Psycho Killer
26 Capítulo Vinte e Cinco
Notas iniciais
Capítulo Vinte e Cinco
Eleanor parecia tão contente que quem a visse naquele estado chegaria a pensar que a vampira já tinha alcançado o objetivo que tanto queria, ainda não tinha, mas estava com todos os outros objetivos realizados, ou no mínimo encaminhados. Ela beijou mais uma vez os lábios de Violet, voltando a sorrir como se o mundo fosse todo seu.
— Você está bem feliz — Violet comentou sonolenta, remexendo-se na cama, fazendo com que os lençóis brancos em volta de seu corpo mexessem com ela.
— Claro que estou, meu amor — Eleanor sussurrou, olhando diretamente nos olhos de Violet. — Como poderia não estar? Estou com você. — A beijou mais uma vez. — Ataquei os Volturi, dei uma boa surra na Mestiça e neste momento Aaron está fazendo a gêmea do Renegado sofrer. Está tudo indo muito bem, irá ficar ainda melhor quando aqueles dois inúteis resolverem deitar juntos e me entregarem a criança da profecia.
Violet passou a mão pelos cabelos loiros, olhando atentamente para a janela do quarto que ocupava junto a Eleanor no castelo. Ela não tinha tanta certeza assim de que Renesmee Cullen e Alec Volturi, Mestiça e Renegado, iriam entregar a criança da profecia tão facilmente. Sabia que os dois a cumpririam, eles não aguentariam por muito mais tempo, mas não acreditava que os dois seriam capazes de dar a criança nas mãos de Eleanor, ainda que está estivesse com Isabella e Jane, as pessoas que os dois mais amavam.
— O que foi? Por que parece tensa? — Eleanor perguntou, trazendo o rosto da amada para perto do seu.
— Só estou considerando a hipótese da Mestiça e do Renegado não nos darem a criança tão facilmente.
A vampira riu, ainda com a mão no rosto de Violet aproximou o seu do dela, então a beijou mais uma vez. A bruxa retribuiu, era fácil deixar tudo de fora quando Eleanor estava perto, assim também era para a vampira.
— Não se preocupe minha amada Violet — Eleanor voltou a sussurrar. — A Mestiça e o Renegado não precisam entregar-me a criança de boa vontade, ela será nossa quando chegar a hora.
— Então você irá reinar, minha Imperatriz — Violet disse, sorrindo para Eleanor em seus braços.
— Nós iremos, meu amor!
***
Para Aaron a missão de ataque surpresa ao castelo Volturi tinha sido um sucesso, muito bem planejada e melhor ainda executado. Os preparativos começaram assim que Violet se reuniu a eles, no começo os outros vampiros não entendiam a presença dela e de seu coven ali, uma vez que Eleanor tinha prometido exterminar bruxos também.
Mas, Eleanor era uma vampira que sabia convencer os outros muito bem e nem precisava do poder de Lucy para isso. Em uma breve reunião apresentou Violet a todos os vampiros que a seguiam, deixando claro que ela e seu coven eram de extrema importância para o plano de destronamento dos Volturi, o que a levaria a ser a nova figura de realeza entre os vampiros, logo mais a que comandaria todos e colocaria os humanos no lugar que mereciam, abaixo dos vampiros, sendo servidores.
Os vampiros logo aceitaram Violet e o coven que ela dominava, então passaram todos a planejar o ataque aos Volturi no baile que estes estavam oferecendo. Os bruxos que Violet tinha como subalternos, assim como ela mesma, eram todos praticantes de magia negra, o que lhes dava margem para praticar feitiços que iam muito além dos outros bruxos espalhados por qualquer canto do mundo. Um desses era justamente o de transportação, o que conseguiu levar todos os vampiros, bruxos, Eleanor, Aaron e a própria Violet do castelo que estavam, até Volterra.
A primeira a chegar lá foi Eleanor, transformada de Alec Volturi, esperando o momento certo de tomar o lugar dele e poder aproximar-se de Renesmee. Não só por curiosidade, mas também para poder ameaçá-la e conseguir tomar algo da Mestiça para que quando se fizesse necessário conseguisse transformar-se nela.
O que levou Eleanor a arrancar o colar de Renesmee, a vampira sabia que seu poder era limitado, pouquíssimo tempo transformada na outra pessoa e requeria tamanha concentração para nada fugir do controle. Durante anos ela trabalhou nele, tentando melhorá-lo, mas parecia que quanto maior o poder, menos o controle que tinha sobre tal. Ainda assim, era satisfatório saber que podia transformar-se em qualquer momento na Mestiçam, uma vez que tinha seu colar que serviria de canalizador.
De qualquer forma, a invasão tinha sido um sucesso. Mataram, aterrorizaram e provaram que o que queriam não se tratava de uma simples ameaça, era real.
Aaron sorriu para si mesmo, observando tanto Jane quando Bella caídas no chão da cela, fracas demais para tentarem lutar. Estava usando seu poder contra as duas, em Bella por ela ter tentado fugir ao ver a filha, em Jane por ela ser uma das pessoas que Eleanor mais odiava no mundo, uma das responsáveis pela morte de seu pai.
— Soube que você é amiguinha de Lucy, Jane Volturi — Aaron disse, vendo a cabeça da gêmea de Alec levantar-se, os olhos vermelhos dela estavam tomados por ódio. — Como ela está? Ainda agindo como uma garotinha sonhadora? Ou já caiu a ficha de que é só mais uma vampira assassina?
— Eu vou matá-lo, Aaron — foi a única coisa que Jane disse. — Você vai queimar e gritar, então vou rir na sua cara. — O sorriso que tomou conta do rosto dela foi sombrio. — Eu o atacaria agora mesmo se essa Cullen não fosse covarde o suficiente para temê-los e não o estivesse o protegendo com seu poder.
Bella encarou Jane, ainda jogada no chão, em um choro sem lágrimas.
— Ah Jane, você é muito parecida com um cachorrinho que só ladra, mas não morde. — Aaron aproximou-se da cela. — Se um dia tiver a oportunidade de me matar, faça bem feito, caso não consiga vou ficar muito feliz em te matar. — Ele sorriu também. — E sei como torturar tanto quanto você. — Intensificou seu poder, fazendo Jane vomitar um pouco de sangue. — Boa noite meninas, espero que não se matem. — Aaron as deixou sozinhas.
Exausta, Bella rastejou para o mais longe possível de Jane, encostando-se nas grades e tentando respirar e tirar a sensação terrível que ficava toda vez que o poder de Aaron era usado. Tinha sido a pior noite da sua vida, ter sido levada como escudo por Eleanor e seu exercito, ter ficado tão perto das pessoas que amava e não poder lutar ao lado delas. Bella sentiu que poderia morrer quando viu Renesmee apanhando, ela não conseguia ver a filha sofrer, aquilo a deixava péssima, como se sentisse tudo que a menina sentisse.
— Como ela está? — Bella perguntou para Jane, que lhe lançou um rápido olhar. — Jane, responda-me, por favor. Nós duas estamos no mesmo maldito cativeiro, servindo de iscas, não pode agir como se fosse superior a mim.
— Eu sou — Jane proclamou. — Você não passa de uma Cullen barata, nunca deveria ter se transformado em vampira, ainda tem muitos sentimentos humanos.
— E você parece nunca ter tido sentimento algum. — Bella bufou, encolhendo-se, queria muito saber de Renesmee. Como ela estava antes do ataque de Eleanor, mas sabia que Jane não iria cooperar, pelo menos foi isso que pensou, quando por fim a vampira disse:
— Ela é mais esperta do que você, sabe.
— O quê?
— Renesmee. — Jane ficou de frente para Bella. — É uma garota esperta, atrevida e curiosa demais, mas inteligente. Enfrentou o próprio pai para treinar, para poder torna-se uma guerreira, ela não ficou com medo e fugiu como pensei que faria.
Bella deu um pequeno sorriso, tinha tanto medo de que Renesmee sofresse que nunca pensou que a filha pudesse ser uma guerreira.
— E no baile — Jane continuou a falar. — Se saiu muito bem, uma verdadeira diplomata. Ela sabe caminhar entre as espécies, os bruxos, os lobisomens, todos parecem ter uma fascinação pela híbrida. Mas a garota sabe mesmo o que falar, tenho de admitir que ela melhorou muito desde que chegou a Volterra.
— O ataque de Eleanor — Bella murmurou com medo. — Não foi o suficiente para matá-la, não é?
— Não — Jane respondeu. — Bella, a última coisa que Eleanor quer no momento é Renesmee e meu irmão mortos.
— Por quê? — perguntou confusa.
— Porque eles estão destinados a cumprir uma profecia. — Jane olhou Bella nos olhos. — Espero que abra sua mente, Cullen, há muito que temos de conversar.
Então, Jane contou sobre tudo a Bella.
***
O chão estava frio, assim como o corpo de Alec, Renesmee tremia com todo aquele contato, mas não queria se afastar dele. Ainda estavam sentados juntos, sua cabeça repousada no ombro do vampiro, suas mãos entrelaçadas, suas respirações trabalhando juntas.
Ele não tinha dito nada depois da revelação dela, ela não esperava que ele dissesse nada. Mas, a híbrida sentia, entendeu o que o silêncio dele significava quando os dois permaneceram ali, unidos.
Aos poucos aquela longa noite foi acabando, dando lugar a uma manhã que não se tornou nem um pouco mais calorosa. Pela janela entreaberta, fracos raios solares invadiam o quarto, tocando a pele de Alec. Ele brilhava, enquanto Renesmee apenas parecia mais iluminada, mais saudável a luz do Sol.
Ainda assim, ela continuava se sentindo péssima. Não só por tudo que tinha em sua mente, mas fisicamente também. O corpo estava aos poucos se recuperando dos ataques de Eleanor, só que parecia que a cada segundo podia sentir cada agressão novamente.
Lembrar-se de Eleanor, como dos ataques, de sua mãe e de tudo que tinha acontecido durante o baile fez com que Renesmee gemesse, abraçando Alec, que retribuiu o gesto. Ele não estava na mente dela naquele momento, mas podia imaginar o que ela pensava e se sentia um inútil por não poder tirá-la daquela situação.
— O que acontece agora? — Renesmee perguntou em um tom de voz baixo, falando contra o peito de Alec.
A profecia ficava se repetindo sem parar em sua cabeça.
— Não faço ideia — Alec confessou. — Tivemos bastantes perdas, aqueles que eram nossos possíveis aliados podem não querer nada conosco depois dos ataques. E sem Marcus, isso vai bagunçar tudo, ele podia parecer totalmente disperso, mas era um ótimo estrategista.
— E sem Jane — Renesmee murmurou, levantando o rosto, para poder olhar para Alec, no mesmo segundo vendo a expressão do Volturi ganhar um tom sombrio.
— Jane vai se livrar de Eleanor — foi a única coisa que disse, mas Renesmee logo percebeu o tom de medo na voz do mesmo.
— Você pode surtar, Alec. — Tocou no rosto dele. — Na verdade acho que isso é necessário, eu também surtei depois do sequestro de mamãe e...
— Eu não posso, não com tanta coisa a ser resolvida — Alec afirmou, levantando-se. — Nós precisamos conversar.
— Não era o que estávamos fazendo? — Renesmee deu um sorriso triste, tentando amenizar o clima pesado. — Tudo bem. — Levantou também. — O que tem a me dizer?
— Você precisa ir embora! — Alec exclamou sério.
— Alec...
— Por favor — ele pediu, deixando seus ombros caírem. — Por favor, Renesmee — insistiu. — Não posso lutar essa guerra com você por perto. — Os olhos dele se estreitaram, como se o vampiro fosse chorar se tivesse lágrimas. — Minha irmã está nas mãos de uma psicopata que quer ver a ela e a mim mortos, mas antes de me matar você sabe muito bem o que Eleanor quer de mim. Não podemos ficar juntos, não podemos correr riscos. Sua família pode te proteger, eles podem te esconder, mantê-la longe de Eleanor.
— Eu não quero ir embora! — Renesmee afirmou, ela chorava, era metade humana, tinha lágrimas para aquilo. — Não quero ser uma fugitiva, eu quero salvar minha mãe.
Alec respirou fundo, mesmo não precisando daquilo, então aproximou-se de Renesmee. Segurou o rosto dela entre suas mãos, olhando diretamente para os olhos castanhos da mesma.
— Vou resgatar sua mãe, prometo — falou. — Vou matar Eleanor, você ficará livre depois disso também, vai ter uma longa eternidade ao lado de Bella e de todos aqueles que ama.
— Nem todos. — Renesmee soluçou. — Alec, eu não quero partir.
— Por favor, por favor faça o que estou pedindo. — Ele a abraçou, o que a fez chorar mais. — Sabe quais seriam as consequências, não podemos deixar essa profecia se concretizar.
— Promete que vai resgatá-la? — Renesmee se afastou dele, seu coração doía demais para se manter ali também.
— Prometo. — Alec assentiu. — Você consegue confiar em mim?
Renesmee riu, lembrando-se de certa pergunta de Sulpicia dias atrás.
— Confio, Alexander!
— Alec, nada de Alexander. — Ele fez uma careta.
— Por quê? — Renesmee perguntou curiosa.
— Meus pais só me chamavam de Alexander, eu os perdi, odeio pensar que posso perder mais qualquer um. É o maldito lado humano que ainda luta dentro de mim, não o suporto, não suporto ter fraquezas.
— Ter sentimentos não lhe torna fraco — Renesmee afirmou.
— Faz quando tudo que passa por minha cabeça é perder todos, fracassar na minha missão...
— Você não é um super-herói, na verdade eu gosto disso. — Renesmee recolheu seus desenhos sobre a mesa, ficando de costas para Alec. — Pode pensar que ter sentimentos, que ter um lado humano lhe faça ser um fraco, mas acho que isso tudo prova que você não é feito de gelo. — Voltou a olhar para ele. — Isso te torna real.
Alec fechou os olhos, por um minuto inteiro, enquanto Renesmee tentava gravar cada detalhe de seu rosto. Nunca tinha o desenhado, mas já tinha desejado e mais do que nunca queria aquilo. Então, após o tempo de completo silêncio, Alec foi embora e ela sabia que logo deveria ir também.
***
Enquanto todos no castelo tentavam recolocar tudo em ordem após suas baixas devido ao grande ataque, os Cullen e Jacob se reuniram. Renesmee nem precisou dizer que devia ir embora, todos já tinham chegado ao consenso que ela devia partir imediatamente e ela não brigou por aquilo, estava exausta.
— Eu vou ficar — Edward disse, fazendo todos — menos Alice — se surpreenderem.
— O quê? — Renesmee indagou, saindo dos braços de Jacob para se aproximar do pai. — Papai eu não vou a lugar algum sem você, eu não posso! — Ela o abraçou, em desespero. — Já estou sem mamãe, não quero ficar sem...
— Prometo que vou ficar bem. — Edward devolveu o abraço. — Mas eu não posso ir embora agora, tenho de procurar por sua mãe.
— Papai. — Renesmee choramingou.
— Vou ficar também — Alice disse, com uma leveza na voz. — Sei que meu poder não tem sido nada produtivo, mas ainda posso ser uma arma aliada aos Volturi.
— Eu vou ficar com vocês — Jasper disse, assumindo uma postura que indicava bravura.
Renesmee desfez o abraço, afastando-se do pai.
— E se vocês morrerem?
— Não vamos, Renesmee — Edward afirmou. — E você vai ficar bem, terá Emmett, Rosalie, Esme e Carlisle ao seu lado, não é? — perguntou, olhando para os quatro, todos assentiram.
— E eu — Jacob deixou bem claro.
Voltando a chorar, Renesmee abraçou Alice, então Jasper, por último o pai. Todos pareceram entender que pai e filha precisavam daquele momento, então os deixaram a sós, indo planejar a viagem que aconteceria ainda naquele dia.
— Você vai se cuidar, não vai? — Edward perguntou a filha.
— Vou. O senhor vai trazer a mamãe de volta, não vai?
— Sempre. — Edward sorriu.
— Papai. — Renesmee segurou na mão dele. — Eu estou com muito medo.
— Ninguém vai tocar em você, querida. — Edward jurou.
— Não é por mim — ela murmurou, então lendo a mente dela Edward entendeu do que se tratava.
— Ele vai ficar bem — foi tudo que o Cullen se permitiu dizer.
— Quando vou lhe ver de novo? — Renesmee questionou.
— Em breve, eu espero que em breve. — Os dois se abraçaram, não demorou muito para que Esme aparecesse, anunciando que tinham conseguido um voo imediato para o próximo destino deles.
Os três seguiram para a sala do trono, onde Aro e Caius estavam, com todos os membros da guarda que não tinham morrido no ataque, menos Alec. Renesmee procurou pelo rosto dele, mas não havia sinal algum.
— Meus caros — Aro levantou-se do trono, indo até a direção de Renesmee. — Minha querida, é uma pena que tenham decidido ir.
— Renesmee não pode ficar depois do acontecido da última noite — Edward se manifestou. — No entanto Alice, Jasper e eu ficaremos, nos uniremos a vocês na luta contra Eleanor. — Aquilo fez o rosto distorcido em raiva e até desespero de Aro, assumir um tom mais animado.
— Irá ser um prazer, temos muito que nos reconstruir e toda ajuda será bem vinda. Alguns vampiros, muito gentilmente, aceitaram se unir aos Volturi também, o castelo logo estará mais protegido e nós poderemos tentar uma linha de ataque a Eleanor.
— Ou vamos todos morrer tentando combater a fera — Caius falou. — Bom, a não ser que dermos o que ela tanto quer. — Lançou um olhar maldoso a Renesmee.
A híbrida o encarou com nojo, mas sua única reação foi tocar no rosto de Aro, pegando até mesmo ele de surpresa.
Cuide de Alec, Aro!
— Eu vou — Aro sussurrou para a híbrida, trocando um olhar significativo. — Faço isso a mais de mil anos.
— Continue fazendo. — Então deu meia volta em direção a saída da sala do trono, deixando os outros se despedirem.
Estava nas portas do castelo, esperando sua família, quando Lucy apareceu.
— Vou sentir sua falta, até que era bacana ser sua babá — Lucy falou, dando um rápido abraço na híbrida.
— Venha comigo, Lucy — Renesmee pediu, pegando a outra de surpresa. — Aaron está do lado de Eleanor, ele vai querer chegar até você. Minha família vai me esconder, podem te esconder também.
— Não posso — Lucy disse. — Jane está com eles, ela prometeu me proteger é hora de retribuir.
— Lucy...
— E alguém tem que manter Alec são. — Aquilo desarmou Renesmee. — Não se preocupe, vou ficar de olho nele.
— Onde Alec está?
— Biblioteca, vá até lá, eu digo aos outros que você foi buscar algo que esqueceu em seu quarto — Lucy aconselhou.
Correndo, mesmo que seu corpo todo ainda reclamasse da surra da outra noite, Renesmee foi até a biblioteca. Logo reconheceu o livro que Alec tinha em mãos, era o da profecia que de alguma forma unia os dois.
— Eu também estou apaixonado por você, Cantante — foi o que ele sussurrou, jogando o livro contra a parede, com raiva e em desespero.
— Eu sei. — Renesmee caminhou até ele, segurando em seu rosto. — É uma merda, não é?
— Sim. — Alec a encarou. — Odeio te ver partir, mas sei que isso vai te deixar segura. — Tocou nos lábios dela.
— Nós vamos ficar bem. — Renesmee tocou os lábios dele com os dela. — Vou levar isso comigo. — Tirou o colar com o medalhão Volturi do pescoço de Alec, colocando no seu. — Procure-me depois de tudo isso para tê-lo de volta.
— É uma ameaça para que voltemos a nos ver?
— É uma forma de eu garantir que você não vai se matar nessa batalha — Renesmee falou.
— Eu não vou. — Alec colocou o medalhão dentro da blusa da híbrida. — Fique viva também, entendido?
— Não morro antes de beijá-lo mais uma vez. — Renesmee sorriu para ele, afastando-se lentamente. Alec sorriu também, vê-la ir embora o deixava péssimo, mas tinha a noção de que não era uma despedida definitiva.
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