Pulsação

17 Hanging On


Notas iniciais
Okay, eu não consigo postar rápido. A vida é muito cheia de coisas pra fazer, trabalho, casa pra cuidar e outros fatores impedem que eu poste logo. Principalmente o fato e eu ainda estar sem o meu notebook :/ Desculpem a demora, não tenho músicas pra indicar pra esse capítulo, se quiserem indicar alguma nos comentários ;) haha Boa leitura!

As juntas dos dedos cheias de cicatrizes, o rosto mais magro, olhos fundos, uma cicatriz nova no pescoço, braços marcados... Se não soubesse que era um viciado, diria que era um paciente aidético em estágio avançado. Aquele rosto pálido e sem vida. Seu coração apertava no peito ao vê-lo naquela situação. Helga cochilava toda torta numa cadeira no canto do quarto, a mãe dele se recusava a entrar no quarto e ficava no corredor. Os bipes soavam, as luzes piscavam, o barulho do lado de fora era constante, a respiração de Torvald era tão lenta que ás vezes parecia ter parado. A garota já tinha chorado, já tinha o beijado, já tinha gritado mentalmente com ele, chorado de novo e só então dormiu.

Ele se destruiu em apenas um mês, não ia mais para a aula e a última vez que Helga tinha o visto foi quando o deixou dormindo no casebre. A última imagem que Helga guardava de T. era o rosto tenso e de olhos marcados com olheiras, mas nada se comparava a sua aparência agora. Depois daquele dia Big Bob a levava e buscava do colégio, ela não saía de casa pra mais nada.

Um mês antes

–Oi Helga! – Phoebe vinha sorrindo

–Oi Pheebs. – Helga tentou sorrir.

Atenção aluna Helga Pataki, compareça á secretaria. A voz de Cindy, a secretária, soava pelos alto falantes. Merda. Era tudo o que Helga conseguia pensar enquanto caminhava rapidamente até a secretaria. Merda Merda. Empurrou a porta da sala, entrou de cabeça baixa, assim que ergueu a cabeça seu coração parou. Big Bob estava parado olhando para ela. Droga, com toda a confusão ela tinha esquecido completamente do pai, ele devia estar furioso. Ele gradeceu Cindy e falou com a filha, sem olhá-la, que a buscaria às 15h em ponto, apareceria com a polícia se ela não o obedecesse. Assim que ele saiu Helga procurou um lugar para sentar, ali ficou até o sinal soar e a secretaria a empurrar para fora.

Depois de três dias Bob permitiu que Phoebe passasse as tardes na casa dos Pataki para estudar com Helga, por serem amigas desde pequenas Bob confiou em Phoebe. Miriam ficava o dia todo em casa, sóbria, comendo quilos de nabos, ou cenouras ou chocolate, qualquer coisa que a ocupasse e não a fizesse pensar em bebidas. Ninguém falava nada a respeito disso na casa, Phoebe achava que Miriam tinha parado de beber por achar que estava influenciando a filha. Helga como sempre não acreditava que a mãe pudesse fazer alguma coisa pensando nela.

Uma semana depois Helga pediu a Miriam para que Gerald pudesse estudar junto. Sabia que estava tirando o tempo de Phoebe e Gerald juntos, mas também não queria ficar sozinha, não queria pensar em Torvald nem em Arnold. Então Gerald que viesse também. E ele veio. Era visível o quanto eles ficavam felizes juntos e Helga fingia não se importar. Todos os dias os três saiam da escola e iam direto para a casa de Helga, passavam quase três horas na sala da casa dos Pataki estudando e assistindo TV. Quando o casal ia embora Helga se trancava no quarto, a janela ainda lacrada, o closet sem porta, não tinha mais como esconder nada dos pais nem sair escondida.

Duas semanas depois da despedida do casebre e Helga ainda não tinha falado com Torvald, Jake, Leo, Kate e Sid. Quando via Sid pelos corredores apenas sorriam um para o outro, Torvald não ia mais para a escola, o que era estranho. Quando eram mais novos, Torvald tinha muitos problemas com os estudos até que Arnold o ajudou, depois disso Torvald sempre foi bom aluno, podia viver na detenção e ser odiado pelo diretor, mas tirava notas ótimas e estava num ótimo plano de universidades, conseguiria uma bolsa ótima se continuasse assim. Ele estava acabando com a vida dele e doía muito em Helga pensar nisso. Depois de mais de uma semana de sumiço os professores perguntaram para ela se sabia onde ele estava, se estava doente, quando voltaria e Helga não sabia o que responder. Lhe disseram que a mãe dele já não atendia mais ao telefone, talvez nem ela soubesse onde ele estava. Saber disso tudo a deixou sem comer e dormir por alguns dias, não sabia nem se ele estava vivo. Sentia vontade de ligar, mas sabia que não podia. Queria ir ao casebre, olhar de longe, ver se estavam lá, podia simplesmente perguntar a Sid se sabia de alguma coisa, mas preferiu não fazer nada.

Quando crianças Torvald e Arnold se deram bem, se ajudaram e agora nem olhavam para a cara um do outro. Arnold... Helga precisava respirar fundo várias vezes quando pensava nele. Ele foi embora deixando-a sofrendo por amá-lo, quando voltou as coisas aconteceram muito rápido. Em questão de alguns dias eles se odiaram e se amaram, Arnold a enfrentou, se mostrou frágil ao lado dela, ela o manipulou para beijá-la e para que a namorada terminasse com ele, tudo funcionou muito bem até ela perceber que ainda o amava. Ficaram juntos, se separaram, ele foi atrás dela e ficaram juntos de novo e quando ele percebeu que ela não seria só sua foi embora irritado. Quando se falaram novamente foi frio com ela. Depois da festa no casebre nunca mais tinham trocado nem olhares, era como se Helga tivesse sumido, Arnold não olhava em sua direção.

Na terceira semana do castigo de Helga, na segunda-feira, Gerald não foi com ela e Phoebe, disse que tinha que treinar. No dia seguinte ele parecia distante, nervoso e inquieto mexendo no celular todo o tempo.
–Tudo bem Gerald? — Helga perguntou irritada

–Tudo sim — Ele olhou pra ela por apenas meio segundo e voltou a fazer anotações no caderno. Phoebe parecia não ligar, apenas continuava a desenhar no caderno enquanto Gerald e Helga sofriam com questões de física. — Sabe, eu estava falando com Arnold sobre um conteúdo de literatura hoje cedo e nenhum de nós entendeu bem a matéria. Será que você pode me explicar? — Phoebe parou o que estava fazendo e o encarou surpresa.

–Talvez eu possa, porque não pediu pra Pheebs? — Helga o encarava


–Arnold disse que você sempre foi boa com isso. — Como Arnold poderia saber disso?

–Hmm, é verdade. — Ela voltou a observar as questões no caderno

–Você tem falado com ele? — Phoebe que estava voltando a desenhar o olhou incrédula e Helga se esforçou para continuar olhando o caderno, a pergunta era ao mesmo tempo muito aleatória e indelicada. Nos segundos que se passaram o celular de Gerald vibrou, ele olhou rapidamente e voltou-se para Helga.

–Você sabe que não. — Ela respondeu e continuou a respirar fundo. A campainha soou, impedindo que Helga entendesse o porquê do assunto a essa altura do campeonato. Foi atender a porta e assim que ela se abriu a garota entendeu tudo.

–Hey Helga!

–O quê? — Ela entendeu o que ele disse, mas a situação era improvável demais para ser verdade.

–Posso estudar com vocês hoje? — Ele estava sempre tão tranquilo e sorridente, como conseguia?

Ele estava sempre fazendo essas coisas, ignorando tudo o que acontecera entre eles. Ainda perplexa deu espaço para Arnold passar não conseguindo responder nada verbalmente. A loira só abriu a boca durante toda a tarde para falar a respeito de conteúdos das aulas. Arnold conversava normalmente, anotava o que Helga falava, normal demais para ser verdade. Phoebe estava um pouco mais silenciosa do que o normal, provavelmente se perguntava as mesmas coisas que Helga. Por que ele estava ali? Por que agora? Por que fazia de conta que nada tinha acontecido? Durante as duas horas que se passaram ela tentava entender o que estava acontecendo. Porque ela tinha o deixado entrar? E a mãe? Porque tinha deixado? Onde estava Big Bob essas horas? Quando todos foram embora tudo o que Helga queria fazer era ligar para Pheebs, mas não podia, o celular estava confiscado.

No dia seguinte correu até Phoebe assim que a viu.

–O que foi aquilo ontem? — Perguntou se encostando ao lado do armário da amiga.

–Oi Helga, bom dia. — A garota a olhou nos olhos e sorriu gentilmente. — Não sei não. — Voltou a olhar para dentro do armário, procurando por algo.

–Não se faça de santa Phoebe, é óbvio que Gerald te contou alguma coisa. — Helga virou e ficou com as costas no armário ao lado da amiga, olhando as pessoas passando pelo corredor.

–Pelo que Gerald me falou, Arnold realmente estava com dúvidas e quis perguntar para você.

–Porque pra mim Pheebs? — Ela estava com o olhar perdido

–É estranho, mas é assim que ele é... Como foi ficar ao lado dele? — Ela fechou o armário e as duas seguiram para o armário de Helga.

–Não sei dizer. — suspirou. — Por que minha vida é assim? Ou tenho os dois ou não tenho nenhum. Ou é uma confusão de amor demais ou uma dor de amor de menos.

–Tudo o que sei Helga, é que as coisas pareceram bem intensas entre vocês — elas pararam na frente do armário de Helga.

–Entre nós tudo foi intenso e rápido, — Abriu o armário. — ao todo não durou nem uma semana.

–Não faz nem dois meses que ele voltou, ainda está se situando, tudo fica meio estranho. — Helga fechou o armário já com dois livros em mãos. — Faz pouco tempo que vocês terminaram seus relacionamentos. — A japonesa ajeitou os óculos. — O destino os separou uma vez e agora vai uni-los.

–Por favor, Pheebs! — Elas andavam em direção ao laboratório de biologia. — Eu não terminei com ninguém, ainda quero Torvald. — Parecia doer mais ainda ao falar em voz alta.

–Mas não pode ficar com ele, então é um término. Se eu e Gerald estamos juntos, não há razões para vocês não ficarem.

–Há um milhão de razões, nós somos muito diferentes e nos magoamos muito. — Helga empurrou uma garota ruiva para longe de seu caminho.

–Nós também somos muito diferentes e vocês só se magoaram por gostarem demais um do outro. — Elas entraram na sala e foram sentar na última mesa perto da janela.

–Phoebe, não tente... — Helga pedia enquanto observava as duplas de laboratório se juntando e preparando para a aula com óculos, jalecos e luvas.

–Admita! — A amiga vestia o jaleco, entusiasmada.

–Admito que queria poder ter os dois! — Ela vestia o próprio jaleco como quem vestia uniforme de presidiário. — Me aperta o coração não saber daquele idiota do Torvald e me dói ver Arnold tão distante, me ignorando.

–Helga, foi a primeira vez em nossas vidas que você foi inteiramente sincera comigo. — sentaram nos banquinhos e o professor entrou na sala, fechou a porta e começou a explicar a aula.

–É aí que a gente vê que tô na merda. — Phoebe fechou a cara e fixou o olhar no professor.

Helga e Phoebe estavam na saída do colégio esperando Gerald e assim que o moreno chegou Helga falou a eles que passassem o dia juntos, não tinham nada para estudar e já tinham visto muita televisão na casa dela. Gerald sorriu aliviado e o casal foi embora. Helga não sabia por mais quanto tempo ficaria de castigo, mas não podia trancar os amigos junto com ela no castigo.

–Onde estão seus amigos? — Miriam perguntou assim que ela entrou sozinha em casa

–Eu os libertei da escravidão por um dia. — respondeu sarcástica e se arrastou para o quarto.

No dia seguinte Helga ia libertar o casal novamente, mas eles não quiseram.

–Trouxemos filme para assistir na sua casa — Disse Gerald

–Tudo bem então — Helga respondeu e começou a caminhar para fora do colégio quando Gerald voltou a falar

–Arnold pode vir também?

–Ah... — Helga não se virou para o moreno. — Pode. — Falou com a voz fraca.

Provavelmente Phoebe e sua conversa a respeito do destino tinham convencido Gerald a empurrar Arnold para a vida de Helga novamente.

Já na casa de Helga, Phoebe e Gerald sentaram no chão para deixar o sofá de três lugares para Helga e Arnold, mas Helga sentou sozinha na poltrona de Big Bob e Arnold no sofá. Arnold parecia não se importar com a situação, sempre amigável e simpático, Helga continuava calada e carrancuda. Phoebe fazia de tudo para que eles conversassem, incentivava Helga a falar o tempo todo.

Na sexta o apelo foi maior, enquanto Arnold ajudava Helga num exercício de química inorgânica, que Phoebe poderia ajudar, o casal foi embora.

–Desculpem, mas hoje é um dia especial e queremos muitos ficar juntos — Gerald falou rapidamente indo em direção a porta

–Podem continuar — Phoebe falou tão rápido quanto Gerald e correram embora. Helga se levantou e olhou para a porta se fechando.

–Pode ir Arnold

–Por quê? — Ele olhava no rosto da garota

–Nós sabemos o que está acontecendo, você só vem porque eles pedem. — Ela não o olhava. Fechou os livros e cadernos.

–Você está de castigo, Phoebe não quer te deixar sozinha porque está numa fase ruim. — Ele continuava sentado olhando para ela. — Gerald quer ficar com Phoebe e eu quero meu melhor amigo de volta. É isso o que está acontecendo. — A voz dele não parecia tão confiante como sempre. — Agora eu fico no lugar de Phoebe, eles ficam juntos, você não fica sozinha e eu ajudo todo mundo.

–Uau que heróico! — Ela falou debochada, pegou suas coisas da mesa e caminhou em direção à escada. — Eu não preciso de caridade, principalmente sua! — Sua voz soou mais rancorosa do que deveria. Não o olhou, simplesmente subiu as escadas para o quarto.

Ficou deitada na cama fitando o teto do quarto com os fones de ouvido no volume máximo, sua mente vagava entre os últimos encontros entre ela e Arnold. Não conseguia entender como tudo parecia tão fácil pra ele.

Quase uma hora e meia depois, Helga desceu para a cozinha e ficou perplexa. Arnold e Miriam estavam tomando chá e conversando. Ele com o celular na mão mostrando fotos pra ela e ela rindo.

–O que está acontecendo? — Ela estava irritada demais

–Você deixou seu amigo sozinho e nós estamos conversando. Ele estava me contando às histórias dos lugares maravilhosos que ele visitou. Você já ouviu essas histórias querida? — Ela estava com brilho dos olhos, estava amando Arnold.

–Fiquem a vontade! — A voz de Helga parecia um grasnado. — Só vim buscar água. — Pegou um copo no armário e abriu a geladeira, ouviu o barulho de cadeira se arrastando.

–Já vou indo Miriam, abusei demais da sua hospitalidade. — Sério, como ele conseguia? Ele não era assim tão perfeito. Helga fechou ainda mais a mão envolta do copo enquanto enchia de água.

–Venha mais vezes Arnold! — Miriam estava realmente feliz, não podia culpá-la. Estava mais isolada do que Helga, deveria ser bom conversar com alguém diferente e Arnold tinha muitos assuntos...

–Sim senhora! — Ele sorria para ela. Helga saiu rapidamente da cozinha sem olhá-los

–Abusei da sua hospitalidade — Ela repetia com voz debochada. — Venha mais vezes — continuou irritada enquanto voltava para o quarto.

–Tchau Helga! — Ele gritou da porta, mas não obteve resposta.

–Por que não fica para o jantar? — Helga ouviu Miriam convidar quando já estava para fechar a porta do quarto.

–Não, não. Agradeço seu convite, mas já abusei demais e realmente preciso ir pra casa.

–Passe em casa e volte jantar conosco, faz tempo que ninguém fica para o jantar.

–Pare de implorar Miriam... — Helga sussurrava sozinha.

–Tudo bem Miriam! — Arnold respondeu e foi embora.

Helga fechou a porta e sentou no chão do quarto. Não conseguia acreditar.

Mais tarde, estava em seu quarto, tinha acabado de tomar banho, de pijamas e toalha nos cabelos, quando ouviu batidas na porta.

–Sim! — a porta se abriu e ela fechou a cara.

–Sua mãe me pediu para esperar o jantar aqui. — Ela arremessou um travesseiro nele.

–Porque está fazendo isso comigo?! — Perguntou exaltada. Arnold entrou no quarto e fechou a porta.

–O quê?

–Você some da minha vida, reaparece anos depois, quando finalmente superei você, e fica comigo! Você está brincando comigo? Isso é algum jogo pra você? Ficou irritado comigo por estar com Torvald e se afastou, na festa de Sid estava frio e estúpido querendo me magoar e então sumiu! — Ela o acusava aos berros apontando o dedo pra ele. — Aí agora de repente volta como se não tivesse feito nada! O que eu sou pra você? Uma imbecíl é isso que sou, uma distração! Você está fazendo amizade com a minha mãe, pelo amor de deus! — Falava tudo rápido demais, sem pausas. – Sério o que está fazendo aqui?! — Ela estava vermelha e bufando.

–Sua mãe me convidou para jantar, é isso que estou fazendo aqui. — Ele falou tranquilo, juntou o travesseiro do chão e caminhou até a cama onde o deixou.

–É inacreditável. — Ela falou num tom de voz mais baixo.

Ele sentou na cama dela e ficou apenas a observando. Ela ainda não sabia qual era a dele, mas resolveu ignorar a presença dele. Tirou a tolha dos cabelos e jogou em cima da cama, pegou um pente e ficou penteando os cabelos, sentada na cama. Estava tremendo de nervosismo e irritação, mas tentou ignorar. Foi até o closet sem porta e trocou de roupa, sabia que ele podia vê-la nua, mas não se importou, se estava ignorando a presença dele, estava ignorando completamente. Secou os cabelos com calma, com o secador no máximo para fazer o máximo barulho possível e quando terminou ouviu sua mãe chamar para o jantar.

Durante o jantar Helga não conseguiu comer muito, estava nervosa demais.

–E você é? — Big Bob perguntou em seu tom nada amistoso de sempre. Todos sabiam que a pergunta significava que ele queria saber se Arnold era namorado de Helga.

–Um dos amigos de Helga que vem aqui de tarde. — Miriam respondeu ligeira, impedindo maiores constrangimentos. — Achei que fosse importante você conhecer algum dos amigos de Helga.

–Já conheço a japonesa. — Big Bob falou enquanto mastigava o bolo de carne. Com sorte ele destrataria Arnold e diria para ele não voltar mais, então não teria mais desculpa para o garoto voltar, Helga estava rezando para que isso acontecesse.

Notas finais
Muito obrigada a todos os comentários e favoritos! O capítulo veio maiorzinho do que os normais, espero que tenha agradado. Já estamos chegando perto do final da fic :(