Psycho Killer

41 Capítulo Quarenta


Notas iniciais
Olááá, vocês foram tão lindas no capítulo passado, continuem deixando muitos comentários para aquecer meu coração haha Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo Quarenta

Era fevereiro, o frio estava menos destruidor no norte da Inglaterra, ainda assim, Renesmee não se sentia mais confortável naquela aldeia. Era a véspera do dia estipulado para o nascimento do bebê, uma menina segundo Sofia, ela estava sozinha em casa com Lucy e Harry, enquanto Jane e Alec passavam mais um dia treinando seus poderes.

No quarto que ocupava junto de Alec, Renesmee estava deitada na cama, afagando a barriga. Não sentia vontade alguma de deixar o quarto aquele dia, mesmo que ficar com Harry e Lucy sempre fosse divertido, porque os dois eram ótimos em distraí-la, mas ela só queria ficar entre os lençóis, quieta.

— Tudo bem por aqui? — Lucy perguntou, colocando a cabeça para dentro do quarto, Renesmee assentiu, virando-se na cama para olhar a amiga.

— Sim Lucy, obrigada, estou bem só um pouco com vontade de me fundir a cama.

— Posso ficar aqui? — Lucy perguntou.

— Pode — Renesmee concordou, notando o olhar angustiado da outra, levantou o lençol, deixando Lucy se colocar embaixo dele também, ainda que ela não sentisse frio. — O que houve? Harry roubou mais uma vez nas cartas?

— Antes fosse — murmurou, sorrindo para Renesmee. — Mas não quero lhe encher com meus problemas.

Renesmee segurou na mão de Lucy.

— Pode falar, Lucy, eu preciso me distrair dos meus de qualquer forma — insistiu.

— Mas os meus são tão superficiais perto dos seus.

— Nenhum problema é superficial, todos são sérios e merecem ser discutidos — Renesmee disse. — Sou sua amiga, Lucy, espero que possa dividir suas inseguranças comigo.

Lucy fechou os olhos, apertando um pouco a mão de Renesmee.

— É sobre Aaron — sussurrou, abrindo os olhos. — Sobre como eu tenho medo de passar o resto da eternidade sendo covarde, temerosa por tudo que ele me causou. Eu tenho medo de amar, de me abrir, porque acho que a qualquer momento posso ser machucada, ou pior, machucar alguém.

Isso é sobre Harry?

Renesmee perguntou em pensamentos para Lucy, que prontamente assentiu.

— Lucy, Aaron é um psicopata, nem todo mundo é como ele, mesmo que seja um vampiro. E, você tinha acabado de ser transformada, estava sozinha, confusa, perdida, como podia saber o que fazer? Como podia se controlar sem ninguém para ajudá-la?

— Seu avô, Carlisle, eu soube que ele sozinho se controlou. Olhe tudo de bom que Carlisle fez, ele tem anos de vida e não mata humanos.

— Você quer se tornar vegetariana? Como minha família? — Renesmee indagou, vendo uma careta tomar conta do rosto de Lucy. — Foi o que pensei, Lucy, não somos monstros. Ou melhor, somos, mas não pedimos por isso. Você foi transformada por Aaron, eu nasci assim. Você cometeu seus erros, sei que é difícil superá-los e esquecê-los, mas tem uma eternidade a sua frente, não pode deixar que isso te consuma para sempre.

— Obrigada Nessie! — Lucy a abraçou.

— E, se você quer saber — Renesmee fez com que a vampira voltasse a olhá-la. — Eu não poderia estar mais feliz por saber que você estará aqui quando esse bebê nascer. Porque sei que você irá proteger ele, ou ela como Sofia disse.

— Eu vou, juro que vou — Lucy afirmou, balançando a cabeça em um aceno positivo. — Sei que não sou sua irmã, nem de Alec, mas realmente considero essa criança especial, eu irei cuidar para que ela não sofra.

Renesmee respirou fundo, pronta para pedir aquilo.

— Você tem de me prometer mais algo, Lucy.

— O quê?

Você tem que prometer que irá cuidar dessa criança se Alec e eu morrermos, ela é mais importante, você entende?

Colocou seus pensamentos na mente da outra.

— Renesmee, não diga isso.

É só a verdade, ele e eu estaremos na primeira linha de combate para quem quiser tocar nela. Não sei quantos vão cair junto conosco, eu preciso que alguém esteja lá a protegendo. No sentido literal, figural.

— Quer que eu fique com a criança?

— Em todas as batalhas, você não vai combater, nós vamos. Precisamos de Jane, precisamos da minha família, você é a única que nos resta. Eu não tenho mais ninguém a quem confiar a minha filha. Se nós cairmos, eu quero que a sustente.

— Eu vou protegê-la, eu juro. — Elas voltaram a se abraçar.

***

Alec estava deitado ao lado de Renesmee, vendo-a dormir com a mão sobre a barriga. Era de fato uma barriga de nove meses, que tinha se desenvolvido rapidamente em algumas semanas, o que para ele continuava sendo uma loucura, mas era bom saber que diferente da gravidez de Bella, Renesmee não estava à beira da morte.

Já era o décimo terceiro dia, do segundo mês. Segundo o que Sofia tinha dito, a criança podia nascer a qualquer momento a partir dali.

O dia anterior tinha sido intenso para Alec, treinou até o fim da noite junto com Jane. Ele já estava quase desistindo, era obvio que a irmã era mil vezes melhor do que ele. Era como se Alec tivesse uma espécie de barreira em sua mente que o proibia de ser bom em magia, resultado de tanto tempo desprezando os bruxos.

Sabia fazer feitiços e porções básicas, mas sabia que em uma guerra contra Violet e o coven dela, ele não seria nada. Teria de usar seu poder como vampiro, ou melhor, arrancar a cabeça de quantas pessoas fosse possível, no menor tempo.

O telefone de Renesmee tocou, para que ela não acordasse, Alec o pegou, visualizando o nome de Bella ali. Não queria atender, sabendo que ela podia ser uma perfeita estúpida e ele retribuir no mesmo nível, mas não queria deixar a vampira pensando que algo de ruim pudesse ter acontecido.

— Alô.

— Alec? — Bella perguntou.

— Sim, Renesmee está dormindo agora, não pode atender.

— Ah claro, eu sempre esqueço que ela precisa dormir, estou rodeada por vampiros demais — Bella divagou. — Ela está bem?

— Sim, só não quis fazer nada além de ficar no quarto hoje — Alec sussurrou. — Acho que ela sente falta de vocês mais do que deixa aparente — comentou.

— Também sentimos a falta dela. — A voz de Bella estava carregada de tristeza. — Nós fomos a Forks, por alguns dias na última semana, não quis contar a ela.

— Algo aconteceu?

— Meu pai não estava muito bem, mas ele melhorou. Perguntou por Nessie, eles sempre foram tão ligados, não sei como consegui mentir para ele.

— É para o bem dele — Alec falou. — Ele não pode saber sobre nada do que está acontecendo. Na verdade foi imprudência de vocês o visitarem, pode colocar Eleanor no caminho dele.

— Eu sei, eu sei, Aro disse isso milhões de vezes. — Bella estava claramente irritada. — Alec, eu finalmente vi o tumulo de Jacob — a voz dela foi bem baixa ali. — Eu realmente posso confiar em você? — Aquela pergunta pegou Alec de surpresa. — Posso mesmo confiar que você fará de tudo para manter minha filha segura e feliz?

— Sim, você pode — foi a resposta imediata dele.

— Então, bom. — Bella parecia aliviada. — Se ela ficar feliz com você, eu também fico feliz. Obrigada!

***

A manhã seguinte amanheceu nublada e chuvosa, Harry que tinha ido caçar no dia anterior, retornou trazendo bolsas de sangue para Renesmee. Que as bebeu sem muita vontade.

— Você está bem? — Alec indagou pela quinta vez em meia hora.

— Sim, só desconfortável, me ajude a sentar.

Prontamente Alec a ajudou a sentar de forma correta na cama, espalhando travesseiros e colocando os lençóis de forma correta ao redor de seu corpo.

— E agora?

— Acho que Sofia estava certa. — Renesmee respirou fundo algumas vezes. — Eu vou ter o bebê hoje.

— O que você quer que eu faça?

— Você? Nada, mas estou arrependida de não ter deixado vovô Carlisle vir, eu preciso de um médico. Será que tem algum na aldeia?

— Eles não tem médicos, não acreditam em medicina, mas deve ter alguém experiente em partos, ou coisa assim.

— Ah, que reconfortante, minha filha vai nascer literalmente no século quinze. — Alec riu, curvando-se para beijá-la. — Alec?

— Sim?

— Eu quero que me prometa algo.

— Renesmee...

— No Texas, quando fomos atrás de Maria, você me fez prometer que pensaria em mim primeiro, porque eu já podia estar grávida. Hoje o bebê vai nascer, eu preciso que me prometa que ela vai ser a prioridade. Se algo acontecer, você deve salvá-la, eu não me importo de ficar para trás.

— Eu não quero te perder, Renesmee. — O rosto de Alec parecia torturado.

— Preciso que prometa que colocará a segurança dela antes da minha, antes da sua. — Ele a encarou. — Eu também vou, eu te deixarei para trás se isso for o necessário para que ela fique salva.

Alec assentiu, entendendo o ponto que Renesmee queria chegar.

— Nós a amamos, mais do que nos amamos.

— Por isso a profecia foi feita para nós, não é? Para sofrermos a protegendo, porque somos monstros e monstros merecem sofrer. O mundo inteiro pode vir atrás dela, ela precisa que nós a mantenhamos salva.

— Nós vamos. — Alec tocou na barriga de Renesmee. — Ela é a prioridade.

— Ela é a prioridade — Renesmee repetiu, deixando lágrimas escorrerem por seu rosto.

***

Renesmee estava em trabalho de parto a pelo menos quatro horas, Margot levou uma anciã até lá para ajudar o bebê nascer. Mas, não era tão simples quanto a híbrida via em filmes, era muito pior.

Quatro horas de parto e nada do bebê nascer, tinha apenas dor, cansaço e vontade de desmaiar.

— Não a nada que possa fazer para adiantar? — Alec perguntou para a anciã, enquanto Lucy colocava mais panos umedecidos com água gelada sobre a testa de Renesmee que suava.

— Não, Renegado. — A resposta da senhora de cabelos brancos foi certeira. — A criança virá ao mundo em seu próprio tempo.

Jane entrou na sala, remexendo algo em um copo, que estendeu para Renesmee.

— O que é isso? — a híbrida perguntou com nojo do cheiro e do líquido grosso e verde.

— É uma porção, vai te dar forças para o parto, além do mais é bom para o bebê...Você sabe, ela é será uma bruxa também.

— E quem preparou isso? — Renesmee indagou, não confiaria em nada preparado por bruxo nenhum.

— Eu, fique tranquila — Jane disse. — Não vai fazer mal a você, nem a ela.

Cedendo, Renesmee levou o copo a boca, ingerindo o líquido de uma só vez.

— Tem gosto de terra, credo. — Lucy tirou o copo de perto dela.

— Vai se sentir melhor. — Jane afagou o rosto de Renesmee. — Eu vou ligar para sua família, dizer que até agora tudo está bem, quer que eu diga algo a eles?

— Que eu acabei de beber terra. — Renesmee sorriu para Jane.

Que eu os amo, por favor.

Pediu a ela por pensamento.

As horas continuaram se arrastando, Renesmee tinha ficado mais resistente a dor com a porção, mas não era algo que a levava de si cem por cento. Então, um pouco depois das cinco da tarde, o trabalho de parto começou de verdade.

Alec continuava ao lado dela, assim como Lucy. Ambos segurando cada mão dela, enquanto a filha de Bella se esforçava para trazer seu bebê ao mundo e, depois de muita força, gritos e ordens da anciã que ela fosse uma mulher e que fizesse aquilo direito, Renesmee deu a luz a sua filha.

E, mesmo suja de sangue, esperneando alto e recém chegada ao mundo. Renesmee entendeu o quão o amor podia ser forte, ela amava aquela menina, mataria e morreria por ela quantas vezes fosse necessário.

— Charlotte — Alec sussurrou, Renesmee olhou para ele, que parecia tão encantado quanto ela.

— Charlotte — Renesmee concordou. — Nossa Charlotte.

Notas finais
Minha queridinha nasceu, quem me acompanha a bastante tempo sabe o amor que eu tenho pela Charlotte. Minha personagem original que eu sou apaixonada, vocês vão amá-la também, certeza. Comentem dizendo o que acharam e, que tal recomendações?? Faltam apenas duas para dez, me deem esse presente, please. Beijos. Lola Royal. 25.05.16