Psycho Killer

45 Capítulo Quarenta e Quatro


Notas iniciais
Helllo!! Ai gente, primeiro deixa eu falar que amo vocês, porque amo mesmo. Vim postar mais esse capítulo hoje porque Psycho Killer chegou aos 500 comentários e 9 recomendações. Sério, quero abraçar cada um. Muito obrigada a todo mundo que comenta, adoro vocês interagindo comigo e um obrigada em especial a Lydia Pierce hoje, que me deu a nova recomendação. O capítulo é dedicado a todo mundo e a gripe chata que eu tô, que ela vá embora logo hahaha Boa leitura!

Capítulo Quarenta e Quatro

Alec chegou ali logo depois. O vampiro não sabia o que fazer, em que ordem, era muito para processar. Margot morta rodeada por sangue, Renesmee aos prantos, com Charlotte do mesmo jeito em seu colo, Harry sob o corpo de Lucy, que parecia tão imóvel.

— Cantante? — Alec a chamou, Renesmee se virou para ele, o rosto tomado por lágrimas, os cabelos molhados prendiam em alguns pontos.

— Alec, ajude Lucy, a ajude! — Renesmee implorou.

Alec foi ate onde Harry estava com o corpo de Lucy, agachando-se junto deles. Tocou no braço dela, gelado como sempre, mas a vampira estava imóvel e Alec sabia que o desespero de Nessie e Harry não era a toa, ela devia estar assim por muito tempo.

— O que houve?

Renesmee abriu sua mente para ele, deixando Alec ver tudo, então o choro de reviver os últimos momentos voltou a assolar a híbrida, que não conseguia nem consolar a filha em seus braços. Alec afagou o rosto de Nessie, então o de Lô.

— Eu não sei o que fazer, não faço ideia de que feitiço é esse. Mas, ela não pode estar morta.

— Pode sim. — Ouviram a voz de Sofia, que chegava ali, Jane estava ao seu lado e paralisou ao ver o corpo de Lucy. — Margot criou um feitiço, passou sua vida inteira trabalhando nele.

— Você sabia, sobre o que ela queria com Charlotte? — Alec perguntou, tirando a menina dos colos de Renesmee, que praticamente rastejou até o corpo de Lucy, tentando reanimá-la, chamando seu nome diversas vezes em sussurros.

— Sabia, sempre soube — Sofia confessou.

— Você nos traiu! — Jane pareceu despertar, usando seu poder em Sofia, a fazendo cair no chão gritando de dor.

— Não Jane, não, por favor — Renesmee implorou, para a surpresa de todos. — Senão fosse por Sofia ninguém teria detido Margot, ela teria fugido com Charlotte.

— Se Sofia tivesse nos alertado antes Lucy não estaria morta, Renesmee! — Alec usou seu poder em Sofia, a deixando sem seus sentidos.

— Alec, ela salvou a vida da nossa filha. Margot mataria Lô, Sofia matou a própria mãe para salvá-la. — Renesmee murmurou, segurando na mão da amigam morta. — Ninguém iria a deter, podemos dar uma segunda chance a ela.

— Devemos matá-la — Harry, ao lado de Renesmee, disse. — A mãe dela matou Lucy, merda! — gritou, chorando sem lágrimas.

Alec tirou o poder sobre Sofia, que sentou-se, estava perto demais da mãe e olhou desolada para ela. Esticando-se para tocar no corpo sem vida da mesma.

— Eu sinto muito — Sofia falou com a voz baixa, mas era o suficiente para que os vampiros ali ouvissem. — Margot estava incontrolável pelo poder, ela o queria mais do que tudo, passava noites e noites acordada, apurando qualquer feitiço que fosse para se tornar mais poderosa. Ela mal via a hora de acabar com Charlotte e ter todo o poder, sobre todos os bruxos para si. — Alec fechou os olhos, apertando seus lábios contra a bochecha da filha em seus braços, que tinha parado de chorar.

— Quem seria o vampiro que participaria do feitiço com ela? — Renesmee indagou.

— Não sei. — Sofia a olhou, parecendo sincera na sua fala. — Nunca soube, eu não queria participar disso. Alec? — chamou por ele, que se recusou a olhá-la. — Alec, me perdoe, por favor. Sei que deveria ter lhe contado, mas era minha mãe, vocês a matariam, ela é tudo que eu ten...Tudo que eu tinha.

— Seria melhor ter nos deixado matá-la, a culpa lhe atormentará até sua própria morte — Jane disse com ferocidade. — Não que eu pretenda deixá-la viver por muito mais tempo.

— Jane, não...

— Você nos traiu, a mim e ao meu irmão. Botou a vida da minha sobrinha em risco. — Jane olhou rapidamente para Charlotte, certificando-se de que ela estava bem. — Sua mãe matou Lucy. — Jane voltou a usar seu poder contra Sofia. — Lucy era minha amiga!

— O feitiço, como ele funciona? — Renesmee perguntou a Sofia, que continuava se contorcendo no chão. — Jane, deixe-a responder — exigiu. — Como o feitiço funciona, Sofia? Quem mais sabe sobre ele? É como a porção que quase matou Alec meses atrás?

— Não, não é como a porção — Sofia respondeu quando Jane parou de usar seu poder contra ela. — Margot, ela usou muita magia negra para criá-lo, por ser um feitiço, ele funciona de forma mais rápida, é instantâneo. Não sei como funciona ao certo, nem mais ninguém, Margot fez tudo sozinha, ela disse que compartilharia comigo um dia, provavelmente quando estivesse morrendo e fosse querer que eu assumisse seu lugar, para deter os vampiros. Ela odiava vampiros, muito mais do que qualquer um, foi um que matou meu pai, Margot provavelmente faria o ritual e acabaria com todos os vampiros usando o feitiço. Ela teria o poder e exterminaria todos que odiava.

— Seu pai foi morto pelo pai da Eleanor — Alec disse, fazendo com que todos o olhassem, Sofia parecia não saber daquela informação, pois parecia mais chocada do que todos ali, com exceção de Jane que também sabia. — Foi um dos motivos que fez Aro ordenar que nós matássemos o pai dela, ele queria acabar com os bruxos, revelar os vampiros para o resto do mundo. Cruzou com seu pai em uma missão Volturi, ele estava sozinho, seu pai tinha matado os vampiros que André, o pai de Eleanor deveria ter controlado. Ele achou aquilo um absurdo, um bruxo dizimar vampiros, então o matou. Por isso Eleanor foi perdoada, mas mandada embora de Volterra, ela não teve envolvimento.

Sofia respirou fundo, sem conseguir dizer nada.

— Sofia, há algum jeito de trazer Lucy de volta? — Renesmee indagou, Sofia hesitou, então não respondeu nada. Revoltada com a falta de respostas, a híbrida foi até ela, jogando Sofia contra uma árvore. — Eu fiz uma pergunta, responda! — ordenou.

— Não, não há — Sofia respondeu, tendo sua garganta apertada por Renesmee, o ar quase não chegava aos seus pulmões.

— Eu lhe mandarei para o mesmo inferno que sua mãe está, me dê a resposta certa.

— Pode haver, mas eu não sei — Sofia cuspiu as palavras com o pouco ar que lhe sobrava. Alec foi até elas, depois de colocar Charlotte nos braços de Jane.

— Fale mais — foi a vez de Alec exigir.

— Provavelmente em magia negra — respondeu quando Renesmee a jogou no chão. — Mas eu não conheço, o pouco que sei de magia negra, nunca vi nada sobre ressurreição. Lucy está morta, eu não saberei trazê-la de volta, eu duvido muito que alguém saiba, mesmo minha mãe, mesmo Violet. Não é algo normal, bruxos abominam qualquer coisa que fuja da natureza, por isso detestamos vampiros, por serem mortos vivos, se um dia um bruxo criou algo para ressuscitar outro, ele deve ter sido punido e o feitiço ou porção destruídos e, qualquer coisa que fale sobre eles também. Lamento, mas não posso trazê-la de volta.

— Então você não tem serventia alguma, vamos matá-la — Alec anunciou, pronto para beber até a última gota de sangue de Sofia.

— Não — Renesmee o deteve. — Isso não será punição suficiente, ela merece ficar viva, remoendo o dia que enfiou uma faca na própria mãe.

— Eu não queria, eu não queria. — Sofia voltou a chorar, mas Renesmee não ligou, ela estava farta de Sofia.

Renesmee foi até Jane, tirando a filha dos braços da irmã de Alec, então saiu na frente com Charlotte. Alec foi logo atrás e Jane e Harry cuidaram de transportar o corpo de Lucy para longe do lago.

Quando chegou a aldeia, Renesmee teve de parar diante o local praticamente todo destruído.

— O que aconteceu aqui? — perguntou a Alec.

— Magia — Alec falou. — Jane e eu aparentemente somos mais fortes juntos, mas Sofia foi quem conseguiu finalizar a situação.

Tinham muitos corpos espalhados por ali, mas Renesmee não saberia dizer se eram de todos os bruxos do lugar, então deixou Alec saber de sua duvida enquanto caminhavam até a casa que ocupavam antes de tudo aquilo.

— A maioria morreu — ele contou, abrindo a porta com magia. — Alguns fugiram, mas não acho que voltarão tão cedo. — A porta se fechou também com magia.

Renesmee apenas assentiu, seguindo para o segundo andar. Fez tudo mecanicamente ali, deu banho em Charlotte, lhe colocou roupas que não tinham ido parar nas malas que naquele momento deviam ter virado trapos na saída da aldeia a colocou nos braços de Alec e foi tomar seu próprio banho. Quando saiu do banheiro, a garotinha estava adormecida no colo do pai, Alec não conseguia tirar os olhos dela.

— Foi minha culpa — Renesmee sussurrou, fazendo com que ele a olhasse. — Eu pedi que Lucy protegesse Charlotte, foi o que ela fez. Até o último momento.

— Renesmee...

— Eu coloco todos em perigo, Alec. — Sentou na beira da cama. — Sempre foi assim, desde que nasci. Quase matei minha mãe, quase matei minha família inteira e todos os lobos porque era uma aberração...

— Não, você não é.

— Eu sou, você e todos os outros Volturi estavam certos em querer me matar aquele dia. Isso deveria ter acontecido, a profecia nunca teria se concretizado. Não podíamos ter deixado ela acontecer.

— E nunca teríamos Charlotte! — Alec proclamou, com raiva em sua voz.

— Nós não conseguiremos a proteger.

— A protegemos hoje.

— E conseguiremos contra Violet? — Renesmee se levantou. — Contra Eleanor? Ela não está fazendo isso apenas por poder, você e Jane mataram o pai dela. Acha que não será o auge da vingança que ela mate sua filha? — O choro rompeu o peito de Renesmee. — Lucy está morta, Jacob está morto, eu os perdi por minha culpa e, agora irei perder todos os outros. Irei perder Charlotte.

Alec colocou Lô com cuidado sobre a cama, então foi até Renesmee, tirando de dentro da blusa dela o colar dele que ela usava.

— Você não vai e, pare de se culpar. Ou, pare de sofrer, por Charlotte. Eu amo você, Renesmee, você sabe disso muito bem. Mas não te deixarei ficar lamentando-se por ter Charlotte, principalmente perto dela.

— Eu não estou.

— Está e, você sabe que isso não era uma escolha nossa. Profecias foram feitas para serem cumpridas. Por favor, pare de chorar. Ela precisa da mãe, eu preciso de você. Não posso fazer isso sozinho, você ainda não percebeu?

— O quê?

— Como você matou um grupo gigantesco de bruxos? Como você soube no momento certo que não era seguro permanecer aqui? Se não fosse por você, Margot teria dado um jeito de tirar Charlotte de nós, ela foi pega de surpresa, estava fraca. Se fosse em outra situação seu plano teria dado certo.

— Mas Lucy.

— Lucy morreu protegendo Charlotte, Renesmee. Você tem que honrar isso, tem que matar qualquer um que ouse tocar nessa menina, porque perdemos alguém absurdamente importante que morreu tentando mantê-la segura. É uma Volturi agora, Renesmee. Nós não caímos depois de uma missão, nós vamos para outra, então outra.

— Tem de admitir que eu nunca fui uma Volturi, eu não passo de uma híbrida. Todos estavam certos, sou frágil, vulnerável, eu desmonto.

— Então não merece isso. — Tirou o colar dela, fazendo com que o choro de Renesmee parasse. — Não merece Charlotte, vá embora, reúna-se a sua família e voltem para Forks. Eu tomarei conta dela, Eleanor não precisa da mestiça para seu ritual, ela precisa da filha dela. Você pode ir embora, Renesmee, você pode deixar isso tudo para trás.

Alec se afastou dela, indo até Charlotte, colocando o colar de volta em seu próprio pescoço. Renesmee o encarou, perplexa, então para a porta do quarto e, de volta para a filha.

— Você ficou maluco? — inquiriu, indo até Alec que a olhou sem grandes expressões no rosto. — Eu não vou deixar minha filha.

— Então pare — Alec pediu. — Pare de inferiorizar, perdemos Lucy, você perdeu Jacob. Passamos um longo tempo sem Jane, sem sua mãe. Mas, não podemos perder Charlotte. Lembra, no meio de toda a briga mais cedo, quando você foi até Charlotte? Como foi fácil sair de perto de mim para ir até ela?

— Sim, foi muito fácil.

— Faça isso, Renesmee, todos os dias, todos os segundos. Faça ser fácil deixar qualquer um para trás, deixar a si mesma para trás se isso significar o melhor para Charlotte. Ou vá embora, Lô não terá uma vida fácil com tantas pessoas querendo acabar com a vida dela, mas ela não precisa de alguém que desmorone, ela precisa de alguém que lhe sustente. Eu posso fazer isso, preciso saber se você também consegue.

— Consigo, eu consigo. — Renesmee sentou junto de Alec. — Desculpe. — O beijou.

— Por favor, não vá embora. — Alec pediu, a colocando em seus braços. — Sei que fui estúpido, mas eu preciso de você, preciso que entenda que Charlotte e eu precisamos de uma Renesmee forte ao nosso lado.

— Eu sei, serei forte, serei mais forte do que nunca. — Ela tirou o colar do pescoço dele, colocando no seu. — Nunca mais tire essa estúpida joia de mim, é o que me mantém sabendo que eu te beijarei outra vez. — Alec sorriu, então tristeza tomou conta de seu rosto.

— Sinto muito, por Lucy.

— Sinto muito também. — Renesmee repousou a cabeça no ombro dele. — Sei que você queria matar Aaron, mas eu que vou. Irei queimá-lo e vingar o que fez com Lucy. Ela foi minha melhor amiga.

Renesmee voltou a chorar, Alec a deixou chorando em seus braços, até que a híbrida pegasse no sono. Por um momento ele invejou a ela e Charlotte, queria poder dormir também. Deixar todo aquele dia terrível para trás. Não disse nada a Renesmee, mas não seria ela quem mataria Aaron, ele mesmo iria queimá-lo, então beberia o sangue de Violet e arrancaria a cabeça de Eleanor. Faria o mesmo com qualquer um que chegasse perto de tocar em Charlotte.

Notas finais
É gente, Lucy tinha que morrer, infelizmente para provar que eles estão em um problema real. Além do mais, ela morreu enquanto protegia a Lô e isso pode ser considerado uma redenção da personagem depois do que aconteceu após ela ser transformada... Ainda que eu esteja aqui triste por não ter mais Lucy. Vejo vocês nos comentários, se forem muito quarta tem mais. Beijos! Lola Royal. 30.05.16