Pseudônimo
3 Capítulo 3
Notas iniciais
—O que vai fazer? -Escuto ele gritar
Eu estava caminhando até a mata que existia na beirada da estrada
—Vai me ajudar? -Grito de volta
—Primeiro preciso saber do que se trata -Ele diz e eu percebo que ele estava mais perto de mim
Me viro e vejo que ele estava caminhando em minha direção
—Um rio,preciso achar um rio -Digo
—Tudo bem -Ele diz
Entramos na mata e seguimos em meio as árvores altas e com folhas pequenas e verdes,o sol já começava a iluminar tudo a nossa volta
—Você não ia embora? -Pergunto
—Eu ia mas como você deixar uma garota sozinha no meio do nada? -Ele diz
—Eu sei me virar -Digo o olhando furiosa
Caminhamos por mais um tempo até que encontramos um rio que parecia ser bem fundo,suas águas eram escuras e julgando pela vegetação havia pedras no fundo
—Perfeito -Digo
Dou meia volta e caminho em direção a estrada com ele atrás de mim
—Ehh...você poderia me ajudar? Pergunto parando em frente ao carro e apoiando minhas mãos no porta malas
—Tudo bem -Ele diz parando ao meu lado
Abro o porta malas e ali estava ele,o dono do carro
—VOCÊ MATOU UM HOMEM -Ele grita
—E você não,não é mesmo? -Digo irônica
—Eu estou falando sério -Ele diz me olhando
—Sim,matei.Dei uma pancada na cabeça dele com uma barra de ferro e ele caiu no chão,morto -Explico
—E você vai jogar o corpo no rio,certo? -Ele pergunta
—Certo -Respondo
Ele retira o homem loiro que aparentava ter no máximo 30 anos do porta malas do carro e joga em seus ombros como se fosse um saco de batatas,o sangue ainda saia do seu ferimento na cabeça.Entramos na mata novamente e assim que chegamos perto do rio ele ia atirar o corpo do homem na água quando...
—ESPERA -Grito
—Só por precaução,tem uma corda? -Pergunto
Ele tateia os bolsos e me dá um pedaço de corda que media mais ou menos 3 metros e meio,com muita dificuldade amarro uma ponta em uma pedra média e a outra no tornozelo do cadáver
—Pronto -Anuncio e ao mesmo tempo jogamos o corpo e a pedra no rio
Ele afundou na mesma hora.
Saímos da mata e eu abri a porta do carro me sentando no banco do motorista e colocando as mãos no volante,mas nem tive tempo de ligar o mesmo e a porta foi aberta
—Vai para o outro banco -Ele diz
—Não -Respondo
—Estou falando sério -Ele diz
—O acordo era você conseguir fugir e depois sumir das minhas vistas,então o que ainda está fazendo aqui? -Pergunto
—Te ajudando a esconder um cadáver! -Ele diz
—Eu poderia ter feito sozinha mas mesmo assim obrigada,agora estamos quites,tchau -Digo fechando a porta do carro
Mas logo a do passageiro é aberta e ele entra,bufo vendo ele se ajeitar no banco do carona
—Pelo menos me deixe na cidade,não estou a fim de andar tanto -Ele diz
Dou partida no carro e começo a dirigir em alta velocidade
—Sabe onde posso arrumar uma arma? -Pergunto
—Mais a frente existe uma cidade, Richmond tenho uns amigos lá e posso conseguir uma arma para você e tudo que preciso -Ele diz e eu concordo com a cabeça continuando a dirigir
—Preciso também de dinheiro -Digo
—E de roupas e um carro novo -Completo
—Assalte um banco -Ele diz
—E como se faz isto? -Pergunto
—Sério mesmo que você pretendia seguir sozinha sem nem saber como se assalta um banco? -Ele ri
—Me desculpe se apenas sei a teoria das coisas -Digo sarcástica
—Tudo bem,eu te ajudo -Ele diz
—Porque quer tanto me ajudar? -Pergunto desviando o olhar da estrada e o encarando
—Porque não tenho nada melhor para fazer,posso despistar os chineses e também porque a ideia de você sendo uma bandida má me agrada -Ele diz
—É sexy -Completa sorrindo safadamente
E que sorriso era aquele?Deu até para eu esquecer por um momento o quanto ele era um completo entrometido.Passamos por uma placa anunciando: Richmond.Ele me explicou quais ruas eu tinha que seguir e depois de 20 minutos parei em frente a um prédio abandonado.Saímos do carro e paramos em frente a porta que parecia estar trancada,B a chutou e ela se abriu com um baque surdo,passamos por ela e encontramos um cara forte de cabelos negros e olhos azuis fumando um charuto sentando em um sofá detonado e com os pés sobre uma espécie de mesa de centro
—Klar! -B indaga abrindo os braços
—Colega!Quanto tempo -O homem diz se levantando e abrindo os braços também
Eles dão um daqueles abraços masculinos e então os olhos do tal de Klar caem sobre mim
—É presente para mim ou está com você? -Ele pergunta me analisando
—Está comigo -B diz
—Você sempre tem bom gosto -Klar diz olhando para B e sorrindo
—Não,não estou com ele -Digo e os dois me olham
—A verdade é que ele quem veio se metendo nos meus planos -Digo
—Você disse que precisava de uma arma não disse? -B diz
—Ahh mas se o problema é este podemos resolver agora -Klar diz andando até um corredor escuro,nós os seguimos
A princípio o lugar me assustou um pouco,mas agora eu me sentia bem.Entramos em uma sala com várias armas de todos os tipos,tamanhos e modelos desde revólvers comuns até metralhadoras pesadas
—Qual a princesa vai querer? -Ele pergunta para mim
—Não me chame de princesa -Rosno
—Então devo chamar-lhe como? -Ele pergunta sorrindo torto
—A -Respondo caminhando pela sala e analisando as armas
Eu precisava de algo potente mas não muito grande
—Me indique algo pequeno mas que possa fazer um grande estrago -Digo
—Esta aqui -Klar diz pegando um revólver preto com o punho em couro,a arma me lembrava um pouco aquelas de faroeste
—Ótima -Digo pegando a peça de sua mão
—Quanto vai custar? -Pergunto
—Eu cobraria uma transa mas como você está acompanhada do... -Ele começa a dizer mas para e olha para B
—B -O moreno diz
—Mas como você está acompanhada do B não cobrarei nada -Ele termina a frase
Confirmo com a cabeça guardando a arma em minha mochila
—E você grandão,o que vai querer? -Ele pergunta para B
—Estou bem com minhas armas,preciso apenas que me informe um banco na região fácil de ser assaltado -Ele responde
—Certo -Ele diz caminhando para o lado oposto da sala onde havia um quadro com o mapa da cidade que até então eu não havia notado
—Black Bank -Ele diz apontando para um local no mapa
—Qual o horário com menor movimento? -B pergunta
Klar olha no relógio e parece pensar um pouco
—Huumm,agora seria uma boa hora -Ele diz
Klar nos entrega dois daqueles capuzes e um saco preto pretos.Saímos da sala e caminhamos novamente para o corredor,voltando para o comodo principal
—Mais alguma coisa? -Ele pergunta
—Não,por enquanto não,obrigada por tudo -B agradece
Damos as costas para o homem e saímos do prédio,não demorou muito e já estávamos no carro,desta vez B dirigia
—Suponho que nesta mochila tenha roupas,então porque precisa de mais? -Ele pergunta olhando para a mochila em meu colo
—Aqui dentro não tem somente roupas,na verdade,acho que tenho aqui somente uma muda de roupas -Confesso
—Então o que faz tanto volume ainda dentro? -Ele pergunta
—A curiosidade matou o gato -Digo
—Não matou não loira,eu estou bem aqui -Ele diz e eu rolo os olhos
—Meu notebook e alguns objetos pessoais -Respondo
Ele para o carro uma rua antes da rua do banco,esta era meio deserta e sem movimento algum.Peguei meu capuz e o coloquei no bolso da minha calça e a minha arma em minha cintura,desci do carro e fui para o lado de B
—Haja naturalmente,se não souber o que fazer,é só ficar quieta que eu cuido de tudo -Ele diz
—Este é o problema -Digo
—Eu sei o que fazer -Completo me virando e começando a caminhar
Colocamos nossos capuzes e entrando no banco,ele não estava muito movimentado e os funcionários ainda ajeitavam tudo,apenas uma idosa estava sacando no caixa eletrônico.Olhei em volta e procurei pelas câmeras dando tiros em todas as que eu encontrava.B foi até o guarda e apontou a arma em sua cabeça .A atendente que estava na parte privada ao ver aquilo se assustou
—ME PASSE O DINHEIRO OU EU ATIRO NELE -B gritou
Somente então a idosa parece notar o assalto e assustada começou a mexer em sua bolsa
—Nem pensar,me passe o dinheiro e o celular -Digo apontando minha arma para ela
Ela se assusta e faz o que eu pedi sem pensar duas vezes,a sensação de ser obedecida era maravilhosa.A atendente remexia nas gavetas e nos cofres da parte de dentro do banco tirando bolos e bolos de dinheiro e os colocando na mesa,não podíamos ir pega-los ou então ficaríamos presos na porta.
—TRAGA LOGO TUDO ISTO AQUI OU EU ATIRO NELE -B grita e a atendente pega os bolos de dinheiro desesperada e passa pela porta derrubando tudo no chão,B me joga o saco preto e eu pego ele no ar começando a colocar os bolos de dinheiro lá dentro.O guarda em um movimento rápido pegou sua arma e apontou para mim,continuei colocando os bolos de dinheiro no saco
—Nem tente,até de você puxar o gatilho já estará morto no chão -B diz e eu vejo o guarda engolir em seco e abaixar a arma
Termino de pegar o dinheiro e B solta o guarda
—NOS VAMOS SAIR,SE TENTAREM QUALQUER COISA,JÁ SABEM -Grito
Vamos deixando o banco andando de costas com as armas apontadas para eles,assim que passamos pela porta de entrada começamos a correr e logo já estávamos na outra rua.Abro a porta do carro e jogo o saco de dinheiro no banco de trás me sentando no banco do carona e tirando o capuz,B faz o mesmo e acelera o carro
—Conseguimos,agora é só você dizer onde vai querer ir primeiro -Ele diz
—Não pegamos muito dinheiro então tenho uma ideia,com a minha parte vou comprar somente as roupas e guardar o resto,o carro eu roubo outro -Digo
—Sua parte?O dinheiro é seu -Ele diz
—Você fez isto de graça? -Pergunto
Ele abre a boca para responder mas seu telefone toca,ele o atende e dá um soco no volante.Ele fica um tempo escutando o que a pessoa do outro lado da linha dizia e então desliga o aparelho e olha para mim
—Isto é o mínimo que posso fazer depois de ter metido em uma tremenda confusão -Ele diz
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