Psycho Killer
21 Capítulo Vinte
Notas iniciais
Capítulo Vinte
O Renegado sabia que o outro estava ali, ouviu quando ele chegou junto de Edward, Carlisle e Esme Cullen. Quando este foi levado ao salão principal para conversar com os Volturi que comandavam tudo, Aro tinha ficado em êxtase, tudo que era novo sempre acabava sendo interessante para o vampiro, Caius não gostava nada daquilo e Marcus parecia pouco se importar.
Alec podia ouvir quando o transmorfo foi avisado onde Renesmee estava, acompanhou cada passo dele até o quarto dela. Pode ouvir também ela falando o nome dele, assim como o falso lobisomem dizendo que ficariam juntos.
Então Alec parou de ouvir, era difícil negar seus instintos e ignorá-los, mas não era impossível. Concentrou-se no corpo a sua frente, já morto, após ter bebido todo o sangue da garota.
Ouviu a porta ser aberta, para que fosse fechada com agressividade. Não precisou nem sentir o cheiro para saber quem era, apenas a voz carregada de insatisfação já deixava bem claro de quem se tratava.
— Essa garota não devia nem ter dezoito anos, Alec! — Lucy exclamou.
— Desculpe-me, esqueci-me de checar a identidade dela — debochou, virando-se para a vampira. — Prometo fazer isso da próxima vez.
— Devia contar a ela — Lucy disse, Alec sabia muito bem ao que ela se referia, ainda assim preferiu fingir não saber.
— Acho que é um pouco tarde para falar que ela está morta. — Alec gesticulou para o corpo sem vida jogado aos seus pés.
— Não se faça de bobo, sabe muito bem que estou falando de Renesmee — Lucy insistiu.
— Por favor, não fique enchendo a paciência que não possuo com isso, olhe como sou até educado pedindo isso — Alec disse. — Eu não te contei sobre aquele assunto para que ficasse o jogando em minha cara a todo instante, Lucy. Além do mais, pare de pensar nisso, o leitor de mentes pode ouvir.
— Renesmee merece saber, Alec! — Lucy exclamou, indo até ele. — Se for ela...
— Se? Eu tenho certeza de que é ela, Lucy. Não sou tolo, sei o que está em jogo, não confundiria algo tão importante assim — falou, os olhos rubis encarando os de Lucy de volta.
Lucy assentiu, tocando no rosto de Alec com as pontas dos dedos.
— Eu gostaria de poder usar meu poder e impedi-lo de fazer isso se tornar realidade, sei que está se esforçando para que não ocorra, mas sei o quão difícil deve estar sendo. Então considere contar a ela, Alec, ela precisa saber para que não deixe com que isso ocorra também. Vocês não podem ficar juntos, mas devem combater essa situação em parceria.
Eu te amo, Jacob!
Alec a ouviu dizer, alguns quartos de distância do seu. Então, falou:
— Não se preocupe, ela pertence ao outro.
***
Renesmee não podia acreditar naquilo, ter Jacob ali parecia uma miragem. Sendo sincera consigo mesma, a híbrida não sabia se era bom, ou ruim, tê-lo em seus braços.
Obviamente, e isso ela não podia negar, sentia-se mais segura e até mesmo em casa com Jacob por perto. Eles eram destinados a ser o par perfeito, era impossível não se sentir bem com ele por perto. Ainda assim, de alguma forma, para a Cullen, parecia errado que o lobisomem estivesse ali.
— Jacob — sussurrou o nome dele mais uma vez.
Então o Black a abraçou com mais força, depositando um beijo na bochecha dela.
— Ah Nessie, você não faz ideia de o quanto senti sua falta, meu amor.
— Senti sua falta também, Jake — ela murmurou, começando a chorar.
Tudo parecia estar se tornando mais real naquele momento, a mãe desaparecida, o motivo que levou ela para longe de Forks, Jacob em pleno castelo de Volterra. Renesmee só queria chorar e fazer com que toda aquela confusão sumisse de uma vez.
Seu maior desejo era voltar para casa, com Jacob e reencontrar sua mãe lá. Faria tudo diferente, nunca mais chegaria perto de um humano, nem de nenhum Volturi. Seria a garota boa que todos esperavam que uma Cullen fosse, ela até pensaria em se casar com Jacob, algo que sempre pareceu muito distante em sua mente. Mas sabia que tudo aquilo era impossível, então descartou todas as hipóteses que não se concretizariam.
— Eu te amo, Jacob! — ela exclamou, puxando a boca do lobisomem para a dela, o beijando com desespero, saudade e amor.
Jacob era tudo que alguém deveria querer, protetor, familiar e carinhoso. Renesmee tinha tanta sorte de tê-lo, mas aquele beijo pareceu distante, vazio, como se todos os laços que os ligassem estivessem enfraquecidos. Ela culpou aquilo o fato de terem ficado afastados por aquele tempo, ainda que por alguns dias, não podia ser nada além disso.
— Eu amo você, Nessie — Jacob disse contra os lábios dela, colocando as mãos por dentro da camiseta dela.
Então Renesmee pensou em Alec, o que a fez pensar que Jacob poderia ler seus pensamentos. Sua reação impulsiva, sem parar para analisar tudo, foi empurrar o namorado. O empurrou com força, talvez o pouco de treinamento que já tinha tido estivesse de fato rendendo resultados.
Jacob então a encarou chocado, ela não sabia dizer só por olhá-lo se ele tinha lido a mente dela. Visto que pouco antes dele chegar, ela estava beijando outro. Um vampiro que Jacob desprezava amargamente só por ser um vampiro, que odiaria ainda mais se soubesse de todo o resto.
— O que foi isso? — ele perguntou, levantando-se do chão.
Nem Renesmee conseguia acreditar que tinha sido tão forte ao ponto de fazê-lo cair.
— Isso o que? — ela perguntou, colocando as mãos para trás do corpo.
— Você me empurrar dessa forma, o que houve? — Jacob perguntou ainda embasbacado. — Desculpe se eu fui invasivo, só...
— Não, não foi sua culpa — Renesmee o interrompeu, ele não tinha visto nenhum de seus pensamentos e isso a acalmava, ainda que não estivesse cem por cento livre de questionamentos. — Eu só estou sob muita pressão, Jacob. Desculpe por isso, meu corpo não deve estar reagindo nada bem com toda essa loucura, estou sendo treinada e acho que minha força está se expandindo.
— Treinada? — Jacob arqueou uma sobrancelha. — Por que você está sendo treinada?
— Tem uma guerra se formando, Jacob — ela disse, como se ele tivesse acabado de acordar de um coma e não soubesse o que se estivesse passando. — Eu preciso treinar, para poder combater.
— Isso sim é loucura! — Jacob exclamou. — Renesmee, você não pode participar de guerra, batalha ou briga alguma. Você é humana...
— Eu sou uma híbrida! — Renesmee gritou, sem aguentar Jacob mais uma vez falando daquele mesmo assunto que a deixava irada. — Você consegue entender isso, Jacob? Eu posso não me transformar em um lobo como você, mas eu também sou uma híbrida. Sou metade vampira, eu bebo sangue, matei vinte e cinco pessoas desde que sai de Forks, entende isso?
Ela estava irada, odiava ser tratada como a boneca inquebrável, principalmente depois de tudo pelo que tinha passado e estava passando.
— Renesmee, se controle — Jacob pediu em um tom cheio de ordem.
— Não! — ela exclamou de volta. — O que te faz pensar que pode mandar em mim, Jacob Black? Posso ser sua namorada, te amar, mas você não vai me tratar como algum dos lobos que deve seguir suas ordens. Sou crescida o suficiente para decidir o melhor para mim, para tomar minhas próprias decisões. Não pode aparecer aqui do nada, dizendo o que devo ou não fazer.
— O que aconteceu com você durante esse tempo?
— Muita coisa! — Renesmee continuou exaltada. — Pode ainda não ter assimilado isso direito, mas eu não sou a mesma garotinha que deixou Forks. Tornei-me uma assassina, ainda que odeie isso, foi o que me tornei. Matei descontroladamente, sem necessidade alguma. Agora pareço estar pagando todos meus pecados com minha mãe sequestrada e com o peso de uma guerra iminente em minhas costas.
Jacob suspirou, mas assentiu, ainda que não parecesse tão convencido de tudo que ela tivesse dito.
— Como veio parar aqui? — Renesmee indagou. — E não me responda de avião, ou eu posso fazer muito mais do que simplesmente te jogar no chão — ela disse, sentando a beira da cama que tinha no quarto ocupado por ela.
— Bom, nadando ia demorar muito, então foi mesmo de avião. Mas eu precisava vir Renesmee, não poderia te deixar sozinha aqui. Seu pai...
— Claro. — Ela revirou os olhos. — Ele te convenceu a vir para tentar me fazer mudar de ideia sobre fugir, foi isso, não é?
— Na verdade não. — Jacob sentou ao lado dela. — Quando Edward me disse que você ficaria aqui, mesmo com aquela tal de Eleanor querendo matar todos e reinar no mundo como se fosse uma garotinha mimada, eu decidi vir. Pouco me importa o que esses vampiros idiotas pensem da minha presença, não poderia deixar o amor da minha vida só.
Renesmee tocou na mão dele, se concentrando para não pensar em nada indevido e nem para deixar qualquer pensamento chegar à Jacob.
— É arriscado para você, Jacob — Renesmee murmurou. — Os Volturi não são tão...
— Aro já permitiu que eu ficasse, ainda que o loiro afetado tenha ficado bem bravo — Jacob contou. — Não se preocupe, Ness, nada vai me tirar de perto de você agora. E se você quer enfrentar uma guerra, resta ficar ao seu lado, para te proteger.
— Por que você não pode simplesmente dizer que quer lutar ao meu lado? — ela questionou.
— Porque é da minha natureza, é o que o imprinting faz. É mais forte do que eu.
Renesmee apenas assentiu, antes de fugir de Forks, o imprinting sempre lhe causou duvidas. Jacob a amaria se não fosse por aquilo? O amor deles era mesmo apenas uma magia de lobos?
— Renesmee, você não parece nada bem — Jacob comentou.
— Só estou cansada. — Ela apoiou a cabeça no ombro dele. — Foi um longo dia.
Jacob voltou a abraçá-la, dessa vez medindo seus modos para que a híbrida não o repelisse mais uma vez. Renesmee podia não ter todas as respostas para a magia do imprinting, mas sabia que de uma forma, ou de outra, Jacob sempre seria o melhor amigo dela.
— Então, Aro permitiu que você ficasse no castelo?
— Não. — Jacob bufou. — Irei ficar na cidade, mas não é como se eu não fosse ficar aqui a maior parte do tempo. Odeio esses vampiros, tenho certeza de que não são nenhum pouco melhores do que Eleanor.
— Algum deles são — Renesmee sussurrou, o nome de Alec passeava livremente por sua cabeça, ainda que fosse claro que era algo totalmente errado. — Na verdade, tem alguém que eu gostaria que você conhecesse.
— Quem? — perguntou desconfiado.
— Venha comigo! — Renesmee se levantou, puxando Jacob para fora do quarto.
Cruzaram o caminho de alguns vampiros no percurso, todos Volturi, que não pareciam nada contente com a presença de Jacob por ali, mas o quileute não se deixou intimidar. Renesmee nem prestou atenção nisso, estava tentando sentir o cheiro de Lucy para localizá-la.
Acabou a encontrando num dos jardins, mas não sozinha. Todos os Cullen estavam lá, Alice com uma expressão frustrada indicava a Renesmee que ela não estava tendo êxito algum em ter visões de Bella, ou de qualquer um que pudesse estar próximo a ela.
Eu lhe amo, papai, muito. Mas você tem de começar a conversar mais claramente comigo, gostaria muito de ter sido avisada que Jacob estava vindo.
Renesmee pensou, para que Edward escutasse, pode ver o vampiro revirar os olhos.
— Lucy, oi! — Renesmee acenou para ela, a vampira sorriu e foi até a híbrida e Jacob.
— Olá! — Ela lançou um sorriso para o lobo, que no mesmo instante soltou da mão de Renesmee e deu dois passos em direção a vampira.
— Lucy! — Renesmee chamou a atenção dela, sem conter uma risada pela reação de Jacob.
— Desculpe — Lucy disse rindo também, é mais forte do que eu. — Olá! — disse mais uma vez para Jacob, evitando olhá-lo atentamente e sorrir.
— Jake, essa é Lucy, minha amiga. Lucy esse é Jacob, meu namorado. — Os apresentou.
— Amiga? — Jacob perguntou em um sussurro para Renesmee, sem crer que ela tinha se tornado amiga de uma Volturi.
— Claro, posso dizer que nós já até fomos para balada juntas, mais amigas impossíveis. — Lucy sorriu para ele, Renesmee teve de segurar no braço de Jacob para ele não acabar dando um beijo nela ou algo assim. O poder de Lucy parecia ser tão legal, mas ter de ficar se contendo para não seduzir todo mundo deveria ser cansativo.
— Minha cabeça está explodindo com tanta informação — Jacob confessou, Renesmee sorriu para ele, então o beijou no rosto. — Eu sei querido, vai superar isso.
Todos foram até a mesa no jardim onde a família Cullen estava reunida, Alice era o centro da atenção, se concentrando ao máximo para conseguir ter uma visão que fosse. Mais uma vez Renesmee pensou em como era difícil um poder como aquele, tão forte e tão poderoso, quanto o seu ainda era algo mínimo.
Tocou no colar em seu pescoço, aquele que sua mãe tinha lhe dado em seu primeiro natal. Então algo em sua mente estalou, assim como na de Edward que observava a filha atentamente.
— Papai, você chegou à mesma conclusão que eu? — ela perguntou, parecendo maravilhada com aquela hipótese, ainda que limitada e que podia não dar certo, mas era uma alternativa de que ao menos um dos lados soubesse que o outro estava bem.
— Sim, vamos lá para dentro. — Edward prontamente se pôs de pé.
— Aonde vocês vão? — Jacob perguntou seguindo pai e filha, quando os dois já estavam na metade do jardim para entrar novamente no castelo.
— Em rápidas palavras, estou desenvolvendo meu poder e possa ser que consiga fazer mamãe saber meus pensamentos onde quer que ela esteja. Sei que isso não vai de fato ajudar em nada nosso lado, afinal eu estarei compartilhando meus pensamentos com ela, não lendo os seus para que descubramos onde ela está, mas...
— Mas é Bella — Edward interrompeu a filha, já dentro do castelo ele abriu a porta da primeira sala vazia que encontrou. — Podemos ter uma oportunidade de dizer a ela que estamos bem, que vamos resgatá-la. — Edward sorriu para Renesmee. — Tem certeza de que consegue isso? — perguntou a ela.
— Bom, eu consegui algo essa manhã, limitado e sem que eu compreende-se muito bem, mas é uma alternativa. Não vamos saber como mamãe está, mas se pudermos dar uma força que seja, ficarei muita grata.
— Como conseguiu fazer isso? — Jacob perguntou, se recostando na parede, enquanto Renesmee e Edward sentavam frente a frente em uma das mesas da saleta.
Pai e filha trocaram um olhar cúmplice, Edward sabia muito bem que Renesmee não queria contar de Alec para Jacob, não ainda.
— Comigo. — Alec então apareceu na porta, Renesmee nem se surpreendeu, parecia que ele sempre aparecia do nada de qualquer forma. — Não acho que consegue fazer isso ainda, Renesmee.
— Eu preciso tentar, Alec! — Renesmee afirmou, evitando olhá-lo, tirou o colar de seu pescoço e o colocou pressionado em sua mão, tentando pensar apenas em Bella.
— Você não é o vampiro que tira os sentidos? O que...
— Jacob, fique quieto, Renesmee precisa de concentração! — Edward interrompeu o Black.
Renesmee pode ouvi-lo bufar, mas não ligou para aquilo. Pensou o máximo que pode na mãe, desde a primeira vez que a viu, ainda em seu parto sangrento. Na voz calma de Bella lendo para ela, nas tardes que as duas passavam sozinhas em casa lendo, ou desenhando. Bella não era a melhor desenhista, mas o pouco que sabia repassou a filha e esta aperfeiçoou.
A híbrida se concentrou em uma de suas lembranças preferidas que tinha com a mãe, as duas no chalé em Forks, montando uma árvore de natal. O calor vinha da lareira, elas riam e pareciam incrivelmente felizes. Tinha sido no último natal e cogitar a hipótese de não estar com a mãe no próximo natal desesperou Renesmee.
Se concentrou tanto, repetindo baixinho para si mesma:
— Por favor, por favor, por favor!
Que quando se deu conta, estava aos prantos, com Edward mandando pará-la e a segurando pelos braços.
Ao abrir os olhos, percebeu o olhar assustado de Jacob sobre ela, o de Edward preocupado e o sério de Alec. Tocou os lábios no mesmo instante que sentiu algo sair de seu nariz, sangue. A concentração tinha sido forte demais, ela estava entrando em um colapso que seu corpo humano não suportava.
— Está tudo bem, querida, você não precisa se machucar por isso — Edward disse gentilmente, afagando as costas dela. Renesmee limpou, então saiu em disparada da sala.
Estava subindo as escadas para o andar superior, quando sentiu Alec atrás dela. Parou na metade dos degraus, para se virar para ele, o Volturi tinha o colar dela em mãos.
— Eu nunca vou conseguir. — Ela voltou a chorar.
— Você vai sim — Alec afirmou.
— Não, não vou. — Renesmee soluçou. — Todos tem um poder incrivelmente útil, eu não passo de uma híbrida que vai ser a primeira a morrer. — Sentou-se na escada, Alec sentou-se ao lado dela.
— Não é fraca, Renesmee — ele disse, a fazendo olhá-la desacreditada. — Me perguntou o que representa para mim, bom, é isso, sei que você é muito mais do que uma mestiça. E não estou me referindo apenas ao seu poder, estou falando de tudo que te faz ser o que é.
— Obrigada — Renesmee sussurrou.
— Vem! — Alec a ergueu da escada.
— O quê? Para onde? — perguntou sem entender, mas deixando que ele continuasse segurando em sua mão, a puxando em direção a saída do castelo.
— Você precisa relaxar.
— Com você?
— Vamos esquecer tudo, tá legal? — Ele parou. — Conheço a cidade com a palma da minha mão, posso fazer com que se divirta, além do mais já escureceu, tudo fica muito melhor de noite.
— Posso tomar sorvete? — Renesmee perguntou, fazendo Alec perceber o olhar dela brilhar.
— Pode — Ele sorriu, colocou o colar no pescoço dela, o que fez Renesmee voltar a sorrir. Alec sentiu-se aliviado por aquilo, era bom tê-la sorrindo.
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