Psycho Killer

25 Capítulo Vinte e Quatro


Notas iniciais
Não tenho muito a falar sobre esse capítulo além de...SURTEM COMIGO...Só isso haha Boa leitura anjinhos, espero que gostem!

Capítulo Vinte e Quatro

O mundo pareceu desabar de vez ali, como se todos os fios de aço que conseguiam o manter no lugar tivessem sido arrebentados. Renesmee não fazia ideia do que fazer, ela tinha treinado — ainda que pouco —, mas estava paralisada de medo.

Em um minuto estava diante de Alec, então em uma transformação mágica, envolvendo uma luz verde brilhante, ele virou Eleanor. Ou melhor, Eleanor voltou a ser ela mesma, depois de se transformar em Alec.

Há quanto tempo ela era ele? Era a pergunta que a Cullen fazia a si mesma.

Aqueles segundos que a híbrida ficou paralisada, pareciam ter sido eternos, mas não foram. Ela foi despertada quando ouviu um barulho de algo desmoronando dentro do salão, então gritos começaram a ecoar.

— Não! — ela gritou também, tentando abrir a porta que lhe levaria de volta para o salão, mas Eleanor agarrou em seu braço, tão forte que fez Renesmee cair de joelhos no chão urrando de dor pelo aperto.

— Não mestiça, você não pode entrar lá, sua segurança é muito importante para mim — Eleanor falou, erguendo Renesmee com muita facilidade do chão. — Não seja teimosa como sua mãe.

Então algo estalou na mente de Renesmee, aquela vampira desgraçada na sua frente era a sequestradora de sua mãe. Reunindo toda sua força, tirou seu braço do de Eleanor, dando um chute na perna da vampira, o que pareceu a pegar de surpresa, mas também lhe deixar mais irritada.

Renesmee chegou novamente perto da porta, mas ela não conseguia a abrir de maneira alguma. Estava forçando a maçaneta o máximo que podia quando Eleanor agarrou sua cabeça, a chocando contra a madeira da porta, que surpreendentemente não quebrou com o ato.

Eleanor soltou uma risada alta, demoníaca ao ver Renesmee cair mais uma vez no chão, mas daquela vez sangrando. A híbrida também tinha começado a chorar, não só pelo novo machucado, mas por desespero. Do lado de dentro parecia estar acontecendo uma guerra e ali com ela estava a mandante de tudo aquilo e ela nem conseguia matá-la, sentiu-se mais inútil do que nunca.

Por algum milagre, ou algo assim, a porta se abriu. Renesmee nem teve tempo de tentar se rastejar para fora da sacada. Continuava largada no chão, com um lado do rosto contra o chão frio, enquanto o outro era pisado por Eleanor, com a ponta do salto alto que tinha surgido junto da imagem real da vampira.

— Largue-a, Eleanor! — Renesmee ouviu a voz de Jane, ela também parecia muito furiosa.

— Jane! — Eleanor rosnou. — Eu estive esperando por você, querida. Vai me atacar?

— Eu vou matá-la! — Jane gritou.

— Está na hora Eleanor, vamos! — uma segunda voz surgiu na sacada, Renesmee não sabia de quem era, mas não tinha um cheiro a acompanhando e pensou ser uma bruxa, Jane tinha se calado do nada e aquilo era suspeito. — Temos de ir embora antes que cheguem a você. — Eleanor pisou mais forte no rosto de Renesmee, conseguindo feri-la ainda mais.

Quando Renesmee conseguiu sentar-se, viu Jane jogada no chão, ela não tinha sido morta, mas estava inconsciente. Aquilo era demais para sua cabeça, não conseguia entender como algo daquele tipo conseguia ser feito contra uma vampira.

— Antes ela tem que ver algo! — Eleanor ergueu Renesmee mais uma vez do chão, então a colocou encostada na mureta da sacada. — Olhe mestiça, olhe sua amada mãe.

Renesmee arfou ao ver Bella no meio do jardim do Castelo Volturi, ela parecia concentrada, de olhos fechados, cercada por um grupo de quatro pessoas, entre eles vampiros e bruxos. Bella abriu os olhos, olhou para a filha, então começou a chorar.

— Mãe! — Renesmee gritou, tentando jogar-se da sacada, mas Eleanor agarrou seu pescoço a sufocando.

— Ainda não, Mestiça — falou em um tom divertido. — Prometo que lhe devolvo sua mãe, quando você me der o que eu tanto quero. — Eleanor piscou para Renesmee, então com mais força do que antes, ela a jogou contra o chão de novo. A última coisa que a híbrida ouviu antes de apagar foi o grito de Bella.

***

Metade do salão onde acontecia o baile tinha desmoronado, duas fogueiras estavam acessas e nelas queimavam alguns dos vampiros que tinham lutado contra o exército de Eleanor. Nenhum que lutava ao lado dela tinha morrido, não com o apoio de tantos bruxos praticantes de magia negra que ela tinha consigo.

Aro olhava para tudo aquilo com profundo ódio, não tinha perdido apenas alguns de seus convidados, como também alguns de sua guarda. Foi tudo tão rápido que nem ele conseguiu absorver tudo. Em um minuto todos dançavam, no outro vampiros e bruxos aliados de Eleanor surgiram ali, matando, destruindo, criando um verdadeiro caos.

— Ah querido! — Sulpicia correu para seus braços, o abraçando com força, parecendo desesperada.

— Ela vai pagar — Aro disse. — Aquela vaca francesa vai morrer por minhas mãos, Sulpicia.

— Aro querido... — Sulpicia murmurou. — Marcus está morto!

Os olhos de Aro saíram das fogueiras, voltando-se para o rosto da vampira em seus braços.

— O quê?

— Eles o mataram, um dos membros da guarda acabou de confirmar que viu ele sendo morto. Ele...

Aro a largou, ainda não tinha visto o quanto de sua própria guarda tinha perdido. Mas ter perdido Marcus era demais, sabia que Caius estava em segurança, ele tinha saído do salão pouco antes do ataque com Athenodora.

— Quem mais morreu? — Aro indagou para Sulpicia, passando por cima dos corpos da matilha de lobos que tinha sido completamente morta. Todos os bruxos tinham fugido, e os humanos da banda massacrados.

— Aro... — Sulpicia começou a sussurrar.

— Fale! — gritou com ela, sem paciência alguma para o tom brando da esposa.

— Jane está desaparecida — ela falou. — Ninguém sabe se ela foi morta.

Aro então parou, parecendo que tinham arrancando sua alma de seu corpo, isso se vampiros possuíssem alma.

***

Os Cullen estavam por todo lado a procura de Renesmee, iam a todo canto do castelo a procura dela, mas não a achavam em parte alguma. Jacob já tinha se transformado em lobo e corria pela parte externa do local, procurando pela garota, que mais uma vez havia desaparecido.

Alec estava saindo de um quarto, com a roupa que usava em ruínas, quando topou com Edward.

— Onde está minha filha? — Edward jogou o vampiro contra a parede.

— Eu não sei onde ela está, eu estava cercado por cinco bruxos. — Alec o jogou para longe.

— Eles bem que podiam ter te matado! — Edward gritou.

— Sabe que eles me querem bem vivo, estão do lado de Eleanor — Alec falou, seguindo para a escadaria, Lucy apareceu em pânico.

— Alec, algo terrível aconteceu.

— Ah sim Lucy, eu vi, uma merda de um ataque surpresa! — Alec exclamou, a ignorando e terminando de descer a escadaria.

— Sua irmã sumiu, isso que aconteceu — Lucy falou, fazendo com que ele parasse.

Alec se voltou para ela, os olhos vermelhos tomados por descrença.

— Repita! — ordenou. — Repita! — insistiu gritando.

— Sua irmã está desaparecia — Lucy disse bem baixinho, como se alguma forma aquilo não fosse ser real. — Ela pode ter sido morta...

Alec não a esperou terminar de falar, correu para longe, gritando o nome de Jane. Ele chegou até o salão onde tinha acontecido o baile, Aro e Sulpicia estavam ali.

— Onde está minha irmã? — indagou para Aro.

— Ela está viva, vamos achá-la — Aro tentou ser forte ao dizer aquilo, mas perder Jane o fazia se sentir fraco e sem parte de seus poderes.

— Você vai sim, ou eu matarei cada um neste castelo — Alec ameaçou. — Jane e eu lhe alertamos que isso era uma péssima ideia...

Ele foi interrompido ao ouvir um coração bater, sabia exatamente de quem era o coração. Localizou o som, atrás de uma fogueira, uma das portas que dava para a sacada. Correu até lá, conseguindo passar ao lado do fogo, com cuidado. A porta teimou um pouco a ser aberta, mas ele conseguiu.

Acertando, viu Renesmee jogada no chão. O rosto dela estava tomado de sangue, além de bem ferido. O vestido estava rasgado e ela estava descalça, isso sem falar que tremia de frio.

— Cantante, acorde! — Ele caiu ao lado dela, tocando com as pontas dos dedos no ombro dela, que resmungou de dor, mas não abriu os olhos. — Renesmee...

— Nessie! — Então Jacob apareceu, Alec olhou para trás e viu que a fogueira tinha sido apagada. — O que você fez com ela, seu sanguessuga? — gritou com Alec, tomando Renesmee em seus braços, a levando para dentro do castelo.

Aro já não estava mais ali, mas Sulpicia gritou ao ver o estado de Renesmee, então guiou Jacob até o quarto dela, isso depois de ordenar aos vampiros da guarda que estavam ali, que dessem um jeito em toda a bagunça do salão. Sulpicia seguiu na frente, Jacob carregando Renesmee logo atrás, Alec os seguindo de perto, analisando cada corte no rosto perfeito da híbrida.

Os Cullen logo os encontraram, então eles entraram com Jacob e Renesmee no quarto dela. Deixando Sulpicia e Alec do lado de fora.

Cheio de raiva, o Volturi quebrou parte de um adorno da escada. Mas parou quando sentiu a mão de Sulpicia em seu ombro, não diria que ela era a sua mãe, só que a esposa de Aro sempre tratou a ele e a Jane muito bem.

— Minha irmã pode ser uma das cinzas naquelas fogueiras — falou, olhando para o rosto apreensivo de Sulpicia.

— Jane não pode estar morta, ela não se deixaria perder, conhecemos aquela garota muito bem. — Sulpicia o acalentou. — Vamos resgatá-la, então você poderá arrancar a cabeça de Eleanor com suas próprias mãos e Jane irá adorar acender uma fogueira para queimar a vagabunda.

— Tudo que eu mais quero é matá-la — Alec afirmou, debruçando-se sobre a escada. — Como ela está? — perguntou quando Alice saiu do quarto, junto com Jasper.

— Fique longe da minha sobrinha, seu verme! Vamos todos deixar esse castelo quando ela melhorar. — Alice deixou bem claro, rebocando Jasper dali.

— Edward deve ter contado aos outros — Alec falou para Sulpicia.

— Alec, venha comigo! — Sulpicia o tirou de lá, o arrastando para a biblioteca. — Você não pode fazer o que Aro mandou, entendeu?

— Sulpicia...

— Não pode! — ela afirmou. — E eu sei que se eu não pedisse você não iria fazer isso também, apesar de todo seu exterior maligno, sei que não é um completo vilão. Lhe conheço há centenas de anos, você não faria isso com Renesmee só por poder, nem mesmo para agradar a Aro.

— E se eu não fizesse isso por ele? Mas por mim? E se eu fosse o dono de todo poder?

Sulpicia sorriu, então afagou o rosto dele.

— Não, nem assim — ela disse certa. — Você conseguiria? Sei que mesmo depois de tanto tempo não se esqueceu quando aqueles humanos lhe colocaram em uma fogueira junto a Jane, você não deixaria que ninguém fizesse isso com...

— Não complete essa frase — ele pediu, abaixando a cabeça. — E está certa, não vou fazer isso. Ia contar toda a história a Renesmee depois do baile, ela precisa saber no que está metida também. Mas — ele voltou a olhar para Sulpicia. — Seu marido vai querer me matar por eu não corresponder as altas expectativas dele.

— Aro? Aro não vê você e Jane como meros membros da guarda e sabe disso, Alec — Sulpicia falou. — Ele está desolado com o sumiço dela, ele não iria lhe fazer o que essa profecia estúpida diz se soubesse que você não consegue. Sim, Aro pediu que você a realizasse, mas não vai te matar se não a cumprir.

— E Caius? — Alec perguntou o mais baixo possível.

— Nunca confie em Caius, muito menos em Athenodora! — Sulpicia o abraçou, para dizer aquilo bem baixo ao seu ouvido.

— Renesmee acordou, ela quer falar com você, Alec — Lucy surgiu na porta da biblioteca, com as roupas sujas e o rosto cheio de pânico.

— Ah querida! — Sulpicia foi até ela, a tomando em seus braços. — Aaron chegou perto de você?

— Não — Lucy respondeu com a voz tremula. — Alec e eu estávamos presos em um quarto com bruxos, mas eu o ouvi do lado de fora, ele vai voltar para me pegar, sei que vai.

— Então eu o matarei também — Alec sacou o livro que queria da estante, saindo da biblioteca.

O caminho até o quarto de Renesmee foi feito a passos lentos, estava temeroso com o teor da conversa que teria com ela, aquilo era irritante também. Nunca tinha se sentido, não depois de virar um vampiro, com medo, mas desde que ela apareceu aquilo pareceu se tornar algo que o cercava.

Bateu duas vezes na porta, então Edward a abriu, apenas ele e Carlisle permaneciam ali. O mais velho dos Cullen estava junto de Nessie, dando um jeito no rosto ferido dela, não havia mais sangue, mas ainda tinham os cortes e o rosto abatido.

— Não! — Edward exclamou. — Renesmee não está em condições de saber desse assunto agora, ela viu a mãe, está péssima.

Alec voltou a olhá-la, permanência de olhos fechados e tocava sem parar no pescoço.

— Ela precisa saber — Alec disse apenas aquilo.

— Vamos Edward. — Carlisle saiu de perto de Renesmee, conduzindo o outro para fora do quarto.

Alec deixou o livro sobre a mesinha onde os desenhos da híbrida estavam, então caminhou até a cama dela, sentando-se junto a ela ali. Tocou sobre a mão que não saia do pescoço, o que imediatamente a fez abrir os olhos.

— Minha mãe estava do lado deles, Alec — ela sussurrou, parecendo apavorada. — Usando seu poder, ela ajudou a matar outras pessoas os protegendo.

— Sua mãe só é uma peça desse xadrez maligno de Eleanor, Renesmee — Alec falou, afagando gentilmente sua mão.

— Sei disso, sei que ela não queria estar ali. — Mais lágrimas se espalharam pelo rosto da híbrida. — Eleanor disse que se eu desse o que ela quer, eu teria minha mãe de volta. Mas não faço ideia do que ela quer.

— Renesmee...

— Ela levou meu colar. — Tirou sua mão da dele, voltando a tocar em seu pescoço. — Mas não era isso, não é? Ou ela teria dito, ou quem sabe deixado mamãe. — Então Renesmee se calou. — Alec, Jane foi levada.

Alec prendeu a respiração, já suspeitava daquilo, mas não podia deixar-se de se sentir péssimo. Jane nas mãos de Eleanor, do exercito vampiro dela e dos bruxos que estavam se aliando a ela.

— Mais um motivo para você melhorar seu ataque, resgatar Jane e fazê-la gostar de você. — Alec conseguiu brincar, mas Renesmee não conseguiu rir. — Não fique tão tensa, Jane e sua mãe serão resgatadas, sem um fio de cabelo fora do lugar.

— Você não me viu lutar contra Eleanor, foi patético. — Renesmee suspirou.

— Ei, você mal treinou, não podia esperar que a matasse. — Alec segurou no queixo dela. — E eu não posso julgá-la, fui preso em um quarto com uns bruxos que me imobilizaram muito facilmente.

— Por que Eleanor tem bruxos aliados a ela? Eu pensei que ela queria todas as raças extintas, ou subjugadas a ela.

Foi a vez de Alec suspirar, saindo da cama de Renesmee e voltando com o livro em mãos.

— O baile acabou...

— Então teremos nossa conversa — completou a fala dele. — Era sobre o que você e meu pai estavam falando antes? Não acredito que ele já sabia e não me disse nada.

— Calma, foque no problema que temos agora, depois você briga com o olhos dourados.

— Tudo bem. — Ela colocou a costa ereta. — Conte-me tudo.

Alec não fazia ideia por onde começar, tinha aquele peso em suas costas desde que foi transformado, por anos não pensou naquela profecia. Até descobrirem da existência de Renesmee, então, depois quando ele a reencontrou em Londres.

— Vou ler algo, só fique quieta — ele mandou, folheando o livro até encontrar o que queria.

Uma mestiça nascerá

O sangue dela despertará

A ira do Renegado

O desejo do Renegado

Uma mestiça

Um Renegado

Reunidos por sangue

Reunidos por desejo

A mestiça se deitará com o Renegado

E da união nascerá o herdeiro

Do entrelace

A criança será a escolhida

Seu sangue

Irá mover guerras

Batalhas

Mortes

A criança da mestiça

A criança do renegado

Quem beber de seu sangue

Quem fizer o ritual

O ganhador

O dono

Do poder

Irá reinar

Controle

Terá

Controle

Terá

A criança

A perdição

A criança

A salvação

A mestiça

E o renegado

A criança

Um só

Sangue

Poder

Amor

Alec não levantou o olhar do livro após a leitura. Renesmee o encarava, então encarava o livro, parecia perplexa, zonza, sem rumo com tudo aquilo que tinha sido lido ali. Não podia acreditar.

— Isso tudo... O que isso tudo realmente significa? — indagou, como se tivesse uma bola na garganta, falando com dificuldade.

Então Alec a olhou.

— Você entendeu.

— Explique-me — exigiu. — Cada linha desse texto!

— Você lembra bem que eu disse que Jane e eu éramos mesmo bruxos antes de sermos transformados, não é?

— Sim, continue!

— Eu vou, não me atrapalhe — Alec disse irritado, jogando o livro sobre a cama. — Esse é um livro de bruxos, está é uma profecia feita por bruxos. E essa profecia foi feita para mim, quando os bruxos do coven que Jane e eu pertencíamos souberam que fomos transformados em vampiros. O renegado sou eu e...

— A mestiça sou eu — Renesmee o interrompeu mais uma vez, conseguia entender quando foi chamada de mestiça.

Uma mestiça nascerá. O sangue dela despertará. A ira do Renegado. O desejo do Renegado — Alec repetiu o começo da profecia, já tão conhecida por ele. — Você é a mestiça, a filha de uma humana com um vampiro. O seu sangue canta para mim, isso desperta minha raiva e meu desejo.

Renesmee tapou a boca com as mãos, sem saber o que falar.

— Uma mestiça. Um Renegado. Reunidos por sangue. Reunidos por desejo.

— Nosso encontro em Londres — ela interpretou aquele trecho por ele. — A mestiça, o renegado, meu momento assassina, nós dois tomando do sangue daquela garota juntos, então nossos beijos na boate.

A mestiça se deitará com o Renegado. E da união nascerá o herdeiro. Do entrelace. A criança será a escolhida. — Alec continuou.

— Não, por favor não! — Abalada demais com aquele trecho, Renesmee se encolheu. — Nós...Não!

Seu sangue. Irá mover guerras. Batalhas. Mortes.

— Não há criança alguma, Alec! — Renesmee gritou, se levantando da cama, levando o livro consigo, o folheando até encontrar a profecia, mas não entendia a língua escrita ali. — Como é o resto? — indagou irada.

A criança da mestiça. A criança do renegado. Quem beber de seu sangue. Quem fizer o ritual.

— É o que Eleanor quer de mim, não é? — questionou, Alec continuava em sua cama, de costas para ela. — Ela quer a criança?

— Sim — respondeu. — A profecia diz que o vampiro que beber do sangue da...Criança, terá o poder, assim como o bruxo que fizer o ritual.

— Poder? Que poder? — Renesmee gritou confusa. — Isso...

Alec se levantou, indo até ela, pegando o livro de suas mãos e relendo duas partes de uma vez.

O ganhador. O dono. Do poder. Irá reinar. Controle. Terá. Controle. Terá.

— Isso quer dizer que?

— Que o vampiro que beber do sangue da criança, como o bruxo que fizer o ritual, irão controlar suas espécies. O vampiro terá todo o poder sobre outros vampiros e o bruxo dominará qualquer coven bruxo.

Renesmee gritou, sentindo que sua cabeça poderia explodir a qualquer instante.

— O resto, como é o resto. — Bateu no livro.

A criança. A perdição. A criança. A salvação. A mestiça. E o renegado. A criança. Um só. Sangue. Poder. Amor. — Ele terminou o restante da profecia. — É isso, o que venho te escondendo, o que você representa para mim, para Eleanor, para qualquer vampiro ou bruxo que possam saber sobre isso.

— Isso não pode acontecer — Renesmee que estava apoiada contra a parede, deslizou até o chão, chorando bastante ali. — Eu não posso deixar isso acontecer. — Abraçou a si mesma.

— Isso não vai acontecer — Alec ajoelhou-se diante dela, tomando o rosto da híbrida em suas mãos.

— Mas é o que Eleanor quer para libertar minha mãe — sussurrou confusa. — E se eu desse isso a ela? A criança escolhida? Eu quero minha mãe de volta.

— Você não a quer recuperar assim, sabe disso, Renesmee — Alec murmurou.

Renesmee o abraçou, sabia que no meio daquela loucura Alec era o único que devia se sentir exatamente como ela. A pessoa que ele mais amava também estava nas mãos de Eleanor, ele também tinha como resgatá-la se fizesse o que aquela profecia pedisse, mas sabiam que as consequências seriam aterrorizantes.

— Por que eu? — Renesmee perguntou depois de um tempo, quando parou de chorar um pouco. — O pai de Nahuel tem filhas híbridas como eu, por que não podiam ser elas?

— Não aprendi muito sobre bruxos. — Alec sentou-se ao lado dela. — Mas algo que eu sei, que me foi dito por eles, é que o destino não pode ser alterado. Era para ser você desde começo, não percebi isso assim que a vi quando era uma criança, mas depois tudo se tornou muito claro. Jane releu a profecia para mim milhões de vezes quando voltamos de Forks, mas na época você só era uma criança, eu não queria acreditar naquilo.

— E por que acredita agora?

— Por tudo que temos passado juntos desde que nos encontramos em Londres. — A mão dele segurou a mão dela. — E Sofia e Margot são descendentes do meu coven de bruxos, o coven que fez a profecia. Confirmaram isso quando te viram, elas podem ser terríveis, mas sabem mais da profecia do que eu.

Renesmee voltou a chorar, então se virou para Alec e o beijou. Era um beijo cercado por lágrimas, de toques aflitos e por seu coração em agonia.

— Eu nunca mais vou poder te tocar — murmurou contra os lábios dele. — Como eu posso ficar longe do homem por quem estou apaixonada?

Notas finais
O que acharam??? Já esperavam por esse papo todo da profecia? Eu acho que já, mas me contem nos comentários, please!!! Beijos! Lola Royal. 18.03.16