Notas iniciais
Yay! Mais um espero que gostem!

POV Logan

Ótimo, mais um grupinho que nós não temos como saber se são do bem ou do mal. Sem falar que agora que Senpi também era umas das vitimas, não tínhamos ninguém para cura-la.

-Saiam do caminho, eu posso salva-las!- disse uma menina.

-Como sabemos que podemos confiar em vocês?- perguntei.

-Acabamos de salvar a sua vida.- disse Signe, a única menina que eu sabia o nome. Ela era alta, forte, de olhos azuis, cabelo bem loiro e um rosto fino.

A menina que supostamente podia curar minhas amigas foi até elas e começou a fazer umas coisas com as mãos e murmurar umas palavras que não entendia.

-Quem é você?- perguntei.

Ela saiu do seu transe, se virou e disse:

-Eu sou Ijaya, filha de Eir.

-Eir?- perguntei, mas antes que ela pudesse responder, Signe apareceu em minha frente e me mandou me afastar para que Ijaya pudesse terminar seu trabalho.

-Elijah, eles não podem ser perigosos?- sussurrei.

-Acho que não… Eles nos ajudaram a derrotar os monstros. Além do mais, Ahmose falou que teríamos reforços quando chegássemos aqui.

-É…- concordei.

-Pronto,- disse Ijaya, se levantando. Ijaya era hindu, obiviamente, ela tinha cabelo preto e grosso que estava em uma transe, uma pedra vermelha entre suas sobrancelhas, uma pinta na bochecha, pele e olhos marrons. Ela usava um vestido bem solto, laranja e amarelo, apesar do frio, diversas pulseiras e penduravam de seus pulsos.

Ahmose piscou algumas vezes e então se levantou, o mesmo com Senpi.

-O que aconteceu?- perguntou Ahmose.

-Nós ganhamos, você foi possuída, Ijaya te curou.

-Ah, obrigada, Ijaya. Mas quem são vocês?

-Eles são os reforços que Nephthys mandou.- disse Elijah.

-Oh…

-Venham.- disse Signe, nos levando à entrada do navio.

Era realmente fenomenal, o navio inteiro era de madeira e decorado com os mais diversos detalhes. Um menino coreano com mechas vermelhas estava sentado em um banco, dando nós em uma corda.

Havia um menino bem no alto do navio, um observador. Não pude vê-lo direito, mas acho que ele tinha cabelo bem loiro.

-DYLAN!- gritou Signe, — VAMOS LOGO!

Um menino que estava apoiado no timão fez que sim com a cabeça e gritou:

-CHOI! DESAMARRA! VAMOS TIRAR ESSA PORRA DAQUI!- ele sorriu.

Signe fez uma cara feia para ele, mas ajudou o coreano, Choi a desamarrar as cordas que o coitado havia acabado de amarrar.

Fui surpreendido quando o navio saiu, quase caí de cara.


POV Senpi


-Oi.- eu disse, me aproximando do menino coreano.

–Oi.- ele respondeu.

–Seu nome é Choi, não?

–É.

–Você é coreano mesmo?

–Metade coreano, na verdade. Nasci em Seoul e meu pai é coreano, mas minha mãe não.

–Ah, sua mãe é o que?

–Uh… Ela é uma deusa, então acho que ela não tem um lar fixo…

–Oh, entendo. Você é grego, então.

–Grego? Do que está falando?

–É que os semideuses gregos tem um pai ou uma mãe deus, então você é grego não? Tipo, você é filho de Atena ou Demetra.

-Atena? Demetra?

-Você é filho de que deusa?

-Skadi.

-Skadi?! Aquela que é toda azul? Deusa do inverno e etc.?

-É. A deusa do inverno. Por que essa surpresa toda? Você é filha de quem?

-De ninguém… Quer dizer, eu sou egípcia, então…

-Ah, é me explicaram.

-Engraçado, eu sempre achei que o deus grego do inverno fosse Bóreas.

-E é.

-Então existem dois deuses do inverno?!

-Não. É como Anúbis e Hades. São deuses da mesma coisa, mas diferentes.

-Então Skadi é da onde?

-Bem, segundo a Prose Edda, ela é a deusa dos invernos.

-O que é a Prose Edda?

-É da onde eu e os outros semideuses tiramos todo o nosso conhecimento.

-Conhecimento do que?

-Dos deuses, dos mitos, das histórias… Vocês não sabem de nada?!

-Não sabemos nem o objetivo da nossa missão ainda.

-Sério? Por Odin, vocês tão mesmo perdidos.

-Odin?!

-É. Odin é o deus de todos, para nós.

-OH MEUS DEUSES!- eu cobri minha boca, surpresa – VOCÊS SÃO NORDICOS! NORDICOS! EU SABIA! GELO TODA HORA! HÁ!

-Haha, é.

-E aonde nós vamos? Eu sei que é Svalbard, mas tipo é um acampamento?! Um o que?!

-Você verá. É muito melhor que isso. –ele sorriu.


POV Lissa


-Elijah, eu tô me sentindo mal por ter abandonado o Alex. E se ele estiver em perigo?- eu disse.

-Duvido, ele estava sorrindo quando se foi…

-Mas tô meio mal pela Angela, sabe…

-Só dê graças que nós conseguimos chegar até aqui.

-É…- murmurei.


POV NIALL


-TERRA À VISTA, CAPITÃO!- gritou o menino que estava lá no alto.

-AYE, MARUJO!- disse o menino que estava no leme, Dylan

Pelo visto já estávamos quase chegando.

A ilha de Svalbard não passava de um monte de montanhas com picos nevados.

-AGORA, MARUJO!- gritou Dylan.

Senti um solavanco, e quando vi, estávamos saindo da água.

Tipo, flutuando. O navio estava flutuando. Me virei e vi que Dylan estava rindo, provavelmente da nossa cara. Não dava pra ver muito bem, mas Dylan estava usando uma regata branca com calça bem solta verde militar, seu cabelo era marrom escuro e curto, olhos castanhos e uma tatuagem de cobra no braço esquerdo.

O navio flutuante entrou em uma caverna em uma Montana, era um buraco quase invisível, mas estava lá.

O navio entrou silenciosamente, era bem escuro lá dentro, até que uma serie de tochas se acenderam e ficou tão claro quanto lá fora.

Avistamos um enorme plano dentro da montanha, lá tinham alguns chalés como no acampamento meio sangue.

Me perguntei se realmente era assim lá em baixo, parecia ser depressivo estar cercado de rochas pretas sendo iluminadas apenas por tochas.

Como se eu previsse o future, nós atravessamos uma espécie de barreira, atrás dela era como o acampamento meio sangue, ensolarado, feliz, um céu azul. Dificil pensar que estávamos dentro de uma montanha.

-Niall!- disse Senpi –Tenho que te contar uma coisa! É fantástico!

Ela me explicou sobre a conversa que teve com Choi e como eles eram semideuses nórdicos.

-Nórdicos?- sussurrei –Tem certeza.

-Choi me disse que é filho de Skadi.

-Skadi?-engoli em seco–Aquela mulher que encontramos na estação?

-Aham.- ela disse, sorrindo.

-Puxa… Que legal.- eu disse.

Só fico me perguntando por que Quiron ou o Sr. D não me explicaram nada disso… Talvez por que achassem que não iriamos acreditar, ou…

O navio parou a uns cinco centímetros do chão, todos descemos e fomos recebidos por um senhor mais velho, vestido completamente com armaduras, uma espada em sua cintura e um escudo nas costas.

-Ah, haha!- ele disse – Eu sou Fjolnir! Vocês devem ser os gregos e os egípcios, venham, vamos continuar essa conversa em um local mais privado…

Fomos levado à uma sala gigante em que um homem baixo, com uma barba loira e um capacete Viking, ele segurava um machado gigante.

-Quem são, Fjolnir?- perguntou.

-São os semideuses para a missão, senhor.

-Woa, woa! Espera ai!- disse Choi. –Nós também?

-Sim. Vocês tambem.- disse Fjolnir.

-Ah, pois bem, acho melhor acomoda-los antes que expliquemos mais sobre a missão, certo?

-Sim, senhor.- concordou Fjolnir. – Dylan e Choi, leve Ahmose e Senpi para a enfermaria. Pelo que eu soube, elas ainda não estão muito bem. Ijaya, acompanhe-os. Signe e Váli, mostrem aos outros onde ficarão.



Notas finais
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