Pseudônimo

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá docinhos de coco. Mais um capítulo para vocês,espero que gostem. Boa leitura e nos vemos lá embaixo

Bufei parando o carro no acostamento e me permitindo relaxar no banco de couro macio,já estava bem longe de casa,olhei as horas no visor do meu celular: 3 horas da manhã.Agora era hora de começar a pensar no que vinha a seguir,desbloqueei meu celular e entrei no bloco de notas para listar as coisas que tinha que fazer

1- Me livrar do corpo no porta malas

2- Comprar uma arma

3- Arrumar dinheiro

Escutei algo caindo contra o capô do carro e me assustei deixando o celular cair no meu colo e olhando espantada para o homem deitado sobre o capô do carro,ele era moreno com a pele bronzeada e os olhos verdes escuros,deveria ter uns 25 anos.Ele levantou a cabeça e olhou para mim,olhando para trás logo em seguida e se levantando apressado de cima do meu carro,ele então correu para o lado da porta do motorista e eu percebi o que ele iria fazer.Não pensei duas vezes e acelerei o carro me sentindo aliviada ao ver que havia fugido do desconhecido,até que eu olhei olhei pela janela e...

—QUE MERDA É ESTA -Gritei

Ele estava agarrado a porta do carro,eu não sabia o que fazer

—ABRE O VIDRO -Ele pareceu gritar mas eu não ouvi nada

—ABRE O VIDRO -Gritou novamente

O meu pouco juízo gritava para que eu não fizesse isto mas era difícil obedece-lo com o resto da minha mente gritando que eu deveria fazer justamente o contrário.Dei de ombros,afinal que mal ele poderia me fazer que eu não enfrentaria mais para frente?

Abri o vidro

—Encoste o carro -Ele diz

—O que você quer? -Pergunto o encarando por um milésimo de segundo mas logo voltando a olhar a estrada a minha frente

—Encoste e eu te digo -Ele disse

—E se for um assalto? -Pergunto

—Te garanto que não -Ele diz

Novamente eu me questiono,que mal havia nisto?Encosto o carro e abro a porta assim que ele desce da mesma

—Vai para o banco do passageiro -Ele diz já me empurrando

Não tivesse nem como reagir e o homem já estava no banco do motorista dando partida no carro

—EI!VOCÊ ESTÁ ME SEQUESTRANDO? -Grito

—Eu só preciso sair daqui o mais rápido possível,assim que conseguir uma boa distância vou embora -Ele diz tranquilamente

—Ahh claro e depois eu faço o que se nem sei para onde estamos indo? -Pergunto

—Olha,é o seguinte eu estou encrencado e a partir do momento que falei com você ou saímos daqui juntos ou você também esta encrencada caso te encontrem -Ele diz

—Posso ao menos saber o que você fez? -Questiono

—Matei um cara -Ele diz

—E que mal tem nisto? -Pergunto e ele me olha espantado

—Você percebeu o que disse? -Ele pergunta

—Sim -Respondo e ele balança a cabeça negativamente

—Ótimo,encontrei uma patricinha maluca -Ele diz

—Patricinha é a sua vó e eu não sou maluca -Esbravejo

—Com estas roupas?Me desculpe querida -Ele diz e eu olho para minhas roupas,

Na pressa para me livrar do vestido da formatura acabei pegando um short e uma blusa rosa decotada

—Não sou do jeito que pensa -Digo por fim

—Mas afinal,o que você ia indo fazer? -Ele pergunta

—Não é de seu interesse -Respondo me aconchegando no banco do carona enquanto arrumava minha bolsa no meu colo

—Tudo bem,é melhor assim,até porque se você souber o que sou sairá correndo -Ele diz

—E o que você é? -Pergunto o encarando e arqueando minhas sombrancelhas

Ele respira fundo parecendo pensar se me dizia a verdade ou não,fico impaciente

—Um matador de aluguel -Ele responde por fim

Abro a minha boca tentando dizer algo mas nada coerente sai dela

—Viu -Ele diz

Por fim acabo esticando meus lábios em um sorriso largo e verdadeiro,ele me olha confuso

—Você tem noção do quanto eu sonhava em conhecer um de vocês? -Digo

—Você é louca criança -Ele diz e eu sinto meu sangue subir

—Não me chame de criança -Digo nervosa dando um soco em seu braço musculoso

—Devo chamar-lhe de que?Você deve ter uns 16 anos -Ele diz

—17 -Corrijo

—E você uns 25,não é tanta diferença -Completo

—24 -Ele me corrige

—Então a diferença é menor ainda -Digo

—Mas então,quem está te perseguindo? -Pergunto

—Uma mafia chinesa,matei uns dos braços direitos do líder a mando de um mafioso russo -Ele me explica

—E você sai dizendo isto por ai? -Pergunto

—Foi você quem perguntou -Ele responde e eu concordo com a cabeça

Ficamos em silêncio apenas ouvindo o barulho alto que os pneus faziam no asfalto devido as curvas em alta velocidade que ele fazia

—Mas então,estava indo para onde? -Ele pergunta

—Por ai,fugi de casa -Digo

—E pretende fazer o que agora? -Ele pergunta

—Viver o que realmente sou -Respondo

—E o que seria isto? -Ele pergunta e eu fico receosa

Mas então volto a me questionar,que mal faria?

—Nunca fui o que sempre desejaram de mim,nunca fui perfeita e por trás de todo aquele disfarce de menininha boba existia na verdade uma garota querendo viver a vida intensamente,com perigos e muita adrenalina.Eu percebi que tenho algo ruim dentro de mim e isto me atrai,eu gosto disto -Digo por fim

Ele abre a boca tentando dizer algo mas logo a fecha

—Você é como nós,o lado escuro te consumindo cada vez mais e você gostando disto,querendo cada vez mais e mais -Ele diz e eu concordo com a cabeça

—Mas você sabe que este é um caminho sem volta,que depois que cair neste poço nunca mais conseguirá sair,nunca mais poderá olhar para trás,certo? -Ele pergunta

—Eu sei de tudo isto e já me decidi,não posso passar o resto da minha sendo algo que não sou -Declaro

—MERDA! -Ele esbraveja e eu me assusto um pouco

Penso por um instante que ele estivesse falando comigo mas então vejo ele encarando o espelho retrovisor do carro e faço o mesmo vendo um carro preto em alta velocidade nos seguindo

—São eles -Ele declara aumentando mais ainda a velocidade

Foi ai que meu cérebro parou.A ficha caiu.Eu havia fugido de casa para ser eu mesma,roubado um carro,um corpo estava no porta malas,um desconhecido matador de aluguel o dirigia em alta velocidade e estávamos sendo perseguidos por mafiosos chineses.Quanto tempo eu dormi?Como tanta coisa aconteceu tão rápido?

Meus lábios se esticaram em um sorriso,isto foi tudo que eu sempre quis,a sensação era ótima,a adrenalina pulsava em minhas veias

—Sério mesmo que você esta rindo? -Ele pergunta tirando os olhos da estrada minimamente e me olhando

—Isto é tudo que sempre quis,como posso não gostar? -Digo

—Você é uma psicopata! -Ele declara

—Tem noção do quanto é bom ouvir isto? -Pergunto sorrindo mais ainda

—É,você realmente é uma psicopata! -Ele diz

O carro negro fica bem ao nosso lado e tenta nos jogar para fora da pista

—Abaixe-se -Ele diz

—Eles nem estão atirando -Digo

—Mas podem te ver -Ele diz tirando uma mão do volante e me forçando a abaixar

Ele dá mais uma virada brusca no carro e entra em um beco estreito e curto virando logo em seguida e indo parar em uma rua mais movimentada,ele volta a colocar a outra mão no volante mas eu permaneço abaixada.O carro negro volta a ficar lado a lado conosco e ele sobe na calçada para evitar o contado entro os dois automóveis quase atropelando uma mulher que estava na calçada,não me importei.

Fomos então para mais uma rua estreita e assim que ela acabou uma ponte apareceu em nossa visão com uma estrada de terra logo após,ele pisa fundo no acelerador e por um segundo pensei que o carro tinha tirado as quadro rodas do chão.Em um piscar de olhos estávamos em um bom pedaço da estrada de terra vendo a poeira subir conforme passávamos.Ele diminui um pouco a velocidade

—Acho que os despistamos -Ele diz

—Esta bem? -Ele pergunta olhando para mim

—Se importa? -Perguntei

—Nem um pouco -Ele declara

—Foi isto que imaginei -Digo

Voltamos a ficar em silêncio e ele para o carro em um trecho que a estrada voltava a ser de asfalto

—Tudo feito -Ele anuncia

Abro a porta do veiculo e saio sentindo o vento frio me fazer tremer,ele sai também e se apoia na porta do carro.Me apoio no teto do carro e olho para o horizonte vendo o sol começando a nascer

—Qual seu nome? -Ele pergunta

Desvio meu olhar do astro rei que começava a tomar seu lugar no céu e olho para o moreno que agora estava apoiado no teto como eu

—Não é seguro dizer nomes -Digo

—Mas,um pseudônimo não faz mal.me chame de A -Completo

—Tudo bem,me chame de B -Ele diz

—Não vai me dizer seu nome? -Pergunto

—Não é seguro dizer nomes -Ele repete minha frase

Notas finais
O que acharam?Agora sim as coisas vão começar a tomar rumo e vocês podem ter certeza que nesta fanfic não há nenhum momento de calmaria. Comentem,recomendem,favoritem...para que eu poste o próximo rápido Dica: Uma recomendação e eu posto o capítulo hoje mesmo Beijinhos e até o próximo