Protection

2 II. Convivência


Notas iniciais
obrigada pelos reviews
espero que gostem

Sasori acordou sentindo pontadas nas costas, fez uma careta de dor se levantando com dificuldade. Na noite passada, se surpreendeu quando a criança loira havia falado com você, mas não havia passado daquilo.

Deidara era tímido, ou tinha medo do ruivo.

Normal para alguém que vivia até então nas ruas sem nenhum recurso básico para viver.

Andou até a cozinha, olhando o calendário. Era uma manha de sábado, teve sorte por encontrar o loiro em uma sexta, poderia ficar mais tempo com ele e tentar conseguir sua confiança nesse final de semana;

Pegou uma caixa de leite na geladeira e alguns ovos e manteiga. Iria fazer o café da manhã para Deidara antes que ele acordasse. Fritou os ovos, e fez uma vitamina, havia pão integral no armário e colocou tudo na mesa, junto com uma jarra de suco.

Um café bem simples, até porque o ruivo não era bom na cozinha.

Foi até seu quarto, vendo o loiro dormir tranquilamente; teve até pena de acordá-lo, mas devia fazer. Sentou na ponta da cama, balançando a criança de leve a vendo despertar assustada.

“Ohayou” sorriu e se levantou. “Você precisa tomar café, ainda deve estar fraco”, aliás, ele era uma criança de rua, deve estar doente e seu apetite a mil.

Deidara esfregou os olhos com uma mãozinha, e olhou para os lados. Parecia confortável no quarto.

“Pode usar o banheiro, quando terminar vá até a cozinha” andou até a porta. “Há uma escova de dente azul, use ela” e saiu do quarto.

O loirinho estranhava a gentileza do ruivo, nunca ninguém havia o ajudo desde que seus pais morreram. Levantou-se timidamente indo até o banheiro com o mais velho sugeriu; não é que não gostasse da companhia do ruivo, mas ele ainda era um estranho aos olhos do pequeno.

Fez uma higiene matinal desajeitada e foi rumo à cozinha, sentindo o cheiro dos ovos fritos e sentindo sua barriga roncar. Encontrou Sasori lendo um livro enquanto balburdiava um café.

“Sente-se” pediu sem tirar seus olhos avermelhados do livro de física. O loiro se sentou, olhando o café pronto na mesa e um pedaço de bolo ao lado. “Fique a vontade” Sasori já estava olhando para o loiro nesse momento.

Deidara começou a comer, não tão desesperado como antes, mas comia com ansiedade.

“Você não precisa ter vergonha ou medo de mim, eu sou seu amigo” o ruivo chamou a atenção do loiro. “Posso ser um estranho ao seu olhar, mas fique a vontade”.

Ficaram em silêncio.

O telefone tocou e Sasori foi atender.

“Oi Sakura, o que quer?” Deidara ouviu o ruivo no telefone. “Não posso...” silêncio. “Foi você mesma que disse que não queria me ver, porque a mudança de humor?” o loiro bebeu a vitamina. “Já disse que não posso!” se assustou com o tom de voz do ruivo. “Por que não lhe interessa”

O ruivo voltou para a cozinha com uma expressão irritada, mas a desfez quando percebeu o olhar do menor sobre si. Sorriu constrangido.

“Quer dar um passeio hoje?”

***

Andavam de mãos dadas pela causada, Deidara se lambuzava com dango enquanto o maior apenas aprestava atenção na rua. Queria se descontrair, relaxa e esquecer seus problemas.

Principalmente quando o assunto era Sakura.

Chegaram a uma casa pintada de branco e foram até a porta, o ruivo bateu e esperaram um pouco. Deidara olhava curioso para os lados, não conhecia o lugar.

Uma mulher morena abriu a porta e sorriu para o ruivo, mas arregalou os olhos ao ver o loiro.

“Sasori, quem é ele?”

“Podemos entrar?” ela deu passagem e os dois entraram tirando os sapatos.

Soltou a mão do menor, mas o mesmo não saiu de perto de si. Praticamente se escondeu atrás de Sasori.

“Eu o achei na rua, sozinho, com frio, fome, doente... não iria simplesmente deixá-lo morrer” o ruivo resmungou ao ver o olhar da amiga.

“E a sua avó?”

“Não sabe...”

“Quando vai contar?”

“Quando ela voltar, oras”.

“E se ela não o aceitar?”

“Konan, você conhece a Chiyo-baa, ela não vai o deixar na rua sozinho novamente” deu de ombros e bagunçou os cabelos do loiro. “Quero sua ajuda com ele”

“Own” se aproximou, mas Deidara se escondeu mais atrás de Sasori. “Como ele se chama?”

“Deidara”

“Você que deu esse nome?”

“Não, ele se apresentou”.

“Oi Deidara, sou Konan” sorriu “Você é muito fofo” olhou para Sasori. “São suas roupas?”

“Ou era isso ou ele ficava nu” revirou os olhos.

“Certo, tenho algumas roupas que acho que irão caber em você, Deidara-chan” esticou a mãos para o loiro. “Não seja tímido”

Deidara olhou para Sasori, que balançou a cabeça dizendo para ele ir. E o loiro saiu escadas a cima com a azulada.

Konan e Sasori eram melhores amigos, sempre juntos e contavam um com o outro sempre. Os pais da azulada estavam sempre trabalhando, então ele passava os finais de semana com ela, já que sua avó também estava viajando.

Sentou no sofá suspirando e tentando relaxar.

Konan tinha razão. Ele não sabia se sua avó iria aceitar Deidara e tinha medo por isso... Preferia pensar que ela iria o aceitar como um segundo neto, era melhor ser pessimista.

Levantou-se subindo as escadas e entrando no quarto de Konan, encontrando ela e Deidara escolhendo roupas.

“Sasori-kun, ele é um garotinho muito fofo.” Sorriu para Deidara, que sorriu de volta.

Sasori franziu o cenho.

“Ele não é tão aberto assim comigo”

“Você é muito chato e indelicado!” a azulada riu e o ruivo fez uma careta ofendida. “Pode se vestir, Deidara-chan”.

***

Deidara já estava vestido com uma camiseta preta e uma calça da mesma cor, só usava os mesmo sapatos. Eram roupas femininas, mas eram o que tinham, e ele não podia reclamar.

Estavam na sala conversando, enquanto o loiro pintava alguns desenhos em um livro infantil.

“Ela fez o que?”

“Não me faça repetir...”.

“Ainda acho que você devia dar um fim nisso, Sasori” disse preocupada, Sasori suspirou. “Ela não merece você...”.

“Não é tão simples”

E não era mesmo, Sakura era sua namorada há dois anos ou mais, ele gostava dela; mas a rosada às vezes irritava, e muito. Mas o ruivo não podia negar, gostava muito dela.

“E você não é a melhor pessoa para falar sobre relacionamentos... Como está o Yahiko?”

Ficaram em silêncio.

“Ahn... Quer sorvete Deidara-chan?” mudou de assunto e Sasori percebeu, mas não disse nada.

“Não Konan, está frio e ele pode ficar doente” retrucou e Deidara olhou para os dois, como se quisesse aceitar.

“Não seja chato Sasori, é só um pouco” foi até a cozinha e logo trouxe um pote grande de sorvete de creme com cauda de chocolate. Deidara sorriu.

O ruivo revirou os olhos.

“Se ele ficar doente, você irá cuidar dele!”

“Sem problemas” e começou a comer, junto com o loiro.

***

Sasori acordou ouvindo barulhos estranhos vindo de seu quarto e levantou com dificuldade pela dor nas costas por estar dormindo no sofá, mas conseguiu se levantar. Caminhou até o quarto vendo o loiro se remexer e espirrar; ele estava acordado e fungava com dificuldade, Sasori suspirou e foi para a cozinha.

Pegou um remédio e colocou umas gotinhas na água, voltando para o quarto resmungando.

“Eu disse para não tomar aquele sorvete” falou dando o remédio para Deidara. O loiro se sentou e pegou o copo. “Onde está a Konan agora para cuidar de você?” o loiro bebeu fazendo cara feia.

Pegou o copo e mediu a temperatura do menor.

“Febre” resmungou. Deitou o loiro na cama e se levantou. “Descanse”.

Ia sair do quarto, mas novamente Deidara não o deixou. Puxou a manga de seu pijama e corou quando o ruivo o encarou.

“F-fica aqui comigo... E-eu... tive um pesadelo” choramingou e o ruivo ficou em silêncio o encarando. Colocou o copo no chão e voltou a se sentar na cama.

Deidara se afastou dando espaço para o ruivo.

“Boa noite, Deidara” se arrumou na cama ao lado do loiro. O pequeno se aconchegou nos braços do maior e fechou os olhos, sentindo-se protegido.

“Boa noite, Sasori nii-san”.

Notas finais
comentem, bjs