Psycho Killer

39 Capítulo Trinta e Oito


Notas iniciais
Olá, tudo bem com vocês? Estou fazendo uma Maratona de Escrita de Psycho Killer, que consiste em passar três dias escrevendo só essa história (é uma forma de adiantar os capítulos, mas não quer dizer que já vou postar todos), quem quiser acompanhar pode ser por esses dois links: https://www.facebook.com/groups/1118626184823257/?ref=bookmarks https://www.facebook.com/groups/1421419781414259/?ref=bookmarks Boa leitura!

Capítulo Trinta e Oito

Lucy lembrava-se de quando era uma criança no Sul dos Estados Unidos, uma garotinha loira que adorava usar vestidos rosas e ouvir histórias de contos de fadas. E, nessas histórias, a bruxa sempre era a vilã, aquela que devia ser temida, pois sempre traria o caos e infelicidade para a mocinha.

Renesmee nunca foi a maior fã de contos de fadas, até porque sempre soube que o mundo retratado ali não era tão irreal quanto o resto do mundo. E, a maior confirmação era o fato dela estar segurando a mão de um bruxo, que por mil anos teve seus poderes adormecidos.

Você está bem?

A híbrida perguntou a ele em seus pensamentos. Alec abaixou o olhar para ela, segurou a mão de Renesmee mais firme, então inclinou-se para depositar um beijo na cabeça dela.

— Não — sussurrou.

Você acha que vai ficar bem em algum momento?

Nessie engoliu em seco, parando de andar, fazendo com que ele parasse também.

Podemos ir embora agora mesmo, Alec. Esse lugar pode não te fazer bem. Estar com bruxos, mexer em seus poderes. Eu vou te apoiar no que achar melhor.

— No começo, eu tenho de admitir, achava seu poder algo comum, já vi coisas mais imponentes. Mas, agora eu entendo a beleza que ele tem — Alec sussurrou no ouvido dela. — Você coloca as pessoas em sua mente e, isso é grande. Não deixar ninguém de fora, você pode ter todos lhe ouvindo.

Obrigada, mas não fuja da minha pergunta, quer mesmo continuar com isso?

Os pensamentos dela eram impacientes.

— Vai continuar ao meu lado?

— Sim — Renesmee respondeu em alto e bom som.

— Então, sim, eu continuarei com isso.

Então, ambos retornaram a caminhada até o limite do bosque, onde os outros esperavam. Lucy parecia séria demais, Harry animado, Jane tão ansiosa quanto Alec e Sofia não demonstrava emoção alguma.

— Podemos ir? — a bruxa perguntou. — Já perdemos tempo demais.

— Podemos — Renesmee respondeu, dando uma última olhada para o fim da estrada que levava ao bosque e os carros deixados para trás.

A caminhada pelo bosque foi tranquila, ninguém disse uma palavra só durante todo o caminho. As mãos de Renesmee e Alec continuavam entrelaçadas, ele não ousaria deixar o lado dela. Enquanto isso, Jane caminhava paralelamente a mais recente Volturi. Harry ia atrás e Lucy diante Renesmee.

Qualquer um podia notar que ela estava sendo protegida, que todos estavam zelando pelo bebê que ela gerava dentro de si.

Quando luzes amarelas foram vistas, sentidas junto do cheiro de velas, Renesmee soube que estavam próximos da aldeia. Então, logo chegava lá.

Era um lugar peculiar, como se tivessem voltado alguns séculos da história. As casas eram construções iguais, todas com o mesmo aspecto marrom e antigo, havia uma espécie de praça central e, ao redor desta as casas se arrastavam. Renesmee pode ouvir o barulho de um rio não muito distante dali.

O lugar estava deserto, mas logo a mãe de Sofia surgiu. Margot carregava um candelabro, lhe dando uma aparência macabra. Lucy na frente de Renesmee soltou um barulho de desaprovação aquilo.

— Vocês não tem energia elétrica? — Harry perguntou, Renesmee olhou para ele, lhe lançando um sorriso compreensível. — Sabe, é maneiro. E internet?

— Finalmente chegaram! — Margot ignorou os questionamentos do vampiro. — Por que demoraram tanto? — perguntou a filha.

— Paradas obrigatórias graças a grávida — Sofia disse apontando para Renesmee.

— Tudo bem. — Margot sorriu de Alec para Jane. — Felizes por voltarem para casa?

— O quê? Felizes por voltarmos ao lugar que quase nos queimaram vivos? — Alec disse em um tom rígido. — Vampiros tendem a esquecer o que passaram em sua vida humana, Margot, mas é complicado simplesmente esquecer de quando uma aldeia inteira tenta queimar você e sua irmã vivos.

— E quando o coven que deveria os proteger, simplesmente os deixa queimando — Jane completou.

— Nossos antepassados não podiam interferir, sabem disso — Margot falou séria, o sorriso morrendo em seu rosto. — Ou todos queimariam na mesma fogueira.

— Podemos discutir isso outra hora, estou exausta — Renesmee murmurou, não era uma mentira por inteira, mas ela queria que Alec se mantivesse calmo, pelo menos o máximo possível.

— Amanhã, as seis da manhã, estejam todos aqui — Margot orientou, afastando-se.

— Sigam-me — Sofia falou, Renesmee notou que ela realmente parecia exausta, como se a qualquer instante pudesse cair no chão e dormiu. Os cinco a seguiram, adentraram a aldeia mais ainda, então pararam diante uma casa de dois andares, que tinha a fachada consumida por folhagem. — Ficarão aqui, enquanto permanecerem na aldeia. A casa está com mantimentos para Renesmee, mas qualquer necessidade de vampiros terá de ser encontrada a pelo menos cinco quilômetros daqui — explicou, Renesmee sabia muito bem que ela estava dizendo que o sangue que eles consumissem não poderia ser de nenhum bruxo.

Finalizada sua fala, Sofia foi embora, os deixando sozinhos. Harry entrou primeiro, carregando as malas de todo mundo.

— Hey, um interruptor, temos energia! — ele gritou, animado quando as luzes se acenderam, o interior da casa também não era nada animador. Mesmo com luz, era escuro, empoeirado e com moveis feios.

— Já ouviu falar em fiação elétrica subterrânea, não é? — Lucy perguntou, ligando todas as luzes possíveis. — Você. — Apontou para Alec. — Cheque o segundo andar, Jane vá com ele, Renesmee você fica.

— Desde quando você se tornou a líder do grupo? — Alec indagou.

— Você e Jane estão em um momento delicado, alguém com mais clareza deve assumir tudo — ela disse, dando de ombros. — Se mexam, Renesmee precisa descansar, mas não pode até que todos os cômodos estejam vistoriados. Harry, vá checar o resto do primeiro andar.

Os três cederam aos comandos de Lucy, indo fazer o que ela tinha mandado.

— Quer comer algo? Eu ainda lembro como cozinha — Lucy disse. — Está com frio? Não tem um aquecedor aparente, mas tem uma lareira — Apontou para a sala, onde um sofá bege que outra hora devia ter sido mais claro encontrava-se.

— Não, estou bem — Renesmee respondeu, sentando no sofá, desabotoando o casaco. — Já da para perceber? — perguntou a Lucy, referindo-se a sua barriga.

— Um pouco, mas um humano não percebe, tem de ter uma visão mais aprimorada para isso.

Renesmee assentiu, tocando levemente na barriga por cima do suéter que usava. Ainda era estranho imaginar que estava grávida, que em pouco tempo teria um bebê em suas mãos e que ele, ou ela, iria precisar de cuidados, mais do que qualquer outro.

— Tudo limpo — Harry voltou de sua inspeção, logo Alec e Jane também.

— Vamos, Cantante, você precisa descansar. — Alec indicou que ela fosse com ele.

— Preciso falar com meus pais, avisar que estou bem. — Ela pegou o celular do bolso.

— Eu cuido disso, vá dormir. — Lucy tirou o aparelho da mão dela. — Terá um longo dia amanhã, então vá ter algumas horas de sono.

— Tudo bem — Renesmee concordou, levantando-se e subindo junto de Alec. Entraram no primeiro quarto, não parecia tão empoeirado ali, mas ainda assim os moveis eram antigos e o local dava a sensação de pertencer a um filme de terror.

Renesmee colocou roupas mais confortáveis, sobre o olhar atento de Alec que estava sentado na cama.

— O que foi? — perguntou a ele, quando terminou de vestir a blusa.

— Sua barriga, Lucy está certa, ainda é pequena para qualquer um que não tenha uma visão apurada, mas eu posso vê-la.

O olhar dele estava preso naquela parte do corpo de Renesmee, estendeu a mão, ela segurou e deixou com que o vampiro a puxasse para perto. Alec colocou a outra mão sobre a barriga de Renesmee, um toque contido, mas gentil.

— Eu posso senti-lo se mexer — sussurrou.

— Ou ela, não vamos ignorar que pode ser uma menina. — Renesmee sorriu, afagando os cabelos de Alec.

— Uma pequena Renesmee? — Ele levantou o olhar para ela. — Não sei se aguento outra pessoa com seu gênio, Cantante.

— E você acha que será fácil criar um Alec? Olhe para você! — Renesmee exclamou brincando, o fazendo rir.

— Eu te amo! — Alec fez ela sentar em seu colo.

— Eu também te amo. — Renesmee tocou no rosto dele. — Vai ficar tudo bem, Alec, eu prometo.

***

Às seis da manhã, como dito por Margot, todos os bruxos do coven estavam reunidos na praça. Renesmee não conseguiu contar quantos eram, mas sabia que não eram poucos, de forma nenhuma. A formação do dia anterior se repetia, Lucy a frente, Alec e Jane ladeando a híbrida e Harry seguindo atrás.

Renesmee não tinha tido a melhor noite de sua vida, a casa, o quarto, ela preferia mil vezes o castelo do que o cenário de filme de terror onde estava. E, logo que acordou, um forte enjoo lhe atacou, estava emburrada, não tinha trocado uma palavra com ninguém — nem mesmo com Alec — e, se algo lhe irrita-se, ou começaria a chorar, ou arrancaria a cabeça de alguém. Nenhuma das alternativas lhe parecia boa, eram terríveis.

Margot estava no centro da praça, conversando em voz baixa com Sofia. Alec e os outros param na frente, os bruxos tinham liberado caminho para eles, ainda que não estivessem contentes com suas presenças ali.

— Um bom dia a todos! — Margot saudou, parando sua conversa com Sofia para conversar com todos. — Meus mais sinceros agradecimentos por terem se reunido conosco aqui pela manhã. Ontem a noite, nossos novos visitantes chegaram, Jane e Alexander Volturi. — Renesmee ouviu o vampiro trincar os dentes ao ser chamado daquele jeito. — E seus acompanhantes, todos estão aqui com um propósito, proteção.

Ouve um burburinho, alguns bruxos falavam que a presença de vampiros só traria horror para todos. Principalmente de dois deles serem o Renegado e a Mestiça.

— Por favor, por favor, se acalmem — Margot pediu. — Não se exaltem, estamos todos aqui em guerra, nossa intenção é justamente combater uma. Jane e Alec eram parte do nosso coven séculos atrás, mas tiveram seus poderes abafados por conta da insistência de seus pais, que não os queriam ligado a magia. Mas, agora ambos precisam de seus poderes, para combaterem a ameaça que Eleanor, seus seguidores e o coven de Violet apresentam.

— Eles irão beber nosso sangue! — um bruxo gritou da multidão.

— São renegados, não tem poderes — outra gritou, então mais gritos foram ouvidos. Renesmee segurou o braço de Alec, como se aquele simples gesto fosse capaz de mantê-lo totalmente seguro.

— Alec e Jane possuem poderes, durante toda a vida humana, bruxos criaram o mito de que um não poderia permanecer com seus poderes se fossem transformados em vampiros, mas é isso, apenas um mito que os dois quebraram. Jane sustentou uma ligação com minha filha, Sofia, vocês viram, quando ajudaram a resgatá-la. E, Alec realizou um feitiço, que o salvou de uma morte por porção.

— Mentiras, enganações, são farsantes! — mais gritos.

Margot estava abrindo a boca para falar, quando Alec estalou os dedos, deixando uma chama de fogo surgir deles. Os bruxos mais próximos exclamaram de surpresa, então os mais distantes se manifestaram para também ver.

Oh, tem quanto tempo que você lança chamas pelos dedos?

Renesmee perguntou perplexa, como a maioria dos bruxos.

— Desde o incidente com Maria — murmurou.

Jane revirou os olhos para a exibição do irmão, então caminhou até onde Margot estava.

— Nós não viemos para machucá-los, estamos aqui apenas para treinar nossos poderes, precisamos proteger aqueles que amamos de Eleanor e Violet. Nos ajudem, ajudaremos vocês. Os Volturi garantiram proteção a todos aqueles que se aliarem, aqueles que lutarem essa guerra ao nosso lado — Jane falou, percorrendo seus olhos vermelhos por toda a população bruxa ali.

— A profecia — Margot retomou sua fala. — A mestiça carrega o filho do renegado, a criança é parte de nosso coven. Por ela, por esse ser que ainda nem nasceu, mas que corre grande perigo, devemos nos unir a eles. — Finalizou.

Renesmee sentiu todos os olhares se voltando para si, foi quando notou que só ali os bruxos pareceram descobrir sobre a gravidez. Sua mão voou até sua barriga e, mentalmente falou com o bebê que parecia inquieto.

Tudo bem, tudo bem. Mamãe está aqui, papai também. Ninguém tocará em você enquanto estivermos de pé.

Notas finais
Mal vejo a hora do bebê nascer!!!! Acham que é menino ou menina? Não esqueçam de entrar nos grupos que deixei os links lá em cima para acompanhar a #MaratonadeEscritaPsychoKiller Comentem, okay? Beijos! Lola Royal. 20.05.16