Psycho Killer
2 Capítulo Um
Notas iniciais
Capítulo Um
A garota caminhava despretensiosamente pela rua deserta, trocando mensagens com as amigas pelo seu celular de última geração. De longe ele a avaliava.
Alta, seios fartos, pele morena e cabelos volumosos que lhe davam um charme especial. Adoraria passar uma noite com ela na cama, mas estava com fome, não poderia brincar com a comida daquela vez.
— Olá bonita! — Em um movimento rápido e único já estava atrás dela, sussurrando as palavras diretamente em seu ouvido.
Assustada ela se virou para ele, deixando o celular cair no chão.
— Oh, seu Iphone caiu, uma pena! — ele debochou dando um largo sorriso para ela.
— Quem é você? — ela questionou gaguejando.
— Alec, o cara mais bonito do mundo, alguém que você desejaria nunca ter conhecido — ele disse, ainda sorrindo. — São várias as formas que poderia se referir a mim, querida. Mas, infelizmente você nunca vai ter tempo de falar sobre mim para ninguém.
Então ela tentou correr, o que o fez revirar os olhos. Odiava quando os humanos agiam daquela forma, não era óbvio que iam morrer e só estavam protelando o inevitável?
— Não tente fugir de mim novamente, querida! — Ele a deteu quebrando sua perna, o que fez a garota cair no chão gritando e se rastejando.
— O que você é? — questionou aos prantos.
— Já disse, o cara mais bonito do mundo. — Alec piscou para ela, antes de matá-la, sem se preocupar em tirar seus sentidos. — Definitivamente o cara mais bonito do mundo e o vampiro mais foda também — falou para si mesmo após beber a última gota de sangue da garota, pegou um isqueiro do bolso e tacou fogo no corpo.
Sorrindo para a cena ele limpou os lábios e lentamente saiu do local, assobiando uma música qualquer dos anos oitenta. Iria atrás de outra garota, quem sabe pudesse levar aquela para algum lugar mais privado.
***
O garoto deslizou as mãos pelos braços da namorada, enquanto o que ela mais queria é que ele as usasse de forma mais eficiente. Era tão difícil assim notar todo o desejo que partia dela?
— Vamos para o quarto — ela implorou falando próxima ao ouvido dele, o tocando de forma nada discreta por cima da calça jeans.
— Não podemos fazer isso — ele gemeu.
— Claro que podemos — a menina insistiu, depositando um beijo no lóbulo da orelha dele, o que o fez voltar a gemer. — Não sou mais uma criança, Jacob, sou uma mulher agora — colocou as mãos do namorado por dentro de sua camiseta.
— Renesmee, não! — Se afastou bruscamente dela, deixando a mesma irada.
— Jacob! — exclamou furiosa. — Algum dia você vai ter que parar de me tratar como um bebê — pontuou. — Meu crescimento parou há dois anos, sou imortal agora como qualquer outro vampiro, não me trate como uma garotinha indefesa.
— Você não é uma vampira, sim o amor da minha vida, apenas isso — ele disse, se inclinando para beijar os lábios da ruiva.
Renesmee se levantou em um movimento tão rápido do sofá que Jacob praticamente não notou, os olhos achocolatados da garota assim como os de Bella o encaravam de forma assustadora. Isso sem falar nas mãos dela abrindo e fechando, na respiração alta e a expressão raivosa.
— Eu sou uma híbrida, Jacob! Posso ser meio humana, mas também sou uma vampira, não se esqueça disso. Se você detesta tanto assim algo que eu sou acho que nosso namoro não tem fundamentos, pois eu tinha todos os motivos para também odiar lobos, mas os aceito e respeito por sua causa.
— Você não tem motivo algum para odiar os lobos, nós lhe protegemos tanto quanto aqueles sanguessugas, na verdade mais! — O quileute também se levantou.
A híbrida respirou fundo, pegando sua bolsa do chão e caminhando para fora da casa do namorado, com o mesmo a seguindo.
— Ei, para onde você vai? — ele questionou quando ela seguiu em direção ao carro caro que seu pai tinha lhe presenteado.
— Para casa, você e eu não estamos em um clima bom hoje — afirmou.
— Ness, por favor, seja mais consciente — Jacob pediu. — Eu não posso dormir com você, é nova demais para isso.
— Tá bom Jake, nos vemos depois — a garota resmungou, entrando no carro e batendo a porta com força.
Ela era a única Cullen com permissão de entrar em La Push, a reserva dos quileutes, por ser imprinting de Jacob. Este fato tinha tomado conhecimento cerca de um ano e meio antes, quando o Black lhe contou sobre a magia dos lobos que os ligava.
Como era perdidamente apaixonada por ele não ligou, na verdade se sentiu melhor ainda por poder declarar seu amor pelo grande amigo de sua mãe. Mas aquilo já estava lhe irritando, o protecionismo de Jacob estava sufocando-a.
Aproveitou a rua, nada movimentada aquela tarde, que ligava La Push a Forks para poder correr em seu carro. Abaixando o teto solar e deixando com que o vento frio varresse seus cabelos acobreados como os de seu pai para todos os lados.
Era incontestável que tinha herdado dele a paixão pela velocidade, só não tinha ido até La Push correndo por insistência da mãe, que não achava a prática segura. Todos consideravam Renesmee era uma princesinha de contos de fadas, que a qualquer momento poderia se raptada pela Bruxa Má e aquilo a irritava.
— O que eu já disse sobre correr, Renesmee Cullen? Pude ouvir os pneus do seu carro de longe, nem minha audição de vampira deveria ouvir tão distante assim! — Isabella esperava pela filha na porta da casa dos Cullen.
— Oi mamãe, que bom vê-la — Renesmee disse em um tom debochado. — Como pode ver eu estou inteira, se lembra que sou metade vampira, não é?
— Mas também é metade humana, você não é indestrutível — Bella insistiu. — E não revire os olhos para mim.
— Meninas o que está acontecendo aqui? — Esme apareceu, usando um tom calmo em sua voz.
— Mamãe está sendo exagerada, não é porque dirijo rápido que irei morrer! — Renesmee reclamou.
— Querida, só estamos preocupados com sua segurança — Esme disse, o que só deixou Renesmee mais furiosa.
— Quer saber, a partir de hoje irei me trancar na torre mais alta do castelo e não sairei mais de lá. — A híbrida ironizou.
— Não seja uma garotinha mimada, Renesmee — Isabella pediu para a filha.
— Acredite, é a última coisa que estou fazendo agora — Renesmee falou, antes de desaparecer entre a floresta que circundava a casa.
Precisava caçar e beber sangue urgentemente, esperava que ao menos aquilo aliviasse a raiva que sentia. Ninguém entendia que os sentimentos e desejos dela eram fortes, da mesma forma como os de qualquer outro vampiro.
Queria que Rosalie estivesse ali, a tia poderia mandar todos a deixarem em paz. Mas a mesma estava na América do Sul com Emmett desde o começo daquele ano, em mais uma lua de mel. Assim como Jasper e Alice estavam viajando pela Ásia, por mais de um ano seguido.
A família estava segregada, afinal nenhum humano de Forks poderia os ver, afinal quase dez anos tinham se passado desde o casamento entre Bella e Edward. Todos eles já deveriam estar longe dali há muito tempo, mas estavam adiando o máximo a mudança por conta dos laços que os prendiam.
Existia Charlie, Jacob, Bella ainda não estava pronta para ir embora e pensava que a filha também não. Mas a verdade era que Renesmee queria mais do que tudo ir para qualquer outro lugar longe da pacata Forks, Jake poderia ir com eles e visitariam Charlie sempre, não tinham porque continuar ali.
Carlisle e Esme estavam se dividindo entre morar em uma cidadezinha no Oregon, onde o patriarca da família estava trabalhando, e Forks, onde basicamente passavam apenas dois dias na semana. Ali só Bella, Edward e Renesmee ficavam a maior parte do tempo e a híbrida não aguentava mais não ter o que fazer.
Chegou longe o suficiente na floresta para que pudesse caçar, fechou os olhos e aspirou os cheiros ao seu redor. Tinham animas nas redondezas, foi treinada por seu pai para se alimentar, poderia pegar pelo menos três de uma vez, mas o odor animal lhe causava repulsa.
Queria sangue humano, lembrava-se de quando o bebia. Era absurdamente bom, queria voltar a beber ele, sentia que seu corpo implorava por aquela alimentação, não animais ou alimentos humanos.
Voltou a sentir os cheiros ali, para decidir qual animal insignificante iria matar, até que uma rajada de vento vinda de outra direção trouxe um odor maravilho. Humano, o sangue limpo, sem qualquer influência de álcool ou drogas, era puro.
Renesmee não conseguiu se controlar, na verdade ela não queria, correu tão rápido até o cheiro que parecia nem estar usando botas com salto. Era uma caçadora, nada a atrapalhava.
— Moça, me ajude por favor! Eu me perdi do meu grupo.
O humano era uma garotinha loirinha, que usava roupas de escoteiros e devia ter no máximo dez anos de idade. O cheiro dela estava deixando Renesmee fascinada, podia ver um corte na perna, uma vez que a menina estava caída no chão.
Frágil, exposta, vulnerável. Era apenas um alimento ali, como um cervo ou leão da montanha.
— Prometo que não vai doer, muito — Renesmee murmurou, deixando a garotinha confusa, então a atacou.
Bebeu direto da veia do pescoço da garota, sentindo o sangue puro deslizar em sua boca. Era maravilhoso, seu corpo parecia mais forte, sua mente mais clara. Os gritos da garotinha pareciam nem ser ouvidos pela Cullen, ela não dava a mínima.
Quando a última gota de sangue tocou em sua boca, Renesmee soltou os dentes do corpo desfalecido da menina. Abriu os olhos, que tinha fechado enquanto se alimentava, percebendo o que tinha feito.
Havia matado uma criança, uma criaturinha inocente. Era uma assassina.
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