muito porque sou um motorista responsável e se eu beber vocês ficam sem carona.”

É, parece que meu chefe era um piadista.

“Chris! Espero que agora você me ajude a convencer a Nancy a levantar a bunda da cadeira pra ir dançar, porque acho que se depender só de mim não vai adiantar muito.”

“Certo”, ele, que ainda estava de pé, sentou-se e disse, virado para mim, “Elizabeth, aposto que você fica linda na pista de dança.”

Não contive uma gargalhada.

“Essa foi péssima, né? Desculpa, sabia que você não gostava de Arctic Monkeys.”

“Não, não, foi ótima! Adoro Arctic Monkeys! E não precisa nem falar mais nada, você me convenceu com isso.”

Chris levantou os braços e falou algo como “Vitória!”. Levantou-se primeiro e eu e Louise, que ainda ria, fomos junto.

“Ei, Liz”, Lou sussurrou no meio do caminho, “Eu não entendi a piada...”

Tentei rir discretamente, mas não deu muito certo.

I Bet You Look Good on the Dancefloor é uma música do Arctic Monkeys, você não sabia, Louise?!”

Ela fez alguma coisa com a mão e falou alguma coisa que não dava pra entender muito bem.

Quando chegamos à pista propriamente dita, comecei a me arrepender de ter cedido. Ri comigo outra vez. Constatei que Chris era absolutamente adorável.

Ele nos esperava ali perto, já meio que se balançando ao som da música. Embora ainda não estivesse do estilo que eu gosto, essa estava um pouco melhor. Não sabia exatamente como iria dançar, mas sentia que com esses dois aqui conseguiria me soltar nem que seja um pouco.

Após alguns “Vamos, Liz!”, “É fácil, você consegue” e algumas variações disso, comecei a me arriscar um pouco. Sentia-me meio idiota dançando, mas estava menos parada do que antes. Na verdade, eu mais ria do que dançava.

Depois de algum tempo que não percebi passar, não sentia mais meus pés, contudo Louise foi a primeira a reclamar e pedir para que voltássemos à mesa. Concordamos e Chris foi pegar outras bebidas pra gente.

Assim que achamos uma mesa vazia, a primeira coisa que fiz foi tirar as botas e massagear os pés. Seguindo meu exemplo, Louise fez o mesmo.

Procurei meu celular no bolso; queria ver que horas já eram.

“Meu Deus, meia noite e meia já? Credo”, exclamei.

“Viu, querida, o tempo voa quando a gente se diverte”, Louise riu.

Talvez minhas pernas em cima da mesa tenham o chamado a atenção ou sei lá, mas algum cara aleatório acabou por sentar na nossa mesa, como se tivesse sido convidado.

“E aí, gatas?”, era visível que estava alterado.

“Uh, não me lembro de tê-lo convidado para se juntar a nós”, fui curta e grossa.

“Calma aí, lady, tá tudo bem!”, o cara piscou. Deu uma bela olhada em mim, o que me deixou enojada. Tirei os pés de cima da mesa rapidamente. Voltou os olhos para o que achei serem os meus peitos, mas no fim estava encarando minha blusa. “Quem é esse tal de Led Zeppelin?”

Ok, não tinha como ser educada depois dessa.

“Cara, vá se-”

“Epa, epa, ouvi certo? ‘Esse tal de Led Zeppelin’?”, Chris. Ainda bem que ele chegou antes que espancasse aquele energúmeno. Só que agora o cara parecia que ia apanhar de Chris, o que certamente era bem pior. “Você vem aqui, canta minhas amigas e ainda não conhece Led Zeppelin. Faça-me o favor de ir pro inferno se não quiser se ver comigo.”

O cara deve ter ficado bem assustado, porque mal consegui vê-lo ir embora.

Chris, ainda parecendo indignado, colocou diante de mim e de Louise um copo de alguma coisa rosa. Depois dessa não me importava o que tinha ali, só precisava de um pouco de álcool. Louise perguntou o que era, mas nem ouvi a resposta.

“Essa foi terrível, hein, Harrison?”, falei. Ele concordou com a cabeça.

De repente, começa a tocar Even Flow em um celular. Olhei para Chris; só podia ser o dele.

“Não vai atender?”, disse, quando ele continuou parado.

“Achei que fosse o seu.”

“Não, o meu toque não é Pearl Ja- Opa”, ah não. Peguei meu celular do bolso e sim, era o meu.

Meu toque realmente não era Even Flow. Meu toque para o Josh era Even Flow.

Mostrei para Louise o celular, esperando que ela me dissesse o que fazer, porque eu não tinha a mínima ideia. Atendia e talvez brigasse com ele ou não atendia e me sentia mal com a perda de uma possível conciliação (porque sim, uma parte de mim queria isso). Lou pegou o celular da minha mão e fez sinal para que não falássemos. Quando percebi o que ela ia fazer, já era tarde demais pra impedi-la. Ela já tinha apertado o botão “Atender”.

“Alô?”, ela disse.

“Elizabeth?!”, a voz de Josh estava diferente. Mas parecia ter se iluminado quando viu que “eu” atendera. Isso me causou alguns arrepios.

“Não, aqui é Louise.”

“Ah, desculpe. Número errado”, pude sentir que aquilo que havia se iluminado nele com a possibilidade de falar comigo se tornara opaco novamente. Não gostei essa sensação.

“Espere, você ligou para o número certo”, Lou o interrompeu antes que pudesse desligar. “Ela deixou seu celular comigo. Foi dar uma volta com meu amigo Chris...”, tive que rir com essa, apesar de também não ter exatamente apreciado o jeito que ela falou “dar uma volta”.

“Ah...”, percebi que ele também não tinha gostado muito do jeito que ela falou, “Espera, eu ouvi a risada dela aí. Você está mentindo, Louise, ela está aí. Elizabeth, está me ouvindo? Eu-”

Roubei de volta o celular da mão de Lou e desliguei o mais rápido que pude.

Ai. Meu. Deus.

Chris observava a cena sem entender nem uma palavra. Louise me olhava espantada.

“Ele... Ele te reconheceu pela risada. Nesse barulho do inferno. Mas... Mas que merda você fez, Elizabeth?”, ela falou basicamente o que estava pensando.

Ele ouviu minha risada mínima nesse caos que está aqui.

Mas que merda eu fiz?

“Uh... Se não for muito incômodo... Eu acharia interessante entender o que está acontecendo.”

Louise olhou rapidamente para Chris enquanto ele falava e logo voltou seus olhos para mim, como se pedisse permissão pra falar.

“Pode falar, tanto faz”, dei de ombros.

Então ela resumiu a história em algumas frases. A interrompi antes que pudesse se prolongar com detalhes.

“Podemos ir embora, por favor?”, suspirei.

Então fomos. Chris ia nos levar em casa; Louise não dirigia e meu carro ainda não tinha vindo de Los Angeles.

Continuei alheia a tudo. Lou continuou a contar a história para Chris, ou pelo menos acho que sim. Acabei cochilando. Pelo menos nos meus sonhos as coisas estavam mais a meu favor.

Notas finais
EXPLICANDO O TÍTULO DO CAPÍTULO - EPISÓDIO 12: É de Even Flow jdsfgdjklnfds fim. PS: ♥ chris ♥