Psycho Killer

44 Capítulo Quarenta e Três


Notas iniciais
Só posso dizer, boa leitura!

Capítulo Quarenta e Três

Bella estava sozinha na biblioteca quando Edward entrou ali, cercada por livros, mas lendo O Morro dos Ventos Uivantes pelo que parecia ser a milésima vez em sua vida, mesmo depois de ser transformada em vampira, ela continuava nutrindo um amor forte pela obra. Não seria sua memória fotográfica e o fato de ter todo o livro em sua mente, que a faria o parar de ler.

Porém, Edward sabia muito bem que a esposa só recorria aquele livro quando queria se distrair de algo. Sempre era assim, ela mergulhava na leitura para tirar de sua mente o que estava lhe perturbando.

— Bella? — ele a chamou, ela demorou um pouco para olhá-lo, mesmo que Edward soubesse muito bem que Bella sabia que ele estava ali.

— Sim? — Ela por fim o olhou, forçando um sorriso.

— O que aconteceu? Não lhe vejo há um dia.

Era verdade, Bella estava trancada na biblioteca por um dia inteiro, lendo tudo que estivesse ao seu alcance.

— Você precisa sair, caçar alguma coisa. Jasper e Emmett estão de saída, vamos com eles.

— Não estou com sede — Bella mentiu, Edward sabia quando ela mentia, nem era preciso olhar nos olhos escurecidos dela.

Edward foi até ela, recostando-se na mesa que a vampira estava.

— Renesmee está bem, Bella — ele garantiu. — Não vai demorar muito para a termos de volta.

— Sei, só estou com saudades dela. — Bella fechou o livro, encarando Edward. — Como você se sente?

— Sobre? — Edward perguntou.

— Sobre ela e Alexander.

— Está falando da profecia? — Edward indagou arqueando uma sobrancelha.

— Não, sobre os dois, sobre o que sentem um pelo outro.

— Ele a ama — Edward respondeu, com certeza em sua voz que Bella logo captou. — E Renesmee, ela o ama também. É em Jacob que está pensando não? Na ligação que Nessie tinha com ele.

Bella confirmou com um aceno de cabeça.

— Não, o que ela tem com Alec não é nada parecido.

— É mais fraco? — Bella questionou, no fundo querendo uma resposta positiva para sua pergunta.

— Não Bella, é muito mais forte. Não pela profecia, não por ela ser a cantante dele. Alec e Renesmee se amam, de uma forma normal. Sem um imprinting, sem um feitiço, é apenas amor e isso consegue ser mais forte do que tudo.

— Tanto quanto nós nos amamos?

— Sim. — Edward sorriu para ela. — Mas da maneira deles.

— Renesmee morreria por ele? — Bella perguntou o que rondava sua mente por tanto tempo.

Edward assentiu, com um lampejo de dor passando por seu rosto.

— Da mesma forma que eu morreria por você, Bella. Da mesma forma que você morreria por mim. Mas, agora eles tem Charlotte e, assim como Nessie é nossa prioridade, ela é a deles. Eles matariam um ao outro se isso a mantivesse protegida.

***

Violet estava tão estranha, tão reclusa em seus próprios pensamentos, que Eleanor mal conseguia ficar perto dela sem acabar estressada pela parceira quase não lhe falar nada. Tudo que Violet dizia era:

— Temos de esperar pelo momento certo, Eleanor. Acalme-se.

Sendo assim, querendo um pouco de distância de Violet, para não acabar travando uma briga com aquela que amava. Eleanor estava no quarto de Aaron, ela amava Violet, mas tinha seus momentos com outras pessoas e a bruxa não parecia se importar, na maioria das vezes Eleanor ficava com raiva disso também, sentindo-se desprezada.

— Deveríamos atacá-los, sem contar a Violet — Aaron disse, distribuindo beijos pelo pescoço de Eleanor.

— Ficou maluco? Senão tivermos Violet, não temos o coven dela.

— E está com medo? Já atacamos os Volturi antes, podemos fazer de novo.

— Os atacamos com Violet, agora Jane e Alec estão usando seus poderes bruxos, seria estupidez arriscarmos perder grande parte de nossos seguidores em uma luta que podemos sair perdedores. — Ela soltou um gemido quando Aaron a tocou mais intimamente.

— Eu sei que quer acabar com Lucy, Aaron, eu prometo que ela será sua quando chegar a hora.

— E você? — Aaron encarou Eleanor. — Você realmente prefere aquela bruxa patética a mim?

Eleanor empurrou Aaron de cima dela.

— Não ouse falar assim de Violet, você não passa de um cara em minha cama, ela é a única pessoa que eu amo!

***

Alec quebrou metade da sala segundos depois da partida de Renesmee, Jane nunca tinha visto o irmão tão irado e, ela esteve ao lado dele durante momentos terríveis de sua vida. Ela o deixou extravasar sua raiva, sabendo que não teria nada o que fazer para reparar o que o irmão estava sentindo naquele momento.

Já na praça da aldeia, Lucy, Harry, Renesmee e Charlotte foram detidos de seguir o caminho para o bosque. Uma fila de bruxos impedia a saída deles, Charlotte começou a chorar, como se sentisse o que estava acontecendo ali.

Renesmee tentou dar meia volta e ir de novo para a casa, porém, outros bruxos tomaram a retaguarda deles. Estavam cercados por todos os lugares.

Então, Margot apareceu e, ela não parecia nem um pouco contente. Porém, também parecia cansada, pálida e fraca.

Renesmee concentrou-se por um segundo, jogando todos seus pensamentos para Alec. E, ela conseguiu, ele via tudo pela mente dela, mas Alec não conseguia sair de casa, nem Jane.

— O que está acontecendo? — ele perguntou para a irmã.

— Nos trancaram aqui — Jane deduziu. — Nos trancaram aqui, Margot nos traiu! — gritou.

— Jane, eu sou péssimo, eu não vou conseguir reverter esse feitiço.

Jane encarou o irmão e, pela expressão no rosto dela, Alec percebeu que ela também não. Margot era muito mais poderosa que os dois.

— Onde pensam que estavam indo? — Margot perguntou, parando diante de Renesmee.

— Nós...

— Cale-se criança! — Margot gritou para Charlotte, que naquele momento não parava de chorar um só instante.

Alec, Alec, nós precisamos de você. Charlotte precisa de você, por favor!

Renesmee gritou em sua mente.

— Margot, vamos resolver isso de maneira pacifica — Renesmee pediu. — Harry, Lucy, Charlotte e eu estamos voltando para Volterra, mas Alec e Jane irão ficar até o fim do treinamento deles.

Margot riu, uma risada que fez Renesmee entender que nada seria resolvido de forma pacifica.

— Nós podemos tentar, juntos! — Jane virou-se para o irmão, depois de uma tentativa sozinha falha de tentar quebrar o bloqueio de Margot.

— Jane...

— Você consegue, Alec. Só pense em Charlotte, em como quer salvá-la. — Jane tomou as mãos do irmão nas suas, fazendo com que ele se concentra-se junto dela.

Margot caminhou um pouco mais para longe de Charlotte e Renesmee, sorrindo para todos de seu coven que estavam ali.

— O treinamento dos dois foi apenas uma desculpa para fazê-los vir até aqui, eu quero a criança. — Renesmee apertou Charlotte em seu colo, depositando um beijo na cabeça da filha, deixando suas próprias lágrimas escorrerem por seu rosto. — No dia oito de março acontecerá um eclipse solar, será quando sua preciosa filha morrerá. — Margot voltou a sorrir ao dizer a última parte. — Mas acho que não lhes contei isso, não é mesmo? A necessidade de um evento astronômico para matar sua filha.

— Quem está aliado a você? Qual vampiro? — Renesmee quis saber.

— Nenhum que seja da sua conta, na verdade, você morrerá antes de sua filha. Pode começar a se despedir dela agora...

Margot se calou, parecendo assustada, quando todos os bruxos atrás de Renesmee caíram, sem seus sentidos. No fim, unindo forças, Jane e Alec conseguiram fugir do bloqueio que os mantinham presos na casa.

Renesmee respirou aliviada ao ver Alec, mas não por muito tempo, uma vez que outros bruxos da linha de frente começaram a irem até ela. Trocando um rápido olhar com Lucy, ela soube o que fazer, passou Charlotte para as mãos desta.

Há um lago, vocês podem atravessá-lo e correr pelo outro lado do bosque ate a saída para cidade mais próxima.

Lucy, junto de Harry correram para o interior da aldeia.

Jane atacava alguns bruxos com poderes mágicos, mas ela dava preferência ao seu poder de vampira. Alec tentava neutralizar a maior quantidade possível e, como tinham feito quando lutaram contra o exercito de Maria, Renesmee matava todos que ele conseguiu deter, arrancando cabeças sem pena.

Porém, Margot tinha pelo menos dez bruxos formando um circulo ao redor dela, claramente a protegendo, enquanto a bruxa murmurava um feitiço, que parecia não estar funcionando. Quando matou todos os bruxos que Alec deteve, Renesmee e ele correram até Margot, mas quando estavam perto de alcançá-la, a bruxa desapareceu, envolvida por uma luz alaranjada.

E, os bruxos, tinham sorrisos demoníacos em seus rostos quando começaram a atacar. Alec jogou um feitiço de proteção em volta de Renesmee, mas era por pouco tempo, tempo que seria apenas o suficiente para ela sair dali, enquanto ele e Jane tentariam conter o restante dos bruxos.

— Vá atrás de Charlotte! — Alec gritou para ela e, sem pensar em mais nada, foi o que Renesmee fez, correu atrás da filha, procurando por tudo que importava para ela naquele momento.

E, a encontrou, mas não como queria, nunca foi assim que passou em sua mente. Estava chegando à beira do lago, quando se deparou com Harry claramente preso em um bloqueio, do outro lado, uma Lucy acuada gritava ordens para Margot, que persistia contra o poder da vampira.

— Margot, não, por favor! — Renesmee implorou, batendo contra o ar, um ar duro, espesso, um bloqueio transparente que a impedia de ir até sua filha. — Você não quer esse poder, ele não é certo, você...

— Você não sabe sobre nada, Mestiça — Margot gritou, então, um feitiço preto saiu de suas mãos, atingindo Lucy que estava entrando no lago com Charlotte.

Lucy caiu, levando Lô para o fundo da água junto de si. Renesmee gritou tão alto, assim como Harry preso ali com ela. Então, antes de Margot entrar na água junto delas, Sofia apareceu, abraçando a mãe.

— Filha, você decidiu se unir a mim?

Sofia tinha o rosto tomado por lágrimas e, assim como a mãe, parecia tomada por exaustão.

— Não mamãe, eu vim detê-la. — Sofia cravou uma faca nas costas da mãe.

Margot caiu no chão, de olhos arregalados para a filha.

— Salve Charlotte — Sofia disse para Renesmee, deixando a mãe morrendo no chão, tirando o bloqueio e desaparecendo.

Renesmee, ainda tonta com tudo aquilo, saiu aos tropeços até a água. Jogando-se no lago para resgatar a filha, ela nadou até o fundo da água, onde o corpo de Lucy, que parecia petrificado estava, envolvendo uma Charlotte desmaiada em seus braços.

A híbrida pegou Charlotte nos braços, enquanto Harry aparecia e pegava Lucy. Assim que os dois voltaram a superfície, Renesmee voltou a chorar, vendo a filha podendo respirar e expelir a água de seus pulmões. Ela caiu no chão, apertando Lô em seus braços, encarando Margot morrer, ela estava adorando ver o sofrimento da outra.

— Renesmee — Harry murmurou com a voz trêmula, Renesmee o olhou, o corpo curvado sobre o de Lucy, que continuava imóvel, o que parecia errado. — Lucy está morta.

Notas finais
Podem começar a me ameaçar de morte, eu deixo... Comentem suas belas ameaças haha Mas olha, pelo menos Margot morreu também. Beijos! Lola Royal. 30.05.16