Psicose

10 Como fogo e pólvora, que num beijo se consomem.


Notas iniciais
Quero dar boas vindas aos novos leitores, e agradecer pelos reviews lindos.
Aqui vai o nome dos meus novos Psicóticos, que estão a me deixar feliz:
Shanndra_483
kelly18
BellaCute
sofiath
ika kaulitz
TaahRafaIsah(Obrigada por ter voltado *-*)
E claro, agradecer as minhas Psicóticas que já me acompanham, minhas lindas e fiéis leitoras, que tenho muitíssimo apreço.
Samira22
Stephanie Torres
Deffs Debby
Jooh_kaulitz
a Joy (Mesmo estando sem tempo para ler a fic :/)
Érika Kaulitz (mesmo não tendo mais visto ela por aqui :/)
rebecariker
Bom, de acordo com minhas contas, tenho mais leitores que isso, então por favor, se está lendo essas notas inicias, prontifique-se, eu ficarei muito feliz em colocar o seu nome na lista de Psicóticos, e agradece-Lo por ler minha humilde e sem graça fic.
* Psicóticos: ''Apelido Carinhoso'', dado aos leitores de Psicose, caso não gostarem, avisem nos reviews, que eu não os chamarei mais assim.
Obrigada, e Boa leitura.
P.p.s: Mudei a capa, o que acharam? :s

Saímos pelos fundos, Bill com uma expressão dura, o que fazia com que eu me sentisse ainda mais confusa.

– Bill, o que é Fireon? — Arrisquei-me a perguntar.

– Agora não Diana. — Disse sem olhar-me.

– Por que? — Insisti.

– Agora não. — Gritou. — Vá para casa, eu preciso resolver algumas coisas.

– Eu não vou sem você. — Agarrei firme em seu braço.

– Por que você tem que ser assim? — Bill puxou-me para contra seu peito.

– Assim como? — Indaguei confusa.

– Irresistível. — Ele apertou-me em seus braços. Meu coração bateu mais forte e, eu não entendia o porque. — Ok, vamos então.

Caminhamos até a biblioteca municipal, Bill puxou-me pela mão até a sessão de história.

– ''Submundo e seus mistérios''? — Perguntei, tentando entender por qual motivo Bill havia pego aquele livro.

– Vamos nos sentar, venha.

– Então, por que esse livro? Na verdade, por que estamos aqui?

– Abra na página... — Bill fechou os olhos fazendo uma pausa. — 725. — Concluiu.

Fireon. — Comecei a leitura. — Trata-se de um guardião de almas. Figura-se desde um animal á forma humana. Designa-se como uma criatura pertencente a mitologia grega, embora não esteja comprovado histórica ou cientificamente. Criado exclusivamente para cuidar daquele que sofre, cada Fireon nasce no mesmo momento que seu protegido, com a missão de cuidar do mesmo, caso falhe, sua vida e seu propósito acabam. Cada Fireon desenvolve seu poder de acordo com a necessidade de seu protegido, sendo capaz de prever sua morte. Os fireons tem como principais inimigos bruxos e não-humanos, por terem a capacidade de manipular suas vítimas. Há casos em que Fireons se apaixonam por seus protegidos, caso isto aconteça o Fireon tem suas forças triplicadas em função de protege-lo custe o que custar, sendo capaz de ferir ou matar aquele que estiver em seu caminho. — Matar aquele que estiver em seu caminho?– Repeti a ultima frase. — Quer dizer que...

– Não, Adrian não pode me matar. — Bill concluiu seguro.

– Como não Bill?

– Ele não pode me matar, pois farei um trato com ele. — Disse sério.

– Um trato? Como assim? — Um novo nó se fazia em minha cabeça.

– Nós temos a mesma intenção, que é proteger você.

– Ok, e o que tem isso?

– O medo dele é que você se apaixone por mim. Então, eu prometo não deixar isso acontecer, prometo me afastar de você, nem que para isso eu tenha que deixar de aparecer, mas não deixarei você se apaixonar por mim.

– Mas, isso não é uma escolha minha? — Disse irada.

– Não, não é. Te manter segura é a única escolha.

– E por que não posso me apaixonar por você? — Uma pontada de dor se fez presente em meu coração.

– Você iria querer morrer. — Bill segurou minha mão enquanto falava.

– Como assim? — Isso definitivamente não vem ao caso. — Eu começava a ficar irritada com esse jeito de Bill, não me explicava nada e, queria tomar decisões por mim.

– Ótimo Bill. — Levantei-me e saí andando na esperança de que ele viesse atrás de mim, e para minha decepção Bill continuou estático, como uma pedra, sem mover um músculo, no mesmo lugar. Pelo visto não sou tão importante como pensei que fosse.

Saí rápido da biblioteca enquanto as lágrimas embaçam meus olhos. Quando de repente ouvi uma buzina extrondante e senti meu corpo sendo lançado para longe.

– Diana, Diana? — Abri os olhos na esperança de que fosse Bill, mas meu corpo se transformou numa pedra de gelo, quando percebi quem era.

– Adrian? — Perguntei levantando-me com o corpo doendo. — Graças a Deus.

– Ele abraçou-me forte. — O que houve? — Cocei a cabeça quando ele me cedeu espaço.

– Você quase foi atropelada por um caminhão. Desculpe se te machuquei ao tentar salvar sua vida. — Disse ele.

– Não. Quero dizer, obrigada. — Sorri de lado.

– Vamos. — Rapidamente num movimento ágil e arquitetado, Adrian jogou-me para cima, pegando-me logo em seguida em seu colo. — Vou te levar para casa.

– Não. Precisa. Adrian. Me. Solta. — O olhar das pessoas me causava vergonha, fazendo com que eu gaguejasse. Adrian nada fez, agiu como se não tivesse me ouvido. Continuou seu não tão longo caminho até minha casa.

– Obrigada. — Agradeci, enquanto ele me colocava no chão, exatamente em frente a minha porta. — De nada. — Puxou-me com força para dentro de seu peito, dando-me um demorado beijo na testa. — Se cuide.

– Pode deixar. — Assenti com a cabeça. Entrei e fechei a porta, respirando fundo logo em seguida.

Meu coração estava pesado, como se algo estivesse errado. Subi as escadas, não encontrei meu pai em nenhum dos cômodos, para minha sorte. Fui até meu quarto e me recordei da caixinha que estava em cima de minha cômoda, com a ultima lembrança de minha mãe. Abracei a nota de dez dólares com a palma da mão, e pedi para meu anjo, que agora estava no céu, me desse uma luz, um caminho a seguir. Instantaneamente lembrei-me de minha infância, de como eu costumava pensar.

Todas as noites em que a lua estava brilhando, eu me sentava no telhado, para refletir um pouco. Na época a única coisa com a qual eu deveria me preocupar era com o que brincar no dia seguinte ou, em como fazer com que minha mãe me deixasse brincar mais um pouco, antes do banho. Agora, meus dilemas eram outros, por que Bill não me explicava nada, por que temos essa ligação, por que Adrian quer me proteger de Bill e, por que os dois acham que eu escolherei a morte?

Pulei a janela, e me sentei no telhado, como costumava fazer. A brisa batia em meus cabelos, tranquilizando-me, porém a dor que sentia em meu coração ainda estava ali, fazendo questão de esfregar em minha cara o quão infeliz eu era. Deitei-me sobre o telhado, eu nunca tive medo de cair, porém ultimamente esse é meu maior medo, já que estava caindo, e quando pensei que podia me reerguer, pousei em algo desconhecido, que fazia com que eu me afundasse em dúvidas. Fechei os olhos na intenção de me desligar do mundo, e consegui por alguns segundos, até o momento em que aquela mesma voz que me causava calafrios se fez presente em minha mente.

– Desculpe-me. Abri os olhos e lá estava ele, lindo, com os cabelos ao vento.

– Bill. Por que? — Passei a mão pela testa.

– Simplesmente por que somos de mundos diferentes. Eu não posso permitir que nada te atinja. — Disse enquanto olhava para a lua, que iluminava perfeitamente a noite.

– E o que você pode fazer, quando a principal coisa a me antigir é você? — Tentei olhar em seus olhos, mas ele os desviou.

– Devo me afastar. Fazer como eu devia ter feito desde o principio. Ter apenas cuidado de você. Sem nenhum outro envolvimento.

– Bill. — Não pude controlar, deixei então que a tristeza saísse em minha voz.

– Diana, entenda. — Ele sentou-se em minha frente. — Esse é o único jeito, antes que as coisas saim do fora de controle.

– Eu gosto de perder o controle. — Sorri, tentando parecer feliz. Na verdade, tentando deixa-lo feliz.

– Não. Não pode ser assim. — Bill respondeu olhando-me sério.

– E se eu te pedir pra ficar? — Disse com a voz tremula, segurando o choro.

– Eu faria o que fosse melhor para você. — Respondeu ainda sem expressão.

– Você comigo, é o melhor para mim. — Disse convicta.

– Diana... — Bill respirou fundo.

– Bill, posso tentar uma coisa? — Pedi.

– Sim. — Respondeu sem empolgação. Aproximei-me dele, toquei seu rosto de leve, enquanto olhava em seus olhos. Ele estava ali, eu sentia sua temperatura e sua respiração fria. Agi sem pensar e colei nossos lábios.

Segurei seu rosto, com cuidado com se fosse algo valioso, enquanto sentia seu gosto. O ritmo era leve e ao mesmo tempo enlouquecedor. Sua língua tocava a minha, fazendo com que uma corrente elétrica percorresse meu corpo.

O beijo de Bill era tão suave quando seu toque, suas mãos seguravam as minhas, fazendo com que eu me sentisse segura. Cada movimento, cada segundo, era como magia, eu me sentia bem e aquela dor havia sumido. Meu coração batia tão rápido, e a mistura de minha euforia com minha vontade transformavam-se numa sincronia perfeita de desejo.

Ele estava ali, nos meus braços, como se a muito tempo pertencesse aquele lugar, como se agora nós fossemos um, como se agora o quebra-cabeça estivesse finalizado, formando perfeitamente uma imagem onde uma vida sem amor, finalmente encontrasse seu lugar no mundo. Como seu tudo fizesse sentido e não fizesse sentido algum. Era perfeito, e mesmo sabendo que não, eu senti que aquilo era o certo, eu sabia que pertencia a Bill, desde o momento em que nossas vidas foram unidas e nossos caminhos se tornaram um só caminho, que deveríamos trilhar a dois.

Era tarde demais para me conter, eu estava perdidamente apaixonada por ele, e aquele beijo foi com certeza a confirmação de que apaixonar-se é inevitável. Quando a respiração foi necessária, terminamos nosso beijo perfeito com uma série de selinhos que me seduziam a iniciar novamente o melhor beijo do mundo.

É um fato, eu preciso de Bill do meu lado. É como se a vida não tivesse valor sem ele, como se ele fosse tudo e nada, o certo e o errado, a segurança e o medo, a humana e o não humano.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
P.s: A descrição de Fireon foi feita por mim, é completamente de minha maluca autoria, e de qualquer forma, espero que tenham curtido. Beijos