Psicose
11 Há mais coisas no céu e na terra
Notas iniciais
DESCULPEEEEEEEEEM pela demora, é que essa semana foi bem puxada pra mim.
Enfim, acharam que agora as coisas iam ficar lindas e cor de rosa pro casalsinho? engano o de vocês hihihi.
Estou muuuuuuuuuuito feliz, por que recebi mais duas recomendações obrigada JoyceMalfoy, e 483Mikaella, eu amei as palavras de vocês.
E obrigada a rebecariker, por ter voltado e deixado muuuitos reviews, a Gleicy Kaulitz, e a nikey. A lista de psicóticos tá aumentando, que orgulho de nós *0*
AAAAAAAAAH, nesse cap acontecerão umas coisinhas quentes, mas não pensem que a fic vai virar um "mistério romance pornô" por que não vai. Não sei escrever cenas de sexo ok? não se assustem, espero que gostem. Beijos se cuidem.
Bill continuou estático, sem mover um músculo, ainda de olhos fechados. Eu podia ler perfeitamente em sua fisionomia o que ele estava pensando.
– Por que eu fiz isso não é? — Indaguei a ele, mas perguntando também a mim mesma.
– Por que Diana? — Bill tornou a perguntar.
– Bill, eu preciso te dizer que eu ... — Antes de confessar, ele interrompeu-me.
– Será que você não entende? — Finalmente abriu os olhos. — Nós, não podemos e nunca vamos poder ficar juntos.
– E por que não? — Perguntei enquanto sentia o aperto em meu coração voltar muitas vezes mais forte.
– Você não vê? — Gesticulou como se eu fosse uma idiota. — Existem muitos empecilhos. Você é a protegida de um Fireon.
– Como também sou a de um não-humano. — Gritei, enquanto as lágrimas escorriam por minha face.
– Protegida. — Deu ênfase a palavra. — Você falou bem, você é a protegida de um não-humano e, nada mais que isso, não passa e nunca vai passar disso.
– Mas Bill, você disse que seu coração batia por mim, que você estava apaixonado. — Disse em meio a soluços.
– Diana, posso ter me enganado em relação a meu coração ter batido, talvez ele só tenha batido por que você é minha protegida. E nada mais. — Disse sério.
– Bill, você só pode estar brincando. — Disse sem acreditar no que acabara de ouvir.
– Você não tinha o direito de me beijar. — Respondeu numa frieza que saltava de seu olhar.
– E você não tinha o direito de brincar comigo Bill. — As lágrimas insistiam em cair involuntariamente com maior frequencia.
– Desculpe se você se enganou.
– Mas Bill... — Tentei falar, mas ele me interrompeu.
– Por favor Diana, não fique implorando, guarde o pouco de dignidade que ainda te resta.
Não era possível, como Bill perdeu toda sua doçura? Como um momento tão lindo pode ter tido um fim tão cinza? Parecia que ele havia perdido o pouco de humanidade que existia dentro dele. E o que eu não conseguia parar de me perguntar era, como pode?
– Não Bill. Tudo bem, eu que peço desculpas. — Disse engolindo todo meu orgulho, junto com os soluços que apertavam minha garganta.
– Claro. Tenho que ir. Boa noite. — Bill esticou-se para me dar um beijo no rosto, mas eu desviei.- Isso não precisa ser assim. — Disse ele, enquanto sumia pela noite a fora.
Como ele queria que fosse? Eu acabei de entregar o meu coração a ele e ele simplesmente ignora e que agir como se nada tivesse acontecido? O meu coração estava quebrado, como Bill pode? Num dia ele diz que está apaixonado por mim, e quando finalmente eu correspondo ele simplesmente vai embora. Me deixa aqui, a mingua? Ele é um cretino, e eu queria acreditar nisso, mas ele não é. Eu sei que não.
Desci as escadas o mais rápido possível, peguei uma faca e alguns remédios. Voltei ao meu quarto ainda correndo. Sentei-me no chão e, rasquei a pele. Era bom, a dor parecia desviar um pouco do meu peito, é como se meu coração fosse a represa e o corte o rio, que esvaziava. Tomei quatro pílulas do remédio que meu pai bebia quando estava com a pressão alta, com certeza isso me faria dormir rápido e, se tudo desse certo, nunca mais acordar.
Infelizmente, despertei ás 6:20 da manhã, minha cabeça latejava, como se estivesse cheias de pregos pontiagudos se mexendo dentro dela.
– Ana, está na hora. — Estranhei o fato de que ele estivesse me chamando pelo apelido que minha mãe me dera.
– Ok, pai. — As coisas pareciam estar mais calmas, mas eu ainda não estava com a mínima vontade de estabelecer um diálogo aberto com ele.
Fiz toda a higiene matinal, e fui para escola mas, desta vez, de ônibus. Meu corpo tremia e eu não sentia-me bem, acho que devido aos remédios. Segui pelos corredores e fui para a sala. Agradeci a Deus por Bill ainda não ter chego. Porém, Adrian já estava lá, como de costume.
– Bom dia Dill. — Disse radiante, como se o dia já começasse maravilhosamente bem.
– Depende do ponto de vista. — Respondi seca.
– Você está bem? — Indagou com os olhos colados a meu pulso cortado.
– Já superei coisas piores e mais importantes.
– Não foi isso que eu perguntei. — Disse risonho.
– Mas é isso que vai ter como resposta. — Senti-me no canto esquerdo da sala, perto da janela.
– Quero pedir-lhe desculpas. — Ele baixou o olhar.
– Adrian, — Suspirei pesado, a angustia parecia vir junto com o ar. — Tudo bem, não se preocupe com isso, afinal, eu que te devo desculpas, te tratei mal, fui extremamente mal educada, enquanto você salvou minha vida.
– Você já sabe o que sou, e sabe meu objetivo de vida, não tem por que agradecer. — Ele sorriu com os olhos . — E muito menos, pedir para que eu não me preocupe.
– Sabe, estava interessada em saber mais sobre um Fireon. — Confessei. — Mas, não hoje. Sabe, você é meu protetor, então tem que entender.
– Claro. — Ele riu num tom um tanto alto, mas não parecia que era um riso maléfico, ele parecia ter achado mesmo graça.
O sinal bateu, trazendo com sí os outros alunos, inclusive Bill. Nossos olhos se chocaram por alguns segundos, Bill desviou o olhar, uma vez que eu não fui capaz de fazer.
– Bom dia senhores e senhoras. — Disse um homem alto, de cabelos pretos e olhos verdes. — Serei o seu professor de literatura, caso não saibam a senhorita Linkan aposentou-se. Na verdade crianças, — Colocou a mão no queixo, coçando a cabeça. — Acho que ela ja não é tão senhorita assim. — Toda a turma riu-se, menos Bill e eu.
– Bem, vamos começar com um tipo de poema, que eu particularmente, admiro sem igual. Um poema famoso, porém de um autor desconhecido, "Medos obscuros", conhecem? Por favor, se algum de vocês já leram levantem as mãos. Levantei minha mão. Já havia lido este poema dezenas de vezes, não me recordo quando comecei a lê-lo, mas sim, quando ele começou a se encaixar perfeitamente a minha história.
– Ótimo. Como se chama senhorita? — Ele perguntou.
– Diana. — Respondi.
– Claro, poderia nos recitar este poema Diana? — Indagou a mim.
– Claro, senhor não sei o nome. — Fiz aspas no ar, ele sorriu e respondeu.
– Peterson.
– Senhor Peterson. — Repeti. — Posso começar?
– Claro que sim. Você acha que é capaz de conseguir recita-lo para nós?
– Não necessariamente, mas vou tentar. — Confessei.
" Eu posso sentir o amargo de seu desespero Mesmo que você não esteja aqui Eu posso sentir sua dor dentro de mim E aqui isso continua me deixando triste A vida continua a congelar ano após ano Com este coração infernal e minhas lágrimas congeladas Fico sozinho para encarar meus medos mais obscuros. Eu estive esvaecendo, eu estive me dissipando por dentro Eu estive me afastando de todas as luzes em minha vida Eu estive vivendo em vão, vivendo sem sentidos Eu estive descendo ao mais obscuro dos acessos. "
– Droga, desculpe senhor Peterson, não me lembro da segunda parte.
– Tudo bem Diana, está ótimo. Obrigado.
– "Existe uma sombra que habita sua mente e dentro de mim também torna-nos vivos dentro de um inferno vivido como uma maldição e um feitiço Eu estive me afastando dos dias de luz Eu estive a vagar noite adentro E penso que nunca trarei isso de volta Em uma manhã, de sol abrangente Você falava em enigmas e rimas ao que parece da distância em sua vida como um coração gelado em sonhos de neon."–
Concluiu Bill, sem que o mesmo fosse solicitado.
– Vejam só, parece que temos mais um apreciador de poemas obscuros.
Revirei os olhos, por que Bill tinha que ser tão metido? Tão cínico e tão perfeito? Droga.
A aula continuou, e pela primeira vez, uma aula foi tão boa que prendeu completamente minha atenção.
– Crianças, vejo vocês amanhã. — Despediu-se de nós.
– Diana e seu amigo. — Apontou para Bill. — Obrigado pela maravilhosa demonstração de conhecimento. Bill não olhou para mim, em momento algum. O sinal bateu novamente, com a feliz noticia de que já poderíamos voltar para casa.
– Dill! — Adrian gritou pelo corredor, correndo em minha direçao.
– Oi Adrian. — Respondi.
– Posso te acompanhar? — Perguntou empolgado.
– Claro.
Fomos caminhando até minha casa, a companhia de Adrian me fazia bem. Eu não sabia onde Bill estava, e nem queria saber.
– Eu li em um livro algumas coisas sobre Fireons, mas você sabe, melhor ouvir a descrição de um próprio não? — Ri de canto.
– Claro. Basicamente somos aquilo que você leu no livro. — Respondeu.
– Mas, do que você quer me proteger?
– Da morte Dill. — Disse sem vida.
– Mas por que eu vou morrer?
– Ainda não sei.
– Mas, você pode prever minha morte, não pode? — Indaguei, com medo de sua resposta.
– Sim, mas a sua ainda não posso ver. Não entendo o por que, talvez quando estiver mais próxima.
– Mas como você pode ter certeza de que eu vou querer morrer?
– Eu estou aqui, se nasci para cuidar de você é por que você vai. Olha Dill — Ele segurou minhas mãos. — Eu quero que sejamos amigos, me desculpe se te assustei, me desculpe. Só fui concedido a vida por sua causa, então quero salvar a sua vida, nem que para isso, eu precise te entregar a minha vida de volta.
– Tudo bem Adrian. — Uma pontada de dor percorreu em meu corpo.- Seremos amigos ok? — Sorri.
– Obrigado Dill. Mas me diga, você e Bill estão... Você sabe... — Seu olhar mudou rapidamente para um olhar triste e vazio.
– Não, claro que não. — Respondi o mais rápido possível. Adrian não fez nada a não ser ficar em silêncio.
– Adrian, tenho que ir, o ônibus já chegou. — Avisei.
– Ok! — Disse chacoalhando a cabeça rápido, como se quisesse trazer os pensamentos para o lugar.
– Te vejo amanhã?
– Com certeza. — Sorri animada. Entrei no ônibus, e Adrian continuava a me olhar, com aqueles olhos extremamente azuis.
– Bom, pelo menos um cara bonito nasceu por minha culpa.– Ri sozinha com meu pensamento idiota.
Cheguei em casa, e fui tomar um banho, para tentar fazer com que o nojo que eu estava sentindo de mim fosse embora com agua.
Enrolei-me na toalha e quando abri a porta que ligava meu quarto ao banheiro, dei de cara com Bill.
– O que você quer aqui? — Disse segurando a toalha contra o peito, para me certificar de que Bill não veria nada. Os olhos de Bill estavam amarelos, aquilo não parecia humano.
– Bill? — Chamei-o novamente, ele não parecia estar ali.
Rapidamente Bill empurrou-me com força jogando-me contra a parede.
Eu senti a dor de meus músculos enrijecendo tentando amenizar a pancada. Bill chegou perto de minha orelha e puxou o ar com força, segurou-me pelo pescoço e lançou meu corpo contra a cama.
A força que Bill projetara contra mim acabou comigo em questão de segundos, e a toalha só cobria-me da cintura para baixo. Ele me puxou para perto de sí, olhou em meus olhos, e por um instante achei que a razão voltaria e ele.
Encarou-me por alguns segundos e empurrou meu corpo contra a cama com ainda mais força, fazendo com que a mesma desmoronasse. Eu sentia as laterais da cama partidas ao meio, formando algo como uma lança ponte aguda que cortavam minha perna.
Bill subiu em cima de mim e me beijou, um beijo completamente diferente do que tivemos noite passada, um beijo bruto, monstruoso, como se quisesse sugar a minha vida pela boca. Bill abriu os olhos e viu que eu não correspondi, então voltou a me beijar, enquanto apertava minhas coxas com muita força, mordeu meu lábio superior com tanta força, que senti o gosto do sangue, parece que seu prazer aumentou ainda mais. Bill apertava meu seio esquerdo, enquanto mordia o direito a ponto de rasgar minha pele.
Eu sentia dor, medo e tristeza, por que aquilo não podia ser o meu Bill, aquele monstro nojento.
Puxou a toalha, deixando meu corpo nu a mostra. Quando ia fazer seu próximo movimento a porta foi colocada a baixo, um vulto empurrou Bill para longe, rapidamente encolhi-me e cobri meu corpo.
Era Adrian, ele dava socos e chutes e murros em Bill, como se fosse mata-lo a qualquer momento.
– Adrian, não machuca ele. — Gritei em meio aos soluços.
O silêncio se foi a única coisa presente em meu quarto, deixando meus soluços ecoarem pelo recinto.
– Dill? — Bill olhou-me pasmo. — Não pode ser.
Adrian agarrou o pescoço de Bill colocando-o contra a parede, mas Bill parecia não se importar, não tirava os olhos de cima de mim.
– Por favor, para. — Supliquei a Adrian. — Vai embora Bill, agora.
– Diana, eu... — Bill tentava falar, mas parecia não conseguir.
Agora, ele parecia ser o Bill de sempre, seus olhos estavam da mesma cor de quando o conheci. — Vai embora. Fitou-me por alguns instantes virou-se e saiu pela porta. Joguei-me aos braços de Adrian, a dor era demais.
– Me tira daqui. — Supliquei.
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