Psycho Killer

33 Capítulo Trinta e Dois


Notas iniciais
Olá! Tudo bem com vocês? Gente, o capítulo de hoje tá curtinho, mas foi feito com muito amor e carinho, viu? Essa semana foi bem corrida e tô postando aqui na maior pressa para sair. Enfim, eu não tenho certeza se conseguirei postar semana que vem, que vai estar muito pior do que essa, mas deixem boas vibrações em comentários. Boa leitura!

Capítulo Trinta e Dois

Os braços envolta de Renesmee eram firmes, ela deu um sorriso quando despertou de seu sono e os sentiu. Era a comprovação de que a noite anterior não tinha sido um sonho, o que para ela era maravilhoso.

A híbrida não abriu os olhos, queria continuar aproveitando aquela sensação sem o sentido da visão, o tato, olfato e audição eram os que dominavam, ela cogitava usar sua língua em breve para colocar o paladar em movimento também. Chegava a ser irônico, ter todas aquelas metáforas com os sentidos, enquanto estava deitada nos braços da pessoa que poderia justamente lhes tirar todos eles.

Deixando aquilo de lado, ela se enroscou mais ainda no corpo de Alec, sentindo a respiração dele contra seu peito. O cheiro do vampiro também era maravilhoso, algo que lhe lembrava Sol e mar, ela sempre gostou de lugares com praia e, de calor. Escutava a respiração dele também, algo baixo, controlado — nem mesmo necessário — mas que lhe transmitia muita calma.

Colocando por fim o paladar em jogo, ela tocou no rosto de Alec, o trazendo para perto do seu, lhe dando o beijo que tanto queria. Alec sorriu contra os lábios dela, a puxando totalmente para cima dele, bagunçando os cabelos de Renesmee, enquanto fazia o beijo ficar cada vez mais aprofundado.

— Como foi sua noite depois que apaguei? — perguntou abrindo os olhos, apoiando seu queixo no peito nu do parceiro.

— Ah, você sabe — Alec começou a falar, dando um sorriso que pareceu o mais belo para Renesmee. — Usei minha mão, uma vez que a sua estava impossibilitada.

— Idiota. — Renesmee gargalhou, a sensação dela rindo em cima de si fez Alec ser dominado por uma sensação estranha. Tinha algo no sorriso de Renesmee que ele não sabia compreender, era algo que o deixava como um humano novamente, frágil, vulnerável, aberto para qualquer coisa que pudesse feri-lo, ainda assim, ele não achava o sorriso dela algo ruim, muito pelo contrário.

Alec voltou a beijá-la, colocando Renesmee deitada diretamente na cama. Suas mãos percorreram o corpo dela, como tinham feito noite passada, uma se deteu na coxa da híbrida, a outra foi para o meio de suas pernas, a tocando ali com intensidade.

Ela gemeu para ele, Alec a calou com um beijo. Não era bom que continuassem sendo tão indiscretos, a noite passada já tinha sido o suficiente.

— Vamos ter de sair daqui hoje? — ela perguntou, enquanto a mão dele se movimentava com destreza em seu corpo, fazendo com que tivesse vários arrepios.

— Vamos — Alec confirmou, parando lentamente de tocá-la. — Mas iremos terminar isso depois, prometo. — Voltou a beijá-la.

Renesmee suspirou, nada contente em deixar o quarto e ir enfrentar o mundo lá fora. Queria ficar presa com Alec ali, por dez, cem, mil anos.

Uma batida na porta os atrapalhou, mas ninguém entrou. Alec soube que era Lucy antes de Renesmee conseguir sentir o cheiro da vampira.

— O que uma batida na porta significa? — Renesmee perguntou, ainda preguiçosa, passeando seus dedos pelo pescoço de Alec.

— Que devemos sair, certamente Aro quer adular a nova Volturi — Alec resmungou.

Renesmee paralisou, até então, desde que acordou, não tinha lembrado-se deste fato em especial. Sua mão correu para seu pescoço, onde o colar de Alec ainda estava, o colar dos Volturi, o colar que pertencia ao clã que ela tinha entrado.

— Tudo bem? — Alec perguntou.

— Claro — ela concordou sem querer preocupá-lo, tinha sido sua decisão virar uma Volturi, não podia reclamar disso, principalmente com ele que foi contra desde o principio.

Os dois saíram da cama, ainda que ambos quisessem permanecer ali por pelo menos um século. Vestiram-se com as roupas da noite anterior, incluindo os mantos Volturi. Renesmee não teve coragem de se olhar no espelho vestindo aquilo, pensava em sua mãe e como Bella reagiria se a visse daquele jeito.

Juntos, com as mãos unidas e passos no mesmo ritmo, os dois seguiram até a sala dos tronos. Renesmee não ouvia, ou viu a família em lugar nenhum, mostrando a Alec seus pensamentos preocupados em relação a eles, o Volturi a acalmou, dizendo que após a cerimônia eles tinham saído juntos para caçar. Na verdade aquilo era um alivio para ela, que não teve sua família ali enquanto tinha sua primeira vez.

Aro, Caius, Lucy e Demetri eram os únicos na sala dos tronos. Os dois últimos tinham expressões serias em seus rostos, enquanto Caius uma raivosa e Aro uma maravilhada.

— Bom dia, meus caros! — Aro exclamou, descendo de seu trono e indo até Renesmee e Alec, tentou tocar nas mãos de ambos, mas juntos se afastaram de Aro.

— Lamento Aro, mas nossos pensamentos ficaram apenas conosco a partir de agora — Alec falou, erguendo a cabeça. Aquilo deixou Aro realmente furioso, Alec nunca tinha se negado a mostrar seus pensamentos, parecia uma traição para um dos líderes dos Volturi. — Tem algo de importante a nos falar? Renesmee precisa voltar aos treinos, sabe que agora como Volturi ela precisa ser bem melhor em combate.

— Infelizmente ela não poderá treinar hoje — foi Caius quem disse, dando um sorriso malicioso para o casal. — Vá Aro, conte a eles a novidade!

— Que novidade? — Lucy questionou, parecendo ansiosa, tentou se aproximar de Aro, mas Demetri a deteve em seu lugar.

— Renesmee, agora como uma Volturi, como fez questão de lembrar, Alec — Aro voltou a falar. — Terá de sair em uma missão especial hoje.

— Não, ela ainda não pode sair em missão alguma! — Alec teimou, colocando Renesmee atrás de seu corpo.

— Aro, eu não posso perder tempo com qualquer missão, tenho de ir atrás de Eleanor, esqueceu de que ela está com Jane? Precisamos...

— Estamos procurando por Eleanor há semanas, Renesmee — Aro falou, a interrompendo de forma grosseira. — E, sou eu quem dá ordens aqui, então me escute quieta.

Renesmee sentiu seu sangue ferver, queria pular no pescoço de Aro e matá-lo. Entretanto, ficou quieta.

— Há um grupo de vampiros recém criados nos Estados Unidos causando problema, Renesmee irá até lá detê-los e você irá com ela, Alec — Caius pontuou.

— Eu posso ir, eu vou no lugar de Renesmee, ela não está pronta! — Lucy exclamou. — Aro, deixe-a ficar.

— Não! — Aro calou Lucy. — Seu lugar não é nessa missão, você vai ficar aqui, já perdi membros demais da guarda, não quero perdê-la.

Alec e Renesmee entenderam, não estavam sendo mandados apenas para uma missão simples, era a forma dos Volturi testarem ela. Se voltasse viva, estaria apta a ser uma Volturi, se morresse não deveriam mais se preocupar com ela.

— Em qual parte dos Estados Unidos? — Renesmee perguntou, para sua surpresa Alec não a contestou.

— No Sul — Caius disse. — É uma vampira que já nos deu trabalho no passado, uma velha amiga de um de seus tios, na verdade.

Renesmee parou para pensar, Emmett tinha sido transformado por Carlisle após Rosalie encontrá-lo machucado. Já Jasper... Sabia pouco sobre o passado dele, algo como um exercito, recém criados e Maria.

— Maria. — Renesmee lembrou-se. — Sei vagamente sobre ela — disse. — Então ela voltou a se armar de vampiros recém criados?

— Sim — Aro confirmou. — Pelo que fomos informados, ela está armando sim um novo exercito, mas não só para estabelecer um lugar para se alimentar. Ela quer se munir de mais força caso Eleanor chegue até ela.

Alec balançou a cabeça, parecendo derrotado.

— Ela não é a única — afirmou. — Enquanto estive fora procurando por Eleanor, ouvi vários casos de clãs se unindo para serem mais fortes quando Eleanor atacar.

— Tolos! — Caius gritou. — Se juntassem forças conosco não iriam sofrer as consequências.

— Ser um Volturi não é um sonho do paraíso, Caius! — Renesmee olhou com nojo para ele. — Alec e eu vamos cuidar de Maria — disse para Aro.

— Matem-na — Aro ordenou, olhando de um para outro.

— Pode deixar, eu trarei a cabeça dela em uma bandeja para você! — Renesmee sorriu. — Tenha cuidado com a sua enquanto isso, Aro, nunca se sabe quem são seus verdadeiros inimigos.

***

Uma vampira tinha acabado de deixar o local, após entregar sangue para Bella e Jane, as duas tomaram o líquido de suas taças em silêncio. A Cullen sentia-se imunda bebendo sangue humano, mas sabia que se recusasse ele acabaria morta de fome e enlouquecida.

— Não aguento mais isso! — Jane gritou, jogando a sua taça vazia contra as barras da prisão. — Eu não deveria estar aqui.

— Ninguém deveria — Bella sussurrou, apoiando a cabeça em seus joelhos. Queria tanto ver o rosto de Edward, o de Renesmee. Estava ficando louca sem eles por perto, principalmente depois de Jane ter lhe contado tudo sobre sua filha e Alec.

A profecia não saia de sua mente, até Jane ser jogada naquele lugar junto dela ainda não tinha sido cumprida, mas e se sua filha e Alec naquele meio tempo tivessem a cumprido? Renesmee não poderia ter um filho de um Volturi, principalmente um bebê que seria perseguido.

— Temos de sair daqui — Jane falou em um sussurro.

— Não há como sair, Eleanor tem um coven de bruxos a apoiando — Bella falou, tinha alguns dias que Aaron não usava seu poder nelas, o que a fazia se sentir fisicamente bem. — O local está protegido como a Casa Branca.

— Meu irmão precisa de mim, eu não ficarei mais presa aqui — Jane disse em um tom sério, sua mente parecia cheia de pensamentos obscuros.

— O que pretende fazer? Gritar e esperar que seu irmão descubra onde você está para que possa salvá-la?

— Não, somos gêmeos, mas não temos esse tipo de ligação. — Jane revirou os olhos, achando Bella estúpida.

Seus olhos se perderam no feixe de luz que invadia a prisão onde estavam, por um pequeno buraco na parede oposta, então percebeu algo.

— Existe algo que pode nos ajudar, Bella — murmurou.

— O quê?

— Logo mais teremos lua-cheia — Jane sussurrou, olhando para o buraco.

— O que isso quer dizer?

— Violet e os outros bruxos estarão em um ritual, é algo que sempre fazem.

— E?

— E, eu fui uma bruxa, Cullen. — Jane se virou para ela. — Sei como nos tirar daqui. — Tocou no anel em seu dedo.

Em outro lugar, bem longe dali, Sofia sentia o anel em seu dedo queimar. Olhou para Margot, que preparava uma porção ao lado dela, concentrada no que fazia.

— Jane — falou o nome da Volturi para a mãe, que a olhou confusa. — Ela precisa da ajuda de seu coven para sair da prisão de Eleanor, finalmente percebeu o que deve fazer.

Margot olhou para a mão da filha, onde o anel parecia pegar fogo.

— Jane não é mais desse coven, muito menos uma bruxa, Sofia.

— Ela é sim — Sofia mergulhou uma xícara no interior do caldeirão, tirando um pouco da poção, bebendo dela. — E devemos ajudá-la.

Notas finais
O que acham que acontece dessa missão da Nessie e do Alec? E será que Bella e Jane conseguiram ser resgatadas? Comentem e me contem o que acham. Beijos! Lola Royal. 22.04.16